Terça-feira, 31 de Março de 2009

ANTONIO LUIZ SAYÃO

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 12 de abril de 1829 e retornou à Espiritualidade no dia 31 de março de 1903, próximo a completar 74 anos de idade
Pioneiríssimo trabalhador do Espiritismo no Rio de Janeiro, quiçá do Brasil, foi um dos fundadores do Grupo dos Humildes, depois Grupo Ismael da Federação Espírita Brasileira, do qual foi diretor. Sayão tornou-se espírita no ano de 1878 e como autêntico trabalhador e colaborador de Jesus e Ismael, começou de imediato nas atividades, destacando-se entre os grandes pioneiros do Espiritismo. Foi o Grupo Ismael, verdadeira fortaleza moral, que levantou o ânimo dos trabalhadores da FEB e conseguiu fazê-la a Casa Máter do Espiritismo no Brasil, arregimentando homens da envergadura moral de Bittencourt Sampaio, Bezerra de Menezes, Ewerton Quadros, Dias da Cruz e tantos outros baluartes da Boa Nova. A vida de Sayão foi um exemplo de amor e trabalho. Escritor, Jornalista, Pregador, dedicado à assistência aos necessitados e itimorato propagador da Doutrina.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:22

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ANTONIO LUIZ SAYÃO

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 12 de abril de 1829 e retornou à Espiritualidade no dia 31 de março de 1903, próximo a completar 74 anos de idade
Pioneiríssimo trabalhador do Espiritismo no Rio de Janeiro, quiçá do Brasil, foi um dos fundadores do Grupo dos Humildes, depois Grupo Ismael da Federação Espírita Brasileira, do qual foi diretor. Sayão tornou-se espírita no ano de 1878 e como autêntico trabalhador e colaborador de Jesus e Ismael, começou de imediato nas atividades, destacando-se entre os grandes pioneiros do Espiritismo. Foi o Grupo Ismael, verdadeira fortaleza moral, que levantou o ânimo dos trabalhadores da FEB e conseguiu fazê-la a Casa Máter do Espiritismo no Brasil, arregimentando homens da envergadura moral de Bittencourt Sampaio, Bezerra de Menezes, Ewerton Quadros, Dias da Cruz e tantos outros baluartes da Boa Nova. A vida de Sayão foi um exemplo de amor e trabalho. Escritor, Jornalista, Pregador, dedicado à assistência aos necessitados e itimorato propagador da Doutrina.
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31.03.1869 - DESENCARNE DE ALLAN KARDEC




"É sob o golpe da dor profunda causada pela partida prematura do venerável fundador da Doutrina Espírita que iniciamos uma tarefa, simples e fácil para as suas mãos sábias e experimentadas, mas cujo peso e gravidade nos acabrunhariam, se não contássemos com o concurso eficaz dos bons Espíritos e com a indulgência dos nossos leitores.Quem, entre nós, poderia, sem ser tachado de presunçoso, gabar-se de possuir o espírito de método e de organização com que se iluminam todos os trabalhos do mestre? Só a sua poderosa inteligência poderia concentrar tantos materiais diversos, triturá-los, transformá-los, para a seguir os espalhar como um orvalho benfazejo sobre as almas desejosas de conhecer e de amar!Incisivo, conciso, profundo, ele sabia agradar e fazer-se compreender, numa linguagem ao mesmo tempo simples e elevada, tão afastada do estilo familiar quanto das obscuridades da Metafísica.
Multiplicando-se incessantemente, até aqui ele havia atendido a tudo. Entretanto, o diário crescimento de suas relações e o incessante desenvolvimento do Espiritismo o fizeram sentir a necessidade de contar com alguns auxiliares inteligentes, e ele preparava, simultaneamente, a organização nova da Doutrina e de seus trabalhos, quando nos deixou para ir a um mundo melhor, colher o prêmio da missão cumprida e reunir os elementos para uma nova obra de devotamento e de sacrifício.
Ele era só!... Nós nos chamaremos legião, e, por mais fracos e inexperientes que sejamos, temos a íntima convicção de que nos manteremos à altura da situação se, partindo dos princípios estabelecidos e de uma evidência incontestável, nos dedicarmos a executar, tanto quanto nos seja possível e conforme as necessidades do momento, os projetos futuros que o próprio Sr. Allan Kardec se propunha a realizar.
Enquanto seguirmos a sua via e todas as boas vontades se unirem num esforço comum, para o progresso e a regeneração intelectual e moral da Humanidade, o Espírito do grande filósofo estará conosco e nos ajudará com sua poderosa influência. Possa ele suprir a nossa insuficiência e possamos tornar-nos dignos de seu concurso, consagrando-nos à obra com o mesmo devotamento e sinceridade, se não com tanta ciência e inteligência!
Em sua bandeira ele havia inscrito estas palavras: trabalho, solidariedade, tolerância. Como ele, sejamos infatigáveis; conforme seus desejos, sejamos tolerantes e solidários e não temamos seguir o seu exemplo, pondo vinte vezes sobre a mesa os princípios ainda em discussão. Apelamos ao concurso e às luzes de todos. Tentaremos avançar com mais certeza do que velocidade e nossos esforços não serão infrutíferos se, como estamos persuadidos - e de que seremos os primeiros a dar exemplo - cada um tratar de cumprir o seu dever, pondo de lado qualquer questão pessoal, a fim de contribuir para o bem geral.
Não poderíamos entrar sob melhores auspícios na nova fase que se abre para o Espiritismo, do que dando a conhecer aos nossos leitores, em rápido esboço, o que foi toda a sua vida, o homem íntegro e honrado, o sábio inteligente e fecundo, cuja memória se transmitirá aos séculos futuros, cercada da auréola dos benfeitores da Humanidade.

Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma antiga família que se distinguia na magistratura e na tribuna jurídica, o Sr. Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu esta carreira. Desde a primeira juventude sentia-se atraído para o estudo das Ciências e da Filosofia.Educado na Escola de Pestalozzi, em Iverdun, Suíça, tornou-se um dos mais eminentes discípulos do célebre professor e um dos propagadores zelosos de seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos na Alemanha e na França.
Dotado de uma inteligência notável e atraído para o ensino por seu caráter e suas aptidões especiais, desde a idade de quatorze anos ensinava o que sabia aos seus discípulos que tinham aprendido menos que ele. Nesta escola se desenvolveram as idéias que, mais tarde, deveriam colocá-lo na classe dos homens avançados e dos livre-pensadores.
Nascido na religião católica, mas educado em país protestante, os atos de intolerância que a propósito teve de sofrer, desde cedo o fizeram conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar a uma unificação de crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável à solução deste grande problema.
Mais tarde o Espiritismo lhe veio fornecer esse elemento e imprimir uma direção especial aos seus trabalhos.
Terminados os estudos, voltou para a França. Dominando a fundo a língua alemã, traduziu para a Alemanha diversas obras de educação e de moral e, o que é característico, as obras de Fénelon, que o haviam seduzido particularmente.
Era membro de várias sociedades científicas, entre outras, da Academia Real de Arras que, em seu concurso de 1831, o laureou por uma memória notável sobre esta questão: "Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?"
De 1835 a 1840, em seu domicílio, à rua de Sèvres, fundou cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia etc; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um pequeníssimo número de inteligências se aventurava a entrar por esse caminho.
Constantemente preocupado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso para ensinar a contar e um quadro mnemônico da História da França, tendo por objetivo fixar na memória as datas dos acontecimentos notáveis e das grandes descobertas que ilustraram cada reinado.
Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes:
Plano proposto para o melhoramento da instrução pública (1828);
Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829);
Gramática Francesa Clássica (1831);
Manual dos exames para o título de capacidade; Soluções raciocinadas das questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846);
Catecismo gramatical da Língua Francesa (1848);
Programa dos cursos de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que professava no Liceu Polimático;
Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbonne, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito estimada na época de seu aparecimento e da qual ainda recentemente ele tirava novas edições.

Antes que o Espiritismo viesse popularizar o pseudônimo Allan Kardec, tinha ele, como se vê, sabido ilustrar-se por trabalhos de natureza completamente diversa, mas tendo como objetivo esclarecer as massas e ligá-las cada vez mais à família e ao país.
Em 1850, desde que se tratou das manifestações dos Espíritos, o Sr. Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esses fenômenos e empenhou-se principalmente em lhes deduzir as consequências filosóficas. Entreviu desde logo o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma porção de problemas reputados insolúveis, e compreendeu o seu alcance do ponto de vista religioso.

Suas principais obras sobre esta matéria são:
O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857;
O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861);
O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864);
O Céu e o Inferno, ou a justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865);
A Gênese, Os Milagres e as Predições (janeiro de 1868);
A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, coleção mensal começada a 1º de janeiro de 1858.
Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade Espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim exclusivo é o estudo de tudo o que possa contribuir para o progresso desta nova Ciência.
A justo título o Sr. Allan Kardec se defende de haver algo escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas: homem de um caráter frio e calmo, observou os fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro a elaborar a sua teoria e a dispô-los num corpo metódico e regular. Demonstrando que os fatos falsamente qualificados de sobrenaturais estão submetidos a leis, fá-los entrar na ordem dos fenômenos da Natureza e assim destrói o último refúgio do maravilhoso, um dos elementos da superstição.
Durante os primeiros anos em que se cogitava dos fenômenos espíritas, essas manifestações eram antes objeto de curiosidade do que assunto para sérias meditações. O Livro dos Espíritos colocou o assunto sob um aspecto completamente novo. Abandonaram-se então as mesas girantes, que apenas haviam sido um prelúdio, voltando-se o interesse para um corpo de doutrina que abarcava todas as questões ligadas à Humanidade. Do aparecimento de O Livro dos Espíritos data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então se constituía apenas de elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance não havia sido compreendido suficientemente; também a partir desse momento a doutrina chamou a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos essas idéias encontraram numerosos aderentes em todas as camadas da sociedade e em todos os países. Este sucesso sem precedentes se deve sem dúvida às simpatias que essas idéias encontraram, mas é devido em grande parte à clareza, que é uma das características distintivas dos escritos de Allan Kardec.
Abstendo-se das fórmulas abstratas da Metafísica, o autor soube fazer-se ler sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos da controvérsia, sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouca margem à refutação e predispõe à convicção. As provas materiais que o Espiritismo oferece da existência da alma e da vida futura tendem à destruição das idéias materialistas e panteístas. Um dos mais fecundos princípios desta doutrina, que decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma porção de filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugéne Sue e outros, mas permanecendo apenas em estado de hipótese e de sistema, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da Humanidade. Deste princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. Assim, o homem sabe de onde vem, para onde vai, para o que está na Terra e porque sofre.As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pela volta dos homens dos tempos passados, que revivem depois de haverem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores; essas relações, que ligam a grande família humana de todas as épocas, oferecem as próprias leis da Natureza, e não mais uma teoria, como base dos grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal.
Em vez do princípio: "fora da Igreja não há salvação", que alimenta a divisão e a animosidade entre as diversas seitas, e que tem feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem por máxima: "fora da caridade não há salvação", isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a mútua benevolência.
Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, diz ele: "Não há fé inabalável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. A fé necessita de uma base e esta base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que hoje faz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abdicação de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio". (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o último a postos, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio aos preparativos de mudança de local, exigida pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Numerosas obras em via de conclusão, ou que aguardavam o tempo oportuno para aparecerem, virão um dia provar, ainda mais, a extensão e o poder de suas concepções.
Morreu como viveu: trabalhando. Há longos anos sofria de uma moléstia do coração, que só podia ser combatida pelo repouso intelectual e alguma atividade material. Mas, inteiramente dedicado ao seu trabalho, recusava-se a tudo quanto pudesse tomar-lhe o tempo, em prejuízo de suas ocupações prediletas. Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lâmina gastou a bainha.O corpo tornava-se pesado e se recusava a servi-lo, mas o espírito, mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, alargava cada vez mais o seu círculo de atividades.
Numa luta desigual, a matéria não podia resistir eternamente. Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem deixava a Terra, mas um grande nome tomava lugar entre as ilustrações deste século, um grande Espírito ia retemperar-se no infinito, onde todos os que ele havia consolado e esclarecido impacientemente esperavam a sua chegada.
"A morte", dizia ele ainda recentemente, "a morte fere em golpes redobrados nas camadas ilustres!... A quem virá ela agora libertar?"
Ele foi, após tantos outros, retemperar-se no Espaço, buscar novos elementos para renovar o seu organismo gasto por uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que serão os faróis da nova geração, para voltar em breve com eles a fim de continuar e concluir a obra deixada entre mãos devotadas.
O homem não existe mais; a alma, porém, ficará entre nós. É um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador infatigável que aumentou as Falanges do Espaço. Como na Terra, sem ferir a ninguém, a cada um saberá fazer ouvir os conselhos convenientes; dosará o zelo prematuro dos ardentes, ajudará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Hoje ele vê e sabe tudo quanto previa ainda há pouco! Não mais está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos. E nos fará partilhar da sua convicção, obrigando-nos a tocar a verdade com o dedo, indicando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o fez um padrão nos anais literários.O homem não existe mais - repetimo-lo. Mas Allan Kardec é imortal e sua lembrança, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que sustentarem, alto e firme, a bandeira que ele sempre soube fazer respeitar.Uma individualidade poderosa construiu a obra; era o guia e a luz de todos. Na Terra, a obra tomará o lugar do indivíduo. Não nos uniremos em torno de Allan Kardec; estaremos unidos em torno do Espiritismo, tal qual ele o constituiu, e, por seus conselhos, sob sua influência, avançaremos a passos certos para as fases prometidas à Humanidade regenerada -

(Transcrito da Revista Espírita, Maio, 1869).
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:16

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31.03.1869 - DESENCARNE DE ALLAN KARDEC




"É sob o golpe da dor profunda causada pela partida prematura do venerável fundador da Doutrina Espírita que iniciamos uma tarefa, simples e fácil para as suas mãos sábias e experimentadas, mas cujo peso e gravidade nos acabrunhariam, se não contássemos com o concurso eficaz dos bons Espíritos e com a indulgência dos nossos leitores.Quem, entre nós, poderia, sem ser tachado de presunçoso, gabar-se de possuir o espírito de método e de organização com que se iluminam todos os trabalhos do mestre? Só a sua poderosa inteligência poderia concentrar tantos materiais diversos, triturá-los, transformá-los, para a seguir os espalhar como um orvalho benfazejo sobre as almas desejosas de conhecer e de amar!Incisivo, conciso, profundo, ele sabia agradar e fazer-se compreender, numa linguagem ao mesmo tempo simples e elevada, tão afastada do estilo familiar quanto das obscuridades da Metafísica.
Multiplicando-se incessantemente, até aqui ele havia atendido a tudo. Entretanto, o diário crescimento de suas relações e o incessante desenvolvimento do Espiritismo o fizeram sentir a necessidade de contar com alguns auxiliares inteligentes, e ele preparava, simultaneamente, a organização nova da Doutrina e de seus trabalhos, quando nos deixou para ir a um mundo melhor, colher o prêmio da missão cumprida e reunir os elementos para uma nova obra de devotamento e de sacrifício.
Ele era só!... Nós nos chamaremos legião, e, por mais fracos e inexperientes que sejamos, temos a íntima convicção de que nos manteremos à altura da situação se, partindo dos princípios estabelecidos e de uma evidência incontestável, nos dedicarmos a executar, tanto quanto nos seja possível e conforme as necessidades do momento, os projetos futuros que o próprio Sr. Allan Kardec se propunha a realizar.
Enquanto seguirmos a sua via e todas as boas vontades se unirem num esforço comum, para o progresso e a regeneração intelectual e moral da Humanidade, o Espírito do grande filósofo estará conosco e nos ajudará com sua poderosa influência. Possa ele suprir a nossa insuficiência e possamos tornar-nos dignos de seu concurso, consagrando-nos à obra com o mesmo devotamento e sinceridade, se não com tanta ciência e inteligência!
Em sua bandeira ele havia inscrito estas palavras: trabalho, solidariedade, tolerância. Como ele, sejamos infatigáveis; conforme seus desejos, sejamos tolerantes e solidários e não temamos seguir o seu exemplo, pondo vinte vezes sobre a mesa os princípios ainda em discussão. Apelamos ao concurso e às luzes de todos. Tentaremos avançar com mais certeza do que velocidade e nossos esforços não serão infrutíferos se, como estamos persuadidos - e de que seremos os primeiros a dar exemplo - cada um tratar de cumprir o seu dever, pondo de lado qualquer questão pessoal, a fim de contribuir para o bem geral.
Não poderíamos entrar sob melhores auspícios na nova fase que se abre para o Espiritismo, do que dando a conhecer aos nossos leitores, em rápido esboço, o que foi toda a sua vida, o homem íntegro e honrado, o sábio inteligente e fecundo, cuja memória se transmitirá aos séculos futuros, cercada da auréola dos benfeitores da Humanidade.

Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma antiga família que se distinguia na magistratura e na tribuna jurídica, o Sr. Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu esta carreira. Desde a primeira juventude sentia-se atraído para o estudo das Ciências e da Filosofia.Educado na Escola de Pestalozzi, em Iverdun, Suíça, tornou-se um dos mais eminentes discípulos do célebre professor e um dos propagadores zelosos de seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos na Alemanha e na França.
Dotado de uma inteligência notável e atraído para o ensino por seu caráter e suas aptidões especiais, desde a idade de quatorze anos ensinava o que sabia aos seus discípulos que tinham aprendido menos que ele. Nesta escola se desenvolveram as idéias que, mais tarde, deveriam colocá-lo na classe dos homens avançados e dos livre-pensadores.
Nascido na religião católica, mas educado em país protestante, os atos de intolerância que a propósito teve de sofrer, desde cedo o fizeram conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar a uma unificação de crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável à solução deste grande problema.
Mais tarde o Espiritismo lhe veio fornecer esse elemento e imprimir uma direção especial aos seus trabalhos.
Terminados os estudos, voltou para a França. Dominando a fundo a língua alemã, traduziu para a Alemanha diversas obras de educação e de moral e, o que é característico, as obras de Fénelon, que o haviam seduzido particularmente.
Era membro de várias sociedades científicas, entre outras, da Academia Real de Arras que, em seu concurso de 1831, o laureou por uma memória notável sobre esta questão: "Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?"
De 1835 a 1840, em seu domicílio, à rua de Sèvres, fundou cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia etc; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um pequeníssimo número de inteligências se aventurava a entrar por esse caminho.
Constantemente preocupado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso para ensinar a contar e um quadro mnemônico da História da França, tendo por objetivo fixar na memória as datas dos acontecimentos notáveis e das grandes descobertas que ilustraram cada reinado.
Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes:
Plano proposto para o melhoramento da instrução pública (1828);
Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829);
Gramática Francesa Clássica (1831);
Manual dos exames para o título de capacidade; Soluções raciocinadas das questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846);
Catecismo gramatical da Língua Francesa (1848);
Programa dos cursos de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que professava no Liceu Polimático;
Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbonne, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito estimada na época de seu aparecimento e da qual ainda recentemente ele tirava novas edições.

Antes que o Espiritismo viesse popularizar o pseudônimo Allan Kardec, tinha ele, como se vê, sabido ilustrar-se por trabalhos de natureza completamente diversa, mas tendo como objetivo esclarecer as massas e ligá-las cada vez mais à família e ao país.
Em 1850, desde que se tratou das manifestações dos Espíritos, o Sr. Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esses fenômenos e empenhou-se principalmente em lhes deduzir as consequências filosóficas. Entreviu desde logo o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma porção de problemas reputados insolúveis, e compreendeu o seu alcance do ponto de vista religioso.

Suas principais obras sobre esta matéria são:
O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857;
O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861);
O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864);
O Céu e o Inferno, ou a justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865);
A Gênese, Os Milagres e as Predições (janeiro de 1868);
A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, coleção mensal começada a 1º de janeiro de 1858.
Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade Espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim exclusivo é o estudo de tudo o que possa contribuir para o progresso desta nova Ciência.
A justo título o Sr. Allan Kardec se defende de haver algo escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas: homem de um caráter frio e calmo, observou os fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro a elaborar a sua teoria e a dispô-los num corpo metódico e regular. Demonstrando que os fatos falsamente qualificados de sobrenaturais estão submetidos a leis, fá-los entrar na ordem dos fenômenos da Natureza e assim destrói o último refúgio do maravilhoso, um dos elementos da superstição.
Durante os primeiros anos em que se cogitava dos fenômenos espíritas, essas manifestações eram antes objeto de curiosidade do que assunto para sérias meditações. O Livro dos Espíritos colocou o assunto sob um aspecto completamente novo. Abandonaram-se então as mesas girantes, que apenas haviam sido um prelúdio, voltando-se o interesse para um corpo de doutrina que abarcava todas as questões ligadas à Humanidade. Do aparecimento de O Livro dos Espíritos data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então se constituía apenas de elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance não havia sido compreendido suficientemente; também a partir desse momento a doutrina chamou a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos essas idéias encontraram numerosos aderentes em todas as camadas da sociedade e em todos os países. Este sucesso sem precedentes se deve sem dúvida às simpatias que essas idéias encontraram, mas é devido em grande parte à clareza, que é uma das características distintivas dos escritos de Allan Kardec.
Abstendo-se das fórmulas abstratas da Metafísica, o autor soube fazer-se ler sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos da controvérsia, sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouca margem à refutação e predispõe à convicção. As provas materiais que o Espiritismo oferece da existência da alma e da vida futura tendem à destruição das idéias materialistas e panteístas. Um dos mais fecundos princípios desta doutrina, que decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma porção de filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugéne Sue e outros, mas permanecendo apenas em estado de hipótese e de sistema, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da Humanidade. Deste princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. Assim, o homem sabe de onde vem, para onde vai, para o que está na Terra e porque sofre.As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pela volta dos homens dos tempos passados, que revivem depois de haverem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores; essas relações, que ligam a grande família humana de todas as épocas, oferecem as próprias leis da Natureza, e não mais uma teoria, como base dos grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal.
Em vez do princípio: "fora da Igreja não há salvação", que alimenta a divisão e a animosidade entre as diversas seitas, e que tem feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem por máxima: "fora da caridade não há salvação", isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a mútua benevolência.
Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, diz ele: "Não há fé inabalável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. A fé necessita de uma base e esta base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que hoje faz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abdicação de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio". (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o último a postos, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio aos preparativos de mudança de local, exigida pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Numerosas obras em via de conclusão, ou que aguardavam o tempo oportuno para aparecerem, virão um dia provar, ainda mais, a extensão e o poder de suas concepções.
Morreu como viveu: trabalhando. Há longos anos sofria de uma moléstia do coração, que só podia ser combatida pelo repouso intelectual e alguma atividade material. Mas, inteiramente dedicado ao seu trabalho, recusava-se a tudo quanto pudesse tomar-lhe o tempo, em prejuízo de suas ocupações prediletas. Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lâmina gastou a bainha.O corpo tornava-se pesado e se recusava a servi-lo, mas o espírito, mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, alargava cada vez mais o seu círculo de atividades.
Numa luta desigual, a matéria não podia resistir eternamente. Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem deixava a Terra, mas um grande nome tomava lugar entre as ilustrações deste século, um grande Espírito ia retemperar-se no infinito, onde todos os que ele havia consolado e esclarecido impacientemente esperavam a sua chegada.
"A morte", dizia ele ainda recentemente, "a morte fere em golpes redobrados nas camadas ilustres!... A quem virá ela agora libertar?"
Ele foi, após tantos outros, retemperar-se no Espaço, buscar novos elementos para renovar o seu organismo gasto por uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que serão os faróis da nova geração, para voltar em breve com eles a fim de continuar e concluir a obra deixada entre mãos devotadas.
O homem não existe mais; a alma, porém, ficará entre nós. É um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador infatigável que aumentou as Falanges do Espaço. Como na Terra, sem ferir a ninguém, a cada um saberá fazer ouvir os conselhos convenientes; dosará o zelo prematuro dos ardentes, ajudará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Hoje ele vê e sabe tudo quanto previa ainda há pouco! Não mais está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos. E nos fará partilhar da sua convicção, obrigando-nos a tocar a verdade com o dedo, indicando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o fez um padrão nos anais literários.O homem não existe mais - repetimo-lo. Mas Allan Kardec é imortal e sua lembrança, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que sustentarem, alto e firme, a bandeira que ele sempre soube fazer respeitar.Uma individualidade poderosa construiu a obra; era o guia e a luz de todos. Na Terra, a obra tomará o lugar do indivíduo. Não nos uniremos em torno de Allan Kardec; estaremos unidos em torno do Espiritismo, tal qual ele o constituiu, e, por seus conselhos, sob sua influência, avançaremos a passos certos para as fases prometidas à Humanidade regenerada -

(Transcrito da Revista Espírita, Maio, 1869).
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:16

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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

EXISTE SORTE OU AZAR?

Muitas pessoas creditam o sucesso alheio, ou mesmo o próprio, à sorte ou ao azar, porém, nos diz o bom senso que o fruto dessas conquistas se deve ao trabalho em prol da realização dos objetivos. A sabedoria popular define dessa forma: “Deus ajuda, quem cedo madruga!” Realidade pura! E entenda-se como trabalho, algo muito mais abrangente do que apenas a atividade profissional que nos traz o dividendo para manutenção da vida. Encontramos a definição perfeita de trabalho em “O Livro dos Espíritos”, Lei do Trabalho, questão 675,
Kardec questiona aos mentores espirituais:
Devem-se entender por trabalho somente as ocupações materiais?
Não; o Espírito também trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.
Em suma, trabalho é tudo aquilo que agrega valores à nosso espírito imortal.Por isso, vamos a vida dessa grande figura, alma sedenta pelo conhecer, disposta a desbravar novos rumos para uma humanidade ainda carente de grandes conhecimentos, não se limitou ao trabalho profissional, dedicando grande parte de seu tempo à observação e àpesquisa.
O holandês Antony Van Leeuwenhoek (1632 – 1723), descobriu os micróbios em 1674, sua descoberta foi uma das mais importantes para a humanidade. Alguns historiadores consideram Leeuwenhoek o homem que por pura sorte tropeçou em grande descoberta científica. Injustiça com o holandês!
Deixam de considerar seu árduo e meticuloso trabalho; paciente observador, curiosidade sem limites, Leeuwenhoek construiu seu próprio microscópio, polindo com cuidado e precisão pequenas lentes de aumento focal conseguiu maior eficácia do que outros microscópios de sua época. Leeuwenhoek observava desde cabelo humano até sêmen de cachorro.
Em 1674, ao observar gota d’água, visualizou um mundo novo, repleto de vida e com grande importância para a humanidade. Graças a seu esforço, o homem pôde conhecer naquela distante época os chamados micróbios.
Graças ao trabalho desse holandês, não acredito em sorte ou azar!
Sorte e azar não condizem com a justiça divina, seria conceber que Deus tem preferências. Crer que a sorte pode transformar nossa existência é deixar de acreditar em nossa força interior.
Acreditar na sorte é deixar de colher o fruto do pomar ou a flor do jardim esperando que ambos por forças misteriosas caiam em nosso colo.
Acredito na força do trabalho, na persistência na perseverança…
Acredito na organização, no planejamento, na criatividade, na luta por transformar sonhos em metas.
Acredito na quebra de paradigmas, no olhar além das aparências.
Acredito na força do amor que tem o poder de transformar nossa vida.
Mas não creio em sorte ou azar!
Acredito que o destino está em nossas mãos e que depende de nós construir uma estrada de flores ante as dificuldades, sem relegar nossa vitória a sorte ou nossa derrota pedagógica ao azar.
Jogar a culpa dos fracassos no azar é cômodo, de certa maneira nos tira um pouco da responsabilidade, afinal, “não deu certo porque nos faltou sorte” – é assim que raciocinamos quando acreditamos no azar.
Acredito na força da vida que conspira para que sejamos felizes.
Acredito no estudo, no esforço, na labuta por buscar saídas quando se está encurralado por obstáculos.
Acredito no talento, na capacidade do ser humano, na força que extraímos das entranhas de nossa alma.
Acredito na inspiração e transpiração que colocam a pessoa na hora certa e no lugar certo dos acontecimentos.
Acredito na pujante força que vibra no coração de cada um de nós.
Portanto, graças a Leeuwenhoek, não acredito em sorte ou azar, mas sim, na força do trabalho que nos impulsiona para que obtenhamos sucesso em nossos projetos de vida.
Fonte: Jornal dos Espíritos
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:24

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EXISTE SORTE OU AZAR?

Muitas pessoas creditam o sucesso alheio, ou mesmo o próprio, à sorte ou ao azar, porém, nos diz o bom senso que o fruto dessas conquistas se deve ao trabalho em prol da realização dos objetivos. A sabedoria popular define dessa forma: “Deus ajuda, quem cedo madruga!” Realidade pura! E entenda-se como trabalho, algo muito mais abrangente do que apenas a atividade profissional que nos traz o dividendo para manutenção da vida. Encontramos a definição perfeita de trabalho em “O Livro dos Espíritos”, Lei do Trabalho, questão 675,
Kardec questiona aos mentores espirituais:
Devem-se entender por trabalho somente as ocupações materiais?
Não; o Espírito também trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.
Em suma, trabalho é tudo aquilo que agrega valores à nosso espírito imortal.Por isso, vamos a vida dessa grande figura, alma sedenta pelo conhecer, disposta a desbravar novos rumos para uma humanidade ainda carente de grandes conhecimentos, não se limitou ao trabalho profissional, dedicando grande parte de seu tempo à observação e àpesquisa.
O holandês Antony Van Leeuwenhoek (1632 – 1723), descobriu os micróbios em 1674, sua descoberta foi uma das mais importantes para a humanidade. Alguns historiadores consideram Leeuwenhoek o homem que por pura sorte tropeçou em grande descoberta científica. Injustiça com o holandês!
Deixam de considerar seu árduo e meticuloso trabalho; paciente observador, curiosidade sem limites, Leeuwenhoek construiu seu próprio microscópio, polindo com cuidado e precisão pequenas lentes de aumento focal conseguiu maior eficácia do que outros microscópios de sua época. Leeuwenhoek observava desde cabelo humano até sêmen de cachorro.
Em 1674, ao observar gota d’água, visualizou um mundo novo, repleto de vida e com grande importância para a humanidade. Graças a seu esforço, o homem pôde conhecer naquela distante época os chamados micróbios.
Graças ao trabalho desse holandês, não acredito em sorte ou azar!
Sorte e azar não condizem com a justiça divina, seria conceber que Deus tem preferências. Crer que a sorte pode transformar nossa existência é deixar de acreditar em nossa força interior.
Acreditar na sorte é deixar de colher o fruto do pomar ou a flor do jardim esperando que ambos por forças misteriosas caiam em nosso colo.
Acredito na força do trabalho, na persistência na perseverança…
Acredito na organização, no planejamento, na criatividade, na luta por transformar sonhos em metas.
Acredito na quebra de paradigmas, no olhar além das aparências.
Acredito na força do amor que tem o poder de transformar nossa vida.
Mas não creio em sorte ou azar!
Acredito que o destino está em nossas mãos e que depende de nós construir uma estrada de flores ante as dificuldades, sem relegar nossa vitória a sorte ou nossa derrota pedagógica ao azar.
Jogar a culpa dos fracassos no azar é cômodo, de certa maneira nos tira um pouco da responsabilidade, afinal, “não deu certo porque nos faltou sorte” – é assim que raciocinamos quando acreditamos no azar.
Acredito na força da vida que conspira para que sejamos felizes.
Acredito no estudo, no esforço, na labuta por buscar saídas quando se está encurralado por obstáculos.
Acredito no talento, na capacidade do ser humano, na força que extraímos das entranhas de nossa alma.
Acredito na inspiração e transpiração que colocam a pessoa na hora certa e no lugar certo dos acontecimentos.
Acredito na pujante força que vibra no coração de cada um de nós.
Portanto, graças a Leeuwenhoek, não acredito em sorte ou azar, mas sim, na força do trabalho que nos impulsiona para que obtenhamos sucesso em nossos projetos de vida.
Fonte: Jornal dos Espíritos
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:24

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Domingo, 29 de Março de 2009

OS VALORES REAIS

Sem qualquer sombra de dúvida, a criatura humana só experimenta decepções e amarguras, no campo das relações sociais, pelo desprezo dado aos ensinos do Mestre Jesus.
É por demais comum ao homem terreno construir sua felicidade sobre os alicerces das considerações do mundo. Costuma estar feliz quando usufrui prestígio público, quando goza de renome nas áreas que atua, quando conta com os aplausos dos amigos, quando, enfim, conduz o ego inflado de tantas glórias de características bastante precárias, em se considerando os diversos acidentes do percurso humano.
Ninguém será capaz de menosprezar a importância de alguém ser benquisto. A alegria de contar com a consideração dos afetos, dos familiares e dos amigos ou os júbilos relativos à vitória de nobres conquistas realizadas nos vários campos da vida, seja nos estudos acadêmicos ou na profissão, seja nas áreas da sensibilidade artística ou na destreza esportiva, e outras mais que suscitam o reconhecimento popular, tudo isso parte da marcha bem-aventurada dos espíritos reencarnados.
Entretanto, queremos enfocar os episódios em que as considerações exteriores ganham tamanha importância que muitas pessoas se descompensariam, caso tivessem que viver sem elas.Para grande número de alma, mais vale o reconhecimento ou a bajulação externa do que a verdade, propriamente. Daí, incontáveis levas de indivíduos adotar a mentira como padrão de comportamento na vida a fim de que não se privem das gloríolas mundanas, ainda que seja por um dia.
Nesse caminho, compram-se títulos acadêmicos, diplomações sociais, posições políticas, currículos artísticos, emblemas profissionais quando se deseja evidenciar ou destacar o que não é legítimo, o que não é verdadeiro, o que não é de fato.
Quantos perdem o bom humor quando não são convidados para alguma festividade, pretextando desconsideração por seu nome?
Quanto os que se põem irritados por não ver seus nomes nas colunas sociais dos periódicos onde julgavam devessem aparecer?
Quanto são os que se mostram azedos quando não são convidados para composição de mesas, de bancas, de comissões, de lideranças, e outras coisas mais que têm tudo a ver com as vaidades do mundo, e nada a ver com a verdade que deve ser buscada na vida?
Jesus ensina que aquele que quiser destacar-se, no reino dos céus, seja o servidor de todos, na Terra (Mt, 23:11). É todo um esforço de valorização da humildade dignificada pelo trabalho.
O exemplo do Senhor de Nazaré é marcante. Ele foi chamado de rei, de príncipe dos demônios, de senhor dos espíritos, de blasfemo. Os encômios não Lhe encheram os olhos nem Lhe subiram à cabeça; as agressões, por sua vez, não O deprimiram nem O desestimularam ante os compromissos que trazia para atender, porque reconhecia a compreensível relatividade e precariedade do emocionalismo das massas.
Até os dias presentes, a porcentagem da humanidade que já ouviu falar sobre Ele continuar a dar-Lhe títulos, rotulações, nomeações que não O perturbam, seja qual for seu caráter ou intenção. Uns chamam-No deus; outros dizem-No profeta; outros mais O chamam de impostor. Alguns O querem nivelar aos homens comuns enquanto vários O desejam divinizar…
Enquanto as opiniões divergem em relação a Ele e Seu ministério, Ele prossegue intocável em Sua pulcritude, em Sua fulgurância, deixando tocar tão-só pela sincera honestidade dos corações humanos que O amam, que O servem, que O seguem em qualquer ponto do planeta.
Jesus Cristo é o Senhor que nos ensina a tomar os últimos lugares nos festins a fim de que possamos treinar desapegos a posições sociais. Mas, é aquele Amigo que recomendou que caminhássemos a segunda milha com que nos obrigasse a caminhar uma (Mt, 5:41), orientando-nos a fazer sempre um pouco mais do que o simples dever, com boa vontade, de modo que, com Ele, não nos ensoberbêssemos com as glórias fátuas, passageiras, que vêm dos homens.
Do livro Quem é o Cristo?, de Francisco de Paula Vítor e J. Raul Teixeira.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:47

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OS VALORES REAIS

Sem qualquer sombra de dúvida, a criatura humana só experimenta decepções e amarguras, no campo das relações sociais, pelo desprezo dado aos ensinos do Mestre Jesus.
É por demais comum ao homem terreno construir sua felicidade sobre os alicerces das considerações do mundo. Costuma estar feliz quando usufrui prestígio público, quando goza de renome nas áreas que atua, quando conta com os aplausos dos amigos, quando, enfim, conduz o ego inflado de tantas glórias de características bastante precárias, em se considerando os diversos acidentes do percurso humano.
Ninguém será capaz de menosprezar a importância de alguém ser benquisto. A alegria de contar com a consideração dos afetos, dos familiares e dos amigos ou os júbilos relativos à vitória de nobres conquistas realizadas nos vários campos da vida, seja nos estudos acadêmicos ou na profissão, seja nas áreas da sensibilidade artística ou na destreza esportiva, e outras mais que suscitam o reconhecimento popular, tudo isso parte da marcha bem-aventurada dos espíritos reencarnados.
Entretanto, queremos enfocar os episódios em que as considerações exteriores ganham tamanha importância que muitas pessoas se descompensariam, caso tivessem que viver sem elas.Para grande número de alma, mais vale o reconhecimento ou a bajulação externa do que a verdade, propriamente. Daí, incontáveis levas de indivíduos adotar a mentira como padrão de comportamento na vida a fim de que não se privem das gloríolas mundanas, ainda que seja por um dia.
Nesse caminho, compram-se títulos acadêmicos, diplomações sociais, posições políticas, currículos artísticos, emblemas profissionais quando se deseja evidenciar ou destacar o que não é legítimo, o que não é verdadeiro, o que não é de fato.
Quantos perdem o bom humor quando não são convidados para alguma festividade, pretextando desconsideração por seu nome?
Quanto os que se põem irritados por não ver seus nomes nas colunas sociais dos periódicos onde julgavam devessem aparecer?
Quanto são os que se mostram azedos quando não são convidados para composição de mesas, de bancas, de comissões, de lideranças, e outras coisas mais que têm tudo a ver com as vaidades do mundo, e nada a ver com a verdade que deve ser buscada na vida?
Jesus ensina que aquele que quiser destacar-se, no reino dos céus, seja o servidor de todos, na Terra (Mt, 23:11). É todo um esforço de valorização da humildade dignificada pelo trabalho.
O exemplo do Senhor de Nazaré é marcante. Ele foi chamado de rei, de príncipe dos demônios, de senhor dos espíritos, de blasfemo. Os encômios não Lhe encheram os olhos nem Lhe subiram à cabeça; as agressões, por sua vez, não O deprimiram nem O desestimularam ante os compromissos que trazia para atender, porque reconhecia a compreensível relatividade e precariedade do emocionalismo das massas.
Até os dias presentes, a porcentagem da humanidade que já ouviu falar sobre Ele continuar a dar-Lhe títulos, rotulações, nomeações que não O perturbam, seja qual for seu caráter ou intenção. Uns chamam-No deus; outros dizem-No profeta; outros mais O chamam de impostor. Alguns O querem nivelar aos homens comuns enquanto vários O desejam divinizar…
Enquanto as opiniões divergem em relação a Ele e Seu ministério, Ele prossegue intocável em Sua pulcritude, em Sua fulgurância, deixando tocar tão-só pela sincera honestidade dos corações humanos que O amam, que O servem, que O seguem em qualquer ponto do planeta.
Jesus Cristo é o Senhor que nos ensina a tomar os últimos lugares nos festins a fim de que possamos treinar desapegos a posições sociais. Mas, é aquele Amigo que recomendou que caminhássemos a segunda milha com que nos obrigasse a caminhar uma (Mt, 5:41), orientando-nos a fazer sempre um pouco mais do que o simples dever, com boa vontade, de modo que, com Ele, não nos ensoberbêssemos com as glórias fátuas, passageiras, que vêm dos homens.
Do livro Quem é o Cristo?, de Francisco de Paula Vítor e J. Raul Teixeira.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:47

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Sábado, 28 de Março de 2009

É HOJE


O Prefeito Eduardo Paes participou na manhã desta quarta-feira, dia 28, do lançamento no Brasil da Hora do Planeta, um movimento mundial de combate ao aquecimento global, e anunciou a adesão da Cidade do Rio de Janeiro no evento, promovido pelo World Wildlife Foundation (WWF-Brasil). A solenidade foi realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, e teve a presença de autoridades municipais e federais, representantes do WWF-Brasil, além de artistas e convidados.

O Rio de Janeiro será a primeira cidade brasileira a se engajar nesse ato simbólico que, no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, apagará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo, o Jockey Club Brasileiro e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pela Guarda Municipal e Polícia Militar. A iniciativa contará ainda com a participação da comunidade do Morro Dona Marta, em Botafogo.

Para o Prefeito, o Rio de Janeiro tem um papel fundamental na discussão do tema ambiental e esse ato é o primeiro de uma série de movimentos que a cidade do Rio de Janeiro vai passar a desenvolver, no sentido de recuperar o protagonismo na discussão dessa agenda ambiental urbana.
- A Prefeitura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão discutindo o Programa Favela Bairro III, para que sejam feitas mudanças ambientais. Além disso, vamos trabalhar toda a parte de proteção dos Maciços da Pedra Branca e da Tijuca, que são peculiaridades do Rio de Janeiro, para recuperar esse papel de maior floresta urbana do mundo – afirmou.
A Hora do Planeta, que conta com a adesão de empresas, organizações não-governamentais, associações de bairro e pessoas em todo o mundo, tem o objetivo de conscientizar toda a população sobre a importância da adoção de novos hábitos, além de mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global e as mudanças climáticas. Este ano, a ação espera atingir mais de um bilhão de pessoas, em mil cidades ao redor do mundo.
- No Brasil, resolvemos lançar a campanha pela cidade do Rio de Janeiro, que é o ícone do país. O ato simbólico de apagar as luzes, ao contrário do que muitos podem pensar, não é uma iniciativa para poupar energia, mas uma forma de manifestação para conscientização e adesão a esse programa – explicou Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.
O movimento Hora do Planeta, conhecido internacionalmente como Earth Hour, começou em 2007, em Sydney, na Austrália, quando 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as luzes por uma hora. Em 2008, cerca de 100 milhões de pessoas abrangendo 35 países participaram da iniciativa, que incluiu o desligamento das luzes de marcos históricos mundiais como o Coliseu de Roma; a Ponte Golden Gate, em São Francisco; e Opera House de Sydney, entre outros.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 14:26

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É HOJE


O Prefeito Eduardo Paes participou na manhã desta quarta-feira, dia 28, do lançamento no Brasil da Hora do Planeta, um movimento mundial de combate ao aquecimento global, e anunciou a adesão da Cidade do Rio de Janeiro no evento, promovido pelo World Wildlife Foundation (WWF-Brasil). A solenidade foi realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, e teve a presença de autoridades municipais e federais, representantes do WWF-Brasil, além de artistas e convidados.

O Rio de Janeiro será a primeira cidade brasileira a se engajar nesse ato simbólico que, no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, apagará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo, o Jockey Club Brasileiro e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pela Guarda Municipal e Polícia Militar. A iniciativa contará ainda com a participação da comunidade do Morro Dona Marta, em Botafogo.

Para o Prefeito, o Rio de Janeiro tem um papel fundamental na discussão do tema ambiental e esse ato é o primeiro de uma série de movimentos que a cidade do Rio de Janeiro vai passar a desenvolver, no sentido de recuperar o protagonismo na discussão dessa agenda ambiental urbana.
- A Prefeitura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão discutindo o Programa Favela Bairro III, para que sejam feitas mudanças ambientais. Além disso, vamos trabalhar toda a parte de proteção dos Maciços da Pedra Branca e da Tijuca, que são peculiaridades do Rio de Janeiro, para recuperar esse papel de maior floresta urbana do mundo – afirmou.
A Hora do Planeta, que conta com a adesão de empresas, organizações não-governamentais, associações de bairro e pessoas em todo o mundo, tem o objetivo de conscientizar toda a população sobre a importância da adoção de novos hábitos, além de mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global e as mudanças climáticas. Este ano, a ação espera atingir mais de um bilhão de pessoas, em mil cidades ao redor do mundo.
- No Brasil, resolvemos lançar a campanha pela cidade do Rio de Janeiro, que é o ícone do país. O ato simbólico de apagar as luzes, ao contrário do que muitos podem pensar, não é uma iniciativa para poupar energia, mas uma forma de manifestação para conscientização e adesão a esse programa – explicou Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.
O movimento Hora do Planeta, conhecido internacionalmente como Earth Hour, começou em 2007, em Sydney, na Austrália, quando 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as luzes por uma hora. Em 2008, cerca de 100 milhões de pessoas abrangendo 35 países participaram da iniciativa, que incluiu o desligamento das luzes de marcos históricos mundiais como o Coliseu de Roma; a Ponte Golden Gate, em São Francisco; e Opera House de Sydney, entre outros.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 14:26

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