Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

A BELEZA SOB NOVO PRISMA


Ainda não faço parte dos tarefeiros que mourejam na Terra, no abençoado afã de servir.
Sou agregada das colônias e pedi ao venerável Dr. Bezerra de Menezes que me concedesse a oportunidade de dar o meu testemunho, principalmente por ser a Terra palco de tantas vaidades, de tantas ilusões.
Estive em uma encarnação, em Sevilha. Descobriram na escola meus grandes pendores para a dança. e a beleza foi-se plasmando em meu corpo a medida que eu crescia. Quanto mais bela eu ficava, mais vaidosa e independente eram as minhas atitudes. Como quem se liberta de algemas pesadas, deixei a casa paterna pelos falsos braços de quem eu julgava ser amigo. Abandonada logo depois, mergulhei na vida noturna, desvairadamente. Procurei as tabernas mais inferiores. E nas noites de orgia, nas bodegas de Sevilha, dançava e cantava incansavelmente.
Certa noite, entrando em disputa com uma companheira, por um rico senhor já avançado em idade, pródigo em oferecer pesetas ¹, tive meu rosto mutilado por uma afiada navalha. Não havia recursos naquela época para restauração facial e uma enorme infecção repuxou um lado do meu rosto, me transformando numa criatura deformada. Poderia na época ter me recolhido a algum convento. Havia casas de caridade, mas, não. Minha boca era belíssima e consegui com donos de bodegas um número diferente. Eu cobria a parte superior do rosto, deixava só aboca à mostra e os belos seios, e por pesetas, distribuía nas tabernas, beijos. E viam bêbados se divertirem e rirem para colher no prazer de um segundo, a beleza dos meus lábios, enquanto eu arrebatava dinheiro para o meu sustento. Terminei meus dias em extrema miséria mendiga, a esmolar nas portas das igrejas.
Narrar o que eu sofri no plano espiritual é desnecessário. Bem podem avaliar as condições dos espíritos que me cercavam. O deboche, a maldade...
Em um belo dia fui informada que voltaria à Pátria. Deveria reencarnar com família, filhos e o auxílio de amigos que se ofereceram para me tutelar e teria um esposo dedicado. Até aí a reencarnação só me oferecia vantagens e eu aceitei. E tudo foi como o esperado. Até que depois de casada, muito vaidosa e procurando sempre ansiosamente o olhar de todos os homens, com os quais me divertia, apesar de amar o esposo e minhas duas filhinhas, terrível enfermidade se abateu sobre os meus lábios. Primeiro uma acentuada inchação. Um caroço escuro na parte inferior dos lábios. E depois, o corroer lento, progressivo de pertinaz enfermidade a me roubar a beleza do rosto, a me deformar. O mal cheiro, desespero .. Muitas vezes pensei em terminar com os meus dias. Mas lá dentro de mim, insistentemente, uma voz falava:
Fique firme, suporte, siga adiante...
E o desespero de ver pouco a pouco meu rosto ser dilacerado, devorado, me torturava. Mas fui suportando, até chegar ao fim dos meus dias. Fui acolhida por uma colônia de esclarecimentos. Todas as minhas encarnações foram mostradas. Meu inimigo pior era a vaidade, o hábito desregrado, o desrespeito ao corpo físico, o desrespeito à confiança, ao amor que me devotavam, o desapego à benção da família, as permanentes fugas do lar materno, sempre haviam sido uma constante no meu destino. E quando me restauraram a face no plano espiritual, eu já não ansiava mais pela beleza física. Havia observado dia a dia meu rosto corroído, já não queria mais nada que me pudesse leva às quedas morais. E pedia ansiosamente uma vida bem humilde e recatada. E me foi concedida.
Eu era a mais feia de três irmãs e no entanto despertei paixão e amor no coração boníssimo de um companheiro dedicado. Sim, lá dentro de mim, eu invejava as minhas irmãs tão belas e quando, às vezes, à noite chorava, querendo ser tão bela quanto elas, tinha pesadelos horríveis. Sonhava que mãos me arrancavam a face, me deformavam. E eu então despertava em dolorosa sudorese com o coração batendo descompassado, e no dia seguinte, mais humilde eu me tornava. E foi uma encarnação feliz, fui uma mãe tão amada... Meus braços recebiam cada neto com alegria. Eu mesma fazia seus partos. E aprendi, então, a alegria de servir! A alegria de encontrar beleza em tudo aquilo que nos cerca. Respeito pelo corpo, tolerância a dor, alegria na humildade, conforto na religião. E todas as minhas irmãs, tão belas, choravam durante muitos anos as suas desilusões nos meus ombros. E eu lhes dizia:
Tudo é passageiro. Procurem a alegria da alma. Porque só na alma, realmente, estão as mais puras alegrias.
Ainda não estou preparada para servir. Na colônia, trabalho. Trabalho junto a enfermos, junto à manutenção, mas para trabalhos maiores ainda terei que ser preparada. Porque ainda não aprendi a verdadeira caridade. Aprendi a ajudar os meus, a servir aos meus. Agora, certamente, numa próxima encarnação, aprenderei a servir aos meus semelhantes para poder dar largos vôos em busca da renovação e sentir no coração a alegria tão sublime de ser Serva do Senhor!
As colônias representam no espaço, o que representam na Terra os Núcleos Espíritas, as congregações religiosas. Uma grande família de pessoas distantes, ainda sem perfeição, mas possuidoras de idéias semelhantes. Sirvam sem cansaço. E quando estiverem cansados, sirvam ainda mais.
Porque no plano espiritual lamentamos e choramos cada momento vazio, cada hora perdida. E como invejamos, de maneira positiva, aqueles que chegam sendo festejados e abraçados porque serviram muito, sem descanso, na Terra.. Sirvam com Jesus. O preço da renúncia é a Luz.
Bernarda

Mensagem extraída do livro ”Um amanhã de luz” da médium Shyrlene Soares Campos


¹ Pesetas – Moeda espanhola
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:44

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A BELEZA SOB NOVO PRISMA


Ainda não faço parte dos tarefeiros que mourejam na Terra, no abençoado afã de servir.
Sou agregada das colônias e pedi ao venerável Dr. Bezerra de Menezes que me concedesse a oportunidade de dar o meu testemunho, principalmente por ser a Terra palco de tantas vaidades, de tantas ilusões.
Estive em uma encarnação, em Sevilha. Descobriram na escola meus grandes pendores para a dança. e a beleza foi-se plasmando em meu corpo a medida que eu crescia. Quanto mais bela eu ficava, mais vaidosa e independente eram as minhas atitudes. Como quem se liberta de algemas pesadas, deixei a casa paterna pelos falsos braços de quem eu julgava ser amigo. Abandonada logo depois, mergulhei na vida noturna, desvairadamente. Procurei as tabernas mais inferiores. E nas noites de orgia, nas bodegas de Sevilha, dançava e cantava incansavelmente.
Certa noite, entrando em disputa com uma companheira, por um rico senhor já avançado em idade, pródigo em oferecer pesetas ¹, tive meu rosto mutilado por uma afiada navalha. Não havia recursos naquela época para restauração facial e uma enorme infecção repuxou um lado do meu rosto, me transformando numa criatura deformada. Poderia na época ter me recolhido a algum convento. Havia casas de caridade, mas, não. Minha boca era belíssima e consegui com donos de bodegas um número diferente. Eu cobria a parte superior do rosto, deixava só aboca à mostra e os belos seios, e por pesetas, distribuía nas tabernas, beijos. E viam bêbados se divertirem e rirem para colher no prazer de um segundo, a beleza dos meus lábios, enquanto eu arrebatava dinheiro para o meu sustento. Terminei meus dias em extrema miséria mendiga, a esmolar nas portas das igrejas.
Narrar o que eu sofri no plano espiritual é desnecessário. Bem podem avaliar as condições dos espíritos que me cercavam. O deboche, a maldade...
Em um belo dia fui informada que voltaria à Pátria. Deveria reencarnar com família, filhos e o auxílio de amigos que se ofereceram para me tutelar e teria um esposo dedicado. Até aí a reencarnação só me oferecia vantagens e eu aceitei. E tudo foi como o esperado. Até que depois de casada, muito vaidosa e procurando sempre ansiosamente o olhar de todos os homens, com os quais me divertia, apesar de amar o esposo e minhas duas filhinhas, terrível enfermidade se abateu sobre os meus lábios. Primeiro uma acentuada inchação. Um caroço escuro na parte inferior dos lábios. E depois, o corroer lento, progressivo de pertinaz enfermidade a me roubar a beleza do rosto, a me deformar. O mal cheiro, desespero .. Muitas vezes pensei em terminar com os meus dias. Mas lá dentro de mim, insistentemente, uma voz falava:
Fique firme, suporte, siga adiante...
E o desespero de ver pouco a pouco meu rosto ser dilacerado, devorado, me torturava. Mas fui suportando, até chegar ao fim dos meus dias. Fui acolhida por uma colônia de esclarecimentos. Todas as minhas encarnações foram mostradas. Meu inimigo pior era a vaidade, o hábito desregrado, o desrespeito ao corpo físico, o desrespeito à confiança, ao amor que me devotavam, o desapego à benção da família, as permanentes fugas do lar materno, sempre haviam sido uma constante no meu destino. E quando me restauraram a face no plano espiritual, eu já não ansiava mais pela beleza física. Havia observado dia a dia meu rosto corroído, já não queria mais nada que me pudesse leva às quedas morais. E pedia ansiosamente uma vida bem humilde e recatada. E me foi concedida.
Eu era a mais feia de três irmãs e no entanto despertei paixão e amor no coração boníssimo de um companheiro dedicado. Sim, lá dentro de mim, eu invejava as minhas irmãs tão belas e quando, às vezes, à noite chorava, querendo ser tão bela quanto elas, tinha pesadelos horríveis. Sonhava que mãos me arrancavam a face, me deformavam. E eu então despertava em dolorosa sudorese com o coração batendo descompassado, e no dia seguinte, mais humilde eu me tornava. E foi uma encarnação feliz, fui uma mãe tão amada... Meus braços recebiam cada neto com alegria. Eu mesma fazia seus partos. E aprendi, então, a alegria de servir! A alegria de encontrar beleza em tudo aquilo que nos cerca. Respeito pelo corpo, tolerância a dor, alegria na humildade, conforto na religião. E todas as minhas irmãs, tão belas, choravam durante muitos anos as suas desilusões nos meus ombros. E eu lhes dizia:
Tudo é passageiro. Procurem a alegria da alma. Porque só na alma, realmente, estão as mais puras alegrias.
Ainda não estou preparada para servir. Na colônia, trabalho. Trabalho junto a enfermos, junto à manutenção, mas para trabalhos maiores ainda terei que ser preparada. Porque ainda não aprendi a verdadeira caridade. Aprendi a ajudar os meus, a servir aos meus. Agora, certamente, numa próxima encarnação, aprenderei a servir aos meus semelhantes para poder dar largos vôos em busca da renovação e sentir no coração a alegria tão sublime de ser Serva do Senhor!
As colônias representam no espaço, o que representam na Terra os Núcleos Espíritas, as congregações religiosas. Uma grande família de pessoas distantes, ainda sem perfeição, mas possuidoras de idéias semelhantes. Sirvam sem cansaço. E quando estiverem cansados, sirvam ainda mais.
Porque no plano espiritual lamentamos e choramos cada momento vazio, cada hora perdida. E como invejamos, de maneira positiva, aqueles que chegam sendo festejados e abraçados porque serviram muito, sem descanso, na Terra.. Sirvam com Jesus. O preço da renúncia é a Luz.
Bernarda

Mensagem extraída do livro ”Um amanhã de luz” da médium Shyrlene Soares Campos


¹ Pesetas – Moeda espanhola
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:44

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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

V E L Ó R I O S

Joanna de Angelis

 

Diante do corpo de alguém que demandou a Pátria Espiritual, examina o próprio comportamento, a fim de que não te faças pernicioso, nem resvales pelas frivolidades, que nesse instante devem ser esquecidas.

O velório é um ato de fraternidade e de afeição aos recém-desencarnados, embora continuem vinculados aos despojos, não poucas vezes, em graves perturbações. Imantados à organização somática, da qual são expulsos pelo impositivo da morte, que os surpreende com o "milagre da vida", não obstante em outra dimensão, desesperam‑se, experimentando asfixia e desassossegos de difícil classificação, acompanhando o acontecimento, em crescente inquietude.

Raras pessoas estão preparadas para entender o fenômeno da morte, ou possuem suficientes recursos de elevação moral a fim de serem trasladados do local mortuário, de modo a serem certificadas do ocorrido em circunstâncias favoráveis, benignas...

No mais das vezes, atropelam-se com outros desencarnados, interrogam os amigos que lhes vêm trazer o testemunho último aos despojos carnais, caindo, quase sempre, em demorado hebetamento ou terrível alucinação...

Em tais circunstâncias medita a posição que desfrutas nos quadros da vida orgânica, considerando a inadiável imposição do teu regresso à Espiritualidade.

Se desejas ajudar ao amigo em trânsito, cujo corpo velas, ora por ele. No silêncio a que te recolhes, evoca os acontecimentos felizes a que ele se encontra vinculado, os gestos de nobreza que o caracterizaram, as renúncias que se impôs e os sacrifícios a que se submeteu...

Recorda-o lutando e renovando-se. Não o lamentes, arrolando os insucessos que o martirizaram, as aflições em rebeldia que experimentou. O choro do desespero como as observações malévolas, as imprecações quanto as blasfêmias ferem-nos à semelhança de ácido derramado em chagas abertas.

De forma alguma registes mágoas ou desaires entre ti e ele, os vínculos da ira ou as cicatrizes do ódio ainda remanescentes.

Possivelmente ele te ouvirá as vibrações mentais, sem compreender o que se passa, ou sofrerá a constrição das tuas memórias que acionarão desconhecidas forças na sua memória que, então, sintonizará contigo, fazendo que as paisagens lembradas o dulcifiquem - se são reminiscências felizes - ou o requeimem interiormente - se são amargas ou cruéis - fomentando estados íntimos que se adicionarão ao que já experimentam...

A frivolidade de muitos homens tem transformado os velórios em lugares de azedas recriminações ao desencarnado, recinto de conversas malsãs, cenáculo de anedotário vinagroso e picante, sala de maledicências insidiosas ou agrupamento para regabofes, onde o respeito, a educação, a consideração à dor alheia, quase sempre batem em retirada...

E não pode haver uma dor tão grande na Terra, quanto a que experimenta alguém que se despede de outrem, amado, pela desencarnação. Sem embargo, o desencarnado vive. Ajuda-o nesse transe grave, que defrontarás também, quando, quiçá esse por quem oras hoje, seja as duas mãos da cordialidade que te receberão no além ao iniciares, por tua vez, a vida nova...

Unge-te, pois, de piedade fraternal nas vigílias mortuárias, e comporta-te da forma como gostarias que procedessem para contigo nas mesmas circunstâncias.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco). Revista O Semeador – Abril de 1981

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

O QUE É E O QUE NÃO É ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande a respeito do que é ou não é Doutrina Espírita ou Espiritismo. Isto porque há pessoas que não sabem que as palavras "espírita" e "espiritismo" foram criadas em 1857, na França, pelo codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec. Somente deveriam utilizarem-se destes termos os locais religiosos ou pessoas que seguissem os postulados desta doutrina.
Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação são confundidas erroneamente com o Espiritismo.
Na verdade, embora mereçam todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo.
Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo.
Para que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: Centro, Grupo, Casa, Sociedade, Instituição ou Núcleo Espírita. Deve ser legalmente constituído, de acordo com as leis vigentes no país em que está instalado. Mesmo ostentando este nome, quem os visita necessita estar atento para quais as atividades e as formas como as mesmas são praticadas por seus dirigentes e auxiliares.
Visando ajudar àqueles que não conhecem o Espiritismo, mostraremos abaixo o que se encontra e o que não deve ser encontrado em uma casa espírita verdadeira.

Palestras:
Todo centro espírita tem o seu momento de esclarecimento doutrinário. As exposições geralmente são sobre a Codificação espírita e o Evangelho de Jesus, em uma ligação direta com nosso cotidiano. Não há nenhum ritual antes dos trabalhos, a não ser uma prece evocando a proteção de Jesus e dos bons Espíritos (geralmente, a oração é feita em pensamento). Em algumas oportunidades, antes ou no final das palestras, alguns grupos fazem a apresentação de corais musicais, quase sempre formados por grupos de jovens. Porém, este tipo de procedimento não é aconselhável, sendo indicado que seja praticado em datas e horários diferentes dos trabalhos espirituais e de esclarecimento ao público, exatamente para se evitar confusões e mal-entendidos.

Explanações e orações ao som de músicas, batuques, atabaques:
O Espiritismo não utiliza instrumentos musicais para exortar o público ou evocar Espíritos. Não há o uso de qualquer instrumento durante os trabalhos.

Trajes normais:
Os trabalhadores de uma casa espírita trajam-se normalmente, de forma simples. A discrição deve fazer parte dos que trabalham no local, pois ali estão para auxiliar as pessoas que buscam orientação para seus problemas materiais e espirituais.
Trajes especiais:
O Espiritismo não tem roupas especiais para os dias de trabalhos ou mesmo no dia-a-dia das seus adeptos. Enfeites, amuletos, colares, vestimentas com cores que significariam o bem (branca) ou o mal (negra, vermelha) não têm fundamento para o espírita.

Inexistência de rituais, amuletos e imagens:
O verdadeiro centro espírita não pratica em suas atividades nenhum tipo de ritual. A Doutrina Espírita segue o que o Mestre Jesus ensinou: que Deus é Espírito, e deve ser adorado em espírito e verdade. Portanto, sem a necessidade de nada material para contatarmos com a espiritualidade.

Presença de rituais como:
Ajoelhar-se frente a algo ou alguém, beijar a mão ou louvar os responsáveis pela casa, benzer-se, sentar-se no chão ou ficar levantando e sentando durante os trabalhos, proferir determinadas palavras (mantras) para evocar os Espíritos. Nas sedes dos verdadeiros centros espíritas não são encontradas imagens de santos ou personalidades do movimento espírita, amuletos de sorte, figuras que afastam ou atraem maus Espíritos, incensos, velas e tudo o mais que seja material e que teoricamente serviria de ligação com o mundo espiritual. Animais para sacrifício: o local que possui este tipo de prática ou decoração não é espírita. O Espiritismo é contrário a qualquer tipo de sacrifício animal. Espíritos que pedem este tipo de atividade são Espíritos atrasados, ignorantes da Lei de Deus e muitas vezes maléficos, que podem prejudicar a vida de quem dá ouvidos aos seus baixos desejos.

Comunicação particular com os Espíritos:
Os grupos espíritas têm reuniões específicas e íntimas para que os trabalhadores da casa, aptos e preparados durante longos estudos para tal, possam comunicar-se com os Espíritos. E através deles, obter informações do mundo espiritual, orientações e mesmo ajudar no afastamento de perturbações espirituais que porventura estejam prejudicando alguém. Todo este cuidado baseia-se na orientação dos próprios Espíritos superiores, responsáveis pela elaboração do Espiritismo, como também no alerta de João, o Evangelista, que em sua 1ª Epístola, capítulo IV, versículo 1, diz: "Amados, não creiais em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus". Agindo assim, o centro espírita evita o máximo possível a influência de Espíritos zombeteiros e maldosos, que muitas vezes vêem neste contato com os encarnados a oportunidade de tecer comentários mentirosos e doutrinas esdrúxulas. A seriedade de reuniões fechadas os intimida, favorecendo a presença dos Espíritos esclarecidos. Há alguns tipos de trabalhos mediúnicos, principalmente de psicografia (escrita dos Espíritos através de médiuns), onde pessoas levam até lá o nome de entes desencarnados para tentarem a comunicação dos mesmos através da mediunidade, e ficam observando a manifestação. O médium Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, da cidade mineira de Uberaba, é um destes exemplos. Porém, nestes casos, o Espírito não se comunica diretamente com seu parente. Apenas influencia o médium, que escreverá, de forma discreta e ordenada, a mensagem do além.

Comunicação de Espíritos em público:
A Doutrina Espírita é contrária a este tipo de manifestação, cercada geralmente de curiosidades e interesses materiais, ao invés do bom senso que deve permear toda comunicação espiritual. Há locais em que os médiuns recebem seus "guias" ou "Espíritos protetores", teoricamente responsáveis pelo funcionamento da casa, e orientam os consulentes sobre qualquer tipo de dúvida. Muitas vezes, as respostas dadas por este tipo de Espírito não têm base científica ou doutrinária alguma, seguindo apenas seu próprio conhecimento, que pode ser limitado. Em vários destes lugares em que há a manifestação pública, as entidades espirituais são servidas de fumo, bebida, comida, ingeridas pelo médium incorporado. Com isso, mostram a limitação destes Espíritos, ainda muito apegados aos vícios e prazeres materiais.

Desenvolvimento cauteloso da mediunidade:
A Doutrina Espírita explica que todo ser vivo tem mediunidade, pois é através dela que os encarnados recebem influências boas e más do mundo espiritual, que servirão de ajuda ou aprendizado no decorrer de suas existências terrenas. São chamados de médiuns aqueles capazes de proporcionar a manifestação dos espíritos. O Espiritismo adverte que para poder ampliar esta ligação com o mundo espiritual, é necessário que o médium passe por uma série de preparativos. Anos de estudo, maturidade, modificação moral constante, vida regrada, abstendo-se dos vícios mais grosseiros, como o fumo e a bebida, são algumas das regras básicas para que o indivíduo possa vir a desenvolver sua mediunidade, e estão contidas em "O Livro dos Médiuns" . Os centros espíritas verdadeiros não aconselham a pessoa a trabalhar mediunicamente sem antes passar por este período e preparação citados. Muito menos diz que alguém "precisa" desenvolver a mediunidade. Ninguém é obrigado a nada, afirma a Doutrina. Todos têm seu livre-arbítrio, e mesmo que o ser tenha um canal mediúnico amplo, próprio para o desenvolvimento da mediunidade, e não quiser desenvolvê-lo, não há problema. Tudo o que é forçado é prejudicial ao homem.

Desenvolvimento mediúnico forçado:
Se ao chegar em um ambiente espiritualista lhe afirmarem que sua mediunidade "precisa" ser desenvolvida, caso contrário você sofrerá as consequências materiais e espirituais; sua vida será um transtorno; que os Espíritos estão lhe chamando para o trabalho; que esta é a sua missão; com certeza este não é um local que segue a Doutrina Espírita. Há seitas e religiões afro-brasileiras que obrigam a pessoa a desenvolver-se mediunicamente e depois as ameaçam com terríveis problemas futuros se elas deixarem de "trabalhar". Isto gera angústia, medo e desespero nos envolvidos, que geralmente acabam vítimas de graves obsessões (influência maléfica persistente de um Espírito atrasado sobre outro ser). Cuidado!

Não há promessas de curas:
O verdadeiro centro espírita não promete a cura para quem o procura. A Doutrina afirma que a cura de uma influência espiritual ou doença material depende de uma série de fatores, entre os quais a modificação moral do enfermo, sua necessidade, seus problemas relacionados com encarnações anteriores e acima de tudo, se há ou não a permissão de Deus para que haja a solução da dificuldade. Muitas vezes, o sofrimento é um período necessário para o ser refletir sobre sua existência, e o único que sabe quando é a hora disso terminar é o Criador.
O que o centro espírita faz é um pronto-socorro aos necessitados de amparo e esclarecimento, é de todas as formas possíveis (orações, tratamentos espirituais, passes, orientações morais e materiais) tenta minimizar o sofrimento alheio, rogando a Jesus que se o Pai permitir, que interceda junto ao indivíduo.

Promessas de cura:
Qualquer lugar que prometa a cura de problemas espirituais ou materiais, sem levar em consideração os fatores já citados, não é um local espírita. Condicionar uma cura à frequência exclusiva naquele ambiente, ao pagamento de dinheiro ou bens materiais, ou mesmo à "força da casa" não tem base no Espiritismo e foge do bom senso que regula as leis de Deus. Estas, não podem ser modificadas de acordo com nossa vontade. Por isso, prometer algo que não depende apenas de nós mesmos beira a irresponsabilidade e pode levar a pessoa desesperada ao desequilíbrio total ou à descrença em Deus.

Passes simples:
O passe é um método utilizado dentro dos centros espíritas. Nada mais é do que a simples imposição das mãos de médiuns sobre a fronte de outras pessoas, transmitindo-lhes fluidos magnéticos e espirituais (energias positivas do próprio médium e de bons Espíritos), no intuito de fortalecer-lhes o corpo e a parte espiritual. Tem duração em média de 30 segundos a 01 minuto. Geralmente, é aplicado dentro de salas específicas, após a palestra, individual ou coletivamente, com o público sentado e o passista de pé. Apenas são feitas orações, em pensamento, pelos médiuns, rogando o amparo de Jesus àqueles que estão recebendo os fluidos. Os passistas não ficam incorporados pelos Espíritos, apenas recebem sua influência mental e fluídica.
Importante: nunca há necessidade do passista tocar a pessoa que recebe o passe. Toques, apertos, carícias têm grandes possibilidades de serem mal-interpretados, gerando confusões, e por isso são dispensados no centro espírita.

Passes com movimentos:
Locais em que os passes são aplicados com movimentos bruscos, utilizando objetos, baforadas de cigarro ou charuto, estalando-se os dedos, repetindo mantras e cânticos, tocando várias partes do corpo do receptor não são centros espíritas. Passistas que transmitem os passes incorporados por entidades, fazendo orientações ou conversando normalemente, não são médiuns espíritas.

Todo o serviço espiritual é gratuito:
O verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações. Dar de graça o que de graça receber, ensinou Jesus, em alusão aos conhecimentos espirituais. Não aceita dinheiro por serviços prestados mediunicamente. Seus dirigentes e trabalhadores têm profissões próprias, que lhes dão o sustento financeiro necessário para suas vidas. Quem sustenta materialmente a casa espírita são seus trabalhadores, através de doações mensais, destinadas ao pagamento de aluguéis, manutenção, divulgação doutrinária e aquisição de alimentos, roupas e demais objetos a serem distribuídos às famílias carentes ou instituições filantrópicas que sejam assistidas pelo grupo. Todo valor arrecadado será exposto em balanços mensais, para que tanto trabalhadores como frequentadores tenham acesso sobre onde é investido o dinheiro do centro espírita. Caso algum frequentador da casa queira doar algo ao núcleo, é preferível que a doação seja feita em gêneros alimentícios, roupas, materiais de construção e afins, que poderão ser destinados aos carentes ou mesmo utilizados na manutenção da casa. Se houver por algum motivo uma doação em dinheiro, o centro espírita deverá fornecer um recibo ao doador e inscrever esta doação no balanço mensal do grupo.

Cobrança pela ajuda espiritual:
Todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita. A cobrança financeira é própria de pessoas que vivem da exploração da crença alheia, contrariando os ensinos de Jesus. Há seitas que pedem dinheiro aos seus assistidos afirmando que será usado para o feitio de trabalhos espirituais, como a compra de velas, comida, roupas e coisas do gênero. Isso não é Espiritismo. Espíritos que se prestam a fazer serviços espirituais em troca de coisas materiais são entidades atrasadas, que nada de bom podem trazer aos que os procuram.
Não podemos comprar a paz de espírito e tranquilidade que buscamos, é isto que prega a Doutrina Espírita. Se não for esta a orientação do local, com certeza não é um ambiente espírita.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 18:57

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O QUE É E O QUE NÃO É ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande a respeito do que é ou não é Doutrina Espírita ou Espiritismo. Isto porque há pessoas que não sabem que as palavras "espírita" e "espiritismo" foram criadas em 1857, na França, pelo codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec. Somente deveriam utilizarem-se destes termos os locais religiosos ou pessoas que seguissem os postulados desta doutrina.
Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação são confundidas erroneamente com o Espiritismo.
Na verdade, embora mereçam todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo.
Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo.
Para que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: Centro, Grupo, Casa, Sociedade, Instituição ou Núcleo Espírita. Deve ser legalmente constituído, de acordo com as leis vigentes no país em que está instalado. Mesmo ostentando este nome, quem os visita necessita estar atento para quais as atividades e as formas como as mesmas são praticadas por seus dirigentes e auxiliares.
Visando ajudar àqueles que não conhecem o Espiritismo, mostraremos abaixo o que se encontra e o que não deve ser encontrado em uma casa espírita verdadeira.

Palestras:
Todo centro espírita tem o seu momento de esclarecimento doutrinário. As exposições geralmente são sobre a Codificação espírita e o Evangelho de Jesus, em uma ligação direta com nosso cotidiano. Não há nenhum ritual antes dos trabalhos, a não ser uma prece evocando a proteção de Jesus e dos bons Espíritos (geralmente, a oração é feita em pensamento). Em algumas oportunidades, antes ou no final das palestras, alguns grupos fazem a apresentação de corais musicais, quase sempre formados por grupos de jovens. Porém, este tipo de procedimento não é aconselhável, sendo indicado que seja praticado em datas e horários diferentes dos trabalhos espirituais e de esclarecimento ao público, exatamente para se evitar confusões e mal-entendidos.

Explanações e orações ao som de músicas, batuques, atabaques:
O Espiritismo não utiliza instrumentos musicais para exortar o público ou evocar Espíritos. Não há o uso de qualquer instrumento durante os trabalhos.

Trajes normais:
Os trabalhadores de uma casa espírita trajam-se normalmente, de forma simples. A discrição deve fazer parte dos que trabalham no local, pois ali estão para auxiliar as pessoas que buscam orientação para seus problemas materiais e espirituais.
Trajes especiais:
O Espiritismo não tem roupas especiais para os dias de trabalhos ou mesmo no dia-a-dia das seus adeptos. Enfeites, amuletos, colares, vestimentas com cores que significariam o bem (branca) ou o mal (negra, vermelha) não têm fundamento para o espírita.

Inexistência de rituais, amuletos e imagens:
O verdadeiro centro espírita não pratica em suas atividades nenhum tipo de ritual. A Doutrina Espírita segue o que o Mestre Jesus ensinou: que Deus é Espírito, e deve ser adorado em espírito e verdade. Portanto, sem a necessidade de nada material para contatarmos com a espiritualidade.

Presença de rituais como:
Ajoelhar-se frente a algo ou alguém, beijar a mão ou louvar os responsáveis pela casa, benzer-se, sentar-se no chão ou ficar levantando e sentando durante os trabalhos, proferir determinadas palavras (mantras) para evocar os Espíritos. Nas sedes dos verdadeiros centros espíritas não são encontradas imagens de santos ou personalidades do movimento espírita, amuletos de sorte, figuras que afastam ou atraem maus Espíritos, incensos, velas e tudo o mais que seja material e que teoricamente serviria de ligação com o mundo espiritual. Animais para sacrifício: o local que possui este tipo de prática ou decoração não é espírita. O Espiritismo é contrário a qualquer tipo de sacrifício animal. Espíritos que pedem este tipo de atividade são Espíritos atrasados, ignorantes da Lei de Deus e muitas vezes maléficos, que podem prejudicar a vida de quem dá ouvidos aos seus baixos desejos.

Comunicação particular com os Espíritos:
Os grupos espíritas têm reuniões específicas e íntimas para que os trabalhadores da casa, aptos e preparados durante longos estudos para tal, possam comunicar-se com os Espíritos. E através deles, obter informações do mundo espiritual, orientações e mesmo ajudar no afastamento de perturbações espirituais que porventura estejam prejudicando alguém. Todo este cuidado baseia-se na orientação dos próprios Espíritos superiores, responsáveis pela elaboração do Espiritismo, como também no alerta de João, o Evangelista, que em sua 1ª Epístola, capítulo IV, versículo 1, diz: "Amados, não creiais em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus". Agindo assim, o centro espírita evita o máximo possível a influência de Espíritos zombeteiros e maldosos, que muitas vezes vêem neste contato com os encarnados a oportunidade de tecer comentários mentirosos e doutrinas esdrúxulas. A seriedade de reuniões fechadas os intimida, favorecendo a presença dos Espíritos esclarecidos. Há alguns tipos de trabalhos mediúnicos, principalmente de psicografia (escrita dos Espíritos através de médiuns), onde pessoas levam até lá o nome de entes desencarnados para tentarem a comunicação dos mesmos através da mediunidade, e ficam observando a manifestação. O médium Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, da cidade mineira de Uberaba, é um destes exemplos. Porém, nestes casos, o Espírito não se comunica diretamente com seu parente. Apenas influencia o médium, que escreverá, de forma discreta e ordenada, a mensagem do além.

Comunicação de Espíritos em público:
A Doutrina Espírita é contrária a este tipo de manifestação, cercada geralmente de curiosidades e interesses materiais, ao invés do bom senso que deve permear toda comunicação espiritual. Há locais em que os médiuns recebem seus "guias" ou "Espíritos protetores", teoricamente responsáveis pelo funcionamento da casa, e orientam os consulentes sobre qualquer tipo de dúvida. Muitas vezes, as respostas dadas por este tipo de Espírito não têm base científica ou doutrinária alguma, seguindo apenas seu próprio conhecimento, que pode ser limitado. Em vários destes lugares em que há a manifestação pública, as entidades espirituais são servidas de fumo, bebida, comida, ingeridas pelo médium incorporado. Com isso, mostram a limitação destes Espíritos, ainda muito apegados aos vícios e prazeres materiais.

Desenvolvimento cauteloso da mediunidade:
A Doutrina Espírita explica que todo ser vivo tem mediunidade, pois é através dela que os encarnados recebem influências boas e más do mundo espiritual, que servirão de ajuda ou aprendizado no decorrer de suas existências terrenas. São chamados de médiuns aqueles capazes de proporcionar a manifestação dos espíritos. O Espiritismo adverte que para poder ampliar esta ligação com o mundo espiritual, é necessário que o médium passe por uma série de preparativos. Anos de estudo, maturidade, modificação moral constante, vida regrada, abstendo-se dos vícios mais grosseiros, como o fumo e a bebida, são algumas das regras básicas para que o indivíduo possa vir a desenvolver sua mediunidade, e estão contidas em "O Livro dos Médiuns" . Os centros espíritas verdadeiros não aconselham a pessoa a trabalhar mediunicamente sem antes passar por este período e preparação citados. Muito menos diz que alguém "precisa" desenvolver a mediunidade. Ninguém é obrigado a nada, afirma a Doutrina. Todos têm seu livre-arbítrio, e mesmo que o ser tenha um canal mediúnico amplo, próprio para o desenvolvimento da mediunidade, e não quiser desenvolvê-lo, não há problema. Tudo o que é forçado é prejudicial ao homem.

Desenvolvimento mediúnico forçado:
Se ao chegar em um ambiente espiritualista lhe afirmarem que sua mediunidade "precisa" ser desenvolvida, caso contrário você sofrerá as consequências materiais e espirituais; sua vida será um transtorno; que os Espíritos estão lhe chamando para o trabalho; que esta é a sua missão; com certeza este não é um local que segue a Doutrina Espírita. Há seitas e religiões afro-brasileiras que obrigam a pessoa a desenvolver-se mediunicamente e depois as ameaçam com terríveis problemas futuros se elas deixarem de "trabalhar". Isto gera angústia, medo e desespero nos envolvidos, que geralmente acabam vítimas de graves obsessões (influência maléfica persistente de um Espírito atrasado sobre outro ser). Cuidado!

Não há promessas de curas:
O verdadeiro centro espírita não promete a cura para quem o procura. A Doutrina afirma que a cura de uma influência espiritual ou doença material depende de uma série de fatores, entre os quais a modificação moral do enfermo, sua necessidade, seus problemas relacionados com encarnações anteriores e acima de tudo, se há ou não a permissão de Deus para que haja a solução da dificuldade. Muitas vezes, o sofrimento é um período necessário para o ser refletir sobre sua existência, e o único que sabe quando é a hora disso terminar é o Criador.
O que o centro espírita faz é um pronto-socorro aos necessitados de amparo e esclarecimento, é de todas as formas possíveis (orações, tratamentos espirituais, passes, orientações morais e materiais) tenta minimizar o sofrimento alheio, rogando a Jesus que se o Pai permitir, que interceda junto ao indivíduo.

Promessas de cura:
Qualquer lugar que prometa a cura de problemas espirituais ou materiais, sem levar em consideração os fatores já citados, não é um local espírita. Condicionar uma cura à frequência exclusiva naquele ambiente, ao pagamento de dinheiro ou bens materiais, ou mesmo à "força da casa" não tem base no Espiritismo e foge do bom senso que regula as leis de Deus. Estas, não podem ser modificadas de acordo com nossa vontade. Por isso, prometer algo que não depende apenas de nós mesmos beira a irresponsabilidade e pode levar a pessoa desesperada ao desequilíbrio total ou à descrença em Deus.

Passes simples:
O passe é um método utilizado dentro dos centros espíritas. Nada mais é do que a simples imposição das mãos de médiuns sobre a fronte de outras pessoas, transmitindo-lhes fluidos magnéticos e espirituais (energias positivas do próprio médium e de bons Espíritos), no intuito de fortalecer-lhes o corpo e a parte espiritual. Tem duração em média de 30 segundos a 01 minuto. Geralmente, é aplicado dentro de salas específicas, após a palestra, individual ou coletivamente, com o público sentado e o passista de pé. Apenas são feitas orações, em pensamento, pelos médiuns, rogando o amparo de Jesus àqueles que estão recebendo os fluidos. Os passistas não ficam incorporados pelos Espíritos, apenas recebem sua influência mental e fluídica.
Importante: nunca há necessidade do passista tocar a pessoa que recebe o passe. Toques, apertos, carícias têm grandes possibilidades de serem mal-interpretados, gerando confusões, e por isso são dispensados no centro espírita.

Passes com movimentos:
Locais em que os passes são aplicados com movimentos bruscos, utilizando objetos, baforadas de cigarro ou charuto, estalando-se os dedos, repetindo mantras e cânticos, tocando várias partes do corpo do receptor não são centros espíritas. Passistas que transmitem os passes incorporados por entidades, fazendo orientações ou conversando normalemente, não são médiuns espíritas.

Todo o serviço espiritual é gratuito:
O verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações. Dar de graça o que de graça receber, ensinou Jesus, em alusão aos conhecimentos espirituais. Não aceita dinheiro por serviços prestados mediunicamente. Seus dirigentes e trabalhadores têm profissões próprias, que lhes dão o sustento financeiro necessário para suas vidas. Quem sustenta materialmente a casa espírita são seus trabalhadores, através de doações mensais, destinadas ao pagamento de aluguéis, manutenção, divulgação doutrinária e aquisição de alimentos, roupas e demais objetos a serem distribuídos às famílias carentes ou instituições filantrópicas que sejam assistidas pelo grupo. Todo valor arrecadado será exposto em balanços mensais, para que tanto trabalhadores como frequentadores tenham acesso sobre onde é investido o dinheiro do centro espírita. Caso algum frequentador da casa queira doar algo ao núcleo, é preferível que a doação seja feita em gêneros alimentícios, roupas, materiais de construção e afins, que poderão ser destinados aos carentes ou mesmo utilizados na manutenção da casa. Se houver por algum motivo uma doação em dinheiro, o centro espírita deverá fornecer um recibo ao doador e inscrever esta doação no balanço mensal do grupo.

Cobrança pela ajuda espiritual:
Todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita. A cobrança financeira é própria de pessoas que vivem da exploração da crença alheia, contrariando os ensinos de Jesus. Há seitas que pedem dinheiro aos seus assistidos afirmando que será usado para o feitio de trabalhos espirituais, como a compra de velas, comida, roupas e coisas do gênero. Isso não é Espiritismo. Espíritos que se prestam a fazer serviços espirituais em troca de coisas materiais são entidades atrasadas, que nada de bom podem trazer aos que os procuram.
Não podemos comprar a paz de espírito e tranquilidade que buscamos, é isto que prega a Doutrina Espírita. Se não for esta a orientação do local, com certeza não é um ambiente espírita.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 18:57

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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

DESEJO


EM LEMBRANÇA DOS 124 ANOS DE DESENCARNE DE VICTOR-MARIE HUGO, OCORRIDO EM 22.05.1885

Victor-Marie Hugo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim.
Mas, se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas, na medida exata para que, algumas vezes
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil.
Mas, não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas, com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso desta tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça, depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e sua dor e
É preciso que escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas, que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso, e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro,
Erguer triunfante seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E que acompanhe seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é precioso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano,
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga: "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você.
Mas, que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar, e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim, que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para começar.
E se tudo isto acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Casa do Caminhohttp://www.casadocaminho.com
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:34

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EM LEMBRANÇA DOS 124 ANOS DE DESENCARNE DE VICTOR-MARIE HUGO, OCORRIDO EM 22.05.1885

Victor-Marie Hugo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim.
Mas, se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas, na medida exata para que, algumas vezes
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil.
Mas, não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas, com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso desta tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça, depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e sua dor e
É preciso que escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas, que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso, e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro,
Erguer triunfante seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E que acompanhe seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é precioso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano,
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga: "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você.
Mas, que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar, e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim, que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para começar.
E se tudo isto acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

CARIDADE


Cáritas
Eu sou o Sol que aquece a Vida, em nome da Vida que criou o Sol.
Sou eu que reverdeço o campo, em beijos cálidos, após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem a faina do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-as de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado e sou o poema de esperança que canta alegria, onde houver devastação.
Por onde passo, um rastro luminoso fica, vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias combalidas e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam ao estertor e à alucinação.
Sou eu a gentileza que ouve, pacientemente, a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, enquanto a aflição se espraia entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá forma para assenhorear-se do sabor.
Eu sou a paz que visita a charneca desolada e faz nascer flores que bordam o chavascal, adornando-lhe a paisagem lúgubre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa, para aromatizar os seres e o vergel.
Eu sou a consolação que circia palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores excruciantes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angustias devastadas.Eu sou a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa as sugidades da alm deteriorada, preparando-as para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino, sustentando a criação e penetrando todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a Fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e ao alente em cada passo, concedendo-lhe combustível, para nunca desistir.
E me apoio na irmã Esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar as asperezas das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos, onde a morte parecia dominar...
As duas, a Fé e a Esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que o amor permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-nos em seu nome, com a missão de lembrar-lhes a presença no mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiarem a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do Bem e embriagai-vos de felicidade.

Médium: Divaldo Pereira Franco

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Cáritas
Eu sou o Sol que aquece a Vida, em nome da Vida que criou o Sol.
Sou eu que reverdeço o campo, em beijos cálidos, após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem a faina do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-as de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado e sou o poema de esperança que canta alegria, onde houver devastação.
Por onde passo, um rastro luminoso fica, vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias combalidas e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam ao estertor e à alucinação.
Sou eu a gentileza que ouve, pacientemente, a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, enquanto a aflição se espraia entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá forma para assenhorear-se do sabor.
Eu sou a paz que visita a charneca desolada e faz nascer flores que bordam o chavascal, adornando-lhe a paisagem lúgubre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa, para aromatizar os seres e o vergel.
Eu sou a consolação que circia palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores excruciantes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angustias devastadas.Eu sou a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa as sugidades da alm deteriorada, preparando-as para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino, sustentando a criação e penetrando todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a Fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e ao alente em cada passo, concedendo-lhe combustível, para nunca desistir.
E me apoio na irmã Esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar as asperezas das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos, onde a morte parecia dominar...
As duas, a Fé e a Esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que o amor permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-nos em seu nome, com a missão de lembrar-lhes a presença no mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiarem a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do Bem e embriagai-vos de felicidade.

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Eu sou o Sol que aquece a Vida, em nome da Vida que criou o Sol.
Sou eu que reverdeço o campo, em beijos cálidos, após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem a faina do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-as de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado e sou o poema de esperança que canta alegria, onde houver devastação.
Por onde passo, um rastro luminoso fica, vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias combalidas e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam ao estertor e à alucinação.
Sou eu a gentileza que ouve, pacientemente, a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, enquanto a aflição se espraia entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá forma para assenhorear-se do sabor.
Eu sou a paz que visita a charneca desolada e faz nascer flores que bordam o chavascal, adornando-lhe a paisagem lúgubre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa, para aromatizar os seres e o vergel.
Eu sou a consolação que circia palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores excruciantes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angustias devastadas.Eu sou a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa as sugidades da alm deteriorada, preparando-as para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino, sustentando a criação e penetrando todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a Fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e ao alente em cada passo, concedendo-lhe combustível, para nunca desistir.
E me apoio na irmã Esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar as asperezas das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos, onde a morte parecia dominar...
As duas, a Fé e a Esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que o amor permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-nos em seu nome, com a missão de lembrar-lhes a presença no mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiarem a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
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