Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

ANO NOVO!

Ano Novo! Ano Bom!

Para quantos, aí, esta exclamação equivalerá ao “Terra! terra!” gritado pelo gajeiro que, outrora, no cesto de gávea da nau acossada pelo temporal, vigiava, ansioso, terra onde se abrigassem!

Para quantos ele traduz a única esperança longínqua, como para um misero náufrago que se debate na agonia da morte, entre o mar e o céu, agarrado a um frágil destroço do seu navio, a asa branca de uma vela perdida no esfumado plúmbeo do horizonte, representa a salvação! Para quantos, meu Deus, para quantos!

Ano Novo! Finda hoje o ano velho. A humanidade pára e olha para trás. Toma fôlego nesta carreira incessante e desordenada da vida. Reflete, rememora e chora ou sorri, consoante a marcha feita. Por cada um que sorri ao lembrar-se de alegrias que gozou, de felicidades que fruiu, quantos chorarão amarguradamente ao recordarem bens que perderam, felicidades que se esvaíram, dores que lhe pungiram o ser?

A quantos a saudade torturará nas suas algemas aveludadas, a quantos matará com o doce veneno dos seus filtros?

Quantos olharão para este ano que se vai e cerrarão desesperadamente os punhos, invectivando-o, insultando-o, maldizendo-o, porque não trouxe senão desenganos, porque lhes não deu senão sofrimentos? Meu Deus! Nem eu sei!

Ao olharmos para aí, não vemos senão gritos de blasfêmia ou de aflição! Há risadas de doidos, que são acusações, há sorrisos de resignação que equivalem a sombrias tragédias de dor.

Uns choram entes que lhes fugiram nas asas da morte, para o campo desconhecido; outros, pessoas que se ausentaram para longe, acossadas pelo aguilhão da necessidade, guiadas pela ambição ou pela fome! Outros olham vagamente para o infinito, através de entristecida lente de saudades e lágrimas, como querendo ver, lá, muito longe, o Deus do seu amor, que lhes dê esperanças, que lhes dê forças! E, depois, o pensamento, que acompanhou o fito melancólico do olhar, baixa e rasteja pela terra na busca dolorida dos pais velhinhos que têm, muito longe, perdidos na sua aldeia pobrezinha, dos filhos amados, da esposa, dos amigos, aqui e ali perdi­dos, como pedaços da sua vida de párias, de expatriados!

E esse pensamento os encontra, envolve, acaricia docemente, enquanto os olhos deixam correr lágrimas, como que derretendo, em gotas, o turvo cristal por onde conduzia ao coração as imagens amadas desses que o pensamento via nas regiões distantes!

Por cada um que diga hoje entristecidamente: “mais um ano” - quantos dirão, em soluçada amargura, com o coração apertado e a alma escurecida - “ainda só mais um”.

Aqueles têm pesar pelo que perdem; estes têm medo pelo que ainda terão de passar aí, e olham para o termo da jornada em que se arrastam, cansados, lacerados, pungidos, como o marinheiro perdido em navio desarvorado olha para o farol, que na costa distante brilha através da cerração e da tempestade, como que gritando-lhe na sua insistência luminosa: Coragem! coragem! que aqui está a salvação! E eles, os desgraçados, lá vão remando, lá vão lutando, em choros convulsos, em gemidos fundos, a braços com a dor, com a fome, com as perseguições, com as calúnias, com a tristeza, com as saudades, olhar fito numa esperança, pensamento elevado ao Deus de misericórdia, suplicando-lhe ânimo para chegarem ao termo da jornada com a consciência de quem cumpre rigorosamente um dever.

Por cada onda mais alterosa que ameaça tragar-lhes o barco, eles supõem perdido o norte com o perderem de vista o farol; mas a onda baixa, o barco passa e eles voltam a ver a luz, já mais perto, já mais acariciadora!

Estes são os tristes! São nossos irmãos, são nossos companheiros na amargura.

Não cogito de saber quantos espíritos fortes, quantas almas de aço, finamente temperadas, acharão piegas o que digo. Se à rijeza da sua têmpera corresponder à pureza das suas consciências e a beleza das suas almas, poderão estranhar esta linguagem, como um feliz da vida estranhará a lamúria aflitiva de quem esmola por ter fome, mas certamente se apiedará desses a quem nem sequer é dado rastejar por sob as mesas onde gozam de seu festim.

Não conhecerão a tristeza das almas compassivas, que choram as suas desditas e as desditas alheias, que se torturam na amarga contemplação dos sofrimentos que aí alanceiam infelizes a quem se não pode levar socorro e a quem nenhum socorro bastaria; não conhecerão as cavernas pavorosas das almas onde tumultua o mal, o negrume daquelas onde vive a dor, a aflição daquelas onde esgarça a saudade. Mas, porque as não conhecem, elas não deixam de existir. Se não podem dar aos tristes um pouco da alegria que lhes sobra, não pensem mal dos que vivem nas gemônias da vida, sofrendo por si ou sofrendo pelos outros.

Nós, tu e eu, cá estamos na paragem costumada, desde que nos conhecemos. Olhamos ambos para mais um ano aí passado e nem tu nem eu podemos sorrir, se não bem pela mágoa das coisas próprias, pela mágoa das coisas alheias.

Quanta desolação vemos estendida como escuro lençol a cobrir o cadáver do ano findo!

Para qualquer parte do mundo que se olhe, vêem-se lágrimas, sofrimentos, maldades. Ë o que há. Não há coração que não tenha sido atingido, no espaço decorrido desde a nossa outra paragem; não há alma que não tenha sido provada. E por cada uma que resiste à prova, quantas sucumbem!

E se com a vista procuramos os lugares simpáticos ao nosso espírito, onde a nossa saudade nos prende e que o nosso amor consagra, então que doloroso pungir! Que fundo pesar, por nós e pelos que vemos! Almas esmagadas, consciências torcidas, afetos partidos! Por toda a parte a desordem e a inquietação; por toda a parte ruínas de caracteres, destroços de vidas! Ruem reputações e ruem os templos! Ardem relíquias seculares, destroem-se belezas artísticas! Aniquilam-se liberdades que foram cimentadas em sacrifícios heróicos, anulam-se conquistas de gerações de santos, de mártires ou de valentes! Arrancam-se esperanças aos corações e substituem-se por confrangedoras agonias; desunem-se parentes e amigos; partem-se convivências, espancam-se crianças que eram o lenitivo e o conforto de infelizes; perseguem-se os homens como quem monteia feras; espalha-se o ódio; a denúncia e a espionagem elevam-se à categoria de virtudes; o saque arvora-se em direito, o arbítrio em Lei, a perseguição em lema! Não mais poder pensar livremente, senão no recesso íntimo de cada cérebro; não mais poder falar livremente, sem receio de que sobre as palavras e sobre quem as pronunciar corram os ferrolhos das casamatas das fortalezas! E para quê? Que tétrica ilusão desvaira aí tanta gente! Mas para que tudo isso, se a Morte espreita constantemente os homens e a cada mo­mento ceifa impiedosamente senhores e escravos, grandes e humildes, perseguidores e vítimas, ricos e miseráveis, triunfa-dores e vencidos!

Parece que um temporal de vesânia se desencadeou sobre a nossa terra! Parece um triste hospital de loucos, onde cada habitante apresenta uma loucura nova! Tudo isso nos lega como lúgubre herança o ano que finda! E, ai de nós! que não vemos que o que vem nascendo, envolto no arrebol dourado da primeira manhã de janeiro, traga, nas suas faixas, promessas de dias mais consoladores! Aqui e ali luzem esperanças como fúlgidas centelhas; mas, são quase sempre tristes ilusões que se esvaem, criadas pelo nosso desejo, alimentadas pelo nosso anseio. Surgem e vão-se, como fogos-fátuos, deixando cada uma mais uma mágoa a assinalar o lugar onde a nossa alma as acalentou!

A vida, aí, é assim! Quem dera que pudéssemos rir dela, como o Eça!

Rir! E ele ri? Crês que ele ria? Atenta! Escuta e ouvirás, no fim de cada casquinada dele, um soluço de dor a estrangular-lhe a alma! Ele ri como um Rigoleto! Ri para os outros, que se encantam com a música dos seus risos; mas, chora, chora lágrimas de sangue vivo, arrancado pela tortura à sua alma de triste!

E quantos rirão assim, aí? Meu amigo, o ano vai findar. Tu dirás, talvez, “ainda só um”!...

Não sei se o poderás dizer com razão, ante a justiça absoluta. Ante a justiça relativa, a que se vê, não posso deixar de reconhecer que a tens. Ë um mal que já passou. Não deixes, porém, que a tua fantasia te abra o coração a novas esperanças cor de rosa. Olha que essas esperanças, como as rosas de que vestem a cor, presto murcham e, ou secam, deixando em nossa vida a amarga saudade dos sonhos lindos, desfeitos, ou apodrecem e dão à nossa sensibilidade a repugnância das coisas que despertam nojo!

Há esperanças que são como os virginais corpos das namoradas: apetecem-se e amam-se, enquanto têm vida; fedem e repugnam depois de mortos!

Não te deixes fascinar pela miragem. Aceita a vida como ela é aí: apanágio da dor, laboratório do aperfeiçoamento.

Se assim o fizeres, não irás chocar, a cada passo, com obstáculos que te farão desesperar.

Segue como tens vindo. Deixa-te guiar pela Consciência, que ainda é o melhor moço que Deus prestou à tua cegueira.

Não prestes ouvidos ao vozear dos outros. Ouve só os que choram, para consolá-los; os que sofrem, para os aliviar.

Não te deixes vencer pelo desalento, nem pelo desespero. Em cada hora Deus põe uma felicidade; e temos, às vezes, mais próxima, aquela que nos cabe, do que podemos imaginar, ainda nas mais fagueiras esperanças a que a nossa fantasia dê vida.

Não olhes mais para trás, senão para tirar lição e para enviar os teus sorrisos e as tuas saudades às recordações boas que o tempo deixou cair na tua vida triste e amargurada.

As tuas afeições, as tuas alegrias, as tuas crenças, as pessoas que amas, não as deixes no passado: - nem os que morreram, nem os que aí tens. Trá-las contigo, prende-as a ti, por modo que para todas haja sempre o presente, ante a tua vista, ou ante o teu pensamento.

Não deixes caída na vala do esquecimento senão a ingratidão dos outros. Os teus próprios atos ou pensamentos maus ante o teu olhar, para emenda e repulsa; os atos dos outros para te apiedares, para perdoares a eles e para os evitares em ti.

E nesta altura da vida, montanha escabrosa e íngreme para ti, onde te tenho vindo acompanhando - ai de mim! - sem te ter prestado auxílio eficaz nem valedor, vou deixar-te, por agora. Olhemos mais uma vez para trás: não para contemplarmos o quadro desolador, efetivamente desolador, que se desenrola à nossa vista; mas, para nos alegrarmos ao ver a distância enorme, eficaz e utilmente percorrida, na ascensão desse Calvário.

Está vista? Toma a tua cruz e segue avante.

Coragem, meu amigo; coragem, meu irmão!

Julio Diniz

(Transcrito do livro “Do País da Luz”, Fernando de Lacerda,

vol. IV, pags. 211 a 217, 2.a ad. FEB.)

Fonte: Reformador - Janeiro, 1975

 

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:51

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO


PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:54

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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

CONSIDERANDO O MEDO

 

 

 

Coisa alguma se te afigure apavoradora. A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.

Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.

Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.

Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.

O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação. Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.

O que se teme, raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências Divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.

O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.

Um fato examinado sob a constrição do medo, descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.
A pessoa com medo, agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.

O medo pode ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real.

Necessário combatê-lo sistematicamente, continuamente.

Doenças, problemas, noticias, viagens, revoluções, o porvir não os temas.

Nunca serão conforme supões.

Uma atitude calma, ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente.

Não são piores umas enfermidades do que outras. Todas fazem sofrer, especialmente quando se as teme e não se encoraja a recebê-las com elevada posição de confiança em Deus.

Os problemas, constituem recursos de que a vida dispõe para selecionar os valores humanos, e eleger os verdadeiros dos falsos lutadores.
As noticias trazem informes que, sejam trágicos ou lenificadores, não modificam, senão, a estrutura de uma irrealidade que se está a viver.
As viagens tem o seu final, e recear acidentes, aguardá-los, exagerar providências, certamente não impedem que o homem seja bem ou mal sucedido.

As revoluções e guerras que alcançam bons e maus, estão em relação a violência do próprio homem que, vencido pelo egoísmo, explode em agressividade, graças aos sentimentos predominantes em a sua natureza animal.

Ninguém pode prever o imprevisto ou evadir-se a necessária conjuntura cármica para o acerto com as leis superiores da evolução.

Prudência, sim, é medida acautelatória e impostergável, para se evitar danos desnecessários. Afinal, em face do medo, deve-se considerar que o pior que pode suceder a alguém, é advir a desencarnação. Se tal ocorrer, não há, ainda, porque temer, desde que morrer é viver.

O único cuidado que convém examinar, diz respeito à situação interior de cada um perante a consciência, ao próximo, à vida e a Deus.

Em face disso, ao invés de sistemático cultivo do medo, uma disposição de trabalho árduo e intimorato, confiança em Deus, afim de enfrentar bem e ultimamente toda e qualquer coisa, fato, ocorrência, desdita...

Entrega-te ao fervor do bem, expulsa d’alma as artimanhas da inferioridade espiritual. Faze luz íntima e os receios fundados baterão em retirada.

A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito.
Jesus, culminando a tarefa de construir no tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos afamados da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.

Fonte: FRANCO, Divaldo Pereira. Leis morais da vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis
 

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 19:43

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O PROBLEMA DO DESTINO - AS VIDAS SUCESSIVAS

Certas escolas espiritualistas combatem o princípio das vidas sucessivas e ensinam que a evolução da alma depois da morte continua a efetuar-se somente no mundo invisível; outras, conquanto admitam a reencarnação, crêem que ela se realiza em esferas mais elevadas; o regresso à Terra não lhes parece ser uma necessidade.
Aos partidários dessas teorias lembraremos que a encarnação na Terra tem um objetivo e esse objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano. Ora, dada a infinita variedade das condições da existência terrestre, quer quanto à duração, quer quantos aos resultados, é impossível admitir que todos os homens possam chegar ao mesmo grau de perfeição numa única vida. Daí, a necessidade de regressos sucessivos que permitam adquirirem-se as qualidades requeridas para ter entrada em mundos mais adiantados.
O presente tem a sua explicação no passado. Foi precisa uma série de renascimentos terrestres para que o homem conquistasse a posição que atualmente ocupa, e não parece admissível que este ponto de evolução seja definitivo para a nossa esfera. Os seus habitantes não estão todos em estado de transmigrar depois da morte para sociedades mais perfeitas; pelo contrário, tudo indica a imperfeição da sua natureza e a necessidade de novos trabalhos, de outras provas que lhes completem a educação e lhes dêem acesso a um grau superior na escala dos seres.
Em toda parte, a Natureza procede com sabedoria, método e morosidade. Numerosos séculos foram-lhe indispensáveis para fabricar a forma humana; só volvidos longos períodos de babaria é que nasceu a Civilização. A evolução física e mental e o progresso moral são regidos por leis idênticas; não basta uma única existência para dar-lhes cumprimento. E para que havemos de ir buscar muito longe, a outros mundos, os elementos de novos progressos, quando os encontramos por toda parte em volta de nós? Desde a selvageria até a mais requintada civilização, não nos oferece o nosso planeta vasto campo ao desenvolvimento do Espírito?
Os contrastes, as oposições que aí apresentam, em todas as suas formas, o bem e o mal, o saber e a ignorância, são outros tantos exemplos e ensinamentos, outras tantas causas de emulação.
Renascer não é mais extraordinário do que nascer; a alma volta à carne para nela submeter-se às leis da necessidade; as precisões e as lutas da vida material são outros tantos incentivos que a obrigam a trabalhar, aumentam a sua energia, avigoram-lhe o caráter. Tais resultados não poderiam ser obtidos na vida livre do Espaço por Espíritos juvenis, cuja vontade é vacilante. Para avançarem, tornam-se precisos o látego da necessidade e as numerosas encarnações, durante as quais a alma vai concentrar-se, recolher-se em si mesma, adquirir a elasticidade, a impulsão indispensável para descrever mais tarde a sua imensa trajetória no céu.
O fim dessas encarnações é, pois, de alguma sorte, a revelação da alma a si mesma ou, antes, a sua própria valorização pelo desenvolvimento constante das suas forças, dos seus conhecimentos, da sua consciência, da sua vontade. A alma inferior e nova não pode adquirir a consciência de si mesma senão com a condição de estar separada das outras almas, encerrada num corpo material. Ela constituirá, assim, um ser distinto, que vai afirmar a sua personalidade, aumentar a sua experiência, acentuar a sua marcha progressiva na razão direta dos esforços que fizer para triunfar das dificuldades e dos obstáculos que a vida terrestre lhe semeia debaixo dos pés.
As existências planetárias põem-nos em relação com uma ordem completa de coisas que constituem o plano inicial, a base de nossa evolução infinita e que se acham em perfeita harmonia com o nosso grau de evolução; mas, esta ordem de coisas e a série das vidas que com ela se relacionam, por mais numerosas que sejam, representam uma fração ínfima da existência sideral, um instante na duração ilimitada dos nossos destinos.
A passagem das almas terrestres para outros mundos só pode ser efetuada sob o regime de certas leis. Os Globos que povoam a extensão diferem entre si por sua natureza e densidade. A adaptação dos invólucros fluídicos das almas a esses meios novos somente é realizável em condições especiais de purificação. É impossível aos Espíritos inferiores, na vida errática, penetrarem nos mundos elevados e lhes descreverem as belezas aos nossos médiuns. Encontra-se a mesma dificuldade, maior ainda, quando se trata da reencarnação nesses mundos. As sociedades que os habitam, por seu estado de superioridade, são inacessíveis à imensa maioria dos Espíritos terrestres, ainda demasiadamente grosseiros, em insuficiente grau de elevação. Os sentimentos psíquicos dos últimos, mui pouco apurados, não lhes permitiriam viver da vida sutil que reina nessas esferas longínquas. Achar-se-iam lá como cegos na claridade ou surdos num concerto. A atração que lhes encadeia os corpos fluídicos ao Planeta prende-lhes, do mesmo modo, o pensamento e a consciência às coisas inferiores. Seus desejos, seus apetites, seus ódios, seu amor mesmo fazem-nos voltar a este mundo e ligam-nos ao objeto da sua paixão.
É necessário aprendermos primeiramente a desatar os laços que nos amarram à Terra, para depois levantarmos o vôo para mundos mais elevados. Arrancar as almas terrestres ao seu meio, antes do termo da evolução especial a esse meio, fazê-las transmigrar para esferas superiores, antes de terem realizado os progressos necessários, seria desarrazoado e imprudente. A Natureza não procede assim, sua obra desenrola-se, majestosa, harmônica em todas as suas fases. Os seres, cuja ascensão suas leis dirigem, não deixam o campo de ação senão depois de terem adquirido virtudes e potências capazes de lhes darem entrada num domínio mais elevado da Vida Universal.

Léon Denis
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor . 20.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1998. p.169-172
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:37

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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

FELIZ NATAL


PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 20:13

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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

ESCLARECENDO DÚVIDAS

O Espiritismo, é a revelação prometida pelo Cristo de Deus para os séculos em que a Humanidade alcançasse um grau de assimilação mais elevado.
Os fenômenos psíquicos, tão velhos quanto o mundo, só atraíram atenção dos intelectuais, quando surgiram os ocorridos em Hidesville, em 1848.
Em 1857, após observá-los e catalogá-los com o mais meticuloso rigor científico, Allan Kardec lançou ao mundo o primeiro livro da Codificação dessa nova Revelação - "O Livro dos Espíritos", criando o vocábulo Espiritismo para designar essa Revelação, então, chamada e ainda conhecida em outros países pelo nome de Neo-Espiritualismo.
Difere o Espiritismo de todas as religiões conhecidas por demonstrar a lógica dos seus ensinos através de experiências científicas e por apresentar uma filosofia também baseada em experimentos e observações e documentada por uma legião de sábios de renome universal.
Religião científico-filosófica, confirmando os ensinamentos básicos de todas as religões, não pretende demolir as que a precederam, antes reconhece a necessidade da existência delas para grande parte da Humanidade, cuja evolução se processará lenta e inevitavelmente.
Doutrina religiosa, sem dogmas propriamente ditos, sem liturgia, sem símbolos, sem sacerdócio organizado, ao contrário de quase todas as demais religiões, não adota em suas reuniões e em suas práticas:
a) paramentos, ou quaisquer vestes especiais;
b) vinho ou qualquer bebida alcoólica;
c) incenso, mirra, fumo, ou substâncias outras que produzam fumaça;
d) altares, imagens, andores, velas e quaisquer objetos materiais como auxiliares de atração do público;
e) hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, só os admitindo, na língua do país, exclusivalnente em reuniões festivas realvadas pela infância e pela juventude e em sessões ditas de efeitos físicos;
f) danças, procissões e atos análogos;
g) atender a interesses materiais terra-a-terra, rasteiros ou mundanos;
h) pagamento por toda e qualquer graça conseguida para o próximo;
i) talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários ou quaisquer objetos e coisas semelhantes;
j) administração de sacramentos, concessão de indulgências, distribuição de títulos nobiliárquicos;
k) confecionar horóscopos, exercer a cartomancia, a quiromancia, a astromancia e outras "mancias";
l) rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;
m) fazer promessas e despachos, riscar cruzes e pontos, praticar, enfim, a longa série de atos materiais oriundos das velhas e primitivas concepções religiosas.

O fenômeno psíquico pode surgir em qualquer meio religioso ou irreligioso e seu aparecimento pode conduzir a criatura ao Espiritismo, mas a consolidação da crença, o conhecimento das leis que presidem os destinos do homem e a perfeita assimilação da Doutrina Espírita só se conseguem através do estudo das obras de Allan Kardec e das que lhes são subsidiárias.

Revista Espírita Allan Kardec
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 15:02

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NÃO FAÇA TEMPESTADE EM COPO D'AGUA

 

 

Há alguns anos estava reclamando com um amigo sobre quanta responsabilidade e dificuldade minha vida continha. Sua resposta teve um papel importante em minha transformação de vítima das circunstâncias numa pessoa que aceita a vida como ela é (na maior parte do tempo). Em vez de se condoer de mim ou partilhar comigo suas próprias dificuldades, ele me perguntou: 'Há alguma razão para você pensar que seria diferente do resto da humanidade?'.

Ele estava se referindo, é claro, ao fato óbvio, mas constantemente relevado de que a vida é feita de desafios, obstáculos, barreiras, reveses, dificuldades, percalços e problemas - para todos nós. Não há exceções. Não importa qual seja sua formação, raça, religião ou sexo - não importa que tipo de pais você teve, se foi o primeiro ou o último a nascer, se tem dinheiro ou fama, ou outros dados específicos da sua vida - você terá problemas. Caso encerrado.

É sempre mais fácil ver os seus problemas, e não os dos outros, e é bem verdade que alguns desses problemas parecem mais graves do que outros, mas ninguém tem a vida fácil, não na época em que vivemos. O velho ditado ainda está valendo, e o fará para sempre: as circunstâncias não fazem as pessoas, mas a revelam.

É muito útil ter em mente esse fato da vida. Coloca as coisas na perspectiva correta. Quando nos lembramos que a vida não é para ser isenta de percalços ou perfeita, tornamo-nos mais aptos a reagir aos desafios com justeza e graça. Em vez de nos aborrecermos ou cedermos às pressões a cada passo, conseguimos dizer algo como: 'Ah, bem, aí vem mais uma para enfrentar'.

Duvido que possamos chegar ao ponto em que apreciemos os percalços inerentes à vida, mas estou certo de que podemos aprender a ser mais complacentes. E, você pode bem imaginar, quanto menos lutamos contra os problemas e desafios, mais energia acumulamos para resolvê-los. Em vez de exacerbar as agruras que temos de enfrentar, podemos ver as coisas de outra perspectiva, incluindo as melhores soluções possíveis".

 
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:34

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

PORQUE É NATAL

 
 

 

Senhor,

A Tua voz é o som perfeito que me embala o ser, e que me faz ouvir o murmúrio tranqüilizante dos astros.

O Teu olhar é como o brilho solar, que me aquece a alma fria, marcada pelo desalento e pela desesperança, nessa dura marcha para a elevação.

As Tuas mãos representam para mim o divino apoio, amparo que me impede de tombar, fragilizado como estou, nos rumos em que me vejo, ante a necessidade de subir.

As Tuas pegadas indicam-me as trilhas por onde devo me orientar nessa ausência de bússola moral com o entorpecimento da ética, quando desejo ir ao encontro de Deus.

As Tuas instruções, Jesus Nazareno, mapeiam para mim o território da paz, ensejando-me clareza para que saiba onde me encontro e como estou, para que não me perca nessa ingente procura dos campos de amor e das fontes de paz.

Os Teus silêncios falam-me bem alto a respeito de tudo o que devo aprender e operar nos recônditos de minh'alma, aprendendo tanto a falar quanto a calar, sempre atuando na construção do mundo rico de fraternidade que almejamos.

Agora, quando me ponho a meditar sobre tudo isso, meu Senhor, desejo exalçar o Teu nome, por toda a minha omissão dos milênios afora, embora a Tua paciente e dúlcida presença junto a mim.

Já é Natal na Terra, Jesus!

E porque é o Teu Natal, busco em Tua luz desfazer as minhas sombras; procuro em Tua assistência superar minhas variadas necessidades; quero no Teu exemplo de trabalho atender os meus deveres.

Porque é o Teu Natal, anseio por achar na Tua força a coragem de superar os meus limites; desejo ver na Tua entrega total a Deus o reforço para minha fidelidade ao bem e, na Tua auto-doação à vida, anelo tornar-me um servidor; no culto do dever que Te trouxe ao mundo, quero honrar o meu trabalho.

No Teu Natal, que esparge claros jorros de amor sobre o planeta, quero abrigar-Te no imo do meu coração convertido numa lapa bem simples, para que possas nascer em mim, crescer em mim e atuar por mim.

E, na magia do Natal, vibro para que minhas ações permitam que o Teu formoso Reino logo mais possa alojar-se aqui, no mundo, e que cheio de júbilo n'alma eu possa dizer que Te amo, que Te busco e que Te quero seguir, apesar da simplicidade dos meus gestos e do pouco que tenho para dar-Te, meu doce Amigo, meu Senhor.

 

Ivan de Albuquerque

 

Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 24.9.2007, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ.

 

 

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:19

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ESTRANHA MENSAGEM

Um instrutor de elevada categoria espiritual chamou certa vez a nossa atenção para um quadro terráqueo, observando o NATAL, à meia-noite.

Estava reunida opulenta família, num lauto e elegante banquete. Sobre a mesa posta, guarnecida de alva toalha de linho belga, entre flores perfumadas e candelabros policromos, enfileiravam-se as mais fortes e exóticas bebidas, de permeio a indigestas comedorias natalinas.
Dentre o que se enxergava sobre a mesa, sobressaiam nas lousas frias de um necrotério, os cadáveres de leitões recheados, besuntados de banha, trazendo espetados rodelas de limão; cabritos tostados, quais mercadorias salvas de um incêndio, galinhas e perus ao forno, retorcidos, demonstrando os finais estertores de uma degola cruel; churrasco "mignon" no espetinho trabalhado com esmero.
Era de estarrecer! Quanta carnificina! Quanto sangue derramado, quanta dor e sofrimento causados aos pobres e inocentes animais.
Vibravam ainda no espaço as angustiantes lamentações que os coitadinhos dos animais deviam ter lançado violentamente aos céus, quando tiveram seus corações transpassados pelo punhal assassino do carrasco insensível.
O saudável cereal, o apreciado legume, a boa hortaliça e a suculenta fruta, apenas representam, naquela mesa, o insignificante papel de mero adorno culinário.
Quase no final do banquete, alguém, levanta a voz, e, a pretexto de prece de Natal, todos começam, de afogadilho, a invocar Jesus, para que Ele, nesse seu glorioso dia, viesse abençoar a mesa posta, aquele matadouro doméstico de IRMÃOS menos evoluídos, aliás nossos irmãos mais chegados.
Sem demora e, como por milagre, a cena mudou inteiramente. Os Espíritos presentes apreciavam a reunião de semblante triste, piedosos; alguns até choravam ante a brutal carnificina.
Após as invocações, Jesus compareceu! Sim; o Nazareno chegou! No luzidio cortejo do Mestre vinham também necessitados, esfomeados, doentes e maltrapilhos. Formou-se então, ao redor do repugnante festim, sem que disso os convivas tivessem a menor idéia, um enorme anfiteatro, abrigando milhares e milhares de entidades, permanecendo bem no centro, o grupo devorador de cadáveres, saudando e homenageando o Menino Jesus que acabava de nascer.
Jesus, o invocado, ofuscando a multidão presente pela luminosidade que d'Ele se desprendia, chegou e colocou-se em pé ante aquela turba. De semblante profundamente amargurado e triste, de coração opresso, abençoou, não aquele infeliz ato que dera margem a tanta carnificina e dor, mas sim à inditosa família e seus convidados, implorando a Deus uma razão mais lúcida para as suas mentes.
Em seguida, ergue Jesus seu olhar plácido e indulgente e suplica ajoelhado a Deus: "Pai; Perdoa-os mais uma vez, pois ainda não chegaram a entender o não matarás... a ninguém!"

EIS COMO ALGUNS HOMENAGEIAM O MENINO JESUS!

(Mensagem recebida pela Fraternidade há quase 40 anos.)
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:15

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

ACIDENTADOS DA ALMA

COMO AGIR NESTES CASOS

Antes das nossas tarefas, o assunto geral dos companheiros era a dificuldade de se levar a idéia espírita aos irmãos que nos procuram as casas de ideal e de fé, trabalhados por idéias que lhes dificultam o entendimento claro de nossa doutrina renovadora.
Ouvem as preleções de nossos encontros espirituais e as mensagens de nossos benfeitores, mas parecem distantes. Estão detidos nos problemas e lutas deles e experimentam muitos obstáculos para entender as lições de nossas escolas de ação e trabalho.
Como agir nesses casos?
Com essa pergunta fomos ao início da reunião.
O Livro dos Espíritos nos deu a pergunta-resposta 876. depois das explanações tivemos a página de nosso caro Emmanuel.

ACIDENTADADOS DA ALMA
Nos quadros de aflição da Terra, comove-nos, a cada passo, diante dos acidentados do corpo, a requisitarem hospitalização imediata.
A fim de atende-los, fundam-se instituições diversas, através das quais corações nobremente formados se dispõem a auxiliar.
Entretanto, é forçoso reconhecer que aos nossos núcleos de ação espiritual acorrem, dia-a-dia, verdadeiras multidões de acidentados da alma no trânsito da vida.
Amavam e foram preteridos, observando-se espancados nos sentimentos mais íntimos.
Dedicavam-se a empresas nobilitantes que explodiram em falência e, de momento para outro, se identificam sob os estilhaços da própria obra em destruição.
Criaram empreendimentos de trabalho digno que foram massacrados por desafetos gratuitos.
Consagravam-se a tesouros afetivos nos quais se viram repentinamente lesados nos mais altos valores da confiança.
Entraram em realizações de brilhante fachada e descobriram-se, no íntimo delas, qual se fossem encarcerados em armadilhas de sofrimento.
Estabeleceram tarefas construtivas que lhes escaparam das mãos.
Cultivaram planos de felicidade que a morte de um ente querido pulverizou em montes de cinzas sob chuvas de pranto.
Perante os nossos irmãos acidentados do espírito, compadece-te e auxilia sempre.
Faze uma pausa na marcha acelerada das próprias cogitações, e oferece a eles o donativo da atenção.
Aspiravam a reerguer-se para a vida, e tentaram abrir uma janela em si próprios para se comunicar com o dia novo.
Sonhavam paz e renovação.
Buscam ansiosamente mãos amigas que lhes descerrem a estrada da tranqüilidade e da reconstrução pela qual se trocam com todas as forças da própria alma.
Ante os companheiros aflitos pelo retorno à própria segurança, aprendamos a ouvi-los e a auxilia-los.
Para isso, não é preciso manejares o martelo da crítica, nem é necessário inflames o fogo da discussão.
Os nossos amigos acidentados da alma se reconhecem desorientados na sombra da prova e, por isso mesmo, te pedem unicamente para que lhes acenda no caminho leve réstia de luz.

Emmanuel

Livro: Caminhos de Volta - Psicografia: Francisco C. Xavier - Espíritos diversos
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:25

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