Domingo, 30 de Maio de 2010

INGENUIDADE E ESPERTEZA

Se os Espíritos reencarnam, e consequentemente transitam do plano físico para o espiritual e vice-versa, como justificar o crescimento da população mundial?

No início da Era Cristã havia perto de trezentos milhões de habitantes na Terra. Seremos oito bilhões em 2020, vinte e sete vezes mais.

De onde essa gente toda vem se é sempre a mesma gente que vai?

Esse, amigo leitor, é o mais frequente questionamento dos que combatem o princípio das vidas sucessivas.

Há os ingênuos, que não se dão ao trabalho de estudar o assunto.

Pior são os espertos que, embora conhecendo a resposta, faltam à verdade com a intenção de dar um nó em nossos miolos.

Segundo informações da Espiritualidade, através de médiuns confiáveis, como Chico Xavier, nosso planeta tem vinte e cinco bilhões de Espíritos que aqui desenvolvem experiências evolutivas. Aproximadamente seis bilhões e setecentos milhões encarnados; os restantes, desencarnados.

Portanto, a população pode crescer à vontade. Enquanto não se exaurirem os recursos do Planeta, sempre haverá gente de lá para cá aportar.

Ainda que toda a população planetária possa, hipoteticamente, encarnar, não haverá problema.

Espíritos de outros mundos aqui aportarão, obedecendo à migração interplanetária, já que não são estanques suas coletividades.

E mais: nunca faltarão Espíritos para compor populações em qualquer estância do Universo, porquanto a Criação é infinita.

Diante de fariseus e saduceus orgulhosos da descendência de Abraão, João Batista, o precursor, dizia, significativamente (Mateus,3:9):

Não penseis que basta dizer: temos por pai a Abraão. Eu vos digo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.

Simbolismo ilustrativo.

Deus cria incessantemente Espíritos para povoar o Universo.

São mais numerosos na vastidão do infinito do que os átomos que compõem o mar de pedras que há na Terra.

Sempre os teremos para aqui encarnar, se assim o Criador o desejar.

Indagará você, leitor amigo: Por onde andam os perto de dezoito bilhões e trezentos milhões de moradores do Além?

Digo-lhe que depende da condição espiritual.

Essa população desencarnada estende-se em vários níveis, a partir da crosta terrestre. Por aqui, trombando com os homens, há grande parcela de Espíritos que, libertando-se dos laços da matéria pelo fenômeno da morte, permanecem presos aos vícios e paixões que caracterizam o comportamento de muita gente.

Vivem como se fossem encarnados.

Convivem conosco. Influenciam-nos e não raro nos exploram e oprimem, na medida em que nos rendamos à sua influência.

Surpreendido ao tomar conhecimento dessa realidade, um amigo indagava:

– Se for tomar banho, eles me verão? Haverá outras indiscrições?

Depende de nós, de estarem abertas ou fechadas as portas de nosso lar a essas influências.

Se o ambiente é desajustado, se há vícios e destemperos; se membros do agrupamento familiar não cultivam a oração e um sentido idealista de vida, fatalmente perderemos a privacidade.Muitos de nossos problemas de saúde, desvios de comportamento, vícios e paixões, surgem e se agravam a partir dessa presença.

Se cultivarmos os valores do Cristo, no empenho de renovação, no esforço do Bem, estaremos resguardados.

Há o velho ditado:

Diz-me com quem andas e te direi quem és.

Com pequena alteração podemos aplicá-lo em relação às influências espirituais:

Diz-me como fazes e te direi a natureza das influências que te cercam.

Em última instância, sempre dependerá de nós.

Há a indefectível questão do esquecimento, sempre evocado quando se pretende contestar a reencarnação.

Se estamos pagando dívidas, se sofremos dores e dissabores relacionados com nossos comprometimentos do pretérito, não seria mais fácil e coerente tomar conhecimento deles? Não estaríamos mais conformados, aceitando melhor o disciplinamento da mestra Dor?

Puro engano. Durante anos, visitei prisões e raramente encontrei alguém que julgasse justa a sua condenação. A maioria esperneia, revolta-se, cuida de fugir…

– Achei uma mala cheia de dinheiro, veio a polícia e me prendeu sob a alegação de que a havia roubado.

– Tropecei num cadáver ensanguentado e manchei minhas roupas.

Não adiantou explicar. Condenaram-me por um crime que não cometi!

– Bandidos perversos enfiaram-me num automóvel e me obrigaram a acompanhá-los num assalto. Absurdo ser acusado de mentor do bando!

– Estava amolando uma faca quando o elemento tropeçou e caiu sobre a lâmina, que entrou em seu peito e atingiu o coração.

Da mesma forma, imagino as pessoas recordando suas defecções do passado, a clamarem aos céus:

– Não me conformo ter nascido com a língua presa, como se tivesse sido contumaz fofoqueiro.

Afinal, na vida anterior nada fiz senão defender a verdade, revelando as faltas alheias.

– Deus foi injusto comigo, dando-me um corpo debilitado, braços frágeis. Logo eu, que na vida anterior defendia a justiça, ao espancar aqueles que me contrariavam.

Portanto, caro leitor, não vejo porque teríamos maior facilidade para enfrentar o resgate de nossos débitos, lembrando a origem deles.

Examinemos objetivamente a questão.

A família humana está na Terra há pelo menos duzentos mil anos.

Estimativa modesta, porquanto se calcula que o ser pensante surgiu há pelo menos um milhão de anos.

Estabelecida uma média de cinco reencarnações a cada milênio, o que é, também, um cálculo modesto, teríamos muita gente com centenas de reencarnações. Mesmo Espíritos mais jovens certamente por aqui passaram, em existências breves, longas, médias; experiências variadas – homem, mulher, europeu, asiático, americano, africano, nas alternâncias evolutivas...

Quando é curto o intervalo entre reencarnações, o Espírito pode guardar fortes lembranças da personalidade anterior, algo perturbador, gerando uma confusão terrível em sua cabeça.

Imaginemos o que seria a sobreposição de incontáveis personalidades de vidas anteriores em nosso mundo íntimo. Toda uma população convivendo na caixa craniana! Não haveria juízo que resistisse.

Consideremos a oportunidade do recomeço:

Um homem é condenado por ter cometido atrocidades, criminoso famigerado.

Após anos de prisão, a consciência desperta, atormenta-se pelos crimes praticados.

Ao sair da prisão, qual seria o seu grande desejo, em relação ao assunto?

Ah! Se pudesse esquecer e começar tudo de novo, num lugar onde ninguém o conhecesse, nem o discriminasse pelo seu passado!

É exatamente o que a reencarnação nos faculta, oferecendo-nos infinitas chances de reabilitação.

Há o problema da convivência entre desafetos.

Diz Kardec, quando aborda a questão do esquecimento do passado, no capítulo V, item 11, de O Evangelho segundo o Espiritismo:

Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

A sabedoria divina costuma reunir no lar desafetos do passado, a fim de que superem suas desavenças e se harmonizem diante das leis divinas.

Mas, como ensaiaríamos uma reconciliação, se tivéssemos conhecimento dos males que nos fez o familiar de hoje, nosso inimigo ontem?

Seria impossível a convivência.

O esquecimento é uma bênção.

Kardec acrescenta:

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas.

Priva-nos do que nos seria prejudicial.

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações. (Op. cit., cap. V, item 11.)

Esquecemos o passado, em nosso benefício, mas não perdemos o fruto de nossas experiências, do que fomos, a se manifestarem em tendências instintivas.

A maior facilidade que todos experimentamos em relação a determinada atividade é fruto de nossas vivências anteriores.

Não raro, essas experiências são tão marcantes e persistentes, envolvendo milênios de aprendizado, que o Espírito, ao reencarnar, revela, desde a mais tenra infância, surpreendente vocação.

Tal acontece com as crianças geniais.

Noutro dia vi uma japonesinha de apenas cinco anos, cega, tocando música erudita com desenvoltura, num programa de televisão.

Espantoso!

Casos assim multiplicam-se na atualidade. Como explicar essa incrível precocidade, sem admitir que são Espíritos com largo aprendizado em vidas anteriores?

De qualquer ângulo que o apreciemos, leitor amigo, podemos constatar que o esquecimento é fruto da Misericórdia Divina, para que possamos cuidar do presente sem nos perturbarmos com o passado, em favor do futuro de bênçãos.

Richard Simonetti

Reformador Jun/09

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 04:44

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SEJAMOS BONS ALUNOS



Terra é uma escola de Deus, onde além dos sofrimentos causados pelas enfermidades, cujo objetivo é o nosso aperfeiçoamento, viemos aprender no convívio com os irmãos ainda tão imperfeitos quanto nós a suportar-lhes o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a traição, o ciúme, a falsidade, a prepotência, a indiferença e a ignorância, sem nos deixarmos contaminar por esses vírus que se constituem em chagas da alma.

Lancemo-nos no combate sem trégua para vencer as imperfeições que ainda nos mantêm cativos da inferioridade moral. Não desperdicemos esta dádiva, abençoada oportunidade redentora, que é a vida na matéria. Somente o esforço coroará de êxito nosso período reencarnatório.

Os prazeres materiais são ilusões temporárias que logo se desvanecerão, mas o resultado concreto da semeadura do bem é conquista definitiva e eterna da alma, constituindo-se em luz que lhe definirá a posição no concerto universal.

Cada Espírito, ao desencarnar, gravita automaticamente para a situação que lhe seja peculiar, carregando a intensidade de luz que criou para si mesmo ou a treva que conquistou, cedendo à inferioridade.

O período da vida material é um átimo ante a eternidade da espiritual.

Procuremos vivê-la com a visão voltada para o progresso do Espírito. Não permitamos que o lazer, os gozos materiais e as paixões mundanas se tornem forças impeditivas do nosso progresso, anestesiando-nos a consciência e o coração. A ação dessas forças é sutil e elas se instalam com raízes tanto mais profundas quanto maior a importância que lhes dispensemos. A situação que nos aguardará na verdadeira vida estará a depender do quanto nos esforcemos para superar as imperfeições e fraquezas que ainda nos prendem à inferioridade moral.

Deveremos dar à nossa vida um sentido superior, entendendo que as conquistas originadas do nosso esforço serão patrimônio eterno do Espírito! A importância exagerada que dermos aos atrativos e prazeres da vida material adensará a natureza do nosso perispírito, dificultando-nos a ascensão às esferas espirituais superiores. Isto é o que acontece com a grande maioria dos desencarnados, presos que ficam, por longo período durante a erraticidade, aos interesses da vida material.

Não devemos imaginar que, apenas por termos despido a indumentária física, nos transformaremos em “anjos” ou “santos”, com elevadas prerrogativas de poder e liberdade.A morte nada mais é que a continuação da vida, e o esforço para conquistarmos a vitória após o período da existência material precisa ser feito já! Agora! Conta-se aos milhões o contingente de decepcionados que aportam ao plano espiritual revoltados e arrependidos por não haverem aproveitado a oportunidade da reencarnação otimizando o tempo, este mestre do nosso progresso e verdugo da nossa inércia. Por isso, sentenciou o Meigo Nazareno:

“A cada um, conforme suas obras”. (Mateus, 16:27.)

Reformador Abril/09
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

SEXO NA BIBLIA

Gênesis

"E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu." Esta é a primeira relação sexual mencionada na Bíblia. Claro que resultou em um menino. [4:1]

"E conheceu Caim a sua mulher". Isso é bom, mas de onde ela veio? A Bíblia não menciona nenhuma irmã de Caim. Bem, talvez ele se casou com a mãe dele. Em todo caso, Caim e a misteriosa Sra. Caim têm um filho chamado Enoque. [4:17]

"E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela teve um filho." Adão já descobriu o caminho! [4:25]

"Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e... entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos." [6:4]

Noé o "justo e reto" [6:9], [7:1] planta uma vinha, se embebeda, e se põe nu em sua tenda. Acontece que o filho dele, Cam, vê o pai nestas condições. Quando Noé fica sóbrio e soube o que o filho tinha feito, amaldiçoa-o porque viu a nudez do seu pai: "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos." [9:20-25]

O pobre faraó não pôde resistir a Sarai, e ele a leva para o seu harém. [12:15]

Sarai é a primeira de uma série de mulheres estéreis que estavam desesperadas para ter filhos. (Na Bíblia, só as mulheres que são estéreis, nunca os homens.) Ela envia a Abrão sua criada, Agar, de modo que ela possa ter os filhos desejados. Abrão concorda. [16:1-4]

Deus estabelece um contrato com Abrão: "Este é o meu concerto... Que todo macho será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio." Parece que pênis é de extrema importância para Deus. [17:10-11], [17:23-24]

Sara que tem aproximadamente 90 anos e passou pela menopausa, ri quando Deus lhe fala que ela terá um filho. Ela pergunta para Deus se terá prazer com o "Senhor" dela [Abraão], pois ambos são muito velhos. Deus assegura que ela tornará "a esse tempo" e terá um filho. [18:11-14]

Os dois anjos que visitam Ló lavam os pés e comem. Eles são sexualmente irresistíveis aos Sodomitas. [19:1-5]

Deus mata todos em Sodoma e Gomorra. Isto porque - dirá um cristão direito, alguns homossexuais viveram lá. [19:4-5], [19:24-25]

Ló se recusa deixar dois anjos a mercê de um bando de pervertidos, e ao invés disso, ele oferece as duas "filhas virgens". Ele diz para o grupo de estupradores: "fareis delas como bom for nos vossos olhos." Este é o mesmo homem que é chamado de "justo" em [II Pe 2:7-8]. [19:8]

Ló e suas filhas acampam durante algum tempo em uma caverna. As filhas aproveitam a bebedeira do pai e tem relações sexuais com ele, e cada uma concebe um filho (não vá você fazer isto!). [19:30-38]

Como Abraão disse que Sara era sua irmã, Abimeleque tomou a Sara embora ela já tivesse 90 anos. [20:2]

"E o Senhor visitou a Sara" e ele fez "a Sara como tinha falado". E "concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice". [21:1-2]

Abraão faz seu servo pôr a mão debaixo da coxa dele enquanto jura à Deus. Estranho. "Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa" parece um eufemismo para dizer "segura os meus testículos com a sua mão". Isso não é nada estranho levando-se em conta que este deus é completamente obcecado com a genitália masculina (veja em [Ex 4:25], [Lv 15:16-18], [Lv 15:32], e [Dt 23:1] alguns exemplos). Eu imagino que ele devia gostar desse tipo de juramento. [24:2], [24:9]

"E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido." (Oh garoto!) [24:16]

"E Abraão tomou outra mulher; o seu nome era Quetura." Abraão já tinha uma esposa (Sara), e uma concubina abandonada (Agar). [25:1]

"Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher." [26:8]

Esaú que já tinha duas esposas [26:34], "toma" outra. [28:9]

Jacó se oferece para trabalhar durante sete anos para pagar por Raquel. Como ele é enganado e acaba fazendo sexo com a irmã dela, Léia, ele tem que trabalhar durante outros sete anos para pagar por ambas. [29:18-30]

Jacó pede a Labão que lhe entregue Raquel "para que eu entre a ela." Mas ao invés disso, Labão lhe entrega Léia,  e Jacó "entrou a ela (Léia)" por engano. Jacó foi enganado até de manhã - aparentemente ele não soube em quem ele "entrou". Finalmente eles acertam as contas, e Jacó consegue "entrar" em Raquel também. [29:21-30]

Jacó "entrou" em Léia por engano. [29:23], [29:25]

Jacó consegue finalmente "entrar" em Raquel. E amou mais a Raquel do que Léia. [29:30]

"Dá-me filhos, senão morro." Raquel se considera inútil já que não conseguia dar filhos ao seu marido. Mas ela tem uma grande idéia, e diz a Jacob: "Eis aqui minha serva Bila; entra a ela." Ela resolveu o problema do mesmo modo como fez Sara [16:2]. "E Jacó entrou a ela. E concebeu Bila e deu a Jacó um filho". (Estes arranjos parecem que nunca produzem filhas) [30:1-4]

Léia dá para Jacó sua serva (Zilpa) "por mulher." E Jacó tem um filho com ela. [30:9]

Raquel comercializa "favores" do marido por alguns mandrágoras. Assim, quando o Jacó retorna a casa, Léia lhe diz: "A mim entrarás, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho. E deitou-se com ela aquela noite". Presumivelmente Deus, nos contando esta história edificante, está nos ensinando algo sobre éticas sexuais. [30:15-16]

Diná, a filha de Jacó, é tomada por um homem que parece a amar afetuosamente. Os irmãos dela enganam todos os homens da cidade e os matam (depois de ter circuncidado a todos), e então levam as suas esposas e crianças como escravos. [34:1-31]

Rúben se deita com a "concubina de seu pai." Eu gostaria de saber por que Deus quer nos falar sobre isto. [35:22]

"E viu Judá ali a filha de um varão cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a e entrou a ela. E ela concebeu e teve um filho; e chamou o seu nome Er. E tornou a conceber, (eu imagino que Judá tenha entrado a ela novamente) e teve um filho, e chamou o seu nome Onã." (Parece que a probabilidade de ter uma filha bíblica é bem menor que 50%.) [38:2-4]

Depois que Deus matou Er, Judá diz para Onã que "entre" à esposa do irmão. Mas Onã "soube que essa semente não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão. E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou." Esta adorável história da Bíblia, raramente é lida em Escolas Dominicais, mas é a base de muitas doutrinas cristãs, que condenam a masturbação e o controle de natalidade. [38:8-10]

Tamar (a viúva de Er e Onã que foram mortos por Deus) se passa por prostituta e Judá (o sogro dela) lhe propõe, dizendo: "Vem, peço-te, deixa-me entrar a ti... E ele... entrou a ela, e ela concebeu dele". Desta união incestuosa, nasceram gêmeos, [38:27-28] claro que ambos eram meninos). Um deles era Perez - um antepassado de Jesus [Lc 3:33]. [38:13-18]

Depois de Judá pagar Tamar pelos serviços dela, lhe é falado que a prostituta era sua nora. Quando Judá ouve isto, ele diz, "Tirai-a fora para que seja queimada." [38:24]

José é seduzido pela esposa de Potifar. Ele rejeita as investidas dela, mas ela afirma que ele "entrou até" ela. [39:7-18]

José jura pondo a mão dele debaixo da coxa de Jacó - um eufemismo usado para dizer que segurou os testículos dele. [47:29]

Jacó diz que Rúben "não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai." (ou seja, fez sexo com a esposa do pai) (veja [Gn 35:22]). [49:4]

 

Êxodo

Deus decide matar Moisés porque o filho dele não foi circuncidado. Para sorte dele, a sua esposa egípcia, Zípora, levou uma pedra afiada e cortou o prepúcio do filho, e lançou aos pés dele, e disse: "Certamente me és um esposo sanguinário." Assim ele (Deus) o deixa ir. Esta história mostra a importância do pênis para Deus, e o ódio dele de prepúcios. [4:24-26]

Moisés, como um treinador que dá instruções ao time antes do grande jogo, diz para os homens que "não chegueis a mulher" antes que ele subisse o Monte Sinai. [19:15]

"Não subirás também por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja descoberta diante deles." (Saias em degraus são um problema!) [20:26]

Se você "enganar alguma virgem" e se deitar com ela, terá que casar, a menos que o pai dela recuse dá-la a você,  de qualquer modo você terá que pagar o dote das virgens. [22:16-17]

"Todo aquele que se deitar com animal certamente morrerá." É realmente necessário matar tais pessoas? Não podemos aconselhá-las ou algo assim? [22:19]

Arão faz um bezerro de ouro e diz para as pessoas tirarem suas roupas e dançarem nus ao redor. Deus os castiga impiedosamente por seguirem outra divindade. [32:1-35]

"E suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses." Deus sempre culpa as mulheres; é elas que fazem os homens se prostituírem. [34:16]

 

Levítico

Esta passagem nos conta o que fazer se houver "semente da cópula" em você, suas roupas, ou em sua parceira. Agradeça a Deus por isto estar na Bíblia. [15:16-18], [15:32]

Um homem que fazer sexo com uma mulher menstruada será imundo por sete dias. [15:24]

Não descubra a nudez de quaisquer de seus parentes. [18:6-18]

"E não te chegarás à mulher durante a separação da sua imundícia, para descobrir a sua nudez." Nem mesmo olhe para uma mulher menstruada. [18:19]

"Nem te deitarás com a mulher de teu próximo para cópula." [18:20]

"Com varão te não deitarás, como se fosse mulher". [18:22]

"Nem te deitarás com um animal." Provavelmente você não estava planejando fazer isto, mas agora você sabe se algum dia desejar. [18:23]

Qualquer um que "der da sua semente a Moloque", será morto. (Você adora quando Deus vem com este tipo de conversa?). [20:2-5]

Se um homem fizer sexo com a esposa de seu pai, ambos morrerão. [20:11]

Se um homem fizer sexo com sua nora, ambos morrerão. [20:12]

Se um homem fizer sexo com outro homem, ambos morrerão. [20:13]

Se um homem tomar uma mulher e a sua mãe, então os três morrerão. [20:14]

Se um homem ou mulher fizer sexo com um animal, a pessoa e o pobre do animal serão mortos. [20:15-16]

Não faça sexo com sua irmã, nem com sua tia - e lhes diga que usem roupas sempre que você estiver por perto. [20:17], [20:19-21]

Se um homem fizer sexo com uma mulher menstruada, "ambos serão extirpados do meio do seu povo." [20:18]

"Quando a filha de um sacerdote se prostituir; com fogo será queimada." [21:9]

"E não profanará a sua semente entre os seus povos." (A sua semente é santa.) [21:15]

Um homem com testículos quebrados não deve fazer suas ofertas à Deus. [21:20]

Um homem "de que sair a semente da cópula"... não "comerá das coisas santas, até que seja limpo." [22:3-5]

 

Números

O "povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas". [25:1]

Sob as ordens de Deus, o exército de Moisés derrota os midianitas. Eles matam todos os homens adultos, e levam presos as mulheres e crianças. Quando Moisés soube que alguns ainda viviam, ele diz furiosamente: "Deixastes viver todas as mulheres? ... matai todo varão entre as crianças; e matai toda mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém todas as crianças fêmeas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, para vós deixai viver." Assim eles voltaram e fizeram como Moisés (e presumivelmente Deus) instruiu, matando todo mundo com exceção das virgens. Deste modo salvaram-se 32.000 virgens - Que emocionante! (Deus tem um plano para saquear e escravizar virgens.) [31:1-54]

 

Deuteronômio

Se você vê uma mulher bonita entre os presos e a querer como esposa, é só trazê-la para sua casa e "entrarás a ela." Depois, se você decidir que não gosta dela, "a deixarás ir à sua vontade." [21:11-14]

Se um homem se casar, e então decidir que não gosta da mulher, ele pode alegar que ela não era virgem quando se casaram. Se o pai dela não conseguir provas de sua virgindade (o lençol com sangue), então a mulher será apedrejada até a morte na porta da casa do pai dela. [22:13-21]

"Quando um homem for achado deitado com mulher casada com marido, então, ambos morrerão". [22:22]

Se uma noiva virgem for estuprada na cidade e não gritar alto o bastante, então os homens da cidade a apedrejarão até a morte. [22:23-24]

Se uma mulher é estuprada "no campo", então o homem morrerá (desde que haja lá alguém que a ouça chamar.) [22:25]

Se um homem se deitar com uma virgem, ele terá que pagar ao pai dela 50 siclos de prata e se casar com a moça. [22:28-29]

"Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, nem descobrirá a ourela de seu pai." [22:30]

Você não pode ir para a igreja se tiver algo quebrado ou se seu pênis foi cortado. [23:1]

Deus dá instruções para o que considera sonhos molhados. "Quando entre ti houver alguém que, por algum acidente de noite... " [23:10]

Se um homem morrer sem filhos, o irmão dele "entrará" na esposa do morto. Se ele recusar, a mulher "descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto." [25:5-10]

Se dois homens lutam e a esposa de um deles agarra as "vergonhas" do outro, "então, cortar-lhe-ás a mão; não a poupará teu olho." [25:11-12]

"Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a ourela de seu pai". (Por que?) [27:20]

"Maldito aquele que se deitar com algum animal! E todo o povo dirá: Amém!" [27:21]

"Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai ou filha de sua mãe! E todo o povo dirá: Amém!" [27:22]

"Maldito aquele que se deitar com sua sogra! E todo o povo dirá: Amém!" [27:23]

"Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela". [28:30]

 

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

INJUSTIÇAS NA BIBLIA

 

Gênesis

Deus castiga Eva e todas as mulheres depois dela, com as dores do parto e sujeição aos homens. [3:16]

Deus gostou mais do sacrifício de Abel do que dos legumes de Caim. Por que? Bem, nenhuma razão é determinada, mas provavelmente tem algo a ver com a quantia de dor e sangue envolvidos. [4:3-5]

Lameque mata um homem e reivindica que desde o assassinato de Caim seria castigado sete vezes, porém ele será setenta vezes sete. Isso parece justo. [4:23-24]

Deus está bravo. E decide destruir todos os humanos, animais, répteis e aves, "para desfazer toda carne em que há espírito de vida." Ele planeja afogar todos. [6:7, 6:17]

Deus repete a intenção de matar todos. Mas por que Deus mata todos os animais inocentes? O que eles fizeram para merecer a sua ira? [7:4]

Deus mata toda substância que havia sobre a face da terra. De bebês recém-nascidos até animais - todas as criaturas, grandes e pequenos. [7:21-23]

"Na vossa mão são entregues (os animais)". Deus deu os animais aos homens, e eles podem fazer tudo o que desejarem. Este verso tem sido usado por crentes da bíblia para justificar todos os tipos de crueldade aos animais. [9:2]

Noé o "justo e reto" [6:9, 7:1] planta uma vinha, se embebeda, e se põe nu em sua tenda. Acontece que o filho dele, Cam, vê o pai nestas condições. Quando Noé fica sóbrio e soube o que o filho tinha feito, amaldiçoa-o porque viu a nudez do seu pai: "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos." [9:20-25]

Deus envia pestes ao faraó e sua casa porque ele acreditou na mentira de Abrão. [12:17]

Agar concebe, causando ciúmes a Sarai. Abrão diz para Sarai que faça o que quiser com Agar. "E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face." [16:6]

Um anjo diz para Agar voltar e se submeter a humilhação de sua dona, Sarai. [16:8-9]

Deus diz que para sempre será de Abraão e seus descendentes a terra de Canaã. O uso desta promessa justifica as batalhas intermináveis sobre o Oriente Médio. [13:14-15, 17:8]

Deus fala para Abrão que todos os machos devem ser circuncidados, até mesmo aqueles a quem Abrão tinha "comprado por dinheiro." Não há menor evidência nesta passagem, ou em qualquer outra na Bíblia de que Deus censure a escravidão. [17:12-13, 17:23, 17:27]

Um menino não circuncidado será abandonado pelos pais e sua comunidade. [17:14]

Abraão implora para que Deus não mate todos em Sodoma e Gomorra. [O que é estranho, já que mais tarde [22:2-10] Abraão nem mesmo questiona o pedido de Deus para que ele mate o próprio filho.] Ele faz duas boas perguntas para Deus: "Destruirás também o justo com o ímpio?" e "Não faria justiça o Juiz de toda a terra?" [18:23-25]

Ló se recusa deixar dois anjos a mercê de um bando de pervertidos, e ao invés disso, ele oferece as duas "filhas virgens". Ele diz para o grupo de estupradores: "fareis delas como bom for nos vossos olhos." Este é o mesmo homem que é chamado de "justo" em [II Pe 2:7-8]. [19:8]

Ló mentiu sobre a virgindade de suas filhas em [19:8]. Mas era uma mentira "justa e íntegra", com pretensão de fazê-las mais atraente aos olhos dos estupradores. [19:14]

Deus mata todo mundo (homens, mulheres e crianças) em Sodoma e Gomorra fazendo "chover enxofre e fogo." Bem, quase todo o mundo - ele poupa Ló o "justo", e sua família. [19:24]

A mulher de Ló (sem nome) olha para trás, e Deus a transforma numa estátua de sal. [19:26]

Deus se enfurece com o rei Abimeleque, entretanto o rei não havia tocado em Sara. Ele diz ao rei, "Eis que morto és por causa da mulher que tomaste". Deus ameaça matá-lo e tudo a que lhe pertence. Para compensar o crime que ele nunca cometeu, Abimeleque dá a Abraão ovelhas, vacas, escravos, prata, e terra. Finalmente, depois de Abraão rezar, Deus suspende o castigo a Abimeleque, "porque o SENHOR havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara". [20:3-18]

Deus fechou todos os úteros porque Abimeleque acreditou na mentira de Abraão. [20:18]

Sara, depois de dar à luz a Isaque, se indispõe novamente com Agar (veja em [16:5-6]) e fala para Abraão mandá-la embora, assim também como seu filho. Deus diz para Abraão escutar a voz de Sara. Assim Agar e Ismael são expulsos e enviados ao deserto para morrer. [21:10-14]

Deus ordena que Abraão mate Isaque e ofereça-o em holocausto. Abraão mostra o amor dele por Deus pela vontade de assassinar o seu filho. Mas antes da garganta de Isaque ser cortada, Deus pede no lugar de seu filho, um carneiro. [22:2-13]

Abraão mostra sua vontade em matar o próprio filho para Deus. Só um Deus mal pediria para um pai que fizesse isso; só um pai ruim estaria disposto a fazer isto. [22:10]

Deus abençoou Abraão dando-lhe muitos escravos. [24:35]

"E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto." Rebeca e Deus amavam Jacó, mas odiavam Esaú [Rm 9:13]. Nenhuma razão é determinada para que um filho seja amado enquanto o outro é odiado. Mas desde que Deus escolheu agir deste modo, deve ter sido um exemplo para os pais seguirem. Qual de suas crianças você decide odiar? [25:28]

Deus abençoou Isaque (assim como seu pai Abraão) com muitos escravos. [26:12-14]

Jacó, com a experiência da mãe, obtém a benção de Isaque mentindo. Deus parece ter sido enganado muito bem. [27:19]

Jacó se oferece para trabalhar durante sete anos para pagar por Raquel. Como ele é enganado e acaba fazendo sexo com a irmã dela, Léia, ele tem que trabalhar durante outros sete anos para pagar por ambas. [29:18-30]

Como parte da transação com Jacó, Zilpa e Bila (escravas de Labão) são entregues a Léia e Raquel. [29:24, 29:29]

Diná, a filha de Jacó, é tomada por um homem que parece a amar afetuosamente. Os irmãos dela enganam todos os homens da cidade e os matam (depois de ter circuncidado a todos), e então levam as suas esposas e crianças como escravos. [34:1-31]

"O terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles." Eu não sei o que é o "terror de Deus", mas aposto que não é uma coisa agradável. [35:5]

"Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do SENHOR, pelo que o SENHOR o matou." O que ele fez para atrair a ira de Deus? A Bíblia não diz. Talvez ele tenha apanhado alguma lenha no sábado. [38:7]

Depois que Deus matou Er, Judá diz para Onã que "entre" à esposa do irmão. Mas Onã "soube que essa semente não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão. E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou." Esta adorável história da Bíblia, raramente é lida em Escolas Dominicais, mas é a base de muitas doutrinas cristãs, que condenam a masturbação e o controle de natalidade. [38:8-10]

Depois de Judá pagar Tamar pelos serviços dela, lhe é falado que a prostituta era sua nora. Quando Judá ouve isto, ele diz, "Tirai-a fora para que seja queimada." [38:24]

 

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:28

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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

NÃO TE ESCONDAS



"Vós sois a luz do mundo.
Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte." Mateus 5-14


Os discípulos do Senhor são chamados, em todos os tempos, a refletir-lhe a luz nos vales escuros da humana provação, norteando os que se encontram vagueando sem rumo certo.

Pontos de referência espiritual para a Humanidade, os seguidores do Evangelho sempre serão alvo dos que pretendem manter os homens presos às sombras da própria ignorância.

Qual aconteceu ao Cristo, a Luz do Mundo, os adversários da fé haverão de perseguir, os que ousam acender diminuto lume nos caminhos trevosos da Terra.

Quando começaram a despontar nas tarefas do bem a que se entregam, é natural, pois, que sintam o recrudescimento das dificuldades em forma de intolerância e perturbação...

É que a sua ação emancipadora de consciência incomodará os que, estejam no corpo ou fora dele, laboram para que o espírito não se afaste da mesmice secular nas sendas da evolução.

Quais crianças inconseqüentes que intentam, a pedradas, quebrar a lâmpada suspensa no poste, atirarão calhaus sobre os que lutam para serem fiéis ao Senhor, Fonte de Excelsa Claridade, inacessível a qualquer trama do mal.

Se já te encontras lúcido quanto aos deveres que te cabe desempenhar, na construção do Reino Divino sobre a Terra, não te escondas...

Não eclipses a luz que resplandece em ti, com receio de que venhas a sofrer com o assédio das trevas.

Quem se habitua à escuridão em que se ilude torna-se naturalmente refratário ao esplendor da Verdade.

Porque temas a hora do testemunho, não camufles, confundindo-te com as sombras, para que não sejas identificado pelos que lhes são subservientes.

Sobretudo, não comprometas em ti a luz do idealismo, fazendo enganosas concessões a transitórios interesses e caprichos meramente humanos.

Não corrompas e nem te permitas corromper, no anseio da luminosidade que ainda não possuis no espírito.

Contenta-te em ser anônimo espelho com a face voltada para o Sol, refletindo-lhe a grandeza...

Um dia, de tanto irradiar a luz que originariamente não te pertence, quando a noite da provação se adensar à tua volta, te surpreenderás brilhando e, então, saberás que, pelo continuado esforço de refleti-la, terminaste por absorvê-la.

IRMÃO JOSÉ

Irmão José - Devotado seareiro da Vida Maior, Irmão José, há longos anos, tem se desdobrado no labor da Doutrina nos céus do Triângulo Mineiro, fazendo parte da legião de Espíritos que, da França, veio para o Brasil com o compromisso de aqui trabalhar pela sua implantação. Durante muitos anos, Irmão José expressou-se mediunicamente através de D. Maria Modesto Cravo, nas inesquecíveis sessões do Centro Espírita "Uberaense". Casa-máter da Doutrina na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Ainda pelo que estamos informados, Irmão José é o autor de algumas das páginas inseridas em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". - esta transcrição será completada numa próxima oportunidade.

DO NOVO LIVRO DE CARLOS A. BACCELLI/IRMÃO JOSÉ - RAMOS DA VIDEIRA
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:47

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CRUELDADE E VIOLÊNCIA NA BIBLIA - ÊXODO

Êxodo

Moisés assassina um egípcio depois de ter certeza que ninguém está olhando. [2:11-12]

Deus ameaça matar o filho primogênito do faraó. [4:23]

Deus decide matar Moisés porque o filho dele não foi circuncidado. [4:24-26]

Deus tem certeza que o faraó não escutará Moisés, deste modo os egípcios poderão ser mortos pelos exércitos dele. [7:4]

"Os egípcios saberão que eu sou o SENHOR." Quem mais poderia ser tão cruel e injusto? [7:5, 7:17]

Depois do truque da serpente, Deus diz para Moisés e Arão golpear o rio e transformá-lo em sangue. Esta é a primeira das 10 famosas pragas do Egito. [7:17-24]

A quinta praga: todo o gado dos egípcios morre. [9:6]

A sexta praga: sarna nos homens e no gado. [9:9-11]

"Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra." Quem mais a não ser o deus bíblico poderia ser tão cruel? [9:14]

Deus mata todo o gado egípcio com granizo. [9:19-20]

A sétima praga é granizo. "E feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animais." [9:22-25]

Estes versos mostram claramente que o assassinato em massa de crianças inocentes por Deus foi premeditado. [11:4-6] (veja [12:29-30])

Deus matará as crianças egípcias para mostrar que ele faz "diferença entre os egípcios e os israelitas." [11:7]

Deus explica a Moisés que ele pretende ferir "todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais." [12:12]

Depois que Deus endureceu o coração do faraó, ele mata todo primogênito entre as crianças egípcias. "Quando ele acabou não havia uma casa onde não havia um morto." Depois disso, não satisfeito com tantas mortes, ele mata o primogênito de todos os animais também. [12:29]

Moisés ensina aos israelitas para que sacrifiquem a Deus "todo primogênito" para comemorar o massacre divino das crianças egípcias, - todos os machos. Para Deus não há nenhuma utilidade o sacrifício de fêmeas. [13:2, 13:12, 13:15]

Depois de endurecer o coração do faraó mais algumas vezes, Deus afoga o exército do faraó no mar. [14:4-28]

Moisés e seu povo cantam louvando o seu deus assassino. [15:1-19]

"O SENHOR é varão de guerra." Realmente, julgando seus no Velho Testamento, ele é um monstro bélico. [15:3]

A mão direita de Deus despedaça as pessoas. [15:6]

Josué, com a aprovação de Deus, mata os amalequitas "a fio de espada." [17:13]

"Porquanto jurou o SENHOR, (Deus jura!) haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração." [17:14-16]

Qualquer pessoa ou animal que tocar o monte Sinai será apedrejado até a morte. [19:12-13]

Deus dá instruções para matar animais. Ele diz que se fizermos tais sacrifícios em "holocausto", ele nos abençoará por isso. Que tipo de mente seria agradada pela matança de animais inocentes? [20:24]

Uma criança que bater ou amaldiçoar seus pais deve ser executada. [21:15, 21:17]

"Olho por olho, dente por dente." []21:24]

Se um boi escorna alguém, então o boi e seu dono tem que morrer. [21:28-29]

"A feiticeira não deixarás viver." Milhares de mulheres inocentes sofreram mortes bárbaras por causa deste verso. [22:18]

"Todo aquele que se deitar com animal certamente morrerá." É realmente necessário matar tais pessoas? Não podemos aconselhá-las ou algo assim? [22:19]

"O que sacrificar aos deuses e não só ao SENHOR será morto." Se esta ordem fosse  obedecida, então deveriam ser mortas as quatro bilhões de pessoas que não acreditam no deus bíblico. [22:20]

Se você irritar a Deus, ele o matará e sua família ficará órfã. [22:24]

"O primogênito de teus filhos me darás." (Como sacrifício?) [22:29]

Deus promete enviar "meu terror diante de ti" e matar todos aqueles que encontrar quando entrarem (os israelitas) na terra prometida. [23:27]

Moisés tem alguns animais mortos que serão queimados para Deus. Então ele borrifa o sangue deles sobre o altar e nas pessoas. Isto faz Deus feliz. [24:5-8]

Adquira alguns animais, mate-os, pique seus corpos, queime as carcaças, e espalhe seu sangue ao redor - precisamente como Deus lhe manda. Pode não curar o doente, mas irá fazer Deus se sentir bem. [29:11-37]

Você já matou algum animal hoje e ofereceu a Deus pelo seu pecado? Você sabia que se deve matar um novilho e oferecê-lo a cada dia? [29:36-39]

Lave-se ou morra. [30:20]

Quem põe o óleo santo em um estranho será expulso de seu povo. [30:33]

Aqueles que quebram o Sábado sagrado serão executados. [31:14]

Deus pede para deixá-lo, de forma "que o meu furor se acenda contra eles, e os consuma." [32:10]

Deus ordena aos filhos de Levi (Moisés, Arão, e os outros de tribos que estavam do lado de Deus) que "mate cada um a seu irmão". "E caíram do povo, aquele dia, uns três mil homens." [32:27-28]

Mas Deus não estava satisfeito com a morte das 3.000 pessoas, assim ele matou um pouco mais com uma peste. [32:35]

Se você não puder resgatá-lo, então "cortar-lhe-ás a cabeça". É tudo para a glória de Deus. [34:20]

Quem trabalha, ou até mesmo acende um fogo no Sábado sagrado será morto. [35:2-3]

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

LIVRO MOSTRA O QUE A BIBLIA TEM DE BIZARRO, HÍLÁRIO E PERTURBADOR

O jornalista americano David Plotz (foto) ficou surpreso ao descobrir na Bíblia que Deus tem obsessão por carecas.

Para o Deus do Velho Testamento, diz Plotz, os carecas são puros. “Há até um episódio em que alguns garotos caçoam do profeta Eliseu chamando-o de careca. Em seguida, aparece um urso e mata 42 crianças por causa disso.”

David_Plotz Plotz, que é agnóstico (e calvo), conta que em 2006, num dia de tédio, resolveu ler a Bíblia como se fosse um ignorante, ou seja, levando tudo ao pé da letra, de acordo com a leitura apregoada por religiões e seitas.

Ele publicou as suas observações do que leu em um blog e este se transformou no livro Good book: the bizarre, hilarious, disturbing, marvelous, and inspiring things I learned when I read every single word of the Bible (O bom livro: as coisas bizarras, hilárias, perturbadoras e maravilhosas que aprendi quando li cada palavra da Bíblia). Até agora, nenhuma editora do Brasil se interessou em publicá-lo.

Plotz tem sido criticado por religiosos, como era de se esperar, e por ateus que afirmam que ele foi estúpido ao perder tempo com um “livro mentiroso”.

Em entrevista à Época desta semana, o jornalista afirma que, se riu com alguns trechos da Bíblia, como os que se referem aos carecas, ficou perturbado com outros.

“O Deus ali descrito é perverso, mata muita gente sem razão, não é misericordioso, amoroso, não tem compaixão”, diz. “Passei a desejar que exista algo melhor.”

O jornalista afirma que, embora seja bizarra, a Bíblia deveria ser estudada nas escolas porque se trata da origem de certas características da civilização.

“Hoje em dia, a Bíblia ainda é usada para justificar ataques a adversários políticos e a grupos específicos, como os homossexuais.”

Observa que, se a Bíblia fosse levada a sério por todos, não só por sacerdotes fundamentalistas e seus fiéis, seria um pesadelo.

“Estaríamos apedrejando as pessoas até a morte, matando quem trabalhasse nos dias de descanso e quem cometesse qualquer infração sexual. O mundo seria totalmente segregado entre homens e mulheres, que estariam impuras quando menstruadas.”

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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INDOLÊNCIA



1 - Penso que a vida na Terra, com todos os seus problemas e limitações, é uma droga.
Realmente, uma boa droga, um remédio valioso para curar muitos de nossos males.

2 - Por exemplo?
A indolência. Sem as necessidades básicas, relacionadas com nosso corpo, envolvendo alimentação, vestuário, habitação, poderíamos viver milênios em ociosidade, no plano espiritual.

3 - Que beneficio isso nos traz?
Movidos pelo instinto de conservação que nos induz a cuidar do corpo, temos que exercitar o trabalho. Com ele desenvolvemos a inteligência, habilitandonos a compreender quem somos, de onde viemos, para onde vamos, dispondo-nos às iniciativas que nos realizam como filhos de Deus.

4 - Isso me parece muito cansativo.
No processo reencarnatório passamos por um sono que se prolonga por toda a infância. Começamos a despertar na adolescência. Há quem prefira continuar dormindo, como sonâmbulo que fala e ouve, marcando passo nos caminhos da Vida. Espero não seja o seu caso.

5 - Que mal há nisso, se temos a eternidade pela frente?
Perda de tempo. Por outro lado, é bom não esperar que a Vida venha despertá-lo. Geralmente ela se faz representar pela Dor.
6 - Deus castiga a gente?
Deus não castiga ninguém. Ocorre que somos dotados de poderes criadores que caracterizam nossa condição de Seus filhos. Se renunciamos a eles, estacionando na indolência, experimentamos um “enferrujamento” de nossas potencialidades, com reflexos na economia espiritual e física, a originar desajustes variados.

7 - Trabalho seria, então, sinônimo de equilíbrio?
O trabalho é sinônimo de ação, uma das forças que sustentam o Universo e uma das leis morais enunciadas em “O Livro dos Espíritos”. Não apenas o trabalho pela subsistência, mas também aquele que se exprime em duas características: Eternidade, o empenho por assimilar conhecimentos e compreender os mecanismos da Vida; Universalidade, o empenho por participar da Vida com o esforço em favor de todas as suas manifestações.

8 - Como realizar tudo isso, vencendo a indolência?
Ela é mera conseqüência de um alheamento, um comportamento alienado das realidades existenciais. Se você começar a pensar nisso terá dado o primeiro passo para vencê-la. O segundo será assumir responsabilidades relacionadas com a família, a escola, a comunidade. Quando nos dispomos a ocupar nossa vida com atividades responsáveis, a indolência é despejada dela.
 
Richard Simonetti
Livro: Não Pise na Bola

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

GRÃO DE MOSTARDA

 

Capítulo 19, item 1

“... Jesus lhes respondeu: É por causa da vossa incredulidade.

Porque eu vô-lo digo em verdade: se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daqui para ali, e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.”

(Capítulo 19, item 1.)

 

Fé é sentimento instintivo que nasce com o espírito. Crença inata, impulso íntimo fundamentado na “certeza absoluta” de que o Poder Divino, em toda e qualquer situação, está sempre promovendo e ampliando nosso crescimento pessoal.

 

Essa convicção inabalável na “Sabedoria Divina”, que é a própria Inteligência que rege a tudo e a todos, atinge sua plenitude nas criaturas mais evoluídas. Tais valores se encontravam inicialmente em estado embriomírio e, ao longo das encarnações sucessivas, estruturaram-se entre as experiências do sentimento e do raciocínio.

 

Como em todas as manifestações de progresso, também esse impulso intuitivo do ser humano ligado às faixas da fé é resultado de um desenvolvimento lento e progressivo.

 

Por exemplo, a criança não pode manifestar a habilidade de falar, sem ter atravessado as fases básicas da fonética, isto é, resmungar, balbuciar, soletrar e silabar.

 

Desse modo, o ser imaturo, apesar de criado com esse sentimento instintivo da fé, também atravessa um vasto período de desenvolvimento, que não se dá por mudanças abruptas, mas por uma série de sensações e percepções, às vezes mais ou menos demoradas, conforme a vontade e a determinação do próprio espírito.

 

Consequentemente, a fé plena não é só conquista repentina que aparece quando queremos; é também trabalho desenvolvido e assimilado ao longo do tempo.

 

Ela pulsa em todas as criaturas vivas e agita-se nas menores criações do Universo.

 

Encontra-se na renovação do mineral rompido, que se restaura a si mesmo; aparece no fototropismo das plantas em crescimento; impulsiona o “relógio interno”, que incita as aves a efetuar suas migrações, quase na mesma época em todos os anos; aguça o “regresso ao lar”, ou seja, estrutura a capacidade de orientação e localização observada em certos animais domésticos.

 

A fé também estimula o homem selvagem a nutrir a crença na existência de um ser supremo, que eles adoram nos fenômenos e elementos da Natureza.

 

Entendemos, dessa forma, que a fé não equivale a uma “muleta vantajosa” que nos ajuda somente em nossas etapas difíceis, nem “providências de última hora” para alcançarmos nossos caprichos imediatistas. Ter fé é auscultar e perceber as “verdadeiras intenções” da ação divina em nós e, acima de tudo, é o discernimento de que tudo está absolutamente certo.

 

Nada está errado conosco, pois o que chamamos de “imperfeição” no mundo são apenas as lições não aprendidas ou não entendidas, que precisam ser recapituladas, a fim de que possamos nos conhecer melhor, assim como as leis que regem nossa existência.

Ter fé em Deus é reconhecer que a Natureza, “Arte Divina”, garante nossa própria evolução. Mesmo quando tudo pareça ruir em nossa volta, é ainda a fé amplamente desenvolvida que nos dará a certeza de que, mesmo assim, estaremos sempre ganhando, ainda que momentaneamente não possamos decifrar o ganho com clareza e nitidez.

 

No Universo nada existe que não tenha sua razão de ser.

 

Tudo aquilo que parece desastroso e negativo em nossa existência, nada mais é que a vida articulando caminhos, para que possamos chegar onde estão nossos reais anseios de progresso, felicidade e prazer.

 

A criatura que aprendeu a ver o encadear dos fatos de sua vida, além de cooperar e fluir com ela, percebe que aquilo que lhe parecia negativo era apenas um “caminho preparatório” para alcançar posteriormente um Bem Maior e definitivo para si mesma.

 

As grandes tragédias não significam castigos e punições, porém maiores possibilidades futuras para a obtenção de uma melhoria de vida íntima e, paralelamente, de plenitude existencial.

 

Em face dessas realidades, a fé aperfeiçoada faz com que possamos avaliar em todas as ocorrências uma constante renovação enriquecedora.

 

Quando todas as árvores estão despidas, é que se inicia um novo ciclo em que elas reúnem suas forças embrionárias e instintivas da fé para novamente se vestir de folhas, flores e frutos.

 

Tudo na Natureza obedece a “ritmos”. São processos da vida em ação. No final de um ciclo, nossa energia declina para, logo em seguida, reunirmos mais forças para uma nova incursão renovadora.

 

A cada nova etapa de crescimento, talvez nos sintamos temerosos e inseguros, a exemplo de certos animais que perdem momentaneamente seus revestimentos protetores. Depois, no entanto, nos sentiremos melhor adaptados, ao nos cobrirmos com elementos e estruturas mais eficientes, e que nos permitam prosseguir mais ajustados em nosso novo estágio evolutivo. Assim acontece com todos. Seremos atingidos por um “sereno bem-estar” quando visualizarmos antecipadamente as porvindouras oportunidades de reconforto, prosperidade e segurança que a vida nos trará após atravessarmos os “ciclos amargos” do renascimento interior.

 

A confiança em que tudo está justo e certo e em que não há nada a fazer, a não ser melhorar o nosso próprio modo de ver e entender as coisas alicerça-se nas palavras de Jesus: “até os fios de cabelo da nossa cabeça estão todos contados”(1). É a convicção perfeitamente ajustada a uma compreensão ilimitada dos desígnios infalíveis e corretos da Providência Divina.

 

Em muitas ocasiões, somente usando os recursos interpretativos da fé, nos grandes choques e tragédias, é que podemos notar o “processo de atualização” que a vida nos oferece, porquanto o significado de um acontecimento é captado em plenitude apenas quando “decifrado”.

 

É o único caminho que nos permitirá encontrar a verdadeira compreensão e entendimento dos fatos em si.

 

Entretanto, quando não traduzimos no decorrer dos acontecimentos nossos episódios existenciais, sentimos que nossa vida vai-se tornando inexpressiva, sem nenhum sentido, porque vamos perdendo contato com as mensagens silenciosas e sábias que a vida nos endereça.

 

Aqui estão algumas interpretações de fatos aparentemente negativos, quando na realidade são profundamente positivos:

— Para vencermos a doença é necessário interpretar o que o sintoma quer-nos alertar sobre o que precisamos fazer ou mudar para harmonizar nosso psiquismo descontrolado.

— Sucessivos acontecimentos de “abandono” e “decepção” em nossa vida são mensagens silenciosas alertando-nos que nosso “grau de ilusão” ultrapassou os limites permitidos.

— Perda de criaturas queridas pode ser a lição que nos vai livrar de atitudes possessivas e de apegos patológicos, tanto para quem parte como para quem fica.

— Alucinação e loucura podem nos adestrar para maiores valorizações da realidade, afastando-nos de fantasias e aparências.

— Vícios de qualquer matiz podem estabelecer nos indivíduos normas corretivas na vida interior, a fim de que aprendam a lidar e a controlar melhor suas emoções e sentimentos.

— Traição afetiva pode nos exercitar na fiscalização de nosso “grau de confiabilidade” e “vulnerabilidade” perante os outros.

— Desprezo ou desconsideração podem ser emissões educativas, impulsionando-nos a um maior amor a nós próprios.

 

O ser humano de fé não é crédulo nem fanático; é antes o indivíduo que distingue os lucros e vantagens inseridos nos processos da vida.

 

Compreende a sequencia de fatos interconectados aprimorando-se paulatinamente para intensificar sua estabilidade e harmonia e, como consequência, seu engrandecimento espiritual.

 

Em síntese, a fé como força instintiva da alma guarda em si possibilidades transcendentes e poderes infinitos. Ao ampliá-la, o homem se potencializa vigorosamente, fluindo e contribuindo com o próprio ritmo da vida como um todo.

 

O “grão de mostarda”, na comparação de Jesus Cristo, representa a minúscula semente como sendo o “impulso imanente” que começa a se formar no “princípio inteligente”, nos primeiros degraus dos reinos da Natureza. Ao longo dos tempos, se transmuta, desenvolvendo potencialidades inatas, e, futuramente, se transforma num ser completo e de ações poderosas.

 

Devemos compreender, por fim, que o “poder da fé” realmente “transporta montanhas” e que para o espírito nada é inacessível, pois, quando percebe a razão de tudo e interpreta com exatidão a sabedoria de Deus, a vida para ele não tem fronteiras.

 

Ao ampliarmos nossa consciência na fé, sentiremos uma inefável serenidade íntima, porque conseguimos entender perfeitamente que, no Universo, tudo está “como deve ser”; não existe atraso nem erro, somente a manutenção e a segurança do “Poder Divino” garantindo a estabilidade e o aperfeiçoamento de suas criaturas e criações.

 

(1)  Lucas 12:7

 

Espírito: Hammed

Livro : Renovando atitudes

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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GRÃO DE MOSTARDA

Capítulo 19, item 1
“... Jesus lhes respondeu: É por causa da vossa incredulidade.
Porque eu vô-lo digo em verdade: se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daqui para ali, e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.”

Fé é sentimento instintivo que nasce com o espírito. Crença inata, impulso íntimo fundamentado na “certeza absoluta” de que o Poder Divino, em toda e qualquer situação, está sempre promovendo e ampliando nosso crescimento pessoal.

Essa convicção inabalável na “Sabedoria Divina”, que é a própria Inteligência que rege a tudo e a todos, atinge sua plenitude nas criaturas mais evoluídas. Tais valores se encontravam inicialmente em estado embriomírio e, ao longo das encarnações sucessivas, estruturaram-se entre as experiências do sentimento e do raciocínio.

Como em todas as manifestações de progresso, também esse impulso intuitivo do ser humano ligado às faixas da fé é resultado de um desenvolvimento lento e progressivo.

Por exemplo, a criança não pode manifestar a habilidade de falar, sem ter atravessado as fases básicas da fonética, isto é, resmungar, balbuciar, soletrar e silabar.

Desse modo, o ser imaturo, apesar de criado com esse sentimento instintivo da fé, também atravessa um vasto período de desenvolvimento, que não se dá por mudanças abruptas, mas por uma série de sensações e percepções, às vezes mais ou menos demoradas, conforme a vontade e a determinação do próprio espírito.

Consequentemente, a fé plena não é só conquista repentina que aparece quando queremos; é também trabalho desenvolvido e assimilado ao longo do tempo.

Ela pulsa em todas as criaturas vivas e agita-se nas menores criações do Universo.

Encontra-se na renovação do mineral rompido, que se restaura a si mesmo; aparece no fototropismo das plantas em crescimento; impulsiona o “relógio interno”, que incita as aves a efetuar suas migrações, quase na mesma época em todos os anos; aguça o “regresso ao lar”, ou seja, estrutura a capacidade de orientação e localização observada em certos animais domésticos.

A fé também estimula o homem selvagem a nutrir a crença na existência de um ser supremo, que eles adoram nos fenômenos e elementos da Natureza.

Entendemos, dessa forma, que a fé não equivale a uma “muleta vantajosa” que nos ajuda somente em nossas etapas difíceis, nem “providências de última hora” para alcançarmos nossos caprichos imediatistas. Ter fé é auscultar e perceber as “verdadeiras intenções” da ação divina em nós e, acima de tudo, é o discernimento de que tudo está absolutamente certo.

Nada está errado conosco, pois o que chamamos de “imperfeição” no mundo são apenas as lições não aprendidas ou não entendidas, que precisam ser recapituladas, a fim de que possamos nos conhecer melhor, assim como as leis que regem nossa existência.

Ter fé em Deus é reconhecer que a Natureza, “Arte Divina”, garante nossa própria evolução. Mesmo quando tudo pareça ruir em nossa volta, é ainda a fé amplamente desenvolvida que nos dará a certeza de que, mesmo assim, estaremos sempre ganhando, ainda que momentaneamente não possamos decifrar o ganho com clareza e nitidez.

No Universo nada existe que não tenha sua razão de ser.

Tudo aquilo que parece desastroso e negativo em nossa existência, nada mais é que a vida articulando caminhos, para que possamos chegar onde estão nossos reais anseios de progresso, felicidade e prazer.

A criatura que aprendeu a ver o encadear dos fatos de sua vida, além de cooperar e fluir com ela, percebe que aquilo que lhe parecia negativo era apenas um “caminho preparatório” para alcançar posteriormente um Bem Maior e definitivo para si mesma.

As grandes tragédias não significam castigos e punições, porém maiores possibilidades futuras para a obtenção de uma melhoria de vida íntima e, paralelamente, de plenitude existencial.

Em face dessas realidades, a fé aperfeiçoada faz com que possamos avaliar em todas as ocorrências uma constante renovação enriquecedora. Quando todas as árvores estão despidas, é que se inicia um novo ciclo em que elas reúnem suas forças embrionárias e instintivas da fé para novamente se vestir de folhas, flores e frutos.

Tudo na Natureza obedece a “ritmos”. São processos da vida em ação. No final de um ciclo, nossa energia declina para, logo em seguida, reunirmos mais forças para uma nova incursão renovadora.

A cada nova etapa de crescimento, talvez nos sintamos temerosos e inseguros, a exemplo de certos animais que perdem momentaneamente seus revestimentos protetores. Depois, no entanto, nos sentiremos melhor adaptados, ao nos cobrirmos com elementos e estruturas mais eficientes, e que nos permitam prosseguir mais ajustados em nosso novo estágio evolutivo. Assim acontece com todos. Seremos atingidos por um “sereno bem-estar” quando visualizarmos antecipadamente as porvindouras oportunidades de reconforto, prosperidade e segurança que a vida nos trará após atravessarmos os “ciclos amargos” do renascimento interior.

A confiança em que tudo está justo e certo e em que não há nada a fazer, a não ser melhorar o nosso próprio modo de ver e entender as coisas alicerça-se nas palavras de Jesus: “até os fios de cabelo da nossa cabeça estão todos contados”(1). É a convicção perfeitamente ajustada a uma compreensão ilimitada dos desígnios infalíveis e corretos da Providência Divina.

Em muitas ocasiões, somente usando os recursos interpretativos da fé, nos grandes choques e tragédias, é que podemos notar o “processo de atualização” que a vida nos oferece, porquanto o significado de um acontecimento é captado em plenitude apenas quando “decifrado”.

É o único caminho que nos permitirá encontrar a verdadeira compreensão e entendimento dos fatos em si.

Entretanto, quando não traduzimos no decorrer dos acontecimentos nossos episódios existenciais, sentimos que nossa vida vai-se tornando inexpressiva, sem nenhum sentido, porque vamos perdendo contato com as mensagens silenciosas e sábias que a vida nos endereça.

Aqui estão algumas interpretações de fatos aparentemente negativos, quando na realidade são profundamente positivos:

— Para vencermos a doença é necessário interpretar o que o sintoma quer-nos alertar sobre o que precisamos fazer ou mudar para harmonizar nosso psiquismo descontrolado.

— Sucessivos acontecimentos de “abandono” e “decepção” em nossa vida são mensagens silenciosas alertando-nos que nosso “grau de ilusão” ultrapassou os limites permitidos.

— Perda de criaturas queridas pode ser a lição que nos vai livrar de atitudes possessivas e de apegos patológicos, tanto para quem parte como para quem fica.

— Alucinação e loucura podem nos adestrar para maiores valorizações da realidade, afastando-nos de fantasias e aparências.

— Vícios de qualquer matiz podem estabelecer nos indivíduos normas corretivas na vida interior, a fim de que aprendam a lidar e a controlar melhor suas emoções e sentimentos.

— Traição afetiva pode nos exercitar na fiscalização de nosso “grau de confiabilidade” e “vulnerabilidade” perante os outros.

— Desprezo ou desconsideração podem ser emissões educativas, impulsionando-nos a um maior amor a nós próprios.

O ser humano de fé não é crédulo nem fanático; é antes o indivíduo que distingue os lucros e vantagens inseridos nos processos da vida. Compreende a sequencia de fatos interconectados aprimorando-se paulatinamente para intensificar sua estabilidade e harmonia e, como consequência, seu engrandecimento espiritual.

Em síntese, a fé como força instintiva da alma guarda em si possibilidades transcendentes e poderes infinitos. Ao ampliá-la, o homem se potencializa vigorosamente, fluindo e contribuindo com o próprio ritmo da vida como um todo.

O “grão de mostarda”, na comparação de Jesus Cristo, representa a minúscula semente como sendo o “impulso imanente” que começa a se formar no “princípio inteligente”, nos primeiros degraus dos reinos da Natureza. Ao longo dos tempos, se transmuta, desenvolvendo potencialidades inatas, e, futuramente, se transforma num ser completo e de ações poderosas.

Devemos compreender, por fim, que o “poder da fé” realmente “transporta montanhas” e que para o espírito nada é inacessível, pois, quando percebe a razão de tudo e interpreta com exatidão a sabedoria de Deus, a vida para ele não tem fronteiras.

Ao ampliarmos nossa consciência na fé, sentiremos uma inefável serenidade íntima, porque conseguimos entender perfeitamente que, no Universo, tudo está “como deve ser”; não existe atraso nem erro, somente a manutenção e a segurança do “Poder Divino” garantindo a estabilidade e o aperfeiçoamento de suas criaturas e criações.

(1) Lucas 12:7

Espírito: Hammed
Livro : Renovando atitudes

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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