Terça-feira, 25 de Maio de 2010

INDOLÊNCIA



1 - Penso que a vida na Terra, com todos os seus problemas e limitações, é uma droga.
Realmente, uma boa droga, um remédio valioso para curar muitos de nossos males.

2 - Por exemplo?
A indolência. Sem as necessidades básicas, relacionadas com nosso corpo, envolvendo alimentação, vestuário, habitação, poderíamos viver milênios em ociosidade, no plano espiritual.

3 - Que beneficio isso nos traz?
Movidos pelo instinto de conservação que nos induz a cuidar do corpo, temos que exercitar o trabalho. Com ele desenvolvemos a inteligência, habilitandonos a compreender quem somos, de onde viemos, para onde vamos, dispondo-nos às iniciativas que nos realizam como filhos de Deus.

4 - Isso me parece muito cansativo.
No processo reencarnatório passamos por um sono que se prolonga por toda a infância. Começamos a despertar na adolescência. Há quem prefira continuar dormindo, como sonâmbulo que fala e ouve, marcando passo nos caminhos da Vida. Espero não seja o seu caso.

5 - Que mal há nisso, se temos a eternidade pela frente?
Perda de tempo. Por outro lado, é bom não esperar que a Vida venha despertá-lo. Geralmente ela se faz representar pela Dor.
6 - Deus castiga a gente?
Deus não castiga ninguém. Ocorre que somos dotados de poderes criadores que caracterizam nossa condição de Seus filhos. Se renunciamos a eles, estacionando na indolência, experimentamos um “enferrujamento” de nossas potencialidades, com reflexos na economia espiritual e física, a originar desajustes variados.

7 - Trabalho seria, então, sinônimo de equilíbrio?
O trabalho é sinônimo de ação, uma das forças que sustentam o Universo e uma das leis morais enunciadas em “O Livro dos Espíritos”. Não apenas o trabalho pela subsistência, mas também aquele que se exprime em duas características: Eternidade, o empenho por assimilar conhecimentos e compreender os mecanismos da Vida; Universalidade, o empenho por participar da Vida com o esforço em favor de todas as suas manifestações.

8 - Como realizar tudo isso, vencendo a indolência?
Ela é mera conseqüência de um alheamento, um comportamento alienado das realidades existenciais. Se você começar a pensar nisso terá dado o primeiro passo para vencê-la. O segundo será assumir responsabilidades relacionadas com a família, a escola, a comunidade. Quando nos dispomos a ocupar nossa vida com atividades responsáveis, a indolência é despejada dela.
 
Richard Simonetti
Livro: Não Pise na Bola

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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