Sábado, 6 de Dezembro de 2008

OS TRÊS EFEITOS

A religião oferece resposta às indagações fundamentais do ser humano: quem sou? De onde venho? Para onde vou? Propondo-lhe, também, uma escala de valores pelos quais poderá ele orientar-se ao selecionar objetivos ou tomar decisões.
Pessoas existem, contudo, que declarando-se adeptas de alguma crença, vivem como se isso não tivesse qualquer influência em sua conduta, exceto pelo fato de freqüentarem eventualmente algum templo. Temos neste caso a chamada religião social ou de convenção, em que não existe comprometimento do indivíduo com a mensagem religiosa, que é comportamental.
Naturalmente esse comprometimento ocorre em grau variável, tendo Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, identificado três efeitos habitualmente produzidos pela adoção do Espiritismo:
“O primeiro e mais geral consiste em desenvolver o sentimento religioso até naquele que, sem ser materialista, olha com absoluta indiferença para as questões espirituais... O segundo, quase tão geral como o primeiro, é a resignação nas vicissitudes da vida. O Espiritismo dá a ver as coisas de tão alto, que, perdendo a vida terrena três quartas partes de sua importância, o homem não se aflige tanto com as tribulações que a acompanham. Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos...O terceiro é o de estimular no homem a indulgência para com os defeitos alheios...”
Em síntese: sentimento religioso, resignação nas dificuldades e indulgência para com o próximo mas... e quando nada disso ocorre, e aquele que se diz espírita não mostra em seu comportamento qualquer sinal daquelas atitudes?
Teria a mensagem espírita falhado, deixando de produzir seus benéficos resultados? Não, certamente, pois não é esse o caso focalizado por Kardec.
Ao comentar aqueles efeitos, por tê-los observado em inúmeras pessoas, referia-se o Codificador a indivíduos que conheciam e compreendiam as idéias espíritas, bem como suas implicações morais, o que só é possível através do estudo e da reflexão.
Freqüentar de vez em quando e maquinalmente alguma casa espírita, apenas para receber passes e sem maior interesse pelo conhecimento doutrinário não basta.
Quem é espírita assim se define por opção pessoal diante de princípios que se apóiam na observação e na lógica e, quando isto ocorre, os efeitos assinalados por Allan Kardec, em maior ou menor grau, não deixarão de se manifestar em sua vida.
Sempre oportuno assim, verificamos que efeitos o conhecimento espírita está produzindo em nós.
“O Livro dos Espíritos” ( conclusão, item 7).
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:51

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