Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

A VISÃO DO HOMEM ACERCA DA ERRATICIDADE

Ismael Ramos das Neves
Reformador/Fevereiro 2005 79 41


É ainda muito deficiente o conhecimento das criaturas humanas acerca da vida nos domínios da erraticidade, e, para que possamos fazer uma abordagem mais ampla sobre o assunto, comecemos recordando o que nos diz Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, no capítulo VIII, quando o Codificador nos fala dos Espíritos errantes, ou seja, daqueles seres extracorpóreos que desencarnaram na Terra e aguardam uma nova encarnação.
A erraticidade é constituída, dessa forma, pela presença dos bilhões de Espíritos desencarnados que habitam as regiões vinculadas ao orbe terreno, estejam eles nos círculos sombrios da perturbação e do remorso ou fulgurem nas mais iluminadas colônias espirituais.
Não queremos, de modo nenhum, menosprezar o esforço de milhares de estudiosos que investigam os domínios da vida extra-física, nem podemos esquecer o manancial dos conhecimentos que os Gênios Tutelares da Humanidade, através de centenas de mensageiros da luz, transmitiram, em todas as épocas, ao pensamento humano, sendo nosso dever destacar que a própria Doutrina Espírita, revelada pelos Espíritos Superiores e codificada por Allan Kardec, tem vínculos com o conhecimento oculto das grandes Escolas do Oriente e guarda identificação com a mensagem de Jesus, o Cristo de Deus.
Importa considerar, porém, que os homens, em sua grande maioria, não se têm interessado pelo conhecimento espiritual, preferindo conceber a vida extra-física como sendo um reino de fantasias e criando uma mentalidade supersticiosa, com um falso misticismo, como se Deus tivesse preferências por algum dos seus filhos ou como se a estrutura das igrejas humanas pudesse suprir as omissões em que vivem milhões de religiosos. Quando o fenômeno da morte física, inexoravelmente, lhes desafia a visão fantasiosa, eles se debatem ante o desespero, sem compreenderem que são almas eternas e que o túmulo é apenas uma transição para uma vida mais dinâmica, onde cada Espírito vai encontrar-se com a realidade de si mesmo.
O conhecimento da vida extrafísica encontra-se, em sentido oculto, na própria Bíblia e em todos os outros livros que se constituem roteiro dos grandes grupos religiosos da Terra. Muitas vezes, o simbolismo escondeu a essência de grandes verdades, porque o raciocínio da criatura humana não tinha condições de suportar o fulgor da Luz Divina. Por essa razão é que, durante muitos séculos, a vida religiosa se restringiu a grupos fechados, como a Escola dos Essênios e de outros agrupamentos de instrutores da Sabedoria Antiga.
Quando ocorreu o cumprimento das profecias de Isaías e demais profetas, Jesus, o Messias Prometido, chega à Terra, e um Emissário sublime proclama: “Eis que vos trago Boa Nova de grande alegria, que será para todo povo.”
A Era do Evangelho desdobrou a todos os seres humanos a oportunidade de perceberem que, além da Terra, a vida se desdobra infinitamente e que Deus é Nosso Pai.
Hoje, no século XXI da Era Cristã, a Ciência Espírita, com o testemunho de centenas de pesquisadores, autentica os fenômenos da comunicação dos Espíritos e nos desdobra uma visão mais ampla da realidade em que eles vivem.
A fenomenologia mediúnica, que precedeu à revelação da Doutrina dos Espíritos, aparece, historicamente, como fase preparatória para que a Codificação de Allan Kardec lançasse as bases de uma Filosofia Transcendental, que deu ao homem uma visão mais iluminada cerca da idéia de Deus e, explicando imortalidade da alma e a comunicação os Espíritos, fez luz na análise dos complexos questionamentos relacionados com a origem o destino do homem, bem como sobre a razão de ser de suas dores ante a Augusta Justiça de Nosso Pai, graças ao conhecimento da bendita Lei da Reencarnação.
Os fenômenos mediúnicos prosseguem, dando cumprimento à profecia de Joel, citada em Atos dos Apóstolos (2:17-18), e, através da própria mediunidade, decorridas várias décadas da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, eis que através do médium Francisco Cândido Xavier, o mundo contemporâneo começa a perceber, de modo mais claro, a erraticidade, consoante as descrições encontradas no livro Nosso Lar, ditadas pelo Espírito André Luiz, descrições essas que se desdobram em numerosos outros livros, de autoria do citado Espírito comunicante e através do mesmo medianeiro, que foi Chico Xavier.
A vida dos Espíritos errantes tem-se constituído tema de centenas de livros psicografados ou de autores encarnados, ampliando a bibliografia espiritista e alargando os horizontes dos investigadores do mundo extra-corpóreo, através da transcomunicação, que se evidencia, no mundo contemporâneo, como sendo a presença dos Espíritos diretamente nos aparelhos de comunicação, como o rádio, o telefone, o computador e todos os demais mecanismos suscetíveis de registrar as suas mensagens.
Ante o desdobramento e o dinamismo que esta nova fase da pesquisa mediúnica proporciona aos investigadores do mundo psíquico, lembramos que sempre ocorreram na Terra os fenômenos de escrita direta e de voz direta. A propósito, registramos um fenômeno ocorrido no Festim de Baltazar, consoante está narrado no Velho Testamento, quando a mão do Espírito comunicante escreveu diretamente sobre a parede, sem a necessidade da participação do homem físico; e, na apoteose gloriosa da Natividade de Jesus, segundo o texto bíblico, os Espíritos Celestes enunciaram, pela voz direta, na quietude das cercanias de Belém de Judá, ante a Manjedoura singela, o enunciado sublime:
“Glória a Deus, nas alturas; Boa Vontade para com os Homens, na Terra.”
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 10:46

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