Domingo, 26 de Agosto de 2007

DIA 29 DE AGOSTO - NASCIMENTO DE BEZERRA DE MENEZES

Bezerra de Menezes


Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto, no Riacho do Sanque, na então Província do Ceará. Foram seus pais Antônio Bezerra de Menezes e dona Fabiana de Jesus Maria Bezerra. Aos seis anos já sabia ler. Aos sete (1838) passou a freqüentar a escola pública da Vila do Frade e no fim de 10 meses aprontou-se na leitura, em escrita e em contas. Em 1842, por motivos políticos, a família transferiu residência para o Rio Grande do Norte; assim, o garoto foi matriculado na aula pública de latim que havia na Serra dos Martins, na Vila da Maioridade, hoje Cidade da Imperatriz. Em 1846, sua família retornou ao Ceará, fixando residência na capital, quando passou a freqüentar o Liceu, ali, completando os estudos preparatórios, sob a direção de seu irmão mais velho, Dr. Manuel Soares da Silva Bezerra. Decorridos os cinco anos de ginásio, embarcou, em 5 de janeiro de 1851, com destino à Corte, para se matricular na Escola de Medicina. Chegou ao Rio de Janeiro sozinho, aos 20 anos; no bolso, 38$00 e, no espírito, uma esperança enorme. Concluiu o curso aos 25 anos, em 1856. Abriu, com um colega, consultório no centro do comércio, onde esteve espantando moscas por longos meses. Mas, em sua casa, a clínica ia crescendo, pois a clientela era de gente que não pagava. Foi convidado pelo Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho para ser médico militar. No posto de cirurgião-tenente, dedicou-se então à cirurgia, em que chegou a ser notável. Não abandonou, entretanto, a sua clientela pobre. Ela foi, ao contrário, crescendo ao ponto de não lhe dar tempo para comer; se não lhe pagava, dava-lhe o mais glorioso dos títulos: "médicos dos pobres". Casou-se por amor. À esposa querida passou então a oferecer o melhor da sua vida. Pensando nela, fazia literatura. Gostava de escrever. Em 1867 foi eleito deputado geral. Casara-se, em segundas núpcias, por amor, com aquela que seria o anjo do lar. Em 1878 voltou a ser deputado e no ano de 1880 foi também presidente da Câmara Municipal, cargo equivalente ao de prefeito, à época. A viuvez levara-o a ler a Bíblia e esta lhe dera particular entusiasmo pela religião comentada. Leu toda a Bíblia e, quando mais lia, mais vontade tinha de continuar fruindo a doce consolação com aquela leitura. Um colega, porém, tendo traduzido O Livro dos Espíritos, fez-lhe presente de um exemplar. Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para seu espírito: "Parece que eu era espírita inconsciente ou, como diz vulgarmente, de nascença". Tal como acontecera com Kardec, logo que soou a hora de iniciar o trabalho em prol do Espiritismo abandonou o nosso Bezerra todas as paixões sociais que lhe davam prestígio, honrarias e dinheiro, para ser um apóstoto verdadeiro e dar-se, todo inteiro, à Doutrina, colocando sua vida ao serviço do amor. Tal como Kardec, enfrentou críticas mordazes, torpes insultos, o desprezo de altas personalidades da época, o ridículo; mas sempre calmo, sereno, delicado, respeitoso, porque sua alma, amante dos ensinos de Jesus, sabia muito bem que "o amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensa" e que, portanto, "a renúncia era o seu ponto de apoio, como o ato de dar era a essência de sua vida". A data de 16 de agosto de 1886 tornou-se memorável na História do Espiritismo no Brasil, tendo Bezerra proclamado solenemente a sua adesão ao Espiritismo. Bezerra desencarnou em 11 de abril de 1900, no Rio de Janeiro. Foi a caridade personificada. Deu de acordo com as instruções que recebera do Espaço, a feição evangélica ao Espiritismo. Bezerra é, para todos os que mourejam na terra do "Coração do Mundo", a âncora de salvação, quando a borrasca do infortúnio os atinge. Milhões de vozes pedem diariamente o seu socorro... Milhões de corações, a todo instante, agradecem a esse benfeitor as dádivas de seu amor! Bezerra de Menezes vive nos corações de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul. Se no Espiritismo planetário Kardec é, indiscutivelmente, seu maior expoente, para o Espiritismo no Brasil Bezerra é, sem favor algum, o Kardec brasileiro!
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 19:26

LINK DO POST | COMENTAR | favorito
|

.MAIS SOBRE MIM

.PESQUISAR NESTE BLOG

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27

.POSTS RECENTES

. FÉ RACIOCINADA

. COISAS TERRÍVEIS E INGÊNU...

. CAIM FUNDOU UMA CIDADE SE...

. OS HERÓIS DA ERA NOVA

. CONFLITOS E PERFEIÇOAMENT...

. GRATIDÃO: UM NOVO OLHAR S...

. PERDÃO DE DEUS

. A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E ...

. NO CRISTIANISMO RENASCENT...

. EM PAUTA – A TRISTE FESTA

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds