Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

DOUTOR DIAS DA CRUZ


EM HOMENAGEM AO NASCIMENTO EM 1853 DO DR. FRANCISCO DE MENEZES DIAS DA CRUZ
Conferência feita pelo Dr. Dias da Cruz, em 1885, na sede da Federação Espírita Brasileira(conclusão)
A alma é um espírito encarnado de que o corpo só é envoltório.
Há no homem três coisas:

1 - o corpo ou ser material análogo aos animais, e animado pelo mesmo princípio vital;

2 - a alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo;

3 — o laço que une a alma e o corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.
Tem assim o homem duas naturezas: por seu corpo participa da natureza dos animais cujos instintos possui; por sua alma participa da natureza dos espíritos.
O laço ou perispírito que une o corpo e o espírito é uma espécie de envoltório semimaterial, o espírito conserva o segundo que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, podendo porém, tornar-se acidentalmente visível, e mesmo tangível, como tem lugar no fenômeno das aparições.
Assim pois o espírito não e um ser abstrato, indefinido, só concebível pelo pensamento; é um ser real, circunscrito, apreciável, em certos casos. pelos sentidos da vista, da ouvido e do tato.
Os espíritos pertencem a diferentes classes, e não são iguais nem em poder nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os espíritos superiores que dos outros se distinguem por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, a pureza de seus sentimentos e seu amor do bem: são os anjos ou puros espíritos. As outras classes afastam-se de mais em mais desta perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maior parte de nossas paixões: ódio, inveja, ciúme, orgulho etc.; eles se comprazem no mal.
Os espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Este melhoramento tem lugar pela encarnação que é imposta a uns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova pela qual têm de passar várias vezes, até atingirem a perfeição absoluta; é uma sorte de peneira ou alambique de onde eles saem mais ou menos purificados.
Deixando o corpo, a alma entra no mundo dos espíritos de onde tinha saído, para retomar uma nova existência material após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual ela se acha no estado de espírito errante.
Devendo o espírito passar por várias encarnações, resulta que temos todos tido diversas existências, e que teremos ainda outras mais ou menos aperfeiçoadas nesta terra ou em outros mundos.
A encarnação dos espíritos tem sempre lugar na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou espírito pode se encarnar no corpo de um animal.
As diferentes existências corporais do espírito são sempre progressivas e nunca retrogradas; porém a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para chegar à perfeição.
As qualidades da alma são as do espírito que em nós está encarnado; assim o homem de bem é a encarnação do bom espírito, e o perverso a de um espírito impuro.
A alma tinha sua individualidade antes da encarnação, e a conserva após sua separação do corpo.
No mundo dos espíritos a alma encontra todos aqueles que conheceu sua terra; e suas existências anteriores traçam-se em sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.
0espírito encarnado está sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência pela elevação de sua alma aproxima-se dos bons espíritos com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e coloca todos os seus gozos na satisfação dos apetites grosseiros, aproxima-se dos espíritos impuros, dando preponderância à natureza animal.
Os espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.
Os espíritos não encarnados, ou errantes, não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos, acotovelando-nos sem cessar; é uma assembléia invisível que se agita em torno de nós.
Os espíritos exercem sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico uma ação incessante; atuam sobre a matéria e o pensamento, e constituem uma das potências da natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até aqui inexplicados ou mal explicados, e que não acham uma solução racional senão no espiritismo.
As relações dos espíritos com os homens são constantes. Os bons solicitam-nos para o bem, sustentam-nos nas provações da vida, auxiliam-nos a suportá-la com coragem e resignação: os maus solicitam-nos para o mal: é para eles um prazer ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a si.
As comunicações dos espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas têm lugar pela influência boa ou má que eles sobre nós exercem sem que a sintamos; é o nosso juízo que deve discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas dão-se por meio da escrita, da palavra, ou de outras manifestações materiais, o mais das vezes por via dos médiuns, que lhes servem de instrumento.
Os espíritos manifestam-se espontaneamente ou por evocação. Pode-se evocar todos os espíritos: aqueles que animaram homens obscuros, como os dos personagens os mais ilustres, qualquer que seja a época na qual tenham vivido; os dos nossos parentes, dos nossos amigos ou inimigos, e obter deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação d’além túmulo, sobre seus pensamentos a nosso respeito, bem como as revelações que lhes é permitido fazer-nos.
Os espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do meio que os evoca. Os superiores comprazem-se nas reuniões sérias em que domina o amor do bem e o desejo sincero de se instruir, de melhorar. Sua presença afasta os espíritos inferiores, que acham ao contrário um livre acesso, e podem agir com plena liberdade entre as pessoas frívolas ou guiadas pela só curiosidade, e em toda a parte em que se encontram maus instintos. Longe de obter deles bons conselhos ou ensinos úteis, só se deve esperar futilidade, mentiras, zombarias ou mistificações, porque eles se adornam muitas vezes de nomes venerados para melhor induzir ao erro.
A distinção dos bons e dos maus espíritos é extremamente fácil; a linguagem dos espíritos superiores é constantemente digna, nobre, assinalada pela mais alta moralidade, despida de toda paixão baixa; seus conselhos respiram a mais pura sabedoria, e têm sempre por fim nosso melhoramento e o bem da humanidade. A dos espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes trivial e mesmo grosseira; se algumas vezes dizem coisas boas e verdadeiras, mais vezes dizem nas falsas e absurdas, por malícia ou ignorância; escarnecem da credulidade e divertem-se à custa dos que os interrogam lisonjeando sua vaidade, acalentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, em toda a acepção da palavra, só têm lugar nos centros sérios, naqueles cujos membros são unidos por uma comunhão íntima de pensamento com vista no bem.
A moral dos espíritos superiores resume-se, para com os outros conta quereríamos que obrassem como a do Cristo, nesta máxima evangélica: obrar para conosco, isto é, fazer o bem e nunca o mal. O homem acha neste princípio a regra geral de conduta para suas menores ações.
Eles nos ensinam que egoísmo, orgulho, sensualidade são paixões que nos assimilam à natureza animal, aferrando-nos à matéria; que o homem que já deste mundo se desliga da matéria pelo desprezo das futilidades mundanas e pelo amor ao próximo avizinha-se da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil segundo as faculdades e os meios que Deus colocou em suas mãos para prová-los; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, porque aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir o semelhante viola a lei de Deus. Eles ensinam, enfim que, no mundo dos espíritos nada podendo ser oculto, o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas desvendadas; que a presença invisível e a todos os momentos daqueles aos quais se tiver feito mal é um dos castigos que lhes está reservado; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos espíritos são relativos; penas e gozos que nos são desconhecidos na terra.
Porém eles nos ensinam também que não há faltas irremediáveis e que não possam ser apagadas pela expiação. O homem para tal encontra o meio nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conforme seu desejo e seus esforços, no caminho do progresso e para a perfeição que é o seu alvo final.
Pelo que acabais de ouvir, senhores, deveis estar convencidos de que Espiritismo não é este desconchavo, esta alucinação que aprazem-se em pintar os inimigos de todas as idéias novas. Se, pois, encontra propugnadores, mesmo entre homens os mais adiantados e progressistas é que ele, como todas as coisas, está sujeito às leis imutáveis de Deus: tem de lutar, para vencer, porque não há vitória sem luta.
Terminando, senhores, cumpre-me agradecer-vos a benévola atenção que me dispensastes, certo de que a honra não atingindo ao indivíduo insignificante que ousou alçar a voz em obediência ao mandato de que foi encarregado, mas sim à nobre e justa causa da caridade inata no Espiritismo.
Fonte: A Voz dos Espíritos – setembro e outubro, 1946
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 20:28

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EM HOMENAGEM AO NASCIMENTO EM 1853 DO DR. FRANCISCO DE MENEZES DIAS DA CRUZ
Conferência feita pelo Dr. Dias da Cruz, em 1885, na sede da Federação Espírita Brasileira(conclusão)
A alma é um espírito encarnado de que o corpo só é envoltório.
Há no homem três coisas:

1 - o corpo ou ser material análogo aos animais, e animado pelo mesmo princípio vital;

2 - a alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo;

3 — o laço que une a alma e o corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.
Tem assim o homem duas naturezas: por seu corpo participa da natureza dos animais cujos instintos possui; por sua alma participa da natureza dos espíritos.
O laço ou perispírito que une o corpo e o espírito é uma espécie de envoltório semimaterial, o espírito conserva o segundo que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, podendo porém, tornar-se acidentalmente visível, e mesmo tangível, como tem lugar no fenômeno das aparições.
Assim pois o espírito não e um ser abstrato, indefinido, só concebível pelo pensamento; é um ser real, circunscrito, apreciável, em certos casos. pelos sentidos da vista, da ouvido e do tato.
Os espíritos pertencem a diferentes classes, e não são iguais nem em poder nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os espíritos superiores que dos outros se distinguem por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, a pureza de seus sentimentos e seu amor do bem: são os anjos ou puros espíritos. As outras classes afastam-se de mais em mais desta perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maior parte de nossas paixões: ódio, inveja, ciúme, orgulho etc.; eles se comprazem no mal.
Os espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Este melhoramento tem lugar pela encarnação que é imposta a uns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova pela qual têm de passar várias vezes, até atingirem a perfeição absoluta; é uma sorte de peneira ou alambique de onde eles saem mais ou menos purificados.
Deixando o corpo, a alma entra no mundo dos espíritos de onde tinha saído, para retomar uma nova existência material após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual ela se acha no estado de espírito errante.
Devendo o espírito passar por várias encarnações, resulta que temos todos tido diversas existências, e que teremos ainda outras mais ou menos aperfeiçoadas nesta terra ou em outros mundos.
A encarnação dos espíritos tem sempre lugar na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou espírito pode se encarnar no corpo de um animal.
As diferentes existências corporais do espírito são sempre progressivas e nunca retrogradas; porém a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para chegar à perfeição.
As qualidades da alma são as do espírito que em nós está encarnado; assim o homem de bem é a encarnação do bom espírito, e o perverso a de um espírito impuro.
A alma tinha sua individualidade antes da encarnação, e a conserva após sua separação do corpo.
No mundo dos espíritos a alma encontra todos aqueles que conheceu sua terra; e suas existências anteriores traçam-se em sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.
0espírito encarnado está sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência pela elevação de sua alma aproxima-se dos bons espíritos com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e coloca todos os seus gozos na satisfação dos apetites grosseiros, aproxima-se dos espíritos impuros, dando preponderância à natureza animal.
Os espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.
Os espíritos não encarnados, ou errantes, não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos, acotovelando-nos sem cessar; é uma assembléia invisível que se agita em torno de nós.
Os espíritos exercem sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico uma ação incessante; atuam sobre a matéria e o pensamento, e constituem uma das potências da natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até aqui inexplicados ou mal explicados, e que não acham uma solução racional senão no espiritismo.
As relações dos espíritos com os homens são constantes. Os bons solicitam-nos para o bem, sustentam-nos nas provações da vida, auxiliam-nos a suportá-la com coragem e resignação: os maus solicitam-nos para o mal: é para eles um prazer ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a si.
As comunicações dos espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas têm lugar pela influência boa ou má que eles sobre nós exercem sem que a sintamos; é o nosso juízo que deve discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas dão-se por meio da escrita, da palavra, ou de outras manifestações materiais, o mais das vezes por via dos médiuns, que lhes servem de instrumento.
Os espíritos manifestam-se espontaneamente ou por evocação. Pode-se evocar todos os espíritos: aqueles que animaram homens obscuros, como os dos personagens os mais ilustres, qualquer que seja a época na qual tenham vivido; os dos nossos parentes, dos nossos amigos ou inimigos, e obter deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação d’além túmulo, sobre seus pensamentos a nosso respeito, bem como as revelações que lhes é permitido fazer-nos.
Os espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do meio que os evoca. Os superiores comprazem-se nas reuniões sérias em que domina o amor do bem e o desejo sincero de se instruir, de melhorar. Sua presença afasta os espíritos inferiores, que acham ao contrário um livre acesso, e podem agir com plena liberdade entre as pessoas frívolas ou guiadas pela só curiosidade, e em toda a parte em que se encontram maus instintos. Longe de obter deles bons conselhos ou ensinos úteis, só se deve esperar futilidade, mentiras, zombarias ou mistificações, porque eles se adornam muitas vezes de nomes venerados para melhor induzir ao erro.
A distinção dos bons e dos maus espíritos é extremamente fácil; a linguagem dos espíritos superiores é constantemente digna, nobre, assinalada pela mais alta moralidade, despida de toda paixão baixa; seus conselhos respiram a mais pura sabedoria, e têm sempre por fim nosso melhoramento e o bem da humanidade. A dos espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes trivial e mesmo grosseira; se algumas vezes dizem coisas boas e verdadeiras, mais vezes dizem nas falsas e absurdas, por malícia ou ignorância; escarnecem da credulidade e divertem-se à custa dos que os interrogam lisonjeando sua vaidade, acalentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, em toda a acepção da palavra, só têm lugar nos centros sérios, naqueles cujos membros são unidos por uma comunhão íntima de pensamento com vista no bem.
A moral dos espíritos superiores resume-se, para com os outros conta quereríamos que obrassem como a do Cristo, nesta máxima evangélica: obrar para conosco, isto é, fazer o bem e nunca o mal. O homem acha neste princípio a regra geral de conduta para suas menores ações.
Eles nos ensinam que egoísmo, orgulho, sensualidade são paixões que nos assimilam à natureza animal, aferrando-nos à matéria; que o homem que já deste mundo se desliga da matéria pelo desprezo das futilidades mundanas e pelo amor ao próximo avizinha-se da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil segundo as faculdades e os meios que Deus colocou em suas mãos para prová-los; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, porque aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir o semelhante viola a lei de Deus. Eles ensinam, enfim que, no mundo dos espíritos nada podendo ser oculto, o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas desvendadas; que a presença invisível e a todos os momentos daqueles aos quais se tiver feito mal é um dos castigos que lhes está reservado; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos espíritos são relativos; penas e gozos que nos são desconhecidos na terra.
Porém eles nos ensinam também que não há faltas irremediáveis e que não possam ser apagadas pela expiação. O homem para tal encontra o meio nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conforme seu desejo e seus esforços, no caminho do progresso e para a perfeição que é o seu alvo final.
Pelo que acabais de ouvir, senhores, deveis estar convencidos de que Espiritismo não é este desconchavo, esta alucinação que aprazem-se em pintar os inimigos de todas as idéias novas. Se, pois, encontra propugnadores, mesmo entre homens os mais adiantados e progressistas é que ele, como todas as coisas, está sujeito às leis imutáveis de Deus: tem de lutar, para vencer, porque não há vitória sem luta.
Terminando, senhores, cumpre-me agradecer-vos a benévola atenção que me dispensastes, certo de que a honra não atingindo ao indivíduo insignificante que ousou alçar a voz em obediência ao mandato de que foi encarregado, mas sim à nobre e justa causa da caridade inata no Espiritismo.
Fonte: A Voz dos Espíritos – setembro e outubro, 1946
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