Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

EMMANUEL

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:27

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EMMANUEL

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C A R N A V A L

Áureo(Espírito)
Chegou a hora de um novo carnaval, mas este que vai começar agora não será como os outros. Desta vez, a festa da carne já não será tão caracterizada pelo disfarce das fantasias, com as quais as potências malignas sempre se esmeraram em camuflar e colorir os seus mais temíveis propósitos. As máscaras não são mais tão necessárias, nem mesmo desejáveis. Agora a nudez é a norma, com toda a sua agressiva desfaçatez. Não apenas a nudez de corpos frenéticos, a nudez da carne soberana e sem freios, mas sobretudo a nudez dos pensamentos que se descobrem, acintosamente, sem qualquer pudor, na ostensiva clareza das pretensões mais abjetas.
Neste fim de tempos, com a permissão divina, para a necessária triagem, que vai finalmente separar o joio do trigo, o mal dispensa as velhas armaduras e não teme mostrar-se na completa arrogância da sua fria crueza.
O crime não escolhe mais nem hora, nem meios, nem ambientes, nem vitimas.
A festa que se prenuncia é de carne, mas de carne sangrenta, sofrida e humilhada, de carne em processo de franca decomposição, ainda antes do processo da morte física.
A violência já armou o seu cenário no grande palco do mundo e a função não tardará a começar, Nos bastidores da realidade, já começou, e dentro em pouco a cortina das conveniências será rasgada, para que o drama vingue, infrene, em toda a sua arrasadora plenitude.
A subida dos infernos é como o levantar-se do lodo dos abismos, que tolda todas as águas, antes de cristalina aparência. Não se poderia, no entanto, purificar verdadeiramente os mananciais, sem que o lodo do fundo fosse antes trazido à superfície, para ser então coado.
Os espíritos prevenidos, que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, agirão como aquelas criaturas prudentes a que os Evangelhos se referem, ao invés de deixar-se arrastar pela correnteza das aluviões sem freio e sem rumo.
Depois das orgias e dos excessos, das violências e dos enganosos triunfos da força humana, virão as lágrimas redentoras e as penas merecidas, mas a noite se escoará, com todas as suas amarguras, nas claridades sublimes e definitivas da Nova Era Cristã.
É bem de ver que, para os discípulos leais a Jesus, as horas que se aproximem, tão ansiosamente aguardadas pelos gozadores e pelos velhacos, não serão de festa, mas de vigília, de jejum e de oração, de testemunhos de renúncia e de coragem.
Isso será, porém, altamente compensador, porque é vindo o momento anunciado em que os habitantes dos "vales" devem fugir para os "montes".
Em face da turbulência que se avizinha, nós vos almejamos muita paz ao coração. E enquanto os tambores, os clarins, as balas e os impropérios estiverem poluindo o ar da Terra, que haja no íntimo de nossas almas, a ecoar como música celeste, o som excelso das promessas de amor de Nosso pai.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:18

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C A R N A V A L

Áureo(Espírito)
Chegou a hora de um novo carnaval, mas este que vai começar agora não será como os outros. Desta vez, a festa da carne já não será tão caracterizada pelo disfarce das fantasias, com as quais as potências malignas sempre se esmeraram em camuflar e colorir os seus mais temíveis propósitos. As máscaras não são mais tão necessárias, nem mesmo desejáveis. Agora a nudez é a norma, com toda a sua agressiva desfaçatez. Não apenas a nudez de corpos frenéticos, a nudez da carne soberana e sem freios, mas sobretudo a nudez dos pensamentos que se descobrem, acintosamente, sem qualquer pudor, na ostensiva clareza das pretensões mais abjetas.
Neste fim de tempos, com a permissão divina, para a necessária triagem, que vai finalmente separar o joio do trigo, o mal dispensa as velhas armaduras e não teme mostrar-se na completa arrogância da sua fria crueza.
O crime não escolhe mais nem hora, nem meios, nem ambientes, nem vitimas.
A festa que se prenuncia é de carne, mas de carne sangrenta, sofrida e humilhada, de carne em processo de franca decomposição, ainda antes do processo da morte física.
A violência já armou o seu cenário no grande palco do mundo e a função não tardará a começar, Nos bastidores da realidade, já começou, e dentro em pouco a cortina das conveniências será rasgada, para que o drama vingue, infrene, em toda a sua arrasadora plenitude.
A subida dos infernos é como o levantar-se do lodo dos abismos, que tolda todas as águas, antes de cristalina aparência. Não se poderia, no entanto, purificar verdadeiramente os mananciais, sem que o lodo do fundo fosse antes trazido à superfície, para ser então coado.
Os espíritos prevenidos, que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, agirão como aquelas criaturas prudentes a que os Evangelhos se referem, ao invés de deixar-se arrastar pela correnteza das aluviões sem freio e sem rumo.
Depois das orgias e dos excessos, das violências e dos enganosos triunfos da força humana, virão as lágrimas redentoras e as penas merecidas, mas a noite se escoará, com todas as suas amarguras, nas claridades sublimes e definitivas da Nova Era Cristã.
É bem de ver que, para os discípulos leais a Jesus, as horas que se aproximem, tão ansiosamente aguardadas pelos gozadores e pelos velhacos, não serão de festa, mas de vigília, de jejum e de oração, de testemunhos de renúncia e de coragem.
Isso será, porém, altamente compensador, porque é vindo o momento anunciado em que os habitantes dos "vales" devem fugir para os "montes".
Em face da turbulência que se avizinha, nós vos almejamos muita paz ao coração. E enquanto os tambores, os clarins, as balas e os impropérios estiverem poluindo o ar da Terra, que haja no íntimo de nossas almas, a ecoar como música celeste, o som excelso das promessas de amor de Nosso pai.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:18

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

LENDA CHINESA

A flor da honestidade

Por volta do ano 250 A.C. na China antiga, um príncipe estava às vésperas de ser coroado imperador. De acordo com a lei, ele deveria, antes, se casar.
Para escolher sua esposa, convidou todas as moças do reino para uma festa especial.
Uma velha serva do palácio, ouvindo os comentários sobre os preparativos, entristeceu-se, pois sabia que sua jovem filha amava o príncipe, profundamente.
Ao relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelos menos alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz!
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
O príncipe, então, anunciou:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
O tempo passou e a doce jovem, apesar de não ter muita jardinagem cuidava, com muita paciência e ternura, da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Por fim, os seis meses passaram e nada brotara.
Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena!
Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
A surpresa foi geral. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente a que nada tinha cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi à única que cultivou a flor que a tornou digna de se tomar uma imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:16

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LENDA CHINESA

A flor da honestidade

Por volta do ano 250 A.C. na China antiga, um príncipe estava às vésperas de ser coroado imperador. De acordo com a lei, ele deveria, antes, se casar.
Para escolher sua esposa, convidou todas as moças do reino para uma festa especial.
Uma velha serva do palácio, ouvindo os comentários sobre os preparativos, entristeceu-se, pois sabia que sua jovem filha amava o príncipe, profundamente.
Ao relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelos menos alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz!
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.
O príncipe, então, anunciou:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
O tempo passou e a doce jovem, apesar de não ter muita jardinagem cuidava, com muita paciência e ternura, da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.
Por fim, os seis meses passaram e nada brotara.
Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena!
Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
A surpresa foi geral. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente a que nada tinha cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi à única que cultivou a flor que a tornou digna de se tomar uma imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:16

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CARNAVAL, MAIS UM FERIADO

Escreve: José Henrique Baldin

O Carnaval não é um privilégio e invenção de brasileiros. Bem antes do surgimento do Cristo, homens, mulheres e crianças já usavam máscaras e corpos pintados para afastar demônios e maus presságios. O nome, vem de uma festa romana e egípcia , no inicio de janeiro em homenagem ao Deus Saturno, quando carros alegóricos (à cavalo) desfilavam com homens e mulheres. Eram os carrum navalis, daí a origem da palavra "carnaval". Como no Brasil, em Roma as festas Saturnais (homenagem ao Deus Saturno) tinham tanta importância que tribunais e escolas fechavam, julgamentos eram suspendidos e execuções criminais eram postergadas, não haviam distinções sociais, os escravos tinha liberdade provisória. As pessoas saiam às ruas para dançar. Era uma "alegria" só. Também era um carnaval quando os exércitos vencedores voltavam às suas cidades, desfilando pelas ruas.

Em fevereiro, os romanos comemoravam o "Lupercals" em homenagem ao Deus Pan. Esta festa envolvia a celebração da fertilidade. Quanto aos egípcios, a festa tradicional deles eram pagas em homenagem à Deusa Isis e ao Bull Apis. Todas as civilizações antigas tiveram estas festas baseadas na orgia, e esta tradição era passada a todas as pessoas.

Quando o Cristianismo apareceu estas festividades estavam profundamente enraizadas nos costumes. Mais tarde foram tolerados pela Igreja Católica, que determinou que o carnaval sempre ocorreria sete semanas antes da páscoa. O Carnaval é colocado no calendário dependendo da sexta feira santa (paixão), que corresponde à sexta-feira após a primeira lua cheia depois de 21 de março.

Hoje, o carnaval continua fiel à sua origem. Pior, pois foram acrescentadas as drogas, o uso exagerado de bebidas alcóolicas e a sexualidade exagerada. Como dizem, tudo é permitido nos quatro dias de folia. Com esta “alegria” toda na cabeça, imagine o que fazemos, pois perdemos a principal ferramenta do nosso Espírito, a Razão. Os Espíritos superiores nos ensinam que os Espíritos influenciam nosso pensamento mais do que supomos. Imagine se perdêssemos a razão para discernir o certo do errado!

No carnaval, enfim, tudo é válido pela "Alegria". Traduzindo: tudo é válido pelos prazeres da matéria. É bom pensarmos um pouco nisto: o que esta festa traz ao nosso Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? Será que esta festa faz de nós homens ou mulheres melhores? Edifica o nosso Espírito? Vivemos para a nossa vida presente que é passageira ou para a nossa vida futura que é eterna?

No Brasil, o carnaval é, além de tudo, um grande feriado. Para o brasileiro não há coisa melhor. Tudo justifica feriado. Copa do mundo, olimpíadas, eleições, feriados religiosos etc. E isso porque são apenas os católicos, pois se forem criados de outras religiões, teríamos mais feriados do que dias de trabalho.

Pela Doutrina Espírita aprendemos que o trabalho dignifica o homem. Na codificação encontramos que através do trabalho desenvolvemos a inteligência e a convivência social faz com que desenvolvamos o senso moral. Por isso o trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, tira os jovens das ruas, tira os desempregados da fome e até da criminalidade.

Existem alguns centros espíritas que fecham suas portas nos feriados. Dizem que precisam descansar. Ou seja, uma pessoa que precise de orientação, ou que esteja sofrendo de obsessão, se tiver a infelicidade de ser em dia feriado vai ter que esperar para ser atendida. Resta saber se existe feriado no mundo espiritual. Quando Jesus curava aos sábados, quando o costume da época não permitia, disse: "Por que não posso curar aos sábados se meu Pai trabalha sempre?".

Já que não temos como evitar os feriados no nosso país, por que não aproveitamos para fazer algo que tenha utilidade para nossa edificação? Como por exemplo, ler, visitar os doentes, trabalhar em favor dos necessitados e outras tantas formas de sermos úteis à comunidade.
Sabemos que o verdadeiro alimento do Espírito não está nos prazeres mundanos e provisórios e sim nos prazeres espirituais que são eternos. Jesus afirmava que aquele que alimenta seu Espírito com os prazeres do mundo espiritual jamais terá fome ou sede. Exercitemos essa prática salutar para que tenhamos algo a apresentar quando chegar a hora.

Texto publicado no site em 12/02/99
NovaVoz – Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto – SP
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:00

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CARNAVAL, MAIS UM FERIADO

Escreve: José Henrique Baldin

O Carnaval não é um privilégio e invenção de brasileiros. Bem antes do surgimento do Cristo, homens, mulheres e crianças já usavam máscaras e corpos pintados para afastar demônios e maus presságios. O nome, vem de uma festa romana e egípcia , no inicio de janeiro em homenagem ao Deus Saturno, quando carros alegóricos (à cavalo) desfilavam com homens e mulheres. Eram os carrum navalis, daí a origem da palavra "carnaval". Como no Brasil, em Roma as festas Saturnais (homenagem ao Deus Saturno) tinham tanta importância que tribunais e escolas fechavam, julgamentos eram suspendidos e execuções criminais eram postergadas, não haviam distinções sociais, os escravos tinha liberdade provisória. As pessoas saiam às ruas para dançar. Era uma "alegria" só. Também era um carnaval quando os exércitos vencedores voltavam às suas cidades, desfilando pelas ruas.

Em fevereiro, os romanos comemoravam o "Lupercals" em homenagem ao Deus Pan. Esta festa envolvia a celebração da fertilidade. Quanto aos egípcios, a festa tradicional deles eram pagas em homenagem à Deusa Isis e ao Bull Apis. Todas as civilizações antigas tiveram estas festas baseadas na orgia, e esta tradição era passada a todas as pessoas.

Quando o Cristianismo apareceu estas festividades estavam profundamente enraizadas nos costumes. Mais tarde foram tolerados pela Igreja Católica, que determinou que o carnaval sempre ocorreria sete semanas antes da páscoa. O Carnaval é colocado no calendário dependendo da sexta feira santa (paixão), que corresponde à sexta-feira após a primeira lua cheia depois de 21 de março.

Hoje, o carnaval continua fiel à sua origem. Pior, pois foram acrescentadas as drogas, o uso exagerado de bebidas alcóolicas e a sexualidade exagerada. Como dizem, tudo é permitido nos quatro dias de folia. Com esta “alegria” toda na cabeça, imagine o que fazemos, pois perdemos a principal ferramenta do nosso Espírito, a Razão. Os Espíritos superiores nos ensinam que os Espíritos influenciam nosso pensamento mais do que supomos. Imagine se perdêssemos a razão para discernir o certo do errado!

No carnaval, enfim, tudo é válido pela "Alegria". Traduzindo: tudo é válido pelos prazeres da matéria. É bom pensarmos um pouco nisto: o que esta festa traz ao nosso Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? Será que esta festa faz de nós homens ou mulheres melhores? Edifica o nosso Espírito? Vivemos para a nossa vida presente que é passageira ou para a nossa vida futura que é eterna?

No Brasil, o carnaval é, além de tudo, um grande feriado. Para o brasileiro não há coisa melhor. Tudo justifica feriado. Copa do mundo, olimpíadas, eleições, feriados religiosos etc. E isso porque são apenas os católicos, pois se forem criados de outras religiões, teríamos mais feriados do que dias de trabalho.

Pela Doutrina Espírita aprendemos que o trabalho dignifica o homem. Na codificação encontramos que através do trabalho desenvolvemos a inteligência e a convivência social faz com que desenvolvamos o senso moral. Por isso o trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, tira os jovens das ruas, tira os desempregados da fome e até da criminalidade.

Existem alguns centros espíritas que fecham suas portas nos feriados. Dizem que precisam descansar. Ou seja, uma pessoa que precise de orientação, ou que esteja sofrendo de obsessão, se tiver a infelicidade de ser em dia feriado vai ter que esperar para ser atendida. Resta saber se existe feriado no mundo espiritual. Quando Jesus curava aos sábados, quando o costume da época não permitia, disse: "Por que não posso curar aos sábados se meu Pai trabalha sempre?".

Já que não temos como evitar os feriados no nosso país, por que não aproveitamos para fazer algo que tenha utilidade para nossa edificação? Como por exemplo, ler, visitar os doentes, trabalhar em favor dos necessitados e outras tantas formas de sermos úteis à comunidade.
Sabemos que o verdadeiro alimento do Espírito não está nos prazeres mundanos e provisórios e sim nos prazeres espirituais que são eternos. Jesus afirmava que aquele que alimenta seu Espírito com os prazeres do mundo espiritual jamais terá fome ou sede. Exercitemos essa prática salutar para que tenhamos algo a apresentar quando chegar a hora.

Texto publicado no site em 12/02/99
NovaVoz – Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto – SP
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:00

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

SOBRE O CARNAVAL

SOBRE O CARNAVAL
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939.
(Encartado também na Revista Internacional de Espiritismo,
exemplar de Janeiro de 2001 páginas 565 e 566 - Editora O Clarim).
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:35

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SOBRE O CARNAVAL

SOBRE O CARNAVAL
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939.
(Encartado também na Revista Internacional de Espiritismo,
exemplar de Janeiro de 2001 páginas 565 e 566 - Editora O Clarim).
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:35

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