Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

CONVITE A RENOVAÇÃO

"... Transformai-vos pela renovação da vossa mente,
para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus."

(Romanos: 12-2)

Ante os freqüentes insucessos, que te deixam sulcos vigorosos, imperioso
examinar em profundidade suas causas determinantes.

Os métodos arraigados decorrentes de hábitos prolongados promovem
lamentáveis resultados.

Renovação é medida urgente face ao impositivo da revisão de conceitos
e atitudes a que te aferras.

O processo da evolução estabelece medidas seguras para a atualização
de postulados e promoção de serviços.

O cristão não se deve, pois, marginalizar, fixando-se em situações
distantes das conquistas do conhecimento tecnológico.

Como renovação entenda-se acréscimo de cultura, desdobramento de
atividades, metodologia escorreita e intercâmbio fraterno.

A aparência singela nem sempre reflete simplicidade, tanto quanto
o aspecto soberbo não traduz obrigatoriamente orgulho vão.

As conquistas íntimas são bênçãos que armazenas a favor da própria
iluminação. Para consegui-las, justo insistir na busca das diretrizes
seguras em relação aos deveres superiores, mediante a penetração
no cerne das convicções esposadas.

Renovação é, também, disposição para abandonar os conceitos ultrapassados,
produzindo revolução íntima, a penoso esforço, a fim de se adaptarem
às valiosas informações da cultura hodierna, capazes de dinamizar os
recursos em latência ou desdobrar os que se encontram em utilização, para
lobrigar os salutares e elevados resultados.

Busca, dessa forma, a contribuição dos cooperadores do progresso e
aplica-a nos teus misteres, renovando-te, do que decorrerá inusitado êxito
nos teus labores.

A "transformação pela renovação da mente" — já asseverava Paulo — leva o homem a
"provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Se os teus insucessos não decorrem dos impositivos cármicos a que te encontras subordinado, a renovação como terapêutica eficiente te ajudará a ascender e harmonizar os teus objetivos com o bem de todos sob a concessão do Excelso Bem.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Convites da Vida]
[Editora LEAL]
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:27

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CONVITE A RENOVAÇÃO

"... Transformai-vos pela renovação da vossa mente,
para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus."

(Romanos: 12-2)

Ante os freqüentes insucessos, que te deixam sulcos vigorosos, imperioso
examinar em profundidade suas causas determinantes.

Os métodos arraigados decorrentes de hábitos prolongados promovem
lamentáveis resultados.

Renovação é medida urgente face ao impositivo da revisão de conceitos
e atitudes a que te aferras.

O processo da evolução estabelece medidas seguras para a atualização
de postulados e promoção de serviços.

O cristão não se deve, pois, marginalizar, fixando-se em situações
distantes das conquistas do conhecimento tecnológico.

Como renovação entenda-se acréscimo de cultura, desdobramento de
atividades, metodologia escorreita e intercâmbio fraterno.

A aparência singela nem sempre reflete simplicidade, tanto quanto
o aspecto soberbo não traduz obrigatoriamente orgulho vão.

As conquistas íntimas são bênçãos que armazenas a favor da própria
iluminação. Para consegui-las, justo insistir na busca das diretrizes
seguras em relação aos deveres superiores, mediante a penetração
no cerne das convicções esposadas.

Renovação é, também, disposição para abandonar os conceitos ultrapassados,
produzindo revolução íntima, a penoso esforço, a fim de se adaptarem
às valiosas informações da cultura hodierna, capazes de dinamizar os
recursos em latência ou desdobrar os que se encontram em utilização, para
lobrigar os salutares e elevados resultados.

Busca, dessa forma, a contribuição dos cooperadores do progresso e
aplica-a nos teus misteres, renovando-te, do que decorrerá inusitado êxito
nos teus labores.

A "transformação pela renovação da mente" — já asseverava Paulo — leva o homem a
"provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Se os teus insucessos não decorrem dos impositivos cármicos a que te encontras subordinado, a renovação como terapêutica eficiente te ajudará a ascender e harmonizar os teus objetivos com o bem de todos sob a concessão do Excelso Bem.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Convites da Vida]
[Editora LEAL]
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:27

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

REFLEXÕES SOBRE A INGRATIDÃO

“A ingratidão, que é desapreço, apresenta-se como grave imperfeição da alma,que deve ser corrigida” – Joanna de Ângelis(“Jesus e atualidade” – capítulo19).

Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”,capítulo 13, item 19, o Guia Protetor
observa que Deus permite que, muitas vezes,sejamos pagos com a ingratidão, não
necessariamente porque seja nosso merecimento,mas sim para que seja testada a
nossa capacidade de perseverar no bem.
Mas tal perseverança é fruto de um prolongado processo de entendimento. É preciso que saibamos abstrair a imperfeição da alma do nosso semelhante e admitir que um benefício jamais se perde, mesmo que tenha sido pago com a ingratidão.
Certa vez, ao comentar com meu pai um fato ocorrido com ele, no qual foi alvo de dolorosa ingratidão, recebi um profundo ensinamento que sempre norteou as minhas ações: na linha de que um benefício jamais se perde, respondeu-me que se a
pessoa beneficiada não havia entendido o que recebera, ele não deixava de considerar
o bem proporcionado como única coisa que poderia ter feito. Havia cumprido as
ordenanças de sua consciência. Quanto ao beneficiado, um dia haveria de cumprir as
ordenanças de sua responsabilidade... Jamais a ingratidão o faria refrear o bem.
Sem dúvida, muito maior que a ingratidão, é a semente do bem que fica plantada na aridez da alma do ingrato.
Mais tarde, quando essa alma se fertilizar pelo suor do aprendizado e se fortalecer
pela força da razão, vai recordar-se de tudo o que recebeu um dia e não retribuiu.
Nesse momento, o bem recebido terá continuidade e se estenderá pela eternidade, só
que agora potencializado pelas lágrimas de agradecimento do ex-ingrato.
Agostinho nos ensina que de todas as provas as mais duras são as do coração... sendo a ingratidão um dos frutos diretos do egoísmo. É realmente no coração onde ela mais se manifesta, e deve ser também ali, sede abstrata do amor, que o homem deve encontrar forças para superar os impactos que sofre, evitando a amargura, a mágoa e o ressentimento, poderosos venenos da alma e, na maioria das vezes, origem de tantas perseguições e ódios centenários, que as Casas Espíritas conhecem em suas reuniões de assistência espiritual.
O Espírito Albino Teixeira, em mensagem psicografada por Chico Xavier, em março de 1964, na Comunhão Espírita Cristã, de Uberaba (MG), disse:
“Quando o fracasso nos desafia de perto, quando a tentação e a enfermidade nos visitam, quando a nossa esperança se dissolve no sofrimento, quando a provação se nos afigura invencível, quando somos apontados pelo dedo da injúria, quando os próprios amigos nos abandonam, quando todas as circunstâncias nos contrariam,
quando a mágoa aparece, quando a incompreensão nos procura, ameaçadora, quando somos intimados a esquecer-nos, em benefício dos outros... Então é chegado para nós o teste do aproveitamento espiritual, na Escola da Vida, para efeito de promoção.”
O remédio para a ingratidão é o esquecimento, assim como a prevenção da mágoa é não acolhê-la, e nisso temos o exemplo do Mestre dos Mestres que, no meio da enorme turbulência do seu martírio, não acolheu a mágoa pela ingratidão sofrida, e sim ocupou seu coração em pedir ao Pai que perdoasse seus algozes, simplesmente porque eles não sabiam o que estavam fazendo...
E será que os ingratos de todos os tempos, sabem?

Assaruhy Franco de Moraes
retirado do boletim SEI nº1910
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 20:07

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REFLEXÕES SOBRE A INGRATIDÃO

“A ingratidão, que é desapreço, apresenta-se como grave imperfeição da alma,que deve ser corrigida” – Joanna de Ângelis(“Jesus e atualidade” – capítulo19).

Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”,capítulo 13, item 19, o Guia Protetor
observa que Deus permite que, muitas vezes,sejamos pagos com a ingratidão, não
necessariamente porque seja nosso merecimento,mas sim para que seja testada a
nossa capacidade de perseverar no bem.
Mas tal perseverança é fruto de um prolongado processo de entendimento. É preciso que saibamos abstrair a imperfeição da alma do nosso semelhante e admitir que um benefício jamais se perde, mesmo que tenha sido pago com a ingratidão.
Certa vez, ao comentar com meu pai um fato ocorrido com ele, no qual foi alvo de dolorosa ingratidão, recebi um profundo ensinamento que sempre norteou as minhas ações: na linha de que um benefício jamais se perde, respondeu-me que se a
pessoa beneficiada não havia entendido o que recebera, ele não deixava de considerar
o bem proporcionado como única coisa que poderia ter feito. Havia cumprido as
ordenanças de sua consciência. Quanto ao beneficiado, um dia haveria de cumprir as
ordenanças de sua responsabilidade... Jamais a ingratidão o faria refrear o bem.
Sem dúvida, muito maior que a ingratidão, é a semente do bem que fica plantada na aridez da alma do ingrato.
Mais tarde, quando essa alma se fertilizar pelo suor do aprendizado e se fortalecer
pela força da razão, vai recordar-se de tudo o que recebeu um dia e não retribuiu.
Nesse momento, o bem recebido terá continuidade e se estenderá pela eternidade, só
que agora potencializado pelas lágrimas de agradecimento do ex-ingrato.
Agostinho nos ensina que de todas as provas as mais duras são as do coração... sendo a ingratidão um dos frutos diretos do egoísmo. É realmente no coração onde ela mais se manifesta, e deve ser também ali, sede abstrata do amor, que o homem deve encontrar forças para superar os impactos que sofre, evitando a amargura, a mágoa e o ressentimento, poderosos venenos da alma e, na maioria das vezes, origem de tantas perseguições e ódios centenários, que as Casas Espíritas conhecem em suas reuniões de assistência espiritual.
O Espírito Albino Teixeira, em mensagem psicografada por Chico Xavier, em março de 1964, na Comunhão Espírita Cristã, de Uberaba (MG), disse:
“Quando o fracasso nos desafia de perto, quando a tentação e a enfermidade nos visitam, quando a nossa esperança se dissolve no sofrimento, quando a provação se nos afigura invencível, quando somos apontados pelo dedo da injúria, quando os próprios amigos nos abandonam, quando todas as circunstâncias nos contrariam,
quando a mágoa aparece, quando a incompreensão nos procura, ameaçadora, quando somos intimados a esquecer-nos, em benefício dos outros... Então é chegado para nós o teste do aproveitamento espiritual, na Escola da Vida, para efeito de promoção.”
O remédio para a ingratidão é o esquecimento, assim como a prevenção da mágoa é não acolhê-la, e nisso temos o exemplo do Mestre dos Mestres que, no meio da enorme turbulência do seu martírio, não acolheu a mágoa pela ingratidão sofrida, e sim ocupou seu coração em pedir ao Pai que perdoasse seus algozes, simplesmente porque eles não sabiam o que estavam fazendo...
E será que os ingratos de todos os tempos, sabem?

Assaruhy Franco de Moraes
retirado do boletim SEI nº1910
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 20:07

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

A FORÇA DO EXEMPLO

Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus.
Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando – exemplo de amor!
Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha – exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi:
“Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?”
Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campainha de sua residência. Alguém presto resolve o seu problema – exemplo de solidariedade!
A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando – exemplo de fé! Vem-me à mente outro ensinamento: “O templo que o homem ergue seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o infeliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem.”
Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os “bons tempos” e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles dizendo:
“Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma.”
Respiro a longos haustos. Observo um lindo prédio e penso como seria bom construir um edifício da paz com os tijolos da cooperação e a argamassa da caridade.
Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias – exemplo de trabalho!
O tempo transcorre. Continuo com minhas observações.
Um lindo jardim surge à minha frente. Paro extasiado e meus olhos brilham de encantamento – exemplo de beleza! Um pensamento, outrora anotado, surge de repente: “A beleza não está somente nas flores do jardim, mas, antes de tudo, nos olhos de quem as admira.”
Ao lado, recostado em frondosa árvore, um casal dá vazão ao seu sentimento, entre beijos, abraços e juras de amor – exemplo de afeto! Um poeta disse: “O amor é a doce presença da alegria, que envolve as criaturas em harmonias luarizantes e duradouras.”
Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida – exemplo do vício. Pitágoras exarou um dia: “Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio.”
Um senhor de aproximadamente 60 anos faz seu cooper, disposto e consciente da preservação física. Cumprimenta-me com um sorriso e prossegue feliz – exemplo de vitalidade!
Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito atende-me com carinho e atenção – exemplo de gentileza! Na vitrina deparo com um extraordinário pensamento do Pe. Antonio Vieira: “O livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.”
Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna – exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento: “Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante.”
Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: “O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou a casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore.”
Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o Alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros. A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gorjeiam.
Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado:
“É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura.” – Sêneca.
“Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco; na infância, então, é onipotente.” – Fénelon.
“As palavras comovem, os exemplos arrastam.” – Provérbio árabe.
“Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas.” – Pe. Manuel Bernardes.
“(...) vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós.” – Jesus.
Retorno ao lar, meditando numa bela frase da autora espiritual Joanna de Ângelis:
“Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade.”

DALTRO RIGUEIRA VIANNA
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:43

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A FORÇA DO EXEMPLO

Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus.
Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando – exemplo de amor!
Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha – exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi:
“Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?”
Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campainha de sua residência. Alguém presto resolve o seu problema – exemplo de solidariedade!
A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando – exemplo de fé! Vem-me à mente outro ensinamento: “O templo que o homem ergue seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o infeliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem.”
Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os “bons tempos” e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles dizendo:
“Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma.”
Respiro a longos haustos. Observo um lindo prédio e penso como seria bom construir um edifício da paz com os tijolos da cooperação e a argamassa da caridade.
Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias – exemplo de trabalho!
O tempo transcorre. Continuo com minhas observações.
Um lindo jardim surge à minha frente. Paro extasiado e meus olhos brilham de encantamento – exemplo de beleza! Um pensamento, outrora anotado, surge de repente: “A beleza não está somente nas flores do jardim, mas, antes de tudo, nos olhos de quem as admira.”
Ao lado, recostado em frondosa árvore, um casal dá vazão ao seu sentimento, entre beijos, abraços e juras de amor – exemplo de afeto! Um poeta disse: “O amor é a doce presença da alegria, que envolve as criaturas em harmonias luarizantes e duradouras.”
Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida – exemplo do vício. Pitágoras exarou um dia: “Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio.”
Um senhor de aproximadamente 60 anos faz seu cooper, disposto e consciente da preservação física. Cumprimenta-me com um sorriso e prossegue feliz – exemplo de vitalidade!
Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito atende-me com carinho e atenção – exemplo de gentileza! Na vitrina deparo com um extraordinário pensamento do Pe. Antonio Vieira: “O livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.”
Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna – exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento: “Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante.”
Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: “O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou a casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore.”
Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o Alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros. A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gorjeiam.
Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado:
“É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura.” – Sêneca.
“Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco; na infância, então, é onipotente.” – Fénelon.
“As palavras comovem, os exemplos arrastam.” – Provérbio árabe.
“Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas.” – Pe. Manuel Bernardes.
“(...) vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós.” – Jesus.
Retorno ao lar, meditando numa bela frase da autora espiritual Joanna de Ângelis:
“Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade.”

DALTRO RIGUEIRA VIANNA
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:43

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Domingo, 2 de Novembro de 2008

PERANTE A DOR ALHEIA

Quando alguém se corta, se machuca, quando possui uma enfermidade que provoca dores, essa pessoa grita, essa pessoa procura um remédio para diminuir a sua dor, essa pessoa chora. Então, a dor física é uma dor que provoca uma reação, também física, e a busca de um lenitivo. Quem nunca passou por terríveis dores de cabeça e de dente? Quer logo um medicamento para sanar essa dor... Então, é o instinto natural de defesa da pessoa: sentiu dor, procura um medicamento; adoeceu, procura um médico.
Mas, as dores espirituais são silenciosas e difíceis, às vezes, de serem compreendidas por aqueles que estão de fora, porque cada um é senhor da sua alma, cada um é dono absoluto dos seus sentimentos e, só ele, sabe explicar e compreender esses sentimentos. Então, para que alguém possa invadir o campo do sentimento de alguém, é preciso de que este alguém esteja disposto a falar, sensível à ajuda e disposto a procurar o medicamento para a sua cura.
Quase todas as dores morais, espirituais, estão no comportamento da pessoa ou de outras pessoas, interferindo nos sentimentos das criaturas. É preciso, então, buscar aqueles recursos que, nós sabemos, funcionam no campo da alma: a prece, para ter equilíbrio; a leitura edificante, para a disciplina; muita cautela, para não ter, como coniventes, pessoas que possam agravar as dores espirituais e morais. É necessário saber, então, como vai falar, com quem vai falar e a hora que vai falar.
Nós, do plano espiritual, observamos que, na grande maioria, as pessoas são incapazes de compreender a dor da outra, por isso, não conseguem ajudar. As pessoas que conseguem ajudar são aquelas que, realmente, se apagam nas suas limitações, trancam a porta dos deus traumas, das suas neuroses, para entender as neuroses e os traumas dos outros. Mas, na grande maioria, mesmo as pessoas muitos ligadas diretamente, por elos até biológicos e de afetividade – porque, nem sempre, os elos biológicos estão ligados ao campo da afetividade, às vezes estão ligados ao campo provacional - essas pessoas, às vezes, não são capazes de entender porque o outro sofre, a extensão do que o outro sofre. Diante, às vezes, de uma reação de desequilíbrio extremo, mesmo assim, não é capaz de ver que ali tem uma alma gritando de dor, de insegurança, de desespero, de carência.
A prece será sempre a busca de um remédio com o médico das almas, que é Jesus. Através da prece nós recebemos ajuda dos amigos que estão altamente ligados a nós, mantemos uma convivência salutar com a luz, nos fortalecemos dentro dos nossos princípios renovadores, encontramos aquilo que buscamos dentro do nosso ser, no âmago mais profundo do nosso coração. A prece será sempre o recurso maior e aquela necessidade de conversar com Deus, usando intermediários diretos e indiretos dele, é muito importante, porque vamos buscar os seres que estão disponíveis, às vezes, esses seres nos cercam com extremo amor. Vocês são cercados de entidades inferiores, de entidades sofredoras, de entidades intrusas e oportunistas, imaginam vocês que não são cercados de entidades bondosas, amigas, preocupadas com o trabalho, felizes por ver que vocês debruçam diante do trabalho redentor, com isso levam consolo e, ao mesmo tempo, crescem? Claro que qualquer gota de trabalho, nesse oceano imenso de necessidade é um sol imenso de luz, nas trevas densas de cada um.
Que esse médico das almas possa ajudar a todos vocês.

Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos,
dia 02/03/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:13

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PERANTE A DOR ALHEIA

Quando alguém se corta, se machuca, quando possui uma enfermidade que provoca dores, essa pessoa grita, essa pessoa procura um remédio para diminuir a sua dor, essa pessoa chora. Então, a dor física é uma dor que provoca uma reação, também física, e a busca de um lenitivo. Quem nunca passou por terríveis dores de cabeça e de dente? Quer logo um medicamento para sanar essa dor... Então, é o instinto natural de defesa da pessoa: sentiu dor, procura um medicamento; adoeceu, procura um médico.
Mas, as dores espirituais são silenciosas e difíceis, às vezes, de serem compreendidas por aqueles que estão de fora, porque cada um é senhor da sua alma, cada um é dono absoluto dos seus sentimentos e, só ele, sabe explicar e compreender esses sentimentos. Então, para que alguém possa invadir o campo do sentimento de alguém, é preciso de que este alguém esteja disposto a falar, sensível à ajuda e disposto a procurar o medicamento para a sua cura.
Quase todas as dores morais, espirituais, estão no comportamento da pessoa ou de outras pessoas, interferindo nos sentimentos das criaturas. É preciso, então, buscar aqueles recursos que, nós sabemos, funcionam no campo da alma: a prece, para ter equilíbrio; a leitura edificante, para a disciplina; muita cautela, para não ter, como coniventes, pessoas que possam agravar as dores espirituais e morais. É necessário saber, então, como vai falar, com quem vai falar e a hora que vai falar.
Nós, do plano espiritual, observamos que, na grande maioria, as pessoas são incapazes de compreender a dor da outra, por isso, não conseguem ajudar. As pessoas que conseguem ajudar são aquelas que, realmente, se apagam nas suas limitações, trancam a porta dos deus traumas, das suas neuroses, para entender as neuroses e os traumas dos outros. Mas, na grande maioria, mesmo as pessoas muitos ligadas diretamente, por elos até biológicos e de afetividade – porque, nem sempre, os elos biológicos estão ligados ao campo da afetividade, às vezes estão ligados ao campo provacional - essas pessoas, às vezes, não são capazes de entender porque o outro sofre, a extensão do que o outro sofre. Diante, às vezes, de uma reação de desequilíbrio extremo, mesmo assim, não é capaz de ver que ali tem uma alma gritando de dor, de insegurança, de desespero, de carência.
A prece será sempre a busca de um remédio com o médico das almas, que é Jesus. Através da prece nós recebemos ajuda dos amigos que estão altamente ligados a nós, mantemos uma convivência salutar com a luz, nos fortalecemos dentro dos nossos princípios renovadores, encontramos aquilo que buscamos dentro do nosso ser, no âmago mais profundo do nosso coração. A prece será sempre o recurso maior e aquela necessidade de conversar com Deus, usando intermediários diretos e indiretos dele, é muito importante, porque vamos buscar os seres que estão disponíveis, às vezes, esses seres nos cercam com extremo amor. Vocês são cercados de entidades inferiores, de entidades sofredoras, de entidades intrusas e oportunistas, imaginam vocês que não são cercados de entidades bondosas, amigas, preocupadas com o trabalho, felizes por ver que vocês debruçam diante do trabalho redentor, com isso levam consolo e, ao mesmo tempo, crescem? Claro que qualquer gota de trabalho, nesse oceano imenso de necessidade é um sol imenso de luz, nas trevas densas de cada um.
Que esse médico das almas possa ajudar a todos vocês.

Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos,
dia 02/03/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:13

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