Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

CONVERSÃO AO ESPIRITISMO

NO DIA 24 DE ABRIL DE 1984 DESENCARNAVA NO RIO DE JANEIRO. DEOLINDO AMORIM, JORNALISTA E ESCRITOR DE IDEALIZOU OS CONGRESSOS DOS JORNALISTAS E ESCRITORES ESPÍRITAS, A ABRAJEE E O INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DO BRASIL.
Apesar das dificuldades que enfrenta contra o preconceito e a ignorância, o Espiritismo triunfará.
Como os Espíritos Superiores disseram a Allan Kardec, o Espiritismo está em a natureza e nada se lhe poderá opor.
Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, o Espiritismo não logrará a adesão das massas aos seus postulados, qual se, de um instante para o outro, todos se lhe rendessem à lógica insofismável.
A conversão à Doutrina Espírita, semelhante ao que aconteceu com o Cristianismo, acontecerá de maneira individual, subordinando-se ao amadurecimento de cada alma.
É o que temos visto acontecer em toda parte...
Chegado o momento, mesmo sem terem sequer conhecimento da existência da filosofia espírita, os homens, intuitivamente, abraçam os seus princípios e tornam-se partidários da Reencarnação, da Lei de Causa e Efeito, da Mediunidade, da Pluralidade dos Mundos Habitados...
Acontece com os homens de hoje, em relação à conversão espírita, o que aconteceu com os cristãos dos primeiros tempos, quando, deixando tudo o que estavam fazendo, decidiam-se a seguir o Senhor, atraídos pela sinceridade de suas palavras.
Neste sentido, ainda queremos ressaltar que, embora o fenômeno mediúnico seja um caminho para a conversão dos homens às realidade do Mundo Invisível, a conversão genuína que se opera em profundidade é aquela que é fruto da razão. Os que se convencem porque viram poderão duvidar mais tarde, crendo-se vítimas da ilusão, mas os que se convertem porque entenderam jamais desfalecerão na fé, sejam quais forem os motivos à decepção que venham sofrer.
Assim, prossigamos na tarefa da divulgação espírita, sem outra ansiedade que não seja a de vivenciarmos os postulados da Terceira Revelação.
Preocupando-nos com a construção da Reino de Deus em nós, estaremos dando a nossa mais efetiva colaboração para a sua edificação sobre a Terra.
Abracemos o Espiritismo com tranqüilidade, sem a preocupação de impormos a nossa fé aos outros, porque a violência não consta das Leis que regem a Vida.
Enquanto não teve a sua "entrevista pessoal" com o Cristo, na solidão do deserto escaldante, Paulo não converteu-se ao Evangelho do qual tornou-se fiel defensor até o fim de seus dias...
Muitos dos que tiveram a abençoada oportunidade de ouvir o Senhor não aceitaram a Verdade que ele anunciava senão depois de serem chamados a reflexões mais profundas através da dor.
Semeemos a boa semente e deixemos, com Deus, o seu crescimento.
A nossa tarefa é a de, incansavelmente, semear, na certeza de que as sementes que caírem em terreno fértil haverão de germinar a seu tempo.
Meditemos que, passados dois mil anos, o Senhor pacientemente ainda espera que os homens descerrem o coração à Boa Nova, na expectativa do despertar de cada consciência.
Deolindo Amorim(Do livro "Irmãos do Caminho", - Carlos A. Baccelli - Espíritos Diversos"
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:23

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CONVERSÃO AO ESPIRITISMO

NO DIA 24 DE ABRIL DE 1984 DESENCARNAVA NO RIO DE JANEIRO. DEOLINDO AMORIM, JORNALISTA E ESCRITOR DE IDEALIZOU OS CONGRESSOS DOS JORNALISTAS E ESCRITORES ESPÍRITAS, A ABRAJEE E O INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DO BRASIL.
Apesar das dificuldades que enfrenta contra o preconceito e a ignorância, o Espiritismo triunfará.
Como os Espíritos Superiores disseram a Allan Kardec, o Espiritismo está em a natureza e nada se lhe poderá opor.
Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, o Espiritismo não logrará a adesão das massas aos seus postulados, qual se, de um instante para o outro, todos se lhe rendessem à lógica insofismável.
A conversão à Doutrina Espírita, semelhante ao que aconteceu com o Cristianismo, acontecerá de maneira individual, subordinando-se ao amadurecimento de cada alma.
É o que temos visto acontecer em toda parte...
Chegado o momento, mesmo sem terem sequer conhecimento da existência da filosofia espírita, os homens, intuitivamente, abraçam os seus princípios e tornam-se partidários da Reencarnação, da Lei de Causa e Efeito, da Mediunidade, da Pluralidade dos Mundos Habitados...
Acontece com os homens de hoje, em relação à conversão espírita, o que aconteceu com os cristãos dos primeiros tempos, quando, deixando tudo o que estavam fazendo, decidiam-se a seguir o Senhor, atraídos pela sinceridade de suas palavras.
Neste sentido, ainda queremos ressaltar que, embora o fenômeno mediúnico seja um caminho para a conversão dos homens às realidade do Mundo Invisível, a conversão genuína que se opera em profundidade é aquela que é fruto da razão. Os que se convencem porque viram poderão duvidar mais tarde, crendo-se vítimas da ilusão, mas os que se convertem porque entenderam jamais desfalecerão na fé, sejam quais forem os motivos à decepção que venham sofrer.
Assim, prossigamos na tarefa da divulgação espírita, sem outra ansiedade que não seja a de vivenciarmos os postulados da Terceira Revelação.
Preocupando-nos com a construção da Reino de Deus em nós, estaremos dando a nossa mais efetiva colaboração para a sua edificação sobre a Terra.
Abracemos o Espiritismo com tranqüilidade, sem a preocupação de impormos a nossa fé aos outros, porque a violência não consta das Leis que regem a Vida.
Enquanto não teve a sua "entrevista pessoal" com o Cristo, na solidão do deserto escaldante, Paulo não converteu-se ao Evangelho do qual tornou-se fiel defensor até o fim de seus dias...
Muitos dos que tiveram a abençoada oportunidade de ouvir o Senhor não aceitaram a Verdade que ele anunciava senão depois de serem chamados a reflexões mais profundas através da dor.
Semeemos a boa semente e deixemos, com Deus, o seu crescimento.
A nossa tarefa é a de, incansavelmente, semear, na certeza de que as sementes que caírem em terreno fértil haverão de germinar a seu tempo.
Meditemos que, passados dois mil anos, o Senhor pacientemente ainda espera que os homens descerrem o coração à Boa Nova, na expectativa do despertar de cada consciência.
Deolindo Amorim(Do livro "Irmãos do Caminho", - Carlos A. Baccelli - Espíritos Diversos"
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:23

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

ACERCA DA PENA DA MORTE



Indaga você como apreciam os desencarnados a instituição da pena de morte, e acrescenta: – “não será justo subtrair o corpo ao espírito que se fez criminoso? será lícito permitir a comunhão de um tarado com as pessoas normais?”
E daqui poderíamos argumentar: – quem de nós terá usado o corpo como devia? quem terá atingido a estatura espiritual da verdadeira humanidade para considerar-se em plenitude de equilíbrio?
A execução de uma sentença de morte, na maioria dos casos, é a libertação prematura da alma que se arrojou ao despenhadeiro da sombra. E sabemos que só a pena de viver na carne é suscetível de realizar a recuperação daqueles que se fizeram réus confessos diante dos tribunais humanos.
Não vale afugentar moscas sem curar a ferida.
Eliminar a carne não é modificar o espírito.
Um assassinado, quando não possui energia suficiente para desculpar a ofensa e esquecê-la, habitualmente passa a gravitar em torno daquele que lhe arrancou a vida, criando os fenômenos comuns da obsessão; e as vitimas da forca ou do fuzilamento, do machado ou da cadeira elétrica, se não constituem padrões de heroísmo e renunciação, de imediato, além-túmulo, vampirizam o organismo social que lhes impôs o afastamento do veiculo físico, transformando-se em quistos vivos da fermentação da discórdia e da indisciplina,.
O tribunal terrestre jamais decidirá, com segurança, sobre a extinção do crime, sem o concurso ativo do hospital e da escola.
Sem o professor e sem o médico, o juiz de sã consciência viverá sempre atormentado pela obrigação de prender e condenar, descendo da dignidade da toga para ombrear com os que se dedicam à flagelação alheia.
A função da justiça penal, dentro da civilização considerada cristã, é, acima de tudo, reeducar.
Sem o entendimento fraterno na base de nossas relações uns com os outros, não nos distanciaremos do labirinto de talião, que pretende converter o mundo em eterno sorvedouro de males renascentes.
Jesus, o divino libertador, veio quebrar algemas que nos jungiam aos princípios do castigo igual à culpa..
A educação é a mola do processo de redimir a mente cristalizada nas trevas.
Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinqüente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas.
Cada espírito respira no céu ou no inferno que formou para. si mesmo...
Aqui, temos o “campo dos efeitos”, e aí, no mundo, o “campo das causas”. E enquanto a alma se demora no “campo das causas”, há sempre oportunidade de consertar e reajustar, melhorando as consequências.
Não é morrendo que encontraremos facilidade para a reconciliação, É aprendendo com as rudes lições do educandário de matéria densa que se nos apuram as qualidades morais para a ascesão do espírito.
Ninguém, pois, precisará inquietar-se, provocando essa ou aquela reivindicação pela violência.
A lei da harmonia universal funciona em todos os planos da vida, encarregando-se de tudo restaurar no momento oportuno.
Quanto ao ato de condenar, quem de nós se revelará em condições de exercer semelhante direito?
Quantos de nós não somos malfeitores indiscutíveis, simplesmente por não encontrar a presa, no instante preciso da tentação? quantos delitos teremos perpetrado em pensamento?
Só a educação, alicerçada no amor, redimir-nos-á a multimilenária noite da ignorância.
Se você demonstra interesse tão grande na regeneração dos costumes, defendendo com tamanho entusiasmo a suposta legalidade da pena de morte, vasculhe o próprio coração e a própria consciência e verifique se está isento de faltas. Se você já superou os óbices da animalidade, adquirindo a grande compreensão a preço de sacrifício, estimaria saber se terá realmente coragem para amaldiçoar os pecadores do mundo, atirando-lhes “a primeira pedra”.

Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier.

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:42

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ACERCA DA PENA DA MORTE



Indaga você como apreciam os desencarnados a instituição da pena de morte, e acrescenta: – “não será justo subtrair o corpo ao espírito que se fez criminoso? será lícito permitir a comunhão de um tarado com as pessoas normais?”
E daqui poderíamos argumentar: – quem de nós terá usado o corpo como devia? quem terá atingido a estatura espiritual da verdadeira humanidade para considerar-se em plenitude de equilíbrio?
A execução de uma sentença de morte, na maioria dos casos, é a libertação prematura da alma que se arrojou ao despenhadeiro da sombra. E sabemos que só a pena de viver na carne é suscetível de realizar a recuperação daqueles que se fizeram réus confessos diante dos tribunais humanos.
Não vale afugentar moscas sem curar a ferida.
Eliminar a carne não é modificar o espírito.
Um assassinado, quando não possui energia suficiente para desculpar a ofensa e esquecê-la, habitualmente passa a gravitar em torno daquele que lhe arrancou a vida, criando os fenômenos comuns da obsessão; e as vitimas da forca ou do fuzilamento, do machado ou da cadeira elétrica, se não constituem padrões de heroísmo e renunciação, de imediato, além-túmulo, vampirizam o organismo social que lhes impôs o afastamento do veiculo físico, transformando-se em quistos vivos da fermentação da discórdia e da indisciplina,.
O tribunal terrestre jamais decidirá, com segurança, sobre a extinção do crime, sem o concurso ativo do hospital e da escola.
Sem o professor e sem o médico, o juiz de sã consciência viverá sempre atormentado pela obrigação de prender e condenar, descendo da dignidade da toga para ombrear com os que se dedicam à flagelação alheia.
A função da justiça penal, dentro da civilização considerada cristã, é, acima de tudo, reeducar.
Sem o entendimento fraterno na base de nossas relações uns com os outros, não nos distanciaremos do labirinto de talião, que pretende converter o mundo em eterno sorvedouro de males renascentes.
Jesus, o divino libertador, veio quebrar algemas que nos jungiam aos princípios do castigo igual à culpa..
A educação é a mola do processo de redimir a mente cristalizada nas trevas.
Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinqüente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas.
Cada espírito respira no céu ou no inferno que formou para. si mesmo...
Aqui, temos o “campo dos efeitos”, e aí, no mundo, o “campo das causas”. E enquanto a alma se demora no “campo das causas”, há sempre oportunidade de consertar e reajustar, melhorando as consequências.
Não é morrendo que encontraremos facilidade para a reconciliação, É aprendendo com as rudes lições do educandário de matéria densa que se nos apuram as qualidades morais para a ascesão do espírito.
Ninguém, pois, precisará inquietar-se, provocando essa ou aquela reivindicação pela violência.
A lei da harmonia universal funciona em todos os planos da vida, encarregando-se de tudo restaurar no momento oportuno.
Quanto ao ato de condenar, quem de nós se revelará em condições de exercer semelhante direito?
Quantos de nós não somos malfeitores indiscutíveis, simplesmente por não encontrar a presa, no instante preciso da tentação? quantos delitos teremos perpetrado em pensamento?
Só a educação, alicerçada no amor, redimir-nos-á a multimilenária noite da ignorância.
Se você demonstra interesse tão grande na regeneração dos costumes, defendendo com tamanho entusiasmo a suposta legalidade da pena de morte, vasculhe o próprio coração e a própria consciência e verifique se está isento de faltas. Se você já superou os óbices da animalidade, adquirindo a grande compreensão a preço de sacrifício, estimaria saber se terá realmente coragem para amaldiçoar os pecadores do mundo, atirando-lhes “a primeira pedra”.

Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier.

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

A TERRA ESTÁ EM SUAS MÃOS



O Dia da Terra foi criado pelo então senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.


O dia tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

No dia 22 de abril comemora-se o Dia da Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.
Calma… não é preciso ser nenhum herói dos quadrinhos para salvar o planeta. Você pode reciclar, fazer uso de uma fonte alternativa de energia, ficar ligado no consumo excessivo de água, entre diversas outras práticas que contribuem para a preservação dessa bola azul que chamamos de Terra. Estimular uma atitude ecologicamente consciente e difundir valores ligados ao meio-ambiente é o objetivo do DIA DA TERRA.
VOCÊ JÁ TEVE UMA ATITUDE ECOLOGICAMENTE PERFEITA HOJE?
As sacolas de plástico servem para o transporte de produtos e, também, substituem os
sacos de lixo. Porém, jamais houve preocupação com as conseqüências de seu destino final, já que, por não serem biodegradáveis, levam até cem anos para se decompor.
Cerca de 700 milhões de sacolas de compras são usadas por mês, no Brasil, e 90% são reaproveitadas no lixo doméstico.
Descartadas, as sacolas poluem a rede de esgoto, arroios, rios, lagoas sufocando e levando a morte, os animais aquáticos.
Faça e use sacolas de compras de tecido.
Os sacos plásticos estão fora de moda e poluem o meio ambiente.
É hora de ter uma bolsa bonita e reutilizável
MUDE DE ATITUDE.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:17

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A TERRA ESTÁ EM SUAS MÃOS



O Dia da Terra foi criado pelo então senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.


O dia tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

No dia 22 de abril comemora-se o Dia da Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.
Calma… não é preciso ser nenhum herói dos quadrinhos para salvar o planeta. Você pode reciclar, fazer uso de uma fonte alternativa de energia, ficar ligado no consumo excessivo de água, entre diversas outras práticas que contribuem para a preservação dessa bola azul que chamamos de Terra. Estimular uma atitude ecologicamente consciente e difundir valores ligados ao meio-ambiente é o objetivo do DIA DA TERRA.
VOCÊ JÁ TEVE UMA ATITUDE ECOLOGICAMENTE PERFEITA HOJE?
As sacolas de plástico servem para o transporte de produtos e, também, substituem os
sacos de lixo. Porém, jamais houve preocupação com as conseqüências de seu destino final, já que, por não serem biodegradáveis, levam até cem anos para se decompor.
Cerca de 700 milhões de sacolas de compras são usadas por mês, no Brasil, e 90% são reaproveitadas no lixo doméstico.
Descartadas, as sacolas poluem a rede de esgoto, arroios, rios, lagoas sufocando e levando a morte, os animais aquáticos.
Faça e use sacolas de compras de tecido.
Os sacos plásticos estão fora de moda e poluem o meio ambiente.
É hora de ter uma bolsa bonita e reutilizável
MUDE DE ATITUDE.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:17

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

SEMEEI MUITO, MAS MAL


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco

Minguada tem sido a oportunidade de escrever-te, meu amigo, ainda que avantajada tenha sido para isso a vontade minha. Não me tem sido possível; e não sei bem se de ti se pode dizer, com igual verdade, que te haja sobrado o desejo.
Não te acuso, porém.
Se me não tens chamado, não tens chamado outros; e não posso, portanto, magoar-me de preferências, que te não reconheço.
Não tens perdido nada, todavia, com a minha falta.
Outros enveredaram pelo caminho que abri, como sequiosos a quem se mostrasse a vereda que conduzisse à fonte de pura linfa cristalina.
Após esses, outros virão; e louvo a Deus por ter permitido que fosse eu quem iniciasse, por ti, este movimento de expansão de espíritos brilhantes (exceção minha) em benefício dos que ainda se acham incrustados na concha pestilenta da carne.
Carne! Já pensaste, algum dia, em que essa linda carne, rosada, alva ou dourada, acetinada como as pétalas de uma rosa, penujada como a casca odorífera de um pêssego de Amarante, recendendo a desejos, impregnada de volúpia; que tenta santos, perturba e estonteia ascetas; que perde o mundo e obriga a cometer as mais estranhas loucuras, se transforma, pela simples mordedela de um mosquito, em um montão de coisa podre, fedorenta, horrível de ver, impossível de tolerar?
Já pensaste que, horas depois de o Espírito haver abandonado o rosado e roliço corpinho de uma criança, louro modelo de um Rubens precioso, a mãe não poderá beijá-lo, porque lhe inspirará o mesmo asco que o corpo de um cão morto, cheio de livores(1) e vermes?
Que o corpo da mulher mais bela: - escultural obra-prima do Criador, sonho encarnado, visão estonteadora de um sonho de fadas, tentação demoníaca do mais respeitável frade crúzi0(2), é, após a morte, a mais repelente montureira? Que, volvidos anos, depois da eliminação dos tecidos pela desagregação, pela fermentação pútrida, pelo desaparecimento molecular da carne, uma linda cara, rosto divino, que poetas e enamorados comparavam às estrelas, à flor, ao sol; onde havia dentes superiores a todas as pedras finas; olhos mais belos que todos os sóis; cabelos mais ricos que as mais ricas sedas, - tudo coisa de maravilha para que excelsos anjos do Senhor mal semelhavam sombra, só resta a máscara hórrida(3) de uma caveira a fazer caretas; com buracos negros e repulsivos onde iluminaram os sóis; alvéolos vazios e carcomidos onde brilharam as pérolas; superfície lisa, estriada de ramificações negras, o espaço onde floresciam os cabelos que faziam a inveja do outro mais puro, do azeviche mais negro?
Tu já pensaste nisso?
Certamente que não. E creio que ninguém se deu ao trabalho sério de o fazer. Seriam tomados de tal horror que fugiriam uns dos outros, como na Idade Média se fugia dos leprosos e dos excomungados.
Pois apesar de ser assim a matéria de que nesse mundo somos compostos, ainda o homem crê, na sua sabedoria suprema, que essa matéria prima da mais ascorosa(4) podridão, é a coisa única em que se consubstanciam a sua individualidade e a sua grandeza; e tão grande e tanto à vontade dentro dela se sente, que passa a vida em busca de razões para se convencer a si próprio, de que, superior a isso, a essa coisa linda e podre, nada mais há; que as estrelas e os mundos que rolam pelo espaço infinito e que a sua vista não abrange, foram feitos para lhe iluminar o sono e as pândegas devassas em noturnas brigas; o Sol para lhe aquecer a beldade e alumiar os trilhos; as flores para lhe perfumarem o fedor próprio (se as flores se dignam considerar na sua alta prosápia(5). Tudo que a natureza produz vem, em dadivosa mercê, a seu conforto e regalo destinado.
Já é cegueira!
Dir-me-ão que também a tive.
É verdade; a espaços a tive, porém. Na negrura da minha vida tive também muitas clareiras de fé; muitas iluminuras de crença.
O pesar de que toda essa vida não fosse assim, e o preço por que paguei e pago tal pesar, me impõem o dever de procurar destruir agora toda a semente gafada que lancei à terra ruim, que a aceitou e reproduz em basta sementeira quanto de tredo(6) lhe dei, e atrofia e maninha(7) o que de bom lhe pretendi fazer produzir.
Eu fui como o imprevidente lavrador, que não soube escolher a semente para lançar à terra.
Na recolha da sementeira tudo servia. Trigo bom e trigo chocho; azevém(8) e joio.
Não fez seleção; tudo enchia celeiro, tudo alcançava o mesmo preço, tudo acogulava(9) medida.
Vêm as sementeiras, vai à tulha e leva de tudo.
Lavra a terra, semeia, cobre, grada e espera.
Decorre o tempo, o grão germina, lança raízes, que, como pequeníssimos tentáculos, haurem da terra a seiva de que se nutre, e perfura a crosta na ânsia de luz e de calor. Cresce. A lavoura semelha uma colossal esmeralda, onde todas as cambiantes do verde se combinam e brilham. Oferece à vista inexperiente do viandante o aspecto de uma seara rica de promessas; mas o olho esperto de um lavrador solerte não se enganará, e fará mondar(10), por vezes, a seara verdejante.
O lavrador desleixado, porém, deixará crescer tudo por igual; e em curto trecho as plantas úteis serão atrofiadas, sobrepujadas, vencidas, pelas plantas maninhas e parasitas, que se desenvolverão à custa do enfezamento(11) e da morte das outras.
Volvidos meses o pobre lavrador segará uma bela seara de feno ruim, em vez de enceleirar uma boa colheita de pão. Haverá, certamente, por entre esse feno algumas pernadas de trigo bom, que soube e pôde resistir; mas o grosso do produto é coisa de baixo preço.
Se a lição aproveitar, o desleixado e inesperto lavrador colherá ainda naquelas pernadas semente sã e útil, que no ano seguinte lançará previdente e cautelosamente à terra; se lhe não aproveitar, ficará mais gafado(12) do que a própria gafa que a seara perdeu.
Semeei muito, mas mal.
A minha lavoura foi grande, verdejante, rica de tons e de palha, mas misérrima e paupérrima do bom grão, que pela minha morte colhi.
Deplorei e chorei a minha inexperiência, quiçá o meu desleixo e a minha ambição; e procuro agora enceleirar o grão amigo e bom que pude apurar, e vou fazendo por lançá-lo à terra de novo, nestas pequenas leiras que tua mão amiga me levanta, esperançado de que, quando Deus permitir que lavre novamente largos tratos de terreno, tenha já boa e limpa semente para proveitosa colheita.
Neste magoado protesto do descuramento(13) do meu passado trabalho, fica advertência amiga aos que me seguirem na esteira. Cuide cada um mais em o que de bom possa produzir, de preferência ao que de muito possa deixar.
A quantidade raras vezes se casa com a qualidade; e quanto ambas não possam caber no mesmo saco em proporção apetecida, que a ele vá só aquela das duas em que a riqueza e a beleza intrínseca se manifeste.
Que colossal seara teria sido a minha, se nela tivesse predominado sempre a fé em Deus, a resignação na dor, a serenidade na adversidade!
Nem teria sentido aí o estridor(14) derrocante(15) das ilusões amadas, nem a vertigem fúnebre do desespero me teria desvairado.
Quando a luz dos meus olhos se apagou pela lufada da desgraça máxima, ter-se-iam iluminado os olhos da minha alma pelo clarão da conformidade e da fé; e eu não haveria arremessado o meu alquebrado e torturado corpo às gemônias(16) do suicídio, ao antro do pavor!
Quem imagina aí, nesse mundo refece e mau, que pavor representa o sossego à dor terrena, ao preço do suicídio conquistado?
Meu amigo. Meu ou teu, isto que aqui fica, merece ler-se. Se não está com primores de estilo, com profundezas de conceito; com torturamento de frase tersa(17) e rebuscada, está com sinceridade e verdade. E a verdade e sinceridade são tudo.
Se a sua leitura não der bom repasto à gulodice de literatura aprimorada e esquisita, há de dar suculenta ração às almas simples, boas e meditativas. Nela os sequiosos da verdade há de ver, confrangidamente, a orla do abismo a que a inópia(18) espiritual e a pretensão desarrazoada podem conduzir; e por cada um irmão nosso a quem estas palavras dêem rebate do perigo que o aguarda, encoberto por enganosas teorias de bragantes(19) negadores e de atrevidos sábios ignorantes, um pedaço de remorso se quitará à minha dor, e santa gota de bálsamo linimentará(20) o meu desespero, pelo mal que semeei e pelo bem que não soube conseguir.
Que te não moleste a negativa a nosso respeito.
Depois de se negar Deus, que importa que me neguem e que neguem a verdade desta minha ação desinteressada?
O que tu não sabes é o que representa para esses, se por desgraça sua os houver, a pergunta que aqui lhes deixo formulada em caracteres proféticos e terríveis, como os das palavras do festim de Baltasar: - E se for bem verdade que seja eu, Camilo, quem isto escreve, renegando a minha obra no que ela tem de impiedade e negação - veneno tredo que corrói as almas. (Espírito Camilo Castelo Branco - Obra: Do País da Luz - tomo 2).
-------------------------------------------------------------------
Notas do compilador
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco: 1825/1890 - Foi o maior e o mais fecundo romancista português, e um dos mais vernáculos mestres da nossa língua. Notável como crítico, arqueólogo, poeta e dramaturgo, ele foi ainda o mais brilhante prosador moderno, e o mais terrível polemista do seu tempo. Foi um torturado. Cegou e suicidou-se em 1890. Joguete de múltiplas paixões amorosas, teve vida boêmia e atormentada, que se reflete nas páginas de seus romances. Foi autor de 262 obras, que versam os mais variados assuntos; a vernaculidade da frase e a riqueza do vocabulário alçaram-no à figura de primeiro plano entre os mestres do idioma, como podemos constatar na mensagem acima: grandiosa, pura, cheia de ensinamentos.

1= extremamente pálidos - 2= o que pertence à Congregação de Santa Cruz de Coimbra - 3= medonha - 4= nojenta, repugnante - 5= orgulho, fanfarrice - 6= traiçoeiro - 7= estéril, inculto - 8= gramínea vulgar - 9= enchia - 10= arrancar as ervas daninhas que crescem entre as plantas cultivadas - 11= impedir o crescimento - 12= contaminado - 13= desleixo - 14= ruído forte e desagradável - 15= humilhante - 16= escadas do monte Aventino que davam para o Tibre e pelas quais na Roma antiga, eram arrastados e lançados ao rio os corpos dos supliciados; desonra pública - 17= polida, pura, correta - 18= gramínea vulgar - 19= velhacos, libertinos - 20= medicará.

- A obra "Do País da Luz" editada pela FEB (febrasil.org.Br) em 4 volumes, foi recebida pelo médium Fernando de Lacerda no início deste século. Nela o internauta poderá constatar que se trata de uma obra-prima da literatura espírita.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:39

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SEMEEI MUITO, MAS MAL


Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco

Minguada tem sido a oportunidade de escrever-te, meu amigo, ainda que avantajada tenha sido para isso a vontade minha. Não me tem sido possível; e não sei bem se de ti se pode dizer, com igual verdade, que te haja sobrado o desejo.
Não te acuso, porém.
Se me não tens chamado, não tens chamado outros; e não posso, portanto, magoar-me de preferências, que te não reconheço.
Não tens perdido nada, todavia, com a minha falta.
Outros enveredaram pelo caminho que abri, como sequiosos a quem se mostrasse a vereda que conduzisse à fonte de pura linfa cristalina.
Após esses, outros virão; e louvo a Deus por ter permitido que fosse eu quem iniciasse, por ti, este movimento de expansão de espíritos brilhantes (exceção minha) em benefício dos que ainda se acham incrustados na concha pestilenta da carne.
Carne! Já pensaste, algum dia, em que essa linda carne, rosada, alva ou dourada, acetinada como as pétalas de uma rosa, penujada como a casca odorífera de um pêssego de Amarante, recendendo a desejos, impregnada de volúpia; que tenta santos, perturba e estonteia ascetas; que perde o mundo e obriga a cometer as mais estranhas loucuras, se transforma, pela simples mordedela de um mosquito, em um montão de coisa podre, fedorenta, horrível de ver, impossível de tolerar?
Já pensaste que, horas depois de o Espírito haver abandonado o rosado e roliço corpinho de uma criança, louro modelo de um Rubens precioso, a mãe não poderá beijá-lo, porque lhe inspirará o mesmo asco que o corpo de um cão morto, cheio de livores(1) e vermes?
Que o corpo da mulher mais bela: - escultural obra-prima do Criador, sonho encarnado, visão estonteadora de um sonho de fadas, tentação demoníaca do mais respeitável frade crúzi0(2), é, após a morte, a mais repelente montureira? Que, volvidos anos, depois da eliminação dos tecidos pela desagregação, pela fermentação pútrida, pelo desaparecimento molecular da carne, uma linda cara, rosto divino, que poetas e enamorados comparavam às estrelas, à flor, ao sol; onde havia dentes superiores a todas as pedras finas; olhos mais belos que todos os sóis; cabelos mais ricos que as mais ricas sedas, - tudo coisa de maravilha para que excelsos anjos do Senhor mal semelhavam sombra, só resta a máscara hórrida(3) de uma caveira a fazer caretas; com buracos negros e repulsivos onde iluminaram os sóis; alvéolos vazios e carcomidos onde brilharam as pérolas; superfície lisa, estriada de ramificações negras, o espaço onde floresciam os cabelos que faziam a inveja do outro mais puro, do azeviche mais negro?
Tu já pensaste nisso?
Certamente que não. E creio que ninguém se deu ao trabalho sério de o fazer. Seriam tomados de tal horror que fugiriam uns dos outros, como na Idade Média se fugia dos leprosos e dos excomungados.
Pois apesar de ser assim a matéria de que nesse mundo somos compostos, ainda o homem crê, na sua sabedoria suprema, que essa matéria prima da mais ascorosa(4) podridão, é a coisa única em que se consubstanciam a sua individualidade e a sua grandeza; e tão grande e tanto à vontade dentro dela se sente, que passa a vida em busca de razões para se convencer a si próprio, de que, superior a isso, a essa coisa linda e podre, nada mais há; que as estrelas e os mundos que rolam pelo espaço infinito e que a sua vista não abrange, foram feitos para lhe iluminar o sono e as pândegas devassas em noturnas brigas; o Sol para lhe aquecer a beldade e alumiar os trilhos; as flores para lhe perfumarem o fedor próprio (se as flores se dignam considerar na sua alta prosápia(5). Tudo que a natureza produz vem, em dadivosa mercê, a seu conforto e regalo destinado.
Já é cegueira!
Dir-me-ão que também a tive.
É verdade; a espaços a tive, porém. Na negrura da minha vida tive também muitas clareiras de fé; muitas iluminuras de crença.
O pesar de que toda essa vida não fosse assim, e o preço por que paguei e pago tal pesar, me impõem o dever de procurar destruir agora toda a semente gafada que lancei à terra ruim, que a aceitou e reproduz em basta sementeira quanto de tredo(6) lhe dei, e atrofia e maninha(7) o que de bom lhe pretendi fazer produzir.
Eu fui como o imprevidente lavrador, que não soube escolher a semente para lançar à terra.
Na recolha da sementeira tudo servia. Trigo bom e trigo chocho; azevém(8) e joio.
Não fez seleção; tudo enchia celeiro, tudo alcançava o mesmo preço, tudo acogulava(9) medida.
Vêm as sementeiras, vai à tulha e leva de tudo.
Lavra a terra, semeia, cobre, grada e espera.
Decorre o tempo, o grão germina, lança raízes, que, como pequeníssimos tentáculos, haurem da terra a seiva de que se nutre, e perfura a crosta na ânsia de luz e de calor. Cresce. A lavoura semelha uma colossal esmeralda, onde todas as cambiantes do verde se combinam e brilham. Oferece à vista inexperiente do viandante o aspecto de uma seara rica de promessas; mas o olho esperto de um lavrador solerte não se enganará, e fará mondar(10), por vezes, a seara verdejante.
O lavrador desleixado, porém, deixará crescer tudo por igual; e em curto trecho as plantas úteis serão atrofiadas, sobrepujadas, vencidas, pelas plantas maninhas e parasitas, que se desenvolverão à custa do enfezamento(11) e da morte das outras.
Volvidos meses o pobre lavrador segará uma bela seara de feno ruim, em vez de enceleirar uma boa colheita de pão. Haverá, certamente, por entre esse feno algumas pernadas de trigo bom, que soube e pôde resistir; mas o grosso do produto é coisa de baixo preço.
Se a lição aproveitar, o desleixado e inesperto lavrador colherá ainda naquelas pernadas semente sã e útil, que no ano seguinte lançará previdente e cautelosamente à terra; se lhe não aproveitar, ficará mais gafado(12) do que a própria gafa que a seara perdeu.
Semeei muito, mas mal.
A minha lavoura foi grande, verdejante, rica de tons e de palha, mas misérrima e paupérrima do bom grão, que pela minha morte colhi.
Deplorei e chorei a minha inexperiência, quiçá o meu desleixo e a minha ambição; e procuro agora enceleirar o grão amigo e bom que pude apurar, e vou fazendo por lançá-lo à terra de novo, nestas pequenas leiras que tua mão amiga me levanta, esperançado de que, quando Deus permitir que lavre novamente largos tratos de terreno, tenha já boa e limpa semente para proveitosa colheita.
Neste magoado protesto do descuramento(13) do meu passado trabalho, fica advertência amiga aos que me seguirem na esteira. Cuide cada um mais em o que de bom possa produzir, de preferência ao que de muito possa deixar.
A quantidade raras vezes se casa com a qualidade; e quanto ambas não possam caber no mesmo saco em proporção apetecida, que a ele vá só aquela das duas em que a riqueza e a beleza intrínseca se manifeste.
Que colossal seara teria sido a minha, se nela tivesse predominado sempre a fé em Deus, a resignação na dor, a serenidade na adversidade!
Nem teria sentido aí o estridor(14) derrocante(15) das ilusões amadas, nem a vertigem fúnebre do desespero me teria desvairado.
Quando a luz dos meus olhos se apagou pela lufada da desgraça máxima, ter-se-iam iluminado os olhos da minha alma pelo clarão da conformidade e da fé; e eu não haveria arremessado o meu alquebrado e torturado corpo às gemônias(16) do suicídio, ao antro do pavor!
Quem imagina aí, nesse mundo refece e mau, que pavor representa o sossego à dor terrena, ao preço do suicídio conquistado?
Meu amigo. Meu ou teu, isto que aqui fica, merece ler-se. Se não está com primores de estilo, com profundezas de conceito; com torturamento de frase tersa(17) e rebuscada, está com sinceridade e verdade. E a verdade e sinceridade são tudo.
Se a sua leitura não der bom repasto à gulodice de literatura aprimorada e esquisita, há de dar suculenta ração às almas simples, boas e meditativas. Nela os sequiosos da verdade há de ver, confrangidamente, a orla do abismo a que a inópia(18) espiritual e a pretensão desarrazoada podem conduzir; e por cada um irmão nosso a quem estas palavras dêem rebate do perigo que o aguarda, encoberto por enganosas teorias de bragantes(19) negadores e de atrevidos sábios ignorantes, um pedaço de remorso se quitará à minha dor, e santa gota de bálsamo linimentará(20) o meu desespero, pelo mal que semeei e pelo bem que não soube conseguir.
Que te não moleste a negativa a nosso respeito.
Depois de se negar Deus, que importa que me neguem e que neguem a verdade desta minha ação desinteressada?
O que tu não sabes é o que representa para esses, se por desgraça sua os houver, a pergunta que aqui lhes deixo formulada em caracteres proféticos e terríveis, como os das palavras do festim de Baltasar: - E se for bem verdade que seja eu, Camilo, quem isto escreve, renegando a minha obra no que ela tem de impiedade e negação - veneno tredo que corrói as almas. (Espírito Camilo Castelo Branco - Obra: Do País da Luz - tomo 2).
-------------------------------------------------------------------
Notas do compilador
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco: 1825/1890 - Foi o maior e o mais fecundo romancista português, e um dos mais vernáculos mestres da nossa língua. Notável como crítico, arqueólogo, poeta e dramaturgo, ele foi ainda o mais brilhante prosador moderno, e o mais terrível polemista do seu tempo. Foi um torturado. Cegou e suicidou-se em 1890. Joguete de múltiplas paixões amorosas, teve vida boêmia e atormentada, que se reflete nas páginas de seus romances. Foi autor de 262 obras, que versam os mais variados assuntos; a vernaculidade da frase e a riqueza do vocabulário alçaram-no à figura de primeiro plano entre os mestres do idioma, como podemos constatar na mensagem acima: grandiosa, pura, cheia de ensinamentos.

1= extremamente pálidos - 2= o que pertence à Congregação de Santa Cruz de Coimbra - 3= medonha - 4= nojenta, repugnante - 5= orgulho, fanfarrice - 6= traiçoeiro - 7= estéril, inculto - 8= gramínea vulgar - 9= enchia - 10= arrancar as ervas daninhas que crescem entre as plantas cultivadas - 11= impedir o crescimento - 12= contaminado - 13= desleixo - 14= ruído forte e desagradável - 15= humilhante - 16= escadas do monte Aventino que davam para o Tibre e pelas quais na Roma antiga, eram arrastados e lançados ao rio os corpos dos supliciados; desonra pública - 17= polida, pura, correta - 18= gramínea vulgar - 19= velhacos, libertinos - 20= medicará.

- A obra "Do País da Luz" editada pela FEB (febrasil.org.Br) em 4 volumes, foi recebida pelo médium Fernando de Lacerda no início deste século. Nela o internauta poderá constatar que se trata de uma obra-prima da literatura espírita.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:39

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

MORRER PARA DESCANSAR


Desenvolvera-se Sérgio Mafra nos conhecimentos do Espiritismo cristão, tornara-se elemento de valor entre os companheiros, colaborava atencioso, sempre que chamado a serviço, mas apresentava um defeito grave: era demasiadamente triste e pessimista e vivia em desacordo com todos os processos da experiência humana. Estimava a tarefa que lhe fora cometida, não se negava ao concurso fraterno; contudo, desejava morrer, abandonar o mundo para sempre e entregar-se ao descanso em convivência com as entidades amorosas do plano invisível.
Ricardo, amigo de muito tempo, assistia-o do campo espiritual, desveladamente. Sérgio observava-lhe a fisionomia iluminada, através da visão mediúnica e recordava, imediatamente, a idéia de morte.
- Ah! Meu amigo – exclamava choroso, dirigindo-se ao benfeitor -, quanto desejava partir, cooperar convosco na vida mais alta! A Terra asfixia o coração... em tudo a dor, o desalento, a incompreensão!...
Ricardo sorria e, tomando-lhe o braço, escrevia atencioso:
- Sérgio, meu caro, extingue os pensamentos da morte, porque somente a vida persiste na eternidade. Não desprezes o ensejo de servir no mundo. Todos temos para com o Planeta imensos débitos que devemos resgatar, de espírito confortado e feliz. Ninguém renasce com isenção de sérios compromissos. Teus propósitos são valiosos, és sincero nos sentimentos e confias em nós; todavia, a idéia fixa, referente à morte do corpo, é uma obsessão perigosa que te poderá arrastar a desenganos cruéis. Atende à vida, filho meu! Não te percas em lastimar o desenvolvimento das criaturas; repara, acima de tudo, a zona de serviço que elas te oferecem e dá-te ao trabalho com amor. Permaneces em aprendizado ativo. Não fujas à lição. A tristeza dos criminosos é justificável por nascer de remorsos amargos, proporcionando-lhes oportunidade a retificações; entretanto, constitui uma excrescência deplorável nos servidores da fé. Semelhante angustia é um conjunto de vibrações destruidoras, ao passo que a alegria sã vem de Deus e deve comunicar-se aos seus filhos. A Criação inteira está palpitante de júbilo. Não te entregues, portanto, ao desequilíbrio. Lembra-te de que permaneces no lugar de serviço a que o Senhor te destinou. Reflete nesta profunda realidade e continua servindo à causa do bem.
Sérgio lia e relia as considerações desse teor e redargüia em lagrimas:
- A existência humana, todavia, me assusta. Pensar na morte é a minha consolação. Nada me interessa na terra, onde o tempo demora terrivelmente a passar. Desejaria servir junto de vós, amado amigo, a fim de descansar o coração e alcançar a paz.
Ricardo esboçava expressivo gesto e respondia com firmeza:
- Acreditarias, porventura, que possamos viver aqui sem atividades laboriosas? Nossos trabalhos são enormes e nossas responsabilidades absorventes. O esforço que nos compete irmãos encarnados; entretanto, Sérgio, os nossos deveres são bem pesados e dolorosos por vezes. Não vivemos em paisagem aérea, exonerados de obrigações difíceis, Somos compelidos a testemunhos que te assombrariam, por certo, e não seria aconselhável o teu regresso à esfera invisível, sem uma preparação adequada. Zela os teus interesses eternos, não te precipites, aproveita o tempo, construindo com a verdade e o bem. Se precisarmos efetivamente do fruto, não será razoável destruir a flor. A existência carnal te oferece belos períodos de repouso e observação. Vale-te dos tesouros de agora não de descuides.
- Observação? Repouso? – clamava Sérgio, desalento – não tenho oportunidades para estudos eficientes e muito menos para descanso. A permanência na Terra é castigo severíssimo, amargo degredo espiritual. Não me conformo com a paisagem escura do mundo.
E o companheiro, embora em esforço normal, sem qualquer ato indigno da fé que abraça, ardoroso, continuava chorando e lastimando o presente, através de queixas veladas e amarguras indefiníveis.
Era, sem duvida, assíduo cooperador dos trabalhos espirituais e não se furtava ao testemunho serio, mas continuava sempre viva aquela luta de argumentação entre ele e Ricardo. Este erguia-lhe a mente para as elevadas concepções da vida eterna; no entanto, aquela somente idealizava a morte repousante. E, no curso do tempo, face à lei que determina a realização, conforme o ideal, Sérgio Mafra desencarnou de uma gripe sem importância. O ardente desejo de morrer, para descansar, impediu-lhe o controle eficiente da máquina orgânica; e, quando todos os amigos lhe aguardavam, esperançosos, o restabelecimento físico, eis que Mafra lhes impôs a incompreensível surpresa.
Esperou-o Ricardo, pacientemente, abraçou-o, no limiar da vida nova e falou como quem não encontrava outro remédio senão a conformação:
- Boa sorte, meu amigo! Planejaste a morte e abandonaste o corpo!...
- Sim, sim – replicou Sérgio, de olhos brilhantes -, sempre desejei colaborar ao vosso lado.
- Então sigamos ao serviço, não temos tempo a perder – acrescentou o benfeitor amável e bem-humorado.
E aplicando-lhe forças magnéticas, para que Mafra não se deixasse dominar por sensações de sono, fez-se acompanhar por ele, deliberadamente, ao seu campo de serviços complexos.
Estava Sérgio encantado a principio, mas, aos poucos, reconheceu que Ricardo dispunha de raríssimas horas para repouso, durante o dia. Não conseguiam nem mesmo ensejo os mais longos entendimentos. O nobre amigo estava cheio de ocupações sacrificiais e o recém-desencarnado viu-se na obrigação de acompanhá-lo em peregrinação através de hospitais, creches orfanatos, necrotérios, oficinas, templos e instituições de caridade, em serviço ativo de socorro a doente e a menos favorecidos da sorte, encarnados e desencarnados.
Compelido a seguir-lhe o ritmo de serviço, Sérgio estava exausto, ao fim de duas semanas.
Humilhado, vencido, dirigiu-se, em pranto, ao benfeitor, penitenciando-se:
- Ah! Meu nobre Ricardo, quantas exigências no trabalho espiritual! A experiência é para mim muito dolorosa! Tente paciência, não suporto mais!...
Ricardo, porém, não sorriu, e considerou em tom grave:
- Não desejavas, em caráter prematuro, as tarefas reservadas ao homem, depois da morte física? Não aproveitaste uma gripe benigna para facilitar o desequilíbrio orgânico? Na terra maternal, erguias-te pela manhã, tomava o teu café reconfortador, trabalhavas algumas horas no curso do dia, entregavas-te ao gosto das refeições bem-feitas, distraias o coração na palestra afetuosa dos familiares queridos, recebias a cooperação de desvelados benfeitores encarnados e desencarnados e dormias na calma do sono e nos deslumbramentos do sonho... Todavia, não obstante a sinceridade de tua fé considerava a existência um martírio execrável. Traduzias a benção do Eterno por incomodo ao coração. Presentemente, porem, observa que os teus serviços terrenos eram bem suaves e constituíam verdadeiro paraíso em comparação com os deveres de hoje.
Mafra contemplava-o de olhar ansioso, aguardando a dispensa de obrigações que lhe pareciam tão duro. Ma, muito longe de programar o repouso, Ricardo fixou, nele os olhos lúcidos e concluiu:
- Agora, Sérgio, não te posso desobrigar, porque meus avisos à tua alma foram reiterados e veementes; e, não podendo olvidar meus deveres, também não te posso abandonar ao léu, no caminho de sombras. É, portanto, de teu interesse que venhas comigo ao trabalho áspero, para que não te suceda alguma coisa pior.

Livro: Pontos e Contos Psicografia Francisco Cândido Xavier - Pelo espírito: Irmão X
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Desenvolvera-se Sérgio Mafra nos conhecimentos do Espiritismo cristão, tornara-se elemento de valor entre os companheiros, colaborava atencioso, sempre que chamado a serviço, mas apresentava um defeito grave: era demasiadamente triste e pessimista e vivia em desacordo com todos os processos da experiência humana. Estimava a tarefa que lhe fora cometida, não se negava ao concurso fraterno; contudo, desejava morrer, abandonar o mundo para sempre e entregar-se ao descanso em convivência com as entidades amorosas do plano invisível.
Ricardo, amigo de muito tempo, assistia-o do campo espiritual, desveladamente. Sérgio observava-lhe a fisionomia iluminada, através da visão mediúnica e recordava, imediatamente, a idéia de morte.
- Ah! Meu amigo – exclamava choroso, dirigindo-se ao benfeitor -, quanto desejava partir, cooperar convosco na vida mais alta! A Terra asfixia o coração... em tudo a dor, o desalento, a incompreensão!...
Ricardo sorria e, tomando-lhe o braço, escrevia atencioso:
- Sérgio, meu caro, extingue os pensamentos da morte, porque somente a vida persiste na eternidade. Não desprezes o ensejo de servir no mundo. Todos temos para com o Planeta imensos débitos que devemos resgatar, de espírito confortado e feliz. Ninguém renasce com isenção de sérios compromissos. Teus propósitos são valiosos, és sincero nos sentimentos e confias em nós; todavia, a idéia fixa, referente à morte do corpo, é uma obsessão perigosa que te poderá arrastar a desenganos cruéis. Atende à vida, filho meu! Não te percas em lastimar o desenvolvimento das criaturas; repara, acima de tudo, a zona de serviço que elas te oferecem e dá-te ao trabalho com amor. Permaneces em aprendizado ativo. Não fujas à lição. A tristeza dos criminosos é justificável por nascer de remorsos amargos, proporcionando-lhes oportunidade a retificações; entretanto, constitui uma excrescência deplorável nos servidores da fé. Semelhante angustia é um conjunto de vibrações destruidoras, ao passo que a alegria sã vem de Deus e deve comunicar-se aos seus filhos. A Criação inteira está palpitante de júbilo. Não te entregues, portanto, ao desequilíbrio. Lembra-te de que permaneces no lugar de serviço a que o Senhor te destinou. Reflete nesta profunda realidade e continua servindo à causa do bem.
Sérgio lia e relia as considerações desse teor e redargüia em lagrimas:
- A existência humana, todavia, me assusta. Pensar na morte é a minha consolação. Nada me interessa na terra, onde o tempo demora terrivelmente a passar. Desejaria servir junto de vós, amado amigo, a fim de descansar o coração e alcançar a paz.
Ricardo esboçava expressivo gesto e respondia com firmeza:
- Acreditarias, porventura, que possamos viver aqui sem atividades laboriosas? Nossos trabalhos são enormes e nossas responsabilidades absorventes. O esforço que nos compete irmãos encarnados; entretanto, Sérgio, os nossos deveres são bem pesados e dolorosos por vezes. Não vivemos em paisagem aérea, exonerados de obrigações difíceis, Somos compelidos a testemunhos que te assombrariam, por certo, e não seria aconselhável o teu regresso à esfera invisível, sem uma preparação adequada. Zela os teus interesses eternos, não te precipites, aproveita o tempo, construindo com a verdade e o bem. Se precisarmos efetivamente do fruto, não será razoável destruir a flor. A existência carnal te oferece belos períodos de repouso e observação. Vale-te dos tesouros de agora não de descuides.
- Observação? Repouso? – clamava Sérgio, desalento – não tenho oportunidades para estudos eficientes e muito menos para descanso. A permanência na Terra é castigo severíssimo, amargo degredo espiritual. Não me conformo com a paisagem escura do mundo.
E o companheiro, embora em esforço normal, sem qualquer ato indigno da fé que abraça, ardoroso, continuava chorando e lastimando o presente, através de queixas veladas e amarguras indefiníveis.
Era, sem duvida, assíduo cooperador dos trabalhos espirituais e não se furtava ao testemunho serio, mas continuava sempre viva aquela luta de argumentação entre ele e Ricardo. Este erguia-lhe a mente para as elevadas concepções da vida eterna; no entanto, aquela somente idealizava a morte repousante. E, no curso do tempo, face à lei que determina a realização, conforme o ideal, Sérgio Mafra desencarnou de uma gripe sem importância. O ardente desejo de morrer, para descansar, impediu-lhe o controle eficiente da máquina orgânica; e, quando todos os amigos lhe aguardavam, esperançosos, o restabelecimento físico, eis que Mafra lhes impôs a incompreensível surpresa.
Esperou-o Ricardo, pacientemente, abraçou-o, no limiar da vida nova e falou como quem não encontrava outro remédio senão a conformação:
- Boa sorte, meu amigo! Planejaste a morte e abandonaste o corpo!...
- Sim, sim – replicou Sérgio, de olhos brilhantes -, sempre desejei colaborar ao vosso lado.
- Então sigamos ao serviço, não temos tempo a perder – acrescentou o benfeitor amável e bem-humorado.
E aplicando-lhe forças magnéticas, para que Mafra não se deixasse dominar por sensações de sono, fez-se acompanhar por ele, deliberadamente, ao seu campo de serviços complexos.
Estava Sérgio encantado a principio, mas, aos poucos, reconheceu que Ricardo dispunha de raríssimas horas para repouso, durante o dia. Não conseguiam nem mesmo ensejo os mais longos entendimentos. O nobre amigo estava cheio de ocupações sacrificiais e o recém-desencarnado viu-se na obrigação de acompanhá-lo em peregrinação através de hospitais, creches orfanatos, necrotérios, oficinas, templos e instituições de caridade, em serviço ativo de socorro a doente e a menos favorecidos da sorte, encarnados e desencarnados.
Compelido a seguir-lhe o ritmo de serviço, Sérgio estava exausto, ao fim de duas semanas.
Humilhado, vencido, dirigiu-se, em pranto, ao benfeitor, penitenciando-se:
- Ah! Meu nobre Ricardo, quantas exigências no trabalho espiritual! A experiência é para mim muito dolorosa! Tente paciência, não suporto mais!...
Ricardo, porém, não sorriu, e considerou em tom grave:
- Não desejavas, em caráter prematuro, as tarefas reservadas ao homem, depois da morte física? Não aproveitaste uma gripe benigna para facilitar o desequilíbrio orgânico? Na terra maternal, erguias-te pela manhã, tomava o teu café reconfortador, trabalhavas algumas horas no curso do dia, entregavas-te ao gosto das refeições bem-feitas, distraias o coração na palestra afetuosa dos familiares queridos, recebias a cooperação de desvelados benfeitores encarnados e desencarnados e dormias na calma do sono e nos deslumbramentos do sonho... Todavia, não obstante a sinceridade de tua fé considerava a existência um martírio execrável. Traduzias a benção do Eterno por incomodo ao coração. Presentemente, porem, observa que os teus serviços terrenos eram bem suaves e constituíam verdadeiro paraíso em comparação com os deveres de hoje.
Mafra contemplava-o de olhar ansioso, aguardando a dispensa de obrigações que lhe pareciam tão duro. Ma, muito longe de programar o repouso, Ricardo fixou, nele os olhos lúcidos e concluiu:
- Agora, Sérgio, não te posso desobrigar, porque meus avisos à tua alma foram reiterados e veementes; e, não podendo olvidar meus deveres, também não te posso abandonar ao léu, no caminho de sombras. É, portanto, de teu interesse que venhas comigo ao trabalho áspero, para que não te suceda alguma coisa pior.

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