Sábado, 20 de Junho de 2009

CRISTO E O MUNDO



O cristão decidido, na busca incessante do auto-aprimoramento, não se pode descurar de manter-se em constante vigilância, a fim de que as distrações do caminho a percorrer não o desviem da rota.
A mente, pela facilidade de manter-se em polivalência de idéias, tende a constantes mudanças de comportamento, aceitando as induções que lhe chegam, alterando o plano de reflexões.
No torvelinho das preocupações, na horizontalidade do pensamento vinculado aos interesses imediatistas, surgem com muita freqüência interesses atraentes, que dizem respeito às necessidades do cotidiano, dando lugar a alterações de anseios e de valores que antes recebiam considerações acurada.
Nesses momentos têm início as vacilações quanto às metas elegidas, por se tornarem mais agradáveis aquelas que dão imediata resposta de prazer, que afetam os sentidos, proporcionando alegria inconseqüente.
Naturalmente, a desincumbência de tarefas idealísticas exige esforço, que sempre se transforma em sacrifício, pelo romper das algemas dos vícios que predominam em a natureza humana, como decorrência de condutas arbitrárias e agressivas do passado.
Pela natural tendência de evitar qualquer tipo de sofrimento, o ser humano prefere desfrutar no momento, embora procure anestesiar a razão a respeito dos efeitos danosos que advirão dessa atitude.
A atração pelo gozo arrasta multidões desavisadas aos labirintos d demoradas aflições, onde estorcegam e tentam libertar-se, o que somente é conseguido a preço alto de renúncia e de lágrimas.
Eis porque a eleição do Cristo, como roteiro de segurança, constitui definição de alta sabedoria, que somente conseguem aqueles que estão saturados das quimeras terrestres imediatas, enquanto anelam por felicidade legítima, por alegria plena.
Realizada a opção, a fim de que as vacilações e incertezas da marcha não constituam fator de desânimo ou de arrastamento para o recuo, faz-se necessário que cada qual indague o que lhe significa Jesus, como O vê e o que dEle espera.
Jesus, sem dúvida, é possuidor de um significado incomum, porque o Seu amor, de tal maneira é envolvente que, todos quantos com Ele se identificaram, nunca mais puderam dispensar-Lhe o convívio.
Em razão da necessidade de preencher os vazios do sentimento, diminuir as angústias da emoção, os tormentos dos desejos, Jesus representa o meio seguro para a completude, o estímulo para as lutas transformadoras, o refúgio dinâmico para o repouso após as refregas desgastantes.
A Sua serenidade em todos os momentos constitui emulação para o enfrentamento das mais diferentes situações e mais graves desafios, por facultar coragem feita de bondade e de compaixão para com o opositor.
Ele constitui o exemplo da vitória sobre si mesmo e as ocorrências em sua volta, oferecendo a segurança de paz, que falta nos líderes humanos, nos combatentes apaixonados, nos modelos que ainda não se encontram.
Se Ele tem esse significado na existência de alguém que O busca, torna-se indispensável vê-lO como o amor que se compadece, mas não conive, que ajuda, porém não se detém, que ensina, e também exemplifica, que convida ao Bem e o faz incessantemente, que propõe o reino dos céus, tornando mais digna a vida na Terra.
Ele deve ser visto sempre como a força que não violenta e conquista, a bondade que esparze socorros, mas estimula os beneficiários a que se levantem e se libertem dos fatores que dão surgimento às necessidades, a paciência que sempre aguarda, no entanto, segue adiante, confiando que aqueles a quem convida não mais poderão passar sem a Sua presença...
A visão que dEle se pode ter ilumina a consciência, porque é uma percepção interior enriquecedora, que não mais permite qualquer tipo de escuridão moral nos recessos dos sentimentos.
Ele se apresenta no imo de quem O busca na condição do vencedor inconquistado, de lutador sem repouso, do Homem Integral que se impôs a missão de libertar os seres humanos das suas paixões, doando a própria vida, a fim de ensinar a vitória sobre o ego em perfeita identificação com Deus.
Somente quando é visto na condição de Amor não amado, é que sensibiliza mais profundamente aquele que pretende seguir-Lhe as pegadas, atraído pelo Seu magnetismo incomum.
Alcançando esse patamar de visão altruística sobre Jesus-Cristo, torna-se natural saber exatamente o que dEle se espera.
O mundo oferece conforto, júbilo, entusiasmo, afeto, convívio agradável como decorrência de muitos sacrifícios, como é natural em todos os empreendimentos, no entanto, face à fugacidade da existência física, o tempo devora essas ofertas e deixa expressivos vazios no sentimento angustiado, quando o sofrimento não assinala as horas demoradas da jornada humana.
O homem no mundo espera felicidade e gozo, tranqüilidade e bem-estar, fundamentado na ilusão do poder econômico, social, político, religioso, artístico, cultural, científico, de qualquer espécie. A fragilidade do poder, todavia, decompõe-no, deixando magoado aquele que confiava haver adquirido tudo, em razão do desmoronar momentâneo do seu castelo de sonhos, ante a presença do infortúnio, a perda dos haveres, a saúde, a separação pela morte daqueles a quem ama...
A pessoa, porém, que busca Jesus, espera dEle a misericórdia da compaixão e do auxílio para superar-se, o aumento da fé a fim de vencer a própria incredulidade, a paz que advém do dever retamente cumprido.
Amando-O, espera ser alcançado pela Sua inspiração, fruindo a alegria de viver e estimulado a continuar as batalhas pela auto-iluminação.
Já não espera do Seu amor os bens materiais, tão do agrado dos que se enganam; as posições de relevo, que se transformam em dolorosos fardos de ostentação e loucura, os ouropéis que se desgastam e não oferecem harmonia, amor ou paz...
Vinculando-se a Jesus, espera preterir o mundo e suas facécias, preferindo o futuro radioso e pleno que começa desde o momento da eleição, entesourando amor duradouro, que se estende em direção a tudo e a todos.
A partir do momento do amor em expansão, a opção por Cristo está realizada, e aquele que a fez, nunca mais será o mesmo, jamais se arrependendo nem retornando ao primarismo, porquanto o oxigênio puro da montanha da sublimação evangélica inundá-lo-á com vigor para sempre.
Eurípedes Barsanulfo


Psicografada por Divaldo P. Franco06.06.1998 - Viena - Áustria
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:58

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CRISTO E O MUNDO



O cristão decidido, na busca incessante do auto-aprimoramento, não se pode descurar de manter-se em constante vigilância, a fim de que as distrações do caminho a percorrer não o desviem da rota.
A mente, pela facilidade de manter-se em polivalência de idéias, tende a constantes mudanças de comportamento, aceitando as induções que lhe chegam, alterando o plano de reflexões.
No torvelinho das preocupações, na horizontalidade do pensamento vinculado aos interesses imediatistas, surgem com muita freqüência interesses atraentes, que dizem respeito às necessidades do cotidiano, dando lugar a alterações de anseios e de valores que antes recebiam considerações acurada.
Nesses momentos têm início as vacilações quanto às metas elegidas, por se tornarem mais agradáveis aquelas que dão imediata resposta de prazer, que afetam os sentidos, proporcionando alegria inconseqüente.
Naturalmente, a desincumbência de tarefas idealísticas exige esforço, que sempre se transforma em sacrifício, pelo romper das algemas dos vícios que predominam em a natureza humana, como decorrência de condutas arbitrárias e agressivas do passado.
Pela natural tendência de evitar qualquer tipo de sofrimento, o ser humano prefere desfrutar no momento, embora procure anestesiar a razão a respeito dos efeitos danosos que advirão dessa atitude.
A atração pelo gozo arrasta multidões desavisadas aos labirintos d demoradas aflições, onde estorcegam e tentam libertar-se, o que somente é conseguido a preço alto de renúncia e de lágrimas.
Eis porque a eleição do Cristo, como roteiro de segurança, constitui definição de alta sabedoria, que somente conseguem aqueles que estão saturados das quimeras terrestres imediatas, enquanto anelam por felicidade legítima, por alegria plena.
Realizada a opção, a fim de que as vacilações e incertezas da marcha não constituam fator de desânimo ou de arrastamento para o recuo, faz-se necessário que cada qual indague o que lhe significa Jesus, como O vê e o que dEle espera.
Jesus, sem dúvida, é possuidor de um significado incomum, porque o Seu amor, de tal maneira é envolvente que, todos quantos com Ele se identificaram, nunca mais puderam dispensar-Lhe o convívio.
Em razão da necessidade de preencher os vazios do sentimento, diminuir as angústias da emoção, os tormentos dos desejos, Jesus representa o meio seguro para a completude, o estímulo para as lutas transformadoras, o refúgio dinâmico para o repouso após as refregas desgastantes.
A Sua serenidade em todos os momentos constitui emulação para o enfrentamento das mais diferentes situações e mais graves desafios, por facultar coragem feita de bondade e de compaixão para com o opositor.
Ele constitui o exemplo da vitória sobre si mesmo e as ocorrências em sua volta, oferecendo a segurança de paz, que falta nos líderes humanos, nos combatentes apaixonados, nos modelos que ainda não se encontram.
Se Ele tem esse significado na existência de alguém que O busca, torna-se indispensável vê-lO como o amor que se compadece, mas não conive, que ajuda, porém não se detém, que ensina, e também exemplifica, que convida ao Bem e o faz incessantemente, que propõe o reino dos céus, tornando mais digna a vida na Terra.
Ele deve ser visto sempre como a força que não violenta e conquista, a bondade que esparze socorros, mas estimula os beneficiários a que se levantem e se libertem dos fatores que dão surgimento às necessidades, a paciência que sempre aguarda, no entanto, segue adiante, confiando que aqueles a quem convida não mais poderão passar sem a Sua presença...
A visão que dEle se pode ter ilumina a consciência, porque é uma percepção interior enriquecedora, que não mais permite qualquer tipo de escuridão moral nos recessos dos sentimentos.
Ele se apresenta no imo de quem O busca na condição do vencedor inconquistado, de lutador sem repouso, do Homem Integral que se impôs a missão de libertar os seres humanos das suas paixões, doando a própria vida, a fim de ensinar a vitória sobre o ego em perfeita identificação com Deus.
Somente quando é visto na condição de Amor não amado, é que sensibiliza mais profundamente aquele que pretende seguir-Lhe as pegadas, atraído pelo Seu magnetismo incomum.
Alcançando esse patamar de visão altruística sobre Jesus-Cristo, torna-se natural saber exatamente o que dEle se espera.
O mundo oferece conforto, júbilo, entusiasmo, afeto, convívio agradável como decorrência de muitos sacrifícios, como é natural em todos os empreendimentos, no entanto, face à fugacidade da existência física, o tempo devora essas ofertas e deixa expressivos vazios no sentimento angustiado, quando o sofrimento não assinala as horas demoradas da jornada humana.
O homem no mundo espera felicidade e gozo, tranqüilidade e bem-estar, fundamentado na ilusão do poder econômico, social, político, religioso, artístico, cultural, científico, de qualquer espécie. A fragilidade do poder, todavia, decompõe-no, deixando magoado aquele que confiava haver adquirido tudo, em razão do desmoronar momentâneo do seu castelo de sonhos, ante a presença do infortúnio, a perda dos haveres, a saúde, a separação pela morte daqueles a quem ama...
A pessoa, porém, que busca Jesus, espera dEle a misericórdia da compaixão e do auxílio para superar-se, o aumento da fé a fim de vencer a própria incredulidade, a paz que advém do dever retamente cumprido.
Amando-O, espera ser alcançado pela Sua inspiração, fruindo a alegria de viver e estimulado a continuar as batalhas pela auto-iluminação.
Já não espera do Seu amor os bens materiais, tão do agrado dos que se enganam; as posições de relevo, que se transformam em dolorosos fardos de ostentação e loucura, os ouropéis que se desgastam e não oferecem harmonia, amor ou paz...
Vinculando-se a Jesus, espera preterir o mundo e suas facécias, preferindo o futuro radioso e pleno que começa desde o momento da eleição, entesourando amor duradouro, que se estende em direção a tudo e a todos.
A partir do momento do amor em expansão, a opção por Cristo está realizada, e aquele que a fez, nunca mais será o mesmo, jamais se arrependendo nem retornando ao primarismo, porquanto o oxigênio puro da montanha da sublimação evangélica inundá-lo-á com vigor para sempre.
Eurípedes Barsanulfo


Psicografada por Divaldo P. Franco06.06.1998 - Viena - Áustria
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:58

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

MENSAGEM DE AMOR


Marietta Gaio

Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens.
Buscamos a proclamação do Céu para agradecer-vos.
A todos saudamos, com os nossos votos de paz, no entanto, desejamos, com a permissão do Senhor, falar aos companheiros de nossa Fundação de Amor ao Próximo, aqui representados por nossos irmãos Hércules e Iza que se nos farão intérpretes do júbilo com que assinalamos o nosso agradecimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo cinqüentenário de nossa casa.
Somos nós, amados amigos, a servidora que vos deve tanto, o coração indicado para transmitir-vos a nossa gratidão.
Perdoai-me a limitação e a insuficiência das palavras que não me traduzem o anseio de expressar-vos a nossa alegria, diante do evento que o mês próximo nos descortina, confidenciando-nos todas as minudências dos cinqüenta anos de trabalho que a nossa instituição agora alcança, sob a inspiração dos Divinos Emissários. Fossem lágrimas as letras de que me utilizo para comunicar-vos o nosso contentamento e a nossa gratidão e talvez conseguisse estampar a minhalma no que vos digo, esculpindo em vosso Espírito o preito de nosso reconhecimento por toda a dedicação com que conduzis para diante a bandeira da caridade com Jesus que o nosso Gaio desfraldou em silêncio. Ele, o Gaio, atravessara o natalício em 1932, mentalizando o propósito de algo realizar que lhe testemunhasse a fidelidade a Jesus. E pensou, acima de tudo, nas viúvas e nos órfãos desvalidos.
Falou-nos do projeto que lhe nascia por nota de luz no pensamento. E a sós, com esta vossa serva, se referiu ao venerável Anthony Leon, ao respeitado amigo Dom Romualdo de Seixas, do generoso irmão Pedro Richard, do nosso sempre amado Doutor Bezerra de Menezes. Ouvi o Esposo com respeitoso carinho e acompanhei-o na oração com que rogamos à Jesus e à nossa Mãe Santíssima nos abençoasse. Transcorridos alguns dias, minha filha Maria Georgina e eu éramos surpreendidas com as primeiras informações da obra iniciada.Pequenos apontamentos nos davam conta de que o Esposo abnegado começara na visitação aos lares desprotegidos. Admirei-lhe a coragem e protestei contra a legenda em que se erguia o meu pobre nome para a organização. Achava-me, porém, integrada no serviço, pela carinhosa lembrança do marido e compreendi que, embora constrangida, não me cabia recuar ante a realização que se mostrava no berço.
Fundação Marietta Gaio! Não conseguiria refletir sem resistência ao nome proposto e entendi que, sem mérito algum, era chamada a servir em meu benefício próprio. Do que foi a trajetória da instituição, até que o Jorge e a nossa querida Nair recebessem o facho das obrigações de vanguarda, não preciso dizer. Cinqüenta marços de trabalho e de amor se fizeram cinqüenta marcos de esperança e de luz em nossas vidas.
Venho formular o nosso respeitoso agradecimento a todos os companheiros que passaram no tempo ao nosso lado, e salientar o nosso louvor e a nossa gratidão, a vós todos que sucedestes o nosso querido Jorge na sustentação da casa. É verdade que possuímos a sede do nosso ideal de beneficência com o apoio que, de certo modo, lhe alicerçam a manutenção; ainda assim, muito mais do que a residência de alvenaria que nos resguarda os serviços de ordem geral, dispomos do campo de confiança recíproca e de invariável amor que nos reúnem uns aos outros. Unidos em Cristo, começamos, unidos em Cristo prosseguiremos...Expresso-vos a nossa alegria sob a presença do Gaio, do Jorge e de outros pioneiros e missionários da Fundação, tentando agradecer com frases escritas o mundo de apreço e admiraçãoque se nos cresce nos corações, em vos seguindo no esforço bendito de continuar construindo o bem.
O nosso reconhecimento se exprime nas preces com que nos dirigimos ao Todo-Misericordioso, rogando-lhe à Bondade Infinita abençoar-vos e recompensar-vos com os tesouros da fé viva e do bom-ânimo, da paz e da felicidade reservadas aos obreiros fiéis.
Nossa casa conquistou novas dimensões e as nossas aspirações igualmente se desdobram...
Deus vos recompense a todos pelas horas de trabalho benemérito em que vos esqueceis para aliviar a provação dos enfermos; pela dedicação com que sabeis repartir o pão e a veste, o socorro e a assistência, junto aos nossos irmãos desvalidos do mundo; pela coragem que insuflais no Espírito combalido das viúvas e das mães desamparadas, oferecendo-lhes o teto em que o Senhor nos acolhe por servidores em Seu Nome; pela fortaleza de ânimo que instalais nos sentimentos de todos aqueles que nos batem à porta, entre a necessidade e a tribulação; pelo remédio e pelo alívio que estendeis aos doentes; pelos sorrisos de felicidade que sempre desenhais sobre as lágrimas das crianças batidas pelo infortúnio; pela ternura com que resguardais em nossa creche de proteção e de carinho os pequeninos que nos reclamam assistência para que as mães valorosas trabalhem na conquista do pão de cada dia; pela palavra de reconforto e de esperança com que levantais os companheiros caídos em desânimo e desespero, buscando-nos os recintos, à maneira de náufragos que se apegam à embarcação de amparo e salvamento que sabeis conduzir, dia-a-dia, na direção dos portos de socorro e refazimento. E dizemos "muito obrigado", a todos vós, amados filhos de nosso instituto de beneficência, por todos os momentos em que vos amais uns aos outros, conquanto as diferenças de opinião que por vezes nos marcam os esquemas de serviço, doando-nos o exemplo da solidariedade e da união, e estimulando-nos ao trabalho espiritual em vossa companhia; muito obrigado a cada um de vós sempre que buscais o silêncio e o sorriso fraterno para compreender o companheiro transitoriamente tangido pelas irritações do mundo; muito obrigado pela renúncia com que abdicais de vossos pontos de vista, quando os interesses dos necessitados devem prevalecer sobre os nossos desejos; muito obrigado por aceitardes tarefas pequeninas e aparentemente insignificantes, nas quais socorreis uma criança enferma ou escorais uma irmã que as experiências da vida alvejaram os cabelos e lhe abriram chagas invisíveis nos corações; e muito obrigado por saberdes perdoar as dificuldades de uns para com os outros a fim de que os hóspedes de Jesus em nossa casa se vejam protegidos pelo aconchego da instituição que Ele mesmo, o Senhor, nos concedeu para servi-lo na pessoa dos últimos de nossos irmãos, nas filas da necessidade humana, embora sejam eles os herdeiros diretos da paz e das alegrias do Reino!
Desculpai-me se vos falo com tamanha pobreza de expressões.
Agradeço, pessoalmente, à nossa Nair pela constância de ação e pelo devotamento com que nos abraçou os compromissos e agradeço à minha filha Maria quanto fez e continuará fazendo pela segurança de nosso lar-oficina de bençãos, em que os Mensageiros do Cristo, nos honram com a felicidade de atuar e agir na execução do bem.
Através de nossos amigos Hércules e Iza, saudamos a todos vós, irmãos em Jesus e filhos de nossa esperança que sustentais nas mãos a bandeira de 1932.
A todos, o nosso coração reconhecido.
Deus nos proteja e nos abençoe. É tudo o que pode rogar de melhor em auxílio a nós todos a vossa irmã pelo coração e pequena servidora agradecida.

Livro: Tesouro De Alegria
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:26

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MENSAGEM DE AMOR


Marietta Gaio

Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens.
Buscamos a proclamação do Céu para agradecer-vos.
A todos saudamos, com os nossos votos de paz, no entanto, desejamos, com a permissão do Senhor, falar aos companheiros de nossa Fundação de Amor ao Próximo, aqui representados por nossos irmãos Hércules e Iza que se nos farão intérpretes do júbilo com que assinalamos o nosso agradecimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo cinqüentenário de nossa casa.
Somos nós, amados amigos, a servidora que vos deve tanto, o coração indicado para transmitir-vos a nossa gratidão.
Perdoai-me a limitação e a insuficiência das palavras que não me traduzem o anseio de expressar-vos a nossa alegria, diante do evento que o mês próximo nos descortina, confidenciando-nos todas as minudências dos cinqüenta anos de trabalho que a nossa instituição agora alcança, sob a inspiração dos Divinos Emissários. Fossem lágrimas as letras de que me utilizo para comunicar-vos o nosso contentamento e a nossa gratidão e talvez conseguisse estampar a minhalma no que vos digo, esculpindo em vosso Espírito o preito de nosso reconhecimento por toda a dedicação com que conduzis para diante a bandeira da caridade com Jesus que o nosso Gaio desfraldou em silêncio. Ele, o Gaio, atravessara o natalício em 1932, mentalizando o propósito de algo realizar que lhe testemunhasse a fidelidade a Jesus. E pensou, acima de tudo, nas viúvas e nos órfãos desvalidos.
Falou-nos do projeto que lhe nascia por nota de luz no pensamento. E a sós, com esta vossa serva, se referiu ao venerável Anthony Leon, ao respeitado amigo Dom Romualdo de Seixas, do generoso irmão Pedro Richard, do nosso sempre amado Doutor Bezerra de Menezes. Ouvi o Esposo com respeitoso carinho e acompanhei-o na oração com que rogamos à Jesus e à nossa Mãe Santíssima nos abençoasse. Transcorridos alguns dias, minha filha Maria Georgina e eu éramos surpreendidas com as primeiras informações da obra iniciada.Pequenos apontamentos nos davam conta de que o Esposo abnegado começara na visitação aos lares desprotegidos. Admirei-lhe a coragem e protestei contra a legenda em que se erguia o meu pobre nome para a organização. Achava-me, porém, integrada no serviço, pela carinhosa lembrança do marido e compreendi que, embora constrangida, não me cabia recuar ante a realização que se mostrava no berço.
Fundação Marietta Gaio! Não conseguiria refletir sem resistência ao nome proposto e entendi que, sem mérito algum, era chamada a servir em meu benefício próprio. Do que foi a trajetória da instituição, até que o Jorge e a nossa querida Nair recebessem o facho das obrigações de vanguarda, não preciso dizer. Cinqüenta marços de trabalho e de amor se fizeram cinqüenta marcos de esperança e de luz em nossas vidas.
Venho formular o nosso respeitoso agradecimento a todos os companheiros que passaram no tempo ao nosso lado, e salientar o nosso louvor e a nossa gratidão, a vós todos que sucedestes o nosso querido Jorge na sustentação da casa. É verdade que possuímos a sede do nosso ideal de beneficência com o apoio que, de certo modo, lhe alicerçam a manutenção; ainda assim, muito mais do que a residência de alvenaria que nos resguarda os serviços de ordem geral, dispomos do campo de confiança recíproca e de invariável amor que nos reúnem uns aos outros. Unidos em Cristo, começamos, unidos em Cristo prosseguiremos...Expresso-vos a nossa alegria sob a presença do Gaio, do Jorge e de outros pioneiros e missionários da Fundação, tentando agradecer com frases escritas o mundo de apreço e admiraçãoque se nos cresce nos corações, em vos seguindo no esforço bendito de continuar construindo o bem.
O nosso reconhecimento se exprime nas preces com que nos dirigimos ao Todo-Misericordioso, rogando-lhe à Bondade Infinita abençoar-vos e recompensar-vos com os tesouros da fé viva e do bom-ânimo, da paz e da felicidade reservadas aos obreiros fiéis.
Nossa casa conquistou novas dimensões e as nossas aspirações igualmente se desdobram...
Deus vos recompense a todos pelas horas de trabalho benemérito em que vos esqueceis para aliviar a provação dos enfermos; pela dedicação com que sabeis repartir o pão e a veste, o socorro e a assistência, junto aos nossos irmãos desvalidos do mundo; pela coragem que insuflais no Espírito combalido das viúvas e das mães desamparadas, oferecendo-lhes o teto em que o Senhor nos acolhe por servidores em Seu Nome; pela fortaleza de ânimo que instalais nos sentimentos de todos aqueles que nos batem à porta, entre a necessidade e a tribulação; pelo remédio e pelo alívio que estendeis aos doentes; pelos sorrisos de felicidade que sempre desenhais sobre as lágrimas das crianças batidas pelo infortúnio; pela ternura com que resguardais em nossa creche de proteção e de carinho os pequeninos que nos reclamam assistência para que as mães valorosas trabalhem na conquista do pão de cada dia; pela palavra de reconforto e de esperança com que levantais os companheiros caídos em desânimo e desespero, buscando-nos os recintos, à maneira de náufragos que se apegam à embarcação de amparo e salvamento que sabeis conduzir, dia-a-dia, na direção dos portos de socorro e refazimento. E dizemos "muito obrigado", a todos vós, amados filhos de nosso instituto de beneficência, por todos os momentos em que vos amais uns aos outros, conquanto as diferenças de opinião que por vezes nos marcam os esquemas de serviço, doando-nos o exemplo da solidariedade e da união, e estimulando-nos ao trabalho espiritual em vossa companhia; muito obrigado a cada um de vós sempre que buscais o silêncio e o sorriso fraterno para compreender o companheiro transitoriamente tangido pelas irritações do mundo; muito obrigado pela renúncia com que abdicais de vossos pontos de vista, quando os interesses dos necessitados devem prevalecer sobre os nossos desejos; muito obrigado por aceitardes tarefas pequeninas e aparentemente insignificantes, nas quais socorreis uma criança enferma ou escorais uma irmã que as experiências da vida alvejaram os cabelos e lhe abriram chagas invisíveis nos corações; e muito obrigado por saberdes perdoar as dificuldades de uns para com os outros a fim de que os hóspedes de Jesus em nossa casa se vejam protegidos pelo aconchego da instituição que Ele mesmo, o Senhor, nos concedeu para servi-lo na pessoa dos últimos de nossos irmãos, nas filas da necessidade humana, embora sejam eles os herdeiros diretos da paz e das alegrias do Reino!
Desculpai-me se vos falo com tamanha pobreza de expressões.
Agradeço, pessoalmente, à nossa Nair pela constância de ação e pelo devotamento com que nos abraçou os compromissos e agradeço à minha filha Maria quanto fez e continuará fazendo pela segurança de nosso lar-oficina de bençãos, em que os Mensageiros do Cristo, nos honram com a felicidade de atuar e agir na execução do bem.
Através de nossos amigos Hércules e Iza, saudamos a todos vós, irmãos em Jesus e filhos de nossa esperança que sustentais nas mãos a bandeira de 1932.
A todos, o nosso coração reconhecido.
Deus nos proteja e nos abençoe. É tudo o que pode rogar de melhor em auxílio a nós todos a vossa irmã pelo coração e pequena servidora agradecida.

Livro: Tesouro De Alegria
Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:26

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Domingo, 14 de Junho de 2009

FATALIDADE E DESTINO

É o homem, por sua própria vontade, quem forja as próprias cadeias, é ele quem tece, fio por fio, dia a dia, do nascimento à morte, a rede de seu destino - Léon Denis.

Diante de acontecimentos desagradáveis no dia a dia, logo responsabilizamos a fatalidade e o destino, sem fazermos uma maior reflexão. Mas, será que tudo em nossa vida está predeterminado? Será que o nosso destino foi traçado? Como entender fatalidade na visão espírita?

Lemos nos dicionários que fatalidade é a qualidade de fatal. E que fatal é o determinado, o marcado, o fixado pelo destino. Ou seja, é a atuação de uma força maior a nos submeter a acontecimentos que independem de nós e dos quais não se pode escapar. Precisamos refletir e ver outros pontos importantes em torno desses conceitos. Sendo a nossa intenção analisar o assunto dentro da visão espírita, vejamos o que nos diz “O livro dos Espíritos”; nele nós lemos: “A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina destituída de vontade” . Concordamos com essa afirmativa, pois não nos vemos como máquinas. E se tudo já estivesse escrito, ninguém seria responsável por falta alguma, nem tão pouco teria mérito por coisa nenhuma. Seríamos meros fantoches e estaríamos à mercê do destino, o que nos parece incompatível com conceito de Justiça Divina que os espíritos nos apresentam.

Fatal, na verdadeira acepção da palavra, só o fato de que vamos um dia biologicamente morrer, pois, quanto às outras coisas, a cada momento estamos transformando. Entendemos que o destino é quase sempre a conseqüência de nossas atitudes mentais e comportamentais, das escolhas que fazemos utilizando o nosso livre-arbítrio. E esse raciocínio encontra explicação n“O Livro dos Espíritos”, no qual a espiritualidade diz: “Não acrediteis, porém, que tudo que acontece esteja escrito como se diz. Um acontecimento é quase sempre a conseqüência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de tal maneira que, se não tivésseis praticado aquele ato, o acontecimento não se verificaria”.

Contudo, fatalidade não é uma palavra vã, ela existe no gênero de existência que nós escolhemos como prova, expiação ou missão, antes de reencarnamos, pois existem escolhas quase impossíveis de serem alteradas, como as doenças congênitas, por exemplo. Conforme lemos na questão 851 também de O Livro dos Espíritos: “A fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra”.

Através do uso de nosso livre arbítrio, temos a liberdade de alterarmos, aproveitando ou não estas escolhas feitas ainda na espiritualidade, pois tanto podemos aproveitar através da resignação e da superação, quanto podemos nos revoltar perdendo assim a oportunidade de aperfeiçoamento que estamos vivendo.

O Espiritismo nos ensina a ver nos acontecimentos negativos e perturbadores muito mais que fatalidade e destino; ensina-nos a ver a conseqüência de nossas escolhas equivocadas, não apenas de outras encarnações, mas, também, de nossa atual encarnação. Ensina, ainda, que por mais difíceis que se apresentem as situações, nós somos senhores dos nossos destinos, que podemos com o nosso livre arbítrio alterarmos as nossas escolhas para trazermos o melhor para nossa existência. Como nos diz o orador espírita Divaldo Franco: “Você é o que fez de si, mas você será o que faça de você”.

 

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:50

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A VIVÊNCIA DO AMOR

“Meus irmãos, a paz do Cristo seja conosco.
Irmanados no ideal de servir aos propósitos divinos, não vos deixeis abater pelos percalços naturais da senda... Não existe outro caminho para os Cimos, senão aquele que o Mestre vos delineou; quem se nega a seguir adiante, sustendo aos ombros a cruz do próprio testemunho, não terá alternativa que não seja a de se demorar nos vales da desilusão e da dor.
Muito lentamente o homem vem despertando para a Verdade e não deveis esperar por uma adesão coletiva aos princípios libertadores que tendes abraçado na Doutrina que revive os postulados cristãos para toda a Humanidade; passados dois mil anos de seu divino sacrificio entre os homens, o Senhor permanece na expectativa de que a semente plantada por suas mãos germine nos corações...
Não desanimeis. A escada para o Alto é constituída de infinitos degraus; porém, a cada passo, podereis sentir a presença Daquele que vos prometeu fazer companhia até a consumação dos séculos... Outrora, as trevas que pairavam sobre os vossos espíritos eram mais densas; hoje, todavia, não ignorais o rumo em que se vos faz mister perseverar
Discípulos fiéis ao Amor e à Verdade têm-se corporificado no Planeta, abrindo significativas clareiras na primitiva floresta dos anseios meramente humanos; não há mais um só povo e uma só raça que possa pretextar desconhecimento das lições básicas do Evangelho...
Se vos amardes uns aos outros, nada haverá de se vos constituir em obstáculo na caminhada e a incerteza não vos fará vacilar no cumprimento do dever.
Depois de Deus, é o Amor a suprema força do Universo! Quem ama, serve e compreende, perdoa e renuncia, rejubilando-se pela oportunidade de se superar através do amor que dedica aos seus semelhantes... Quem ama, não teme as adversidades e não recua diante dos desafios... Quem ama, mesmo que ainda se situe nos primeiros degraus da evolução, lutando para desembaraçar-se do que o prende à retaguarda, antecipa em si mesmo a alegria da vitória...
A criatura que ama integra-se com o Criador e, em sintonia com Ele, embora não seja mais que um singelo grão de areia na imensidão do deserto, consegue refletir-Lhe a grandeza Divina na Glória da Criação...
O único segredo da Vida é o Amor!... O egoísmo, que é o amor exagerado a si, faz sofrer e desencanta; o altruísmo, que é o amor quando se projeta na direção do outro, é o alicerce da Perfeição. Aquele que, para se importar consigo esquece os seus semelhantes, padece de profunda amnésia e, até que verdadeiramente se encontre, peregrina por longo tempo nas sinuosas estradas do sofrimento...
Estudai a Verdade, meus irmãos, mas, sobretudo, examinai o vosso amor; não priorizeis o saber, em detrimento do sentimento...
Não vos concentreis excessivamente sobre a forma que passa, nem supervalorizeis os fenômenos pertinentes à matéria... Na Terra e nas regiões espirituais que lhe são imediatas, tudo é transitório. Para o espírito que ama, não existem fronteiras no Cosmos: o Amor é o idioma universal e a senha de luz que descerra todas as portas...
Dedicai-vos, sim, ao intercâmbio com os homens, dando ênfase à crença na Imortalidade, mas, sobretudo, concitai-os à prática da Caridade; as religiões que apenas enfatizem a necessidade de crer e que não conclamem os seus seguidores a serem bons e tolerantes, estão longe de aprender e de pregar o real sentido das palavras do Cristo...
O religioso sincero é aquele que, em seu relacionamento com Deus, jamais excluiu o próximo, seja ele quem for. O fanatismo religioso é uma manifestação primitiva da fé... O que redime o homem são os seus atos, e não a sua aparência piedosa. Com a Fé Raciocinada, tendes nas mãos a abençoada charrua com que vos compete lavrar a gleba das almas, tornando-as férteis para a obra do Semeador Excelso; trabalhai, incansavelmente, e não desconsidereis que a construção do Reino de Deus sobre a face da Terra depende de sua edificação no íntimo de cada um de vós...
Deixai de ser crianças em vossas reações; crescei, e a vossa vida há de crescer convosco! Diante da Eternidade, um milênio não é mais que um dia e um século não é mais que um segundo!... Tudo passa e tão-somente a experiência permanece; à medida em que a luz se expande, as trevas se encolhem... Em contato com os raios do Sol, a noite se transfigura dia.
Não existe maldade; o que existe é ignorância das Leis Divinas. O espírito frágil há de se fortalecer, um dia. Mais cedo ou mais tarde, todos haveremos de chegar ao termo da jornada que empreendemos de volta para Deus!...
Convencei-vos de que o desânimo é simples perda de tempo e o erro é lição que pede para ser recapitulada. Esquecei-vos e sereis tão felizes quanto podeis ser, em vosso atual estágio evolutivo. Que o Evangelho vos seja motivo de alegria, e não de tristeza. A Criação é o sorriso de Deus, constantemente estampado na Face do Universo!... A tristeza da Crucificação foi superada pela alegria da Ressurreição!... A função da Morte grosseira é a de engrandecer a Vida e sublimá-la em todas as suas manifestações. No entanto, conforme sabeis, morrer só por si não basta: é necessário que, do homem-velho, renasça o homem-novo!... Estendei as mãos uns aos outros e, sobretudo, tende paciência. Laborai sem perda de tempo, porém não vos precipiteis no afã de subir, como se pudésseis pular etapas na experiência evolutiva a que vos submeteis...
Embora com os pés fincados na Terra, quem ama, pode abarcar o Universo! Sem sair do lugar, quem ama, realiza Deus onde está!... Uni-vos, amai-vos e servi sempre — eis o lema para quem almeje um melhor aproveitamento do tempo, em qualquer situação em que se encontre, nas múltiplas dimensões em que a Vida se manifesta.
Que o Senhor vos inspire e fortaleça, hoje e para todo o sempre!...”
Preleção realizada por um Mensageiro do Plano Espiritual, presente no livro “Na Próxima Dimensão” – Pelo Espírito Inácio Ferreira – Psicografado pelo médium Carlos A. Bacelli
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:16

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A VIVÊNCIA DO AMOR

“Meus irmãos, a paz do Cristo seja conosco.
Irmanados no ideal de servir aos propósitos divinos, não vos deixeis abater pelos percalços naturais da senda... Não existe outro caminho para os Cimos, senão aquele que o Mestre vos delineou; quem se nega a seguir adiante, sustendo aos ombros a cruz do próprio testemunho, não terá alternativa que não seja a de se demorar nos vales da desilusão e da dor.
Muito lentamente o homem vem despertando para a Verdade e não deveis esperar por uma adesão coletiva aos princípios libertadores que tendes abraçado na Doutrina que revive os postulados cristãos para toda a Humanidade; passados dois mil anos de seu divino sacrificio entre os homens, o Senhor permanece na expectativa de que a semente plantada por suas mãos germine nos corações...
Não desanimeis. A escada para o Alto é constituída de infinitos degraus; porém, a cada passo, podereis sentir a presença Daquele que vos prometeu fazer companhia até a consumação dos séculos... Outrora, as trevas que pairavam sobre os vossos espíritos eram mais densas; hoje, todavia, não ignorais o rumo em que se vos faz mister perseverar
Discípulos fiéis ao Amor e à Verdade têm-se corporificado no Planeta, abrindo significativas clareiras na primitiva floresta dos anseios meramente humanos; não há mais um só povo e uma só raça que possa pretextar desconhecimento das lições básicas do Evangelho...
Se vos amardes uns aos outros, nada haverá de se vos constituir em obstáculo na caminhada e a incerteza não vos fará vacilar no cumprimento do dever.
Depois de Deus, é o Amor a suprema força do Universo! Quem ama, serve e compreende, perdoa e renuncia, rejubilando-se pela oportunidade de se superar através do amor que dedica aos seus semelhantes... Quem ama, não teme as adversidades e não recua diante dos desafios... Quem ama, mesmo que ainda se situe nos primeiros degraus da evolução, lutando para desembaraçar-se do que o prende à retaguarda, antecipa em si mesmo a alegria da vitória...
A criatura que ama integra-se com o Criador e, em sintonia com Ele, embora não seja mais que um singelo grão de areia na imensidão do deserto, consegue refletir-Lhe a grandeza Divina na Glória da Criação...
O único segredo da Vida é o Amor!... O egoísmo, que é o amor exagerado a si, faz sofrer e desencanta; o altruísmo, que é o amor quando se projeta na direção do outro, é o alicerce da Perfeição. Aquele que, para se importar consigo esquece os seus semelhantes, padece de profunda amnésia e, até que verdadeiramente se encontre, peregrina por longo tempo nas sinuosas estradas do sofrimento...
Estudai a Verdade, meus irmãos, mas, sobretudo, examinai o vosso amor; não priorizeis o saber, em detrimento do sentimento...
Não vos concentreis excessivamente sobre a forma que passa, nem supervalorizeis os fenômenos pertinentes à matéria... Na Terra e nas regiões espirituais que lhe são imediatas, tudo é transitório. Para o espírito que ama, não existem fronteiras no Cosmos: o Amor é o idioma universal e a senha de luz que descerra todas as portas...
Dedicai-vos, sim, ao intercâmbio com os homens, dando ênfase à crença na Imortalidade, mas, sobretudo, concitai-os à prática da Caridade; as religiões que apenas enfatizem a necessidade de crer e que não conclamem os seus seguidores a serem bons e tolerantes, estão longe de aprender e de pregar o real sentido das palavras do Cristo...
O religioso sincero é aquele que, em seu relacionamento com Deus, jamais excluiu o próximo, seja ele quem for. O fanatismo religioso é uma manifestação primitiva da fé... O que redime o homem são os seus atos, e não a sua aparência piedosa. Com a Fé Raciocinada, tendes nas mãos a abençoada charrua com que vos compete lavrar a gleba das almas, tornando-as férteis para a obra do Semeador Excelso; trabalhai, incansavelmente, e não desconsidereis que a construção do Reino de Deus sobre a face da Terra depende de sua edificação no íntimo de cada um de vós...
Deixai de ser crianças em vossas reações; crescei, e a vossa vida há de crescer convosco! Diante da Eternidade, um milênio não é mais que um dia e um século não é mais que um segundo!... Tudo passa e tão-somente a experiência permanece; à medida em que a luz se expande, as trevas se encolhem... Em contato com os raios do Sol, a noite se transfigura dia.
Não existe maldade; o que existe é ignorância das Leis Divinas. O espírito frágil há de se fortalecer, um dia. Mais cedo ou mais tarde, todos haveremos de chegar ao termo da jornada que empreendemos de volta para Deus!...
Convencei-vos de que o desânimo é simples perda de tempo e o erro é lição que pede para ser recapitulada. Esquecei-vos e sereis tão felizes quanto podeis ser, em vosso atual estágio evolutivo. Que o Evangelho vos seja motivo de alegria, e não de tristeza. A Criação é o sorriso de Deus, constantemente estampado na Face do Universo!... A tristeza da Crucificação foi superada pela alegria da Ressurreição!... A função da Morte grosseira é a de engrandecer a Vida e sublimá-la em todas as suas manifestações. No entanto, conforme sabeis, morrer só por si não basta: é necessário que, do homem-velho, renasça o homem-novo!... Estendei as mãos uns aos outros e, sobretudo, tende paciência. Laborai sem perda de tempo, porém não vos precipiteis no afã de subir, como se pudésseis pular etapas na experiência evolutiva a que vos submeteis...
Embora com os pés fincados na Terra, quem ama, pode abarcar o Universo! Sem sair do lugar, quem ama, realiza Deus onde está!... Uni-vos, amai-vos e servi sempre — eis o lema para quem almeje um melhor aproveitamento do tempo, em qualquer situação em que se encontre, nas múltiplas dimensões em que a Vida se manifesta.
Que o Senhor vos inspire e fortaleça, hoje e para todo o sempre!...”
Preleção realizada por um Mensageiro do Plano Espiritual, presente no livro “Na Próxima Dimensão” – Pelo Espírito Inácio Ferreira – Psicografado pelo médium Carlos A. Bacelli
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:16

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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

O SUICÍDIO

Richard Simonetti

1 – O suicida permanece muito tempo em regiões de sofrimento, no plano espiritual, ou logo reencarna?
- Depende de suas necessidades e de como reage à situação que criou. Há os que retornam de imediato à carne. Há os que fazem estágios em regiões de sofrimento. Depois são acolhidos em instituições hospitalares que funcionam nas proximidades dos chamados vales dos suicidas, como descreve Camilo Castelo Branco (1825-1890), no livro Memórias de um Suicida, psicografado por Yvonne Pereira.
2 – Considerando o estado de desequilíbrio de quem comete o gesto tresloucado, não será contra-producente reconduzi-lo à reencarnação?
- Em alguns casos é uma necessidade, oferecendo-lhe a bênção do esquecimento e ajudando-o a superar as fixações que precipitaram sua fuga no pretérito.
3 – Haverá alguma conseqüência no novo corpo?
- O corpo espiritual ou perispírito é um molde da forma física. Se tem desajustes, estes tenderão a refletir-se nela. Acontece freqüentemente com o suicida.
4 – Poderia dar alguns exemplos?
- Quem se mata por afogamento terá problemas respiratórios. Quem ingeriu um corrosivo terá desajustes no aparelho digestivo. Quem atirou na cabeça poderá reencarnar com retardo mental, paralisia cerebral e males semelhantes. Quem põe fogo no corpo terá graves problemas dermatológicos.
5 – Seria uma espécie de castigo?
- Mais exatamente uma conseqüência. Se uso uma faca imprudentemente, acabo me cortando. Deus não estará me castigando. Apenas estarei colhendo o resultado de minha imprudência.
6 – Uma encarnação é suficiente para o suicida livrar-se dos desajustes gerados por seu ato?
- Isso depende de vários fatores, envolvendo o grau de comprometimento com o gesto tresloucado. Como regra diríamos que, quanto mais esclarecido for, quanto mais ampla sua noção a respeito das responsabilidades da vida, maior o estrago perispiritual, mais demorada a recuperação.
7 – Pode prolongar-se por mais de uma existência?
- É possível, dependendo de como reage. Podem ocorrer complicações, envolvendo, sobretudo, a reincidência. Em existência futura o indivíduo sentir-se-á tentado a cometê-lo novamente, quando enfrentar situações que motivaram sua fuga no passado.
8 – Há um aumento preocupante de suicídios em todos os países. O que pode ser feito a respeito?
- A Doutrina Espírita é uma vacina contra o suicídio, mostrando-nos que se trata de uma porta falsa, que nos precipita em sofrimentos mil vezes acentuados. Por isso, um dos grandes recursos para combater o suicídio é a sua divulgação. Trata-se de um trabalho abençoado que todos podemos desenvolver, particularmente usando livros espíritas, distribuindo-os a mão cheia, como ensina Castro Alves (1847-1871).
Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:25

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O SUICÍDIO

Richard Simonetti

1 – O suicida permanece muito tempo em regiões de sofrimento, no plano espiritual, ou logo reencarna?
- Depende de suas necessidades e de como reage à situação que criou. Há os que retornam de imediato à carne. Há os que fazem estágios em regiões de sofrimento. Depois são acolhidos em instituições hospitalares que funcionam nas proximidades dos chamados vales dos suicidas, como descreve Camilo Castelo Branco (1825-1890), no livro Memórias de um Suicida, psicografado por Yvonne Pereira.
2 – Considerando o estado de desequilíbrio de quem comete o gesto tresloucado, não será contra-producente reconduzi-lo à reencarnação?
- Em alguns casos é uma necessidade, oferecendo-lhe a bênção do esquecimento e ajudando-o a superar as fixações que precipitaram sua fuga no pretérito.
3 – Haverá alguma conseqüência no novo corpo?
- O corpo espiritual ou perispírito é um molde da forma física. Se tem desajustes, estes tenderão a refletir-se nela. Acontece freqüentemente com o suicida.
4 – Poderia dar alguns exemplos?
- Quem se mata por afogamento terá problemas respiratórios. Quem ingeriu um corrosivo terá desajustes no aparelho digestivo. Quem atirou na cabeça poderá reencarnar com retardo mental, paralisia cerebral e males semelhantes. Quem põe fogo no corpo terá graves problemas dermatológicos.
5 – Seria uma espécie de castigo?
- Mais exatamente uma conseqüência. Se uso uma faca imprudentemente, acabo me cortando. Deus não estará me castigando. Apenas estarei colhendo o resultado de minha imprudência.
6 – Uma encarnação é suficiente para o suicida livrar-se dos desajustes gerados por seu ato?
- Isso depende de vários fatores, envolvendo o grau de comprometimento com o gesto tresloucado. Como regra diríamos que, quanto mais esclarecido for, quanto mais ampla sua noção a respeito das responsabilidades da vida, maior o estrago perispiritual, mais demorada a recuperação.
7 – Pode prolongar-se por mais de uma existência?
- É possível, dependendo de como reage. Podem ocorrer complicações, envolvendo, sobretudo, a reincidência. Em existência futura o indivíduo sentir-se-á tentado a cometê-lo novamente, quando enfrentar situações que motivaram sua fuga no passado.
8 – Há um aumento preocupante de suicídios em todos os países. O que pode ser feito a respeito?
- A Doutrina Espírita é uma vacina contra o suicídio, mostrando-nos que se trata de uma porta falsa, que nos precipita em sofrimentos mil vezes acentuados. Por isso, um dos grandes recursos para combater o suicídio é a sua divulgação. Trata-se de um trabalho abençoado que todos podemos desenvolver, particularmente usando livros espíritas, distribuindo-os a mão cheia, como ensina Castro Alves (1847-1871).
Do livro: Reencarnação: Tudo o que você precisa Saber
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:25

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Domingo, 7 de Junho de 2009

UMA VISÃO ESPÍRITA DO HOMOSSEXUALISMO SEM O DISSIMULADO PURISMO CRISTÃO

As múltiplas experiências humanas pela reencarnação e os repetidos contatos com ambos os sexos proporcionam ao espírito as tendências sexuais na feminilidade ou masculinidade e este reencarna com ambas as polaridades e se junge, às vezes, contrariado aos impositivos da anatomia genital e ao da educação sexual que acolhe em seu ambiente cultural. Consoante essas experiências tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inversa ao que determina o meio sócio-cultural.

Emmanuel ensina na obra "Vida e Sexo" que o "Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas." (1) Além disso, há vários fatores educacionais que poderiam contribuir para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas de seu inconsciente espiritual. E, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital, e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências com pessoas do mesmo sexo. Tal ocorrência poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando, por aquele motivo, um transtorno psíquico-emocional.

A convivência do espírito com o sexo oposto ao que adotou em cada encarnação, bem como aquelas em que exerceu sua opção sexual, irão plasmar em seu psiquismo as tendências típicas de cada polaridade. Explica Emmanuel: "A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação."(2)

Na questão 202 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos: "Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?" "Isso pouco lhe importa", responderam os Benfeitores, "o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar"(3), esclareceram os Espíritos.

A genética tem tentado encontrar genes que explicariam a homossexualidade como sendo desvio de comportamento sexual. A psiquiatria tenta encontrar enzimas cerebrais que poderiam influenciar no comportamento sexual. Alguns sexólogos, explicam que é uma preferência sexual. Mas a sede real do sexo não se acha no veículo físico, porém na estrutura complexa do espírito. É por esse prisma que devemos encarar as questões relacionadas ao sexo. "A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos". (4)

Não podemos confundir homossexualismo com desvio de caráter, até porque os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades íntimas insondáveis. "A própria filogênese(5) do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresenta enorme variação de formas, inclusive a autogênese[geração espontânea] dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas"(6), para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.

Com a liberação sexual e a ascensão do feminino na sociedade contemporânea, a tolerância ao homossexualismo aumentou, permitindo que uma grande quantidade de pessoas que viviam no anonimato se expressasse naturalmente. Chico Xavier explica, de forma clara, o seguinte: "Não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais às tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impediria certo numero de pessoas de trabalhar e de serem úteis à vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?" (7)

A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. A Doutrina Espírita não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homoafetivas. Muitas vezes, pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somado aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.(8) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra" ... (9)

Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente, a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxuo, em seu sexo natural.

Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, "mas fazer um profundo exercício de auto-aceitação, asserenar-se por dentro, a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vives uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas." (10)

Emmanuel enfatiza que: "O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais."(11) O homossexualismo não deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o "transexual", merece toda a nossa compreensão e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.

Outra questão extremamente controvertida, para muitos cristãos, é a possibilidade da união estável [casamento] entre duas pessoas do mesmo sexo. Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente "puros", isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo, e não ousaríamos opinar com a palavra definitiva. [estamos abertos a discussões] Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável [casamento] entre homossexuais é perfeitamente normal. Sim!

Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos afirmar que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe.

Seria lícito a duas pessoas do mesmo sexo viverem sob o mesmo teto, como marido e mulher? A propósito, vasculhando fontes sobre esta mesma indagação encontramos em Folha Espírita a resposta de Emmanuel : "A esta indagação o Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos, com as seguintes palavras: 'O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural?' Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação: 'É um progresso na marcha da humanidade.' Os amigos encarnados no plano físico com a tarefa de sustentar e zelar pelo Cristianismo Redivivo, na Doutrina Espírita, estão aptos ao estudo e conclusão do texto em exame." (12)(grifamos)

Tanto o homossexual como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. Lembremos, o que é ilícito ao hétero, também o é ao homossexual. Ambos precisam "distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma"(13)

Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificados os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de prova ou de expiação, é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade.

Acreditamos, por fim, que estas idéias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto , lembrando que o homossexualismo transcende em si mesmo à simples questão da permuta sexual.


FONTES:
(1) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
(2) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
(3) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. Feb, 2000, perg. 202
(4) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
(5) Filogenia (história evolucionária das espécies) opõe-se à ontogenia (desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.)
(6) Disponível em acessado em 21/04/06
(7) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984
(8) A recomendação do Espiritismo para o respeito e a compreensão para com os irmãos que transitam em condições sexuais inversivas (homossexualismo) ocorre em função do sentimento de fraternidade ou caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas igualmente pelo fato de que nenhum de nós tem autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos temos dificuldades morais e/ou materiais graves que precisam de educação.
(9) João, cap. VIII, vv. 3 a 11
(10) Disponível em acessado em 21/04/2006
(11) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
(12) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Julho de 1984.
(13) Xavier, Francisco Cândido. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.

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