Sábado, 18 de Julho de 2009

A PRECE

 

 
 
 
Logo depois que despertou na consciência, o ser humano começou a sentir a necessidade de dirigir-se a um Ente Supremo, que, na verdade, inicialmente eram vários, pois, segundo a mentalidade primitiva, a cada fenômeno da Natureza e a tudo que se lhe afigurava extraordinariamente, era atribuído, como causa, a alguém que o produzia.
Muito cedo, já no alvorecer da vida espiritual, a criatura começou a falar com seus deuses, pedindo-lhes as coisas que desejava, solicitando-lhes proteção e ajuda, agradecendo-lhes as coisas que recebia e reclamando as que não recebia, estabelecendo acordos, etc. E cada qual se exprimia conforme o que lhe ditava a consciência.
Com o tempo, fundaram-se as religiões, e estas foram estabelecendo fórmulas de rezas e padronizando meios de comunicarem-se com os deuses. E muitos foram os modos idealizados para entrar em contacto com eles.
Mas a diante, quando a Humanidade já estava mais evoluída e chegou à compreensão de um Deus único, então as orações eram dirigidas ao Pai-Criador que está no céu, à “mãe de Deus” e também aos “santos” que foram canonizados. Originaram-se as rezas especiais para cada fim, bem como as miraculosas, destinadas a determinadas curas e a certos feitos.
Presentemente, a Humanidade já foi instruída pelos Mestres da Espiritualidade a respeito da oração, e sabe então, que o seu resultado não depende das palavras muitas vezes repetidas e ditadas em voz alta. As palavras são apenas fonemas emitidos como meio de comunicação entre os seres encarnados, que possuem como dispositivo receptor o sentido da audição. Mas o que traduz o sentido das coisas é sempre o pensamento. Quando dizemos alguma coisa, podemos dizê-la em quaisquer das línguas do Universo, que será sempre a mesma coisa, isto é, os diferentes fonemas articulados que dão forma à expressão não alteram a natureza da vibração que é emitida pelo espírito como pensamento que traduz o sentimento essencial.
Portanto, as orações que são dirigidas a Deus, ao Mestre Jesus, aos bons Espíritos, têm o seu efeito, quando vibradas com firmeza de pensamento e sinceramente sentidas, que então, em relação à elevação do espírito, á intensidade da emissão do potencial psíquico, á natureza intima da intenção e à pureza sentimental, será alcançado, quando é possível, o atendimento do que foi suplicado.
Sabemos então que não é pelo muito pedir, repetindo seguidamente o que se necessita, como que, querendo “convencer a Deus” nem pelo falar alto ou gritar, como que querendo forçar que “Deus nos ouça”, que seremos atendidos em nossas súplicas. Mas através do pedido sincero, feito com resignada devoção, sem a pretensiosa confiança de quem é merecedor de ser atendido, com a humildade e abnegação de quem sabe que não há efeito sem causa e que ninguém passa pelo sofrimento em vão, porque na vida nada acontece por casualidade, pois tudo tem a sua razão de ser.
Disse o Mestre dos mestres: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á”. “E qual  dentre vós é o homem que, pedindo pão o filho, lhe dará pedra?”; E, se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos seus filhos, quando mais o vosso Pai, que está nos céus, dará bens ao que lhos pedirem?
Mas acontece, como sabemos, que nem sempre somos atendidos no que pedimos, e assim, os que ainda não estão esclarecidos julgam que é um castigo de Deus o sofrimento por que passam as criaturas, apesar de rogarem constantemente ao criador para que as curem.
Porém, nem sempre pedimos o que é possível. A esse respeito esclareceu Jesus, quando disse; “não sabeis o que pedis”. Deus sabe o que é melhor para nós. Portanto, aquilo que é considerado como injusto castigo, que na verdade é sempre uma conseqüência provocada pelo próprio espírito, que muito o aborrece, o desagrada, e o induz a reclamar, pedindo a Deus que o liberte de tal sofrimento, é uma desejada prova, cuja experiência resultante, redunda em seu benefício e concorre para o seu bem.
Solicitado por um dos seus discípulos para que os ensinasse a orar, o Mestre, advertindo para que não fizessem como os “hipócritas que se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens”. Recomendou o seu clássico e imorredouro “Pai Nosso”, que é singelo, mas traduz muita sabedoria e um profundo sentido.
Com referência à prece, alguns entendem que é desnecessária, porque, dizem eles, ela não pode modificar a natureza das coisas, porquanto não pode ser evitado o que a criatura deverá passar como prova ou regate. Baseados no nosso entendimento, então poderíamos ir mais longe e pensarmos que pedir as coisas a Deus é contraproducente porque é Ele Onisciente. Ora se é Onisciente, tudo sabe, e se é infinitamente Justo e Bom, por que pedir o de que precisamos?
Por esse raciocínio chegaríamos ao ponto de nos encontrarmos diante de um dilema, pois teríamos que admitir assim pensando, que Deus não se preocupa com os que não se voltam a Ele, ou que não é Onisciente, e nesse caso, precisa ser advertido para que tome conhecimento do que se passa com as suas criaturas.
Porém, a verdade é que sempre que tentamos resolver os problemas transcendentais, condicionando-os aos limitados recursos do nosso entendimento, sem antes averiguar se realmente o que objetivamos está ao alcance da concepção humana, fazemos interpretações inadequadas e errôneas, o que nos faz pensar coisas completamente coisas completamente destituídas de fundamento.
Razão pela qual, quando pretendemos chegar à compreensão do que nada, analisar se o que estamos pensando a respeito de tal assunto está baseado em elementos já reconhecidos e comprovados, ou se estamos tentando, pelos meios do raciocínio, explicar o que ainda transcende ao atual entendimento.
A questão da prece (se devemos ou não pedir as coisas a Deus) interpretada, sem um prévio exame da origem das idéias em que se apóia o raciocínio, leva a falsas deduções.
Se antes, porém, de formularmos qualquer espécie de pensamentos a respeito do fato da prece, procurarmos reconhecer que nos encontramos ainda muito distantes do seu fundamento, compreenderemos, então, que o real sentido que sua verdadeira razão encerra não é aquele que, presentemente pensamos.
Precisamos compreender que quando nos referimos ao Criador, dizendo que nos “vê”, nos “ouve” e nos “entende”, estamos servindo-nos de expressões que se radicam nas ideologias do passado. Pensamentos ideológicos, através dos quais Deus é concebido antropomorficamente, o que induz a interpretação humana a julgar que Deus “sente”, “pensa”, “quer”, etc.
E, quando a ser Deus Onipresente, Onipotente e Onisciente, o que, sob o ponto de vista humano, fundamenta a razão de pensarmos que não se deve pedir-Lhe nada, pois sabe Ele melhor que nós as nossas reais necessidade, também precisamos reconhecer que é uma interpretação que é lógica para o nosso relativo e limitado alcance conceptual.
A esse respeito já observou Jesus, quando recomendou para orarmos em oculto, e não usarmos palavras vãs como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos; e acrescentou; “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”.
É evidente que os predicados que o ser humano atribui a Deus representam a tradução do máximo que lhe é possível conceder atualmente a Seu respeito. Mas, Deus-Criador é inconcebível, logo, é impossível ao ser humano, no seu presente estado evolutivo, interpretar, descrever, conceber, a Sua forma de Expressão.
Através da mais aprofundada concepção alcançada pelo entendimento contemporâneo, já chegamos à compreensão de que Deus é impessoal, portanto, Absoluto, e Está em toda parte. E, na mais alta forma humana de conceber, pensamos que é Ele a Alma do Todo, o Deus-Criador, a Causa da Vida, etc., mas , também já certos de que não nos é possível afirmar nada positivamente a respeito da Sua Real Natureza e Força de Ação nos Universos do Cosmo.
Nós, os habitantes do planeta Terra, estamos ainda infinitamente distantes da Verdade Fundamental da Existência, entretanto já temos comprovada certeza de que a Vida Universal é regida por Sábias Leis, e de que tudo na vida se movimenta numa perfeita e impecável harmonia de princípios invariáveis e constantes, o que nos faz ver Deus em toda parte e senti-Lo dentro de nós.
E na nossa vida, como no perfeito sistema do Organismo da Existência, também tudo se cumpre com infalível precisão, sem a mínima possibilidade de falha ou derrogação, e, de modo geral, indefectivelmente com inalterada determinação, o que torna evidente, não ser admissível que a vontade de alguém possa interferir de algum modo a fazer com que seja suprimido um efeito-conseqüência de uma causa-motivo.
Já sabemos hoje que o verdadeiro caráter da prece dirigida a Deus não é “forçar a Sua misericórdia”, “implorar a Sua caridade”, “despertar a Sua compaixão”, menos para que “Veja” isto ou aquilo, ou que “Tome conhecimento” desta ou daquela situação, mas pôr a criatura em contacto com a Fonte do Poder e do Amor. Mas, como a criatura humana ainda se encontra no nível evolutivo que não lhe permitiu superar as formas arcaicas de conceber as coisas espirituais, então nas suas necessidades, volta-se ao Criador, com expressões humanas do entendimento comum , tais como: “tende misericórdia de mim”, “olhai para os que sofrem”, “tende piedade deste inocente”, “tende compaixão deste pecador”, etc.
Embora a maioria dos seres humanos o faça inconscientemente, nas suas preces, colocam suas mentes, relativamente, em sintonia com os Planos Superiores e com as Forças do Bem, e, à medida do possível, são atendidos no que pedem; para serem ajudados, esclarecidos, aliviados, melhorados e curados.
Na prece, portanto, a criatura entra em comunicação com o Alto, estado de Alma que torna propício o recebimento de vibrações benéficas, emitidas em seu favor.
As súplicas de uma fervorosa prece não alteram o que por natureza tem que se cumprir, mas podem fazer com que seja suavizada a prova de uma criatura, bem como prevenir que aconteça o que não lhe está imperiosamente destinado.
Sem derrogar as Leis, sem alterar o ritmo do curso natural das coisas, uma prece vibrada com todas as forças do coração, pode amenizar o sofrimento de uma dura prova, quando se trata de casos em que a dor é reclamada como remédio para o espírito, e resolver situações difíceis, afastar espíritos sofredores, e até mesmo operar curas, quando se trata de casos em que o que atinge a criatura é uma conseqüência momentânea motivada pelas circunstâncias do meio, que, aliás, sempre tem a finalidade edificante de conduzi-la ao bom caminho, de adverti-la sobre algum erro cometido, de fazê-la compreender algo proveitoso para o seu adiantamento espiritual, de fazê-la passar por uma experiência necessária à sua evolução, etc.
Portanto, está enquadrado no rigoroso funcionamento das Leis da vida o surpreendente e, aparentemente, milagroso resultado de um pedido sincero e confiante, feito através de uma elevada prece ao Criador.
A prece, pois, em dados momentos, quando as negras nuvens de pensamentos negativos obscurecem o horizonte de nossa vida, é a chave de contacto que faz chegar até nós as luzes de que necessitamos, das Esferas Espirituais; quando debilitados, pelos excessos da materialidade, é o conduto, através do qual, do Alto, chegam até nós as requeridas forças restauradoras; quando caídos na estrada da dor, clamando para que nos ajudem, é o ecoante gemido que atrai o “bom samaritano”, que nos acode e nos trata com dedicação cristã; quando mos acoitados pelas tormentas dos duros golpes da adversidade, é o que nos achega à mão amiga que nos protege e nos conduz ao posto de salvamentos; quando acometidos por graves enfermidades, é a sineta que soa no espaço, chamando o socorro da assistência espiritual, que bondosa e abnegadamente nos atende com seus superiores recursos extraterrenos; quando desnorteados no labirinto dos reveses que sobrevêm nos círculos da existência, é a forma de ouvir a voz do céu, que nos dita como reencontrar o caminho; quando desgovernados no agitado mar das aflições e da incerteza, é o cabo invisível que nos une à firme âncora do além que nos garante a segurança, evitando que soçobremos; quando tristes e amargurados nas jornadas da expiação, é o extraordinário toque que vai às alturas, chamando o Consolador que, com seus fluídos balsâmicos e suas irradiações de amor, nos vem fortalecer e encorajar; quando em pleno deserto das provas terrenas, é a abençoada trilha que nos leva ao acolhedor oásis que contém a fresca e reconfortante água do espírito, que suaviza a alucinante sede do sofrimento; enfim, a prece é aqui na Terra, como em todos os planos de vida da Colméia Cósmica, o maravilhoso meio que faculta a criatura a entrar em comunicação com o Mundo Espiritual, e, em relação ao estado de consciência, com o Manancial da Existência.
 
Nome do Artigo – Autor: Bruno Bertocco – Fonte: Anuário Espírita – 1967
 

 
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:34

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

JESUS – SÍMBOLO DE CORAGEM



O Espiritismo é, indiscutivelmente, a Religião da Luz. Sua Doutrina é caminho de paz, estrada de esperança, roteiro de amor e de fé em demanda do porvir espiritual.

Mantemos, em nosso culto mental, não o Cristo crucificado, o corpo coberto de chagas sangrentas, mas o Cristo-Espírito, de aura resplendente, o Cristo Redivivo, que se ergue, belo e sublime, nas páginas rutilantes de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, para a mais confortadora e eficiente mensagem de educação moral já enviada à Humanidade.

Em vez do Cristo morto, irradiando tristeza e dor, atemorizando os homens com a maldade do mundo, temos o Cristo Vivo, irradiando tranquilidade, esperança e estímulo, apresentando sempre o sorriso de bondade que interpreta a infinita grandeza de Deus, a Inteligência Suprema!

Jesus não foi escravo da amargura nem pregoeiro do pessimismo. Não nos afirmou que o destino do homem é a dor e o sacrifício, mas que o sacrifício e a dor preparam o homem para uma vida espiritual mais extensa. Ensinou-nos que sofremos, não porque somos responsáveis pelo “pecado original”, mas porque o sofrimento é consequência da ignorância em que ainda nos debatemos. À medida que formos compreendendo a Vida, nós nos iremos libertando das cadeias da involução, através do aperfeiçoamento das nossas condições morais São elas que determinam o apuramento do Espírito. A dor nos vem, não como castigo, mas como imperativo de compulsória melhoria moral.

Não nos disse Jesus devamos todos aceitar passivamente o jogo do desalento e da miséria. Mandou-nos o Espiritismo, que é o Paracleto, para nos esclarecer melhor a razão da dor, das desigualdades, das contradições da vida terrena, explicáveis pela lei de Causa e Efeito, de que se serve a Reencarnação para nos levar ao cadinho cármico do aperfeiçoamento progressivo.

Veja, irmão, as claridades do Evangelho, onde Jesus não nos aparece complexado e som­brio, mas alegre, esperançoso, cheio de fé e coragem. Sua alegria não foi, na Terra, a alegria bulhenta, que perturba e irrita, porém, a alegria sã, que embeleza a alma e a extasia de gozo espiritual.

Sua seriedade não foi convencional nem amortalhada na fisionomia lúgubre dos sucumbidos. Ele tinha sempre fé! Foi sério sem ser macabro, alegre sem ser ruidoso. Sua alegria era interior, e, quando a exteriorizava, enchia de bênçãos o mundo!

Em Mateus, cap. 9, vers. 2, lê-se que suas primeiras palavras foram de exortação ao para­lítico que lhe apresentaram, buscando nele incutir esperança e fé: “Tem ânimo, filho; perdoa­dos são os teus pecados.”

Em João, cap. 16, vers. 33: “Eu vos tenho falado estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo, eu tenho vencido o mundo.”

Procuremos interpreta-lo com simplicidade: ter ânimo é ter fé, é ter coragem. E’ nutrir-se de esperança entusiástica, de fé estimulante, de coragem construtiva.

Quando nos adverte que teremos tribulações, fá-lo para que não nos surpreendamos com os contratempos e saibamos preparar a alma para a luta que nos aguarda. E logo acrescenta: mas tende bom ânimo. Sempre e sempre esta expressão de incentivo para que não desanimemos, para que sejamos otimistas e ativos nas horas cruciais da existência. Ser corajoso nos momentos felizes nada significa; o importante é ser corajoso quando o medo domina os fracos, lançando-os nos braços da. resignação estéril.

Jesus desempenha o papel do higienista mental, do mestre de relações humanas, pois imediatamente nos aponta, como prova o seu exemplo de pertinácia e bravura moral: “No mundo te­reis tribulações, mas tende bom ânimo, eu tenho vencido o mundo. Ou seja: “Quando tiverdes contratempos, não desanimeis: tende bom ânimo, porque é assim que eu tenho vencido o mundo. Com bom ânimo, esperança, persistência, fé e coragem, podeis todos vencer também as dili-a culdades que o mundo apresenta.”

Quando se diz “vencer na vida”, pensa-se logo que essa vitória significa sempre a conquista de bens materiais, de fortuna, de folgada situação econômica e financeira. Nem sempre. Às vezes, o verdadeiro vitorioso na vida é aquele que conseguiu vencer a si mesmo, adquirindo uma posição moral e espiritual extraordinária, muito mais valiosa que a melhor situação econômico-financeira.

Que fazemos nós, entretanto, quando certas dificuldades nos dominam? Vacilamos, trememos, recuamos acovardados e inibidos. Nossa pusilanimidade se expande em lamentações improdutivas, por não termos coragem para substituí-la pelo bom ânimo que floresce no Evangelho e na Doutrina Espírita.

E’ oportuno relembrarmos esta passagem de o “Atos dos Apóstolos”, cap. 23, vers. 11: “Ele apareceu a Paulo e disse: Tem bom ânimo, pois assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa também que o dês em Roma.” Que fazemos quando chegam os momentos em que devemos dar nosso testemunho? Falhamos...

Jesus considera seus amigos todos quantos seguem as suas pegadas: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, SE FIZERDES O QUE EU VOS MANDO. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor: mas tenho-vos chamado amigos, porque vos revelei tudo quanto ouvi de meu Pai.”

Se não seguirmos seus ensinos, sua ordem, não podemos ser seu amigo, pois o nosso comportamento para com ele não será o de um sincero amigo para com outro.

Precisamos reagir contra as deficiências que nos subjugam e transformá-las em elementos de força construtiva e, reconstrutiva. A Doutrina Espírita nos coloca no verdadeiro caminho da exemplificação cristã. Procedendo de acordo com ela, estaremos trabalhando para nós, mesmos. Jesus precisa menos de nós do que nós precisa­mos dele. Não nos esqueçamos disto.

Importa tenhamos bom ânimo, que é sinônimo de coragem; coragem que se alimenta de esperança; esperança que reveste a fé renovadora capaz de operar a redenção dos espíritos mais combalidos.

BOANERGES DA ROCHA
Fonte: Reformador – abril, 1965
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:14

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

MORTE E CRIANÇAS


Qual a melhor maneira de falar sobre a morte? Usar as palavras morrer, morte, desde sempre, ou seja, desde criança pequenina.

Se o seu peixinho morreu, deve dizer que ele morreu, não volta mais.

Quando se afirma que a pessoa morreu e virou uma estrela, por exemplo, mas deve ficar claro que ela não volta, se disser que foi para o céu, igualmente, ela não volta.

Uma vez foi dito por uma criança: - Eu quero ir à Casa de Deus para buscar minha mãe... Para a criança se ela foi vai voltar, voltar de uma viagem, é o pensamento mágico do mundo infantil.

Mãe o papai vai voltar, você me disse que ele foi para o céu... Sim, mas não é como viagem que tem volta.

Quando falar de morte deve ser enfocado três aspectos:

É universal = todos morrem Tem uma causa = doença, velhice, etc... É definitiva = não é mágica, não vai “desmorrer”

A partir dos 09 anos a criança entende com mais propriedade, mas sempre devemos falar sobre morrer e morte.

Foi feita pesquisa sobre quando ela poderia morrer às crianças de rua e aquelas que têm lar intacto (com pai e mãe).

As crianças de rua respondem que podem morrer hoje mesmo, já o grupo das outras crianças afirmaram que morreriam quando ficarem velhinhas, doentes, etc...

A criança que convive com família que convive com doença deve aproveitar para explicar às crianças para que elas tenham noção da seriedade da doença e proximidade da morte. Permitir que a criança viva essa experiência, sem que se exponha demais a criança e as situações exageradas que venha expo-las a muito sofrimento.

A criança que viveu a perda pode ficar agressiva, sendo este caminho um tipo de dor.

As perguntas mais freqüentes que as crianças fazem quanto à morte: Ela desmorre?

Para onde ela foi o corpo morto continua a funcionar, sente asfixia, porque ela vê tapar o caixão, enterrar, etc... Explicar que não sente mais dor, etc...

Como ajudar a criança que perde ente querido?

Voltar logo ao cotidiano da família.

Não sair de sua casa, é preferível que alguém venha cuidar dela na mesma casa, assim a ajudamos a não ter outros traumas.

Para explicar à criança sobre a morte, devemos nos ater às perguntas delas, não esticar o assunto.

Aproveite para falar sobre morte à criança, quando surge um filme, por exemplo. Mostrar que as pessoas estão sofrendo, que choram, que querem ficar um pouco sós, enfim destacar aspectos importantes e estamos protegidos por situação que o filme enseja.

Quando ocorre morte de bicho de estimação, os pais não devem correr e substituir o bicho por outro, passamos a idéia de que as pessoas são descartáveis e quando ela morrer o pai vai arranjar outro filho... Jamais dizer, ah! Era só um peixinho... Não desmerecer o significado...

Certa vez uma diretora substituiu uma coelha do colégio que morreu e ainda deram o mesmo nome, é claro que as crianças perceberam a mentira do adulto...

Num caso como este é preciso aproveitar a situação para explicar à criança o episódio morte. Não devemos tratar este assunto como uma batata quente, a escola joga para a família e a família devolve para a escola. Devemos ser claros e respeitosos com as crianças.

Normalmente quando a criança passa pelo evento morte os adultos ao seu redor também estão passando pela dor do luto, muitas vezes a criança vê os pais chorando e ele deve falar.

- Eu estou chorando, estou triste, é assim mesmo... me dê um tempo... mostrar sua dor e o processo do luto e respeitar a dor da criança também. É uma verdade dura para a criança é um acontecimento que ela deve chorar, ficar triste, é preciso dar permissão à criança para que ela chore e volte a viver bem depois...

Sinais de que a criança não assimilou a perda:

- quando ela faz tentativa de viver como se nada tivesse acontecido - fica agressiva - dorme mal ou não dorme - diminui atenção - fica isolada - baixa concentração e desenvolvimento na escola

A criança também não gosta de ser diferente por este motivo, por exemplo, ser apontada na escola.

O educador que convive com criança que teve perda não deve relevar tudo o que a criança faz...

Trabalhar com a classe o assunto morte, e explicar o que o amigo está vivendo.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:13

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SOBRE A PRECE



Na fria atmosfera de vossa Terra, glacial e refratária à vida espiritual, não sabeis quanto é mantida pela prece freqüente a relação magnética entre o vosso espírito e os guias, que esperam a petição para transmiti-la. Oraríeis mais ainda se soubésseis que rica bênção espiritual a prece traz. O laço se aperta por um freqüente uso, a intimidade pela associação mútua. Os vossos sábios eruditos discutiram muito sobre o valor da prece. A ignorância deles os fez tatear em um labirinto de opiniões confusas. Nada souberam; como poderiam sabê-lo? Anjos mensageiros sempre prontos a ajudar o espírito que grita pelo seu Deus, eles experimentaram medir os efeitos da prece, comparar os resultados, mas essas coisas escapam a ciência humana, por serem espirituais e variarem conforme os casos.
Muitas vezes a petição inarticulada, que não parece ter sido ouvida, traz à alma, que ora, abundantes bênçãos. O apelo íntimo do ser oprimido, que se atira no espaço, e o grito arrancado por uma dor amarga produzem um alívio desconhecido até então. A alma é aliviada; não sabeis por quê. Seria preciso ver, como nós, os guias trabalhando para derramarem na alma aflita o bálsamo de consolação, e saberíeis então donde vem essa estranha paz, que faz penetrar no espírito a certeza de que existe um Deus misericordioso.
A prece executou a sua obra, atraiu um amigo invisível, e o coração intumescido, macerado, é reconfortado por uma Angélica simpatia.
A simpatia magnética, da qual podemos rodear aqueles que estão em íntima comunhão conosco, é um dos efeitos benditos da ardente invocação que uma alma humana dirige ao seu Deus.
A plenitude das relações espirituais não pode ser realizada em outras condições. Só o ente espiritualizado pode penetrar as misteriosas mansões dos anjos. E da alma que vive em freqüente comunhão conosco, que melhor podemos aproximar-nos; é isso uma outra face da imutável lei que governa as nossas relações com o vosso mundo. Para a alma espiritualizada, os dons espirituais. O homem, em sua ignorância, espera às vezes uma outra resposta ao seu pedido, mas o deferimento seria muitas vezes cruel; o pedido formulado em sua prece é abandonado, mas a prece pôs a sua alma em comunicação com uma inteligência pronta a aproveitar-se dessa ocasião oportuna para aproximar-se dele a fim de fortificá-lo e consolá-lo.
Os homens deveriam tomar a resolução de orar com mais freqüência, de ter uma vida de prece. Não essa vida de devoção mórbida, que consiste em abandonar o dever e em consumir as horas preciosas de tirocínio, para atrofiar-se indolentemente a fim de se submergir em investigações prejudiciais, para se perder em imaginária contemplação ou em súplicas impostas. A vida de prece é inteiramente outra. A prece real é o grito espontâneo do coração à procura dos amigos invisíveis. A invenção de uma prece cochichada aos ouvidos de um Deus sempre presente, e disposto a responder a um pedido caprichoso, modificando leis inalteráveis, tem desacreditado a idéia de prece. Não penseis desse modo. A prece, impulso da alma para seu Deus, não se ostenta exteriormente, não tem nenhuma necessidade de preparação formal. Petição inarticulada, levam-na os agentes desvelados de altura em altura até a um poder que possa responder a ela.
A verdadeira prece é a voz sempre pronta da alma comunicando com a alma; o apelo aos invisíveis amigos com quais ela tem costume de conversar; a centelha ao longo da linha magnética, que transmite uma súplica e, rápida como o pensamento, traz uma resposta. É unir uma alma sofredora a um Espírito que pode tranqüilizar e curar.
Essa prece não requer nem palavras, nem atitude, nem forma; é mais verdadeira sem formalidades nem aparatos, e só tem necessidade de sentir-se próxima de um guia, de ser levada à comunhão. Para atingir essa meta, ela deve ser habitual; de outro modo, como o membro muito tempo privado do uso, ela ficaria paralisada. Assim, Aqueles dentre vós que vivem mais em espírito penetram nos mistérios ocultos; podemo-nos aproximar deles.
Fazemos vibrar as cordas secretas da sua natureza, as quais se ressoam somente sob o nosso influxo, insensíveis às influências desse mundo. São eles que se elevam mais alto durante a vida terrestre, pois sabem já comungar em espírito e nutrir-se do pão espiritual; os mistérios, ocultos aos seres materiais, abrem-se diante deles, e a sua perpétua prece lhes permite pelo menos que, sem ser isentos sofrimentos e de penas, vivam entretanto acima deles, pois sabem-nos necessários ao seu desenvolvimento.
Ah! Falamos do que é pouco conhecido. Se essa grande verdade fosse mais bem compreendida, o homem, por suas atitude espiritual, afastaria de si as perniciosas influências que muitas vezes assaltam os que, sem a isso autorizados, querem aprofundar mistérios muito acima sua inteligência. As melhores almas nem sempre estão ao abrigo de penosos assaltos; mas se essa grande verdade não pode livrar do perigo, assegura a proteção para afrontá-lo, fortifica, purifica os motivos, santifica os atos é a força auxiliar da comunhão espiritual.
Orai então, mas sem formalidade, sem desatenção, sem súplica vã. Comungai conosco na comunhão do espírito; observai os efeitos dessa comunhão sobre o vosso próprio ser; o resto virá oportunamente. Deixai as questões abstratas e inquietadoras de controvérsia teológica humana, e aproximai-vos das verdades centrais que afetam tão intimamente o bem-estar do vosso espírito.
As fúteis perplexidades, de que o homem rodeou a simpleza da verdade, são múltiplas. Não vos compete separar nem decidir o que é ou não essencial. Sabereis mais tarde que o que considerais hoje como verdade essencial é apenas uma forma transitória de ensinamento, empregada quando necessária. A fraqueza humana impele-vos a precipitar-vos para a finalidade. Demais, deveis demorar-vos, amigo, demorar-vos muito antes de atingir a meta.
Tendes muitas noções falsas a retificar antes de poder estudar todos os mistérios. Poderíamos dizer muito mais sobre esse assunto; mas é bastante, presentemente. Possa o Supremo guiar-nos, assim como a vós, e permitir-nos conduzir-vos de tal modo que enfim a verdade venha a brilhar em vossa alma obscura e a paz possa nela manifestar-se.

Texto retirado do livro Ensinos Espiritualistas de W. Stanton Moses
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 15:13

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Domingo, 5 de Julho de 2009

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A última pesquisa feita neste blog para escolha de um assunto para estudos teve como resultado em segundo lugar o tema ovóides.
Como este tema teve votos expressivos, resolvi abordá-lo também.
Para podermos entender seu significado, suas causas e conseqüências, precisamos em primeiro lugar voltar à definição de perispírito:

Perispírito: é uma espécie de envoltório semimaterial que prende o corpo ao espírito, acompanha o espírito no desencarne, não sendo, portanto perecível como o corpo. É o que permite os fenômenos de materializações, e permite que o espírito pelo pensamento, dele faça uso no plano espiritual agindo sobre os fluidos como agimos sobre as coisas materiais.
Em outras palavras, o perispírito seria um “corpo espiritual”, igual ao corpo físico, constituído de um tipo de matéria muito sutil, invisível aos nossos olhos. Ele acompanha o espírito após o desencarne, ficando aqui apenas o corpo carnal.

Precisamos recordar também, que somos constituídos de um corpo físico, o perispírito e o espírito, além do corpo mental que é uma espécie de molde para o perispírito quando este sofre mutilações dolorosas no desencarne.
É através deste molde que ele pode ser reconstituído.
Importante relembrar também o conceito de obsessão:

Allan Kardec define obsessão como sendo a "ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo." [ESE-cap XXVIII].
Esta definição apresentada pelo Codificador dá margem a vários comentários:
- A obsessão é sempre um processo mantido, contínuo, persis­tente onde as forças em litígio estão se enfrentado num processo bem estabelecido. Não se reconhece como obsessão aquelas condições fortui­tas, ocasionais, onde assimilamos pensamentos infelizes de forma breve e sem grandes conseqüências.
- A qualificação de Espírito mau, apresentada por Kardec, deve ser bem entendida. O obsessor, na realidade, não é um Espírito mau, como se entende este adjetivo, mas sim, uma entidade em sofrimento, com defeitos e virtudes, capaz de grandes atitudes afetivas para com outras pessoas. É, sobretudo, alguém que foi ferido, magoado, humi­lhado no passado e que por sofrer tanto, quer fazer os outros sofrerem também.
- Em muitas oportunidades a obsessão não estará sendo organi­zada por um único Espírito, mas sim, por uma falange de Espíritos.
- A obsessão pode atingir não apenas um indivíduo, mas toda uma coletividade, uma família, uma cidade.


Sendo o perispírito extremamente maleável, torna-se facilmente modificável pela ação do pensamento do desencarnado em sofrimento.
Tendo este, motivo que o leve a buscar sua vítima encarnada a qual pode ser um desafeto de outras eras, movido pelo desejo de vingança, mágoas, ódio, ou até pelo amor extremado, passa a obsediá-la com pensamentos deletérios e persistentes, situação que se não for devidamente tratada, pode levar a vitima à morte.

Como um corpo espiritual pode transformar-se em um ovóide?

Procurei uma resposta completa e simplificada, vejam:

“Estágio de degradação a que chegam certos espíritos sofredores-obsessores. O espírito, ligado ao obsediado, de maneira intrínseca no seu afã de prejudicar, adquire uma forma ovóide assemelhando-se á um ovo de consistência indefinida que se "cola" no corpo de seu alvo distorcendo-lhe pensamentos, opiniões e agindo incessantemente para lhe proporcionar toda sorte de infortúnios. A ligação de um obsessor ao obsediado no nível de ovóide, apesar de não muito freqüente, acontece mais do que se imagina. Ela ocorre quando há uma ligação cármica de dois espíritos em um nível avançadíssimo. Sob vidência, um indivíduo sofrendo a ação de um ovóide aparece com uma "massa" humana colada ao corpo, geralmente nas costas ou na região do abdome. Um ovóide, além da obsessão psicológica propriamente dita, age, drenando as forças do obsidiado até levá-lo á morte. No trabalho de desobsessão se faz possível subtrair um ovóide de uma pessoa, apesar da grande dificuldade e das inúmeras sessões a serem realizadas, mas há casos de fracasso ao término de anos de sessões. O que mostra o nível de ligação entre perseguidor e perseguido”.

Desta maneira, percebemos que é um tipo grave de obsessão através da qual o corpo perispiritual sofre profundas modificações (pela ação do pensamento), fazendo com que os órgãos perispirituais voltem-se instintivamente para a sede do governo mental, onde ficam, ocultos e definhados, no âmago dos pensamentos viciosos, em circuito fechado sobre si mesmos, como jazem latentes todas as formas de vida entre as paredes do ovo, ou como uma semente traz latente a árvore que será no futuro.

Estão acompanhando? Estou tentando simplificar ao máximo.

Alguns espíritos obsessores utilizam-se destas formas ovóides, imantando-as ao corpo espiritual ou perispírito de suas vitimas encarnadas.
Instala-se daí em diante o parasitismo espiritual.
O obsidiado a partir de então, após ter atraído e aceitado pela sua freqüência vibratória estes parasitas, passa lentamente a perder contato com sua vida mental, e influenciado pelas vibrações deletérias emitidas pelos obsessores, passa a ver e ouvir os clichês mentais emitidos pelos ovóides, estabelecendo-se uma simbiose doentia e perigosa.

Posto isso, a obsessão é um fenômeno que causa sofrimento demasiado, estando, assim, na raiz de grande parte das depressões, angústias e transtornos psicológicos.

Tratamento:

Para o tratamento da obsessão, o indivíduo deve procurar uma Casa Espírita a fim de fazer um tratamento de Desobsessão com o intuito de que o espírito obsessor seja fraternalmente esclarecido e siga o seu caminho. Ressalta-se que tal procedimento é realizado por uma equipe devidamente habilitada constituída de doutrinadores, médiuns e sustentadores, para que o espírito adquira consciência e liberte-se da situação do modo mais tranqüilo possível. Quanto ao encarnado, assistir palestras espíritas, usufruir do passe, manter pensamentos edificantes, ter uma paisagem mental positiva perante a vida, estudar e entender a Vida Maior, ter uma palavra impecável, entregar-se à caridade em todos os momentos, fazer da vida uma oração constante, etc., são os meios de elevar a faixa vibratória e curar-se da obsessão. É a reforma íntima que cada um de nós deve promover em si, mantendo o pensamento elevado, com falas e atitudes corretas em todos os contextos. Tal problemática é do interesse de todos nós e, assim, lembremos da frase de Jesus:

"Orai e vigiai".

Indica-se, para não iniciantes na Doutrina Espírita, além das obras básicas, a leitura das obras de Joanna de Ângelis (Triunfo Pessoal e Elucidações Psicológicas à Luz do Espiritismo – psicografadas por Divaldo Franco) e Manoel Philomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão, Nas Fronteiras da Loucura, Loucura e Obsessão, Trilhas da Libertação, Painéis da Obsessão, Tormentos da Obsessão e, Sexo e obsessão – psicografados por Divaldo Franco).

Para os iniciantes na Doutrina Espírita indica-se O Livro dos Espíritos (Allan Kardec), O Livro dos Médiuns (Allan Kardec), Desobsessão (André Luiz/Francisco Xavier) e Transtornos Mentais (Suely Caldas Schubert).

E os ovóides?

Quanto aos ovóides, serão imensamente beneficiados com uma nova encarnação, para que possam assim, plasmar novamente o perispírito juntamente com o novo corpo que se forma.

Amigos, como podem perceber não se encerra aqui o assunto, tão extenso e complicado que é.
Fiquei pensando se o bebê formado a partir de um ovóide será uma criança em perfeitas condições físicas e espirituais...
Mais pesquisas terei que fazer, o que comprova uma vez mais que quanto mais se lê mais se percebe o quanto ainda temos a aprender...

Fontes:


http://www.oespiritismo.com.br/obsessao.php
http://www.cvdee.org.br/em/em18.rtf
http://www.guia.heu.nom.br/ovoides.htm
Livro: Obsessão/Desobsessão – Suely Caldas Schubert

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:29

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TEU RECOMEÇO

A cada momento podes recomeçar uma tarefa edificante que ficou interrompida. Nunca é tarde para fazê-lo; todavia, é muito danoso não lhe dar prosseguimento.
Parar uma atividade por motivos superiores às forças é fenômeno natural. Deixá-la ao abandono é falência moral.
A vida é constituída de desafios constantes. Sai-se de um para outro em escala ascendente de valores e conquistas intelecto-morais.
Sempre há que se começar a viver de novo.
Uma decepção que parece matar as aspirações superiores; um insucesso que se afigura como um desastre total; um ser querido que morreu e deixou uma lacuna impreenchível; uma enfermidade cruel que esfacelou as resistências; um vício que, por pouco, não conduziu à loucura; um prejuízo financeiro que anulou todas as futuras aparentes possibilidades; uma traição que poderia ter-te levado ao suicídio, são apenas motivos para recomeçar de novo e nunca para desistir de lutar.
Não houvesse esses fenômenos negativos na convivência humana, no atual estágio de desenvolvimento das criaturas, e os estímulos para o progresso e a libertação seriam menores.
Colhido nas malhas de qualquer imprevisto ou já esperado problema aterrador, tem calma e medita, ao invés de te deixares arrastar pela convulsão que se irá estabelecer. Refugia-te na oração, a fim de ganhares força e inspiração divina.
Como tudo passa, isto também passará, e, quando tal acontecer, faze teu recomeço, a princípio, com cautela, parcimonioso, até que te reintegres novamente na ação plenificadora.
Teu recomeço é síndrome de próxima felicidade.

Pelo espírito Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco - Livro "Filho de Deus"

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:21

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IGUALDADE DOS ESPÍRITOS


Os espíritos são iguais na sua genealogia, mas, diferentes no que se refere ao despertamento espiritual. Cada um se situa no grau de evolução conquistado; cada alma é, pois, um mundo diferente em todos os aspectos que se possa conceber, nos seus vários níveis de saber. A igualdade no aprimoramento se perde na infinita pauta da sabedoria universal. E Deus, onisciente, criou leis justas e sábias, no sentido de dar a cada um o que esse realmente merece, de acordo com o que oferta.
A grandeza da criação está na variedade, e a natureza nos dá uma amostra dessa beleza na fauna e na flora. A diversidade em todos os reinos do mundo mostra-nos a mão de Deus na construção do belo, nas mudanças de formas de tudo que existe. Em cada uma nota-se uma força inteligente no comando, com toda a certeza do que está fazendo.
Os espíritos são de diferentes ordens, pelo grau alcançado por cada um, e certamente isso é uma hierarquia espiritual, não por imposição ou dádiva, mas, por conquista. É o próprio tempo que trabalha na maturidade do espírito. A superioridade alcançada pelo despertamento espiritual se faz onde quer que seja, sem afrontas, sem agressão e sem comércio; é uma luz que se irradia em todas as direções, abençoando e amando com um único impulso no coração, o da verdadeira fraternidade. No mundo físico pode-se observar como espelho, o corpo de carne de um simples camponês e o de um estadista, de uma doméstica e o de uma rainha.
Os corpos são semelhantes sem que haja grandes diferenças, todavia, pelas conquistas alcançadas de uma faixa para outra, nota-se que cada qual se situa em um plano de vida diferente. Ao se verificar mais adiante, e observará que o corpo de um santo e o de um pecador são iguais nas suas estruturas. A formação biológica é a mesma, porém, a vida de um é diferente da do outro, mas Deus dá a ambos a mesma assistência. O que ocorre, é que o santo assimila mais as bênçãos do Senhor, compreende Suas leis e as respeita e o pecador ainda se encontra cego e surdo ao chamado de Deus. No mundo espiritual existem igualmente essas divisões, não por favorecimento, mas por justiça. Colhemos justamente o que plantamos na lavoura da consciência, e ela nos responde fielmente pelo que somos.
Eis aIo amor dAquele que fez todas as leis, e assiste todas as criaturas, filhas do Seu magnânimo coração.
Nunca faltam escolas para todos, e cada um recebe o de que precisa na escala a que pertence, porém, o modo de ensinar de Deus é bem diferente do dos homens; Ele, o Senhor, ministra ensinamentos a cada um separadamente, atendendo suas necessidades com todo empenho de servir e todo o amor de Pai que nunca esquece Seus filhos. Nós outros é que somos, às vezes, rebeldes e custamos a aprender as lições, e em muitos casos aparece em nós a dor, para nos mostrar com mais energia os caminhos do aprendizado.
Estamos passando uma fase dolorosa na Terra, um fechamento de ciclo, de duras provações individuais e coletivas. É, pois, uma necessidade de limpeza cármica, como sendo a de um tumor na sociedade a que pertences. Não há outro recurso, a não ser o da própria dor, em formas variáveis, para despertar o coração da humanidade para o amor, aquele que Jesus viveu e ensinou. Um dia, certamente seremos todos iguais, mesmo em se falando daqueles espíritos que já atingiram a pureza: basta atingirmos a maturidade que eles já conquistaram!
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 18:26

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

ANJOS DESCONHECIDOS

 

Emmanuel
 
Há guardais espirituais que te apóiam a existência no plano físico e há tutores da alma que te protegem a vida mesmo na Terra.
Freqüentemente centralizas a atenção nos poderosos do dia, sem ver os companheiros anônimos que te ajudam na garantia do pão. Admiras os artistas renomados que dominam nos cartazes da imprensa e esquecem facilmente os braços humildes que te auxiliam a plasmar, no santuário da própria alma, as obras-primas da esperança e da paciência. Aplaudes os heróis e tribunos que se agigantam nas praças;todavia, não te recordas daqueles que te sustentaram a infância, de modo a desfrutares as oportunidades que hoje te felicitam. Ouves, em êxtase, a biografia de vultos famosos e quase nunca te dispões a conhecer a grandeza silenciosa de muitos daqueles que te rodeiam, na intimidade doméstica, invariavelmente disposta a te estenderem generosidade e carinho.
                                                               *
Homenageia, sim, os que te acenam dos pedestais que conquistaram merecidas mente, à custa de inteligência e trabalho; contudo, reverenciam também aqueles que talvez nada te falem e que muito fizeram e ainda fazem por ti, muitas vezes ao apreço de sacrifícios pungentes.
São eles pais e mães que te guardaram o berço, professores que te clarearam o entendimento, amigos que te guiaram à fé e irmãos que te ensinaram a confiar e servir... Vários deles jazem agora, na retaguarda, acabrunhados e encanecidos, experimentando agoniada carência de afeto ou sentindo o frio do entardecer; alguns prosseguem obscuros e devotados, no amparo às gerações que retomam a lide terrestre, enquanto outros muitos embora enrugados e padecentes, quais cerídeos do caminho, carregam as cruzes dos semelhantes.
Pensas nesses anjos desconhecidos que se ocultam na armadura da carne, e, de quando em quando, unge-lhes o coração de reconhecimento e alegria. Para isso, não desejam transfigurar-se em fardos nos teus ombros. Quase sempre, esperam de ti, simplesmente, leve migalha das sobras que atiras pela janela ou uma frase de estímulo, uma prece ou uma flor.
 
 
Livro “Justiça Divina”-Psicografia Francisco Cândido
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 19:54

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SOLIDÃO



"O presidente, porém, disse: - mas, que mal fez ele?
E eles mais clamavam, dizendo: - seja crucificado."
(Mateus, 27:23)

À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriram contigo no parque da primeira mocidade? Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?
Certo, ficaram...
Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...
Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...
Tua voz grita sem eco e teu anseio se alonga em vão.
Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?
Choras, indagas e sofres...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casaca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.
A solidão com serviço aos semelhantes gera a grandeza.
A rocha que sustenta a planícia costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.
Não te canses de aprender a ciência da elevação.
Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Recorda-te dele e segue...
Não relaciones os bens que já espalhaste.
Confia no Infinito Bem que te aguarda.
Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos Homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

Livro Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Francisco C. Xavier
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 15:02

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