Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

CASTRO ALVES E A RENCARNAÇÃO

Ao longo dos últimos dezessete anos, vez por outra, temos publicado modestos estudos sobre Castro Alves. (1)
São tanto, porém, os pedidos de leitores amigos para que voltemos a dele nos ocupar, que não nos furtamos ao prazer de inserir nestas páginas, duas jóias de fino lavor literário.
A primeira delas, sobre o cantor das “Vozes d’África”, escrita pelo Professor J. Herculano Pires, então Redator Responsável de Comunicação (2), em comemoração ao primeiro centenário de desencarnação do poeta.
E a segunda, de autoria do próprio Castro Alves, que saiu na sua Obra Completa, organizada por Eugênio Gomes. (3)
A 6 de julho de 1871 falecia na capital baiana o poeta Antônio Frederico de Castro Alves, - afirma o autor de África - com apenas 24 anos de idade. Sua passagem pela Terra foi rápida e fulgurante como a de um meteorito. Deixava, ao desencarnar, um só livro publicado: Espumas Flutuantes, que aparecera no ano anterior. Mas já era o poeta mais famoso e mais discutido do Brasil nascente. Fundara o condoreirismo, a escola poética dos grandes vôos épicos, mas ao mesmo tempo, através de seus poemas líricos. Neste ano de 1971 o Brasil comemora oficialmente o primeiro centenário da morte desse gênio das Musas, justamente chamado o Poeta da Raça.
Mas Castro Alves não morreu, pois ninguém morre. Mudou-se, apenas, como ensinava Victor Hugo, o gênio da poesia francesa a que ele se ligava por admiração profunda e afinidade poética. Nesse episódio literário também se confirma a ligação histórica entre a França de Kardec e o Brasil de Bezerra de Menezes. A poesia hugoana atravessou o Atlântico nas asas do Espírito e aqui se fez jovem, renasceu e golpeou o infinito com as asas do condor - a ave americana. La Legènde des Siècles gerava no Brasil as Espumas Flutuantes.
Castro Alves, porém, não seria afastado do Brasil pela morte. Seu corpo voltou à terra da prática, mas ele, como Espírito, continuou pairando sobre os nossos ceús. As asas de condor de sua inspiração se abriram mais vigorosas, mais amplas, no plano espiritual. É o que podemos ver pelos seus poemas mediúnicos. Através da psicografia de Francisco Cândido Xavier o jovem poeta renova a sua inspiração nos grandes temas do século. Se antes cantava a libertação dos escravos, agora canta a libertação Espiritual do homem.
Não podíamos deixar de consagrar este número de Comunicação a Castro Alves, que em vida foi o poeta da Raça mas em espírito é o Gênio da Nova Raça. Temos o privilégio, nós os espíritas, de compreender essa transmutação divina e de continuar animados pelo fogo espiritual dos seus poemas. Que o mundo rejeite, nós o aceitamos.
Também em vida o mundo retrógrado dos escravocratas o rejeitava, mas o mundo do futuro, ardendo nos ideais abolicionistas, proclamava a sua grandeza. Seja este número de Comunicação uma gota de luz nas comemorações de centenário da sua própria libertação. Seja o elo mediúnico, o traço de ligação entre o Poeta e o Gênio. Uma tentativa de comunicar à nova raça, que nasce no Brasil para o mundo, no limiar da Civilização do Espírito, a boa nova de que o poeta condoreiro continua de asas abertas sob as estrelas do Cruzeiro.
Não celebramos a morte, mas a ressurreição de Castro Alves.
‘Louvando-se nessa edição,’ - registra Eugênio Gomes - ‘que assegura ter sido preparada por Augusto Álvares Guimarães, Afrânio Peixoto rebateu o critério seguido por Múcio Teixeira, e, baseado num manuscrito do punho do poeta que seria o projeto ou índice de Os Escravos, esclareceu: “Começa com “O Século”, seguem-se mais 29 poesias (publicadas algumas, muitas inéditas) e acaba com A Cachoeira de Paulo Afonso; não alude a “Manuscritos de Stênio”; e assim fiz também”, conclui. Além desse rascunho e das notas sobre a cachoeira, transcreveu naquela parte das Obras Completas outro esboço, este copiado de um autógrafo do Poeta, no qual também se encontra o nome de Stênio, possivelmente em correlação com Os Escravos:
É noite! No alto de uma montanha Stênio e o bardo escutam as vozes ignotas da natureza. O espírito profundo de Stênio serve de intérprete às lamentações da terra (África-vozes).
Uma tristeza profunda lhe tem eivado a ânsia de viver.
Ema - o espírito de Deus havia criado noiva do seu - acaba de morrer - isto é - atingir a perfeição.

Teoria do Espiritismo
Diferentes vidas, destas duas almas, através dos séculos.
Agar! O Ilota! O Gaulêss, etc., são as diversas encarnações.
A noite transmonta o meio. A chama da fogueira chama ao vale os dois amigos.
A casa do caçador.
Stênio dorme.
Manuscrito de um sonhador.
Quando a manhã desponta, o precito toma o caminho do túmulo de Ema.
Como suas almas vão viver juntas no outro mundo, suas cinzas repousarão à sombra da mesma grama.
Inda um momento o seu vulto se destaca na montanha...
Rompe o sol.

Eis leitor amigo, o que conseguimos selecionar para você. Que Jesus, o Divino Mestre, nos abençoe a todos a fim de que possamos continuar cultivando a beleza da Poesia e a poesia da Beleza, cumprindo os nossos deveres de espíritas junto aos nossos familiares e à Humanidade Maior.



Notas
1 - Principalmente in Francisco Cândido Xavier, Waldo Vieira e Poetas Diversos, Antologia dos Imortais, 1a. edição, 1963, FEB, Rio, pp. 117-120; Anuário Espírita 1964, IDE, Araras (SP), pp. 45-46; Anuário Espírita 1965, pp. 39-40; e Francisco Cândido Xavier, Autores Espirituais Diversos, Parnaso de Além-Túmulo,9ª edição (Comemorativa do 40º lançamento, ilustrada, anotada e estilisticamente estudada), 1972, FEB, Rio, pp. 249-260.
2 - Comunicação, nº 40 a 42, Ano 4, Abril a Junho de 1971, Grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora, São Bernardo do Campo, SP, pp. 3-4. (“O Gênio da Nova Raça”).
3 - Castro Alves, Obra Completa, Organização, fixação do texto e notas de Eugênio Gomes, Editora Nova Aguilar S. A, 1976, Rio de Janeiro, p. 834. (Terceira Edição).

Anuário Espírita - 79
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 14:53

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

PERANTE OS CAÍDOS

Tão fácil relegar ao infortúnio os nossos irmãos caídos!... Muitos passam por aqueles que foram acidentados em terríveis enganos e nada encontram a fim de oferecer-lhes, senão frases como estas: "eu bem disse", "avisei muito"...
No entanto, por trás da queda de nosso amigo menos feliz estão as lutas da resistência, que só a Justiça Divina pode medir.
Este foi impelido à delinqüência e faz-se conhecido agora por uma ficha no cadastro policial; mas, até que se lhe consumasse a ruína, quanto abandono e quanta penúria terá arrastado na existência, talvez desde os mais recuados dias da infância!... Aquele se arrojou aos precipícios da revolta e do desânimo, abraçando o delírio da embriaguez; contudo, até que tombasse no descrédito de si mesmo, quantos dias e quantas noites de aflição terá atravessado, a estorcegar-se sob o guante da tentação para não cair!... Aquela entrou pelas vias da insensatez e acomodou-se no poço da infelicidade que cavou para si própria; todavia, em quantos espinheiros de necessidade e perturbação ter-se-á ferido, até que a loucura se lhe instalasse no cérebro atormentado!... Aquele outro desertou de tarefas e compromissos em cuja execução empenhara a vitória da própria alma e resvalou para experiências menos dignas, comprometendo os fundamentos da própria vida; no entanto, quantas lágrimas vertido, até que a razão se lhe entenebrecesse, abrindo caminho à irresponsabilidade e à demência!...
Diante dos companheiros apontados à censura, jamais condenes! Pensa nas trilhas de provação e tristeza que haverão perlustrado até que os pés se lhes esmorecessem, vacilantes, na jornada difícil! Reflete nas correntes de fogo invisível que lhes terão requeimado a mente, até que cedessem às compulsões terríveis das trevas!...
Então, e só então, sentirás a necessidade de pensar no bem, falar no bem, procurar o bem e realizar unicamente o bem, compreendendo, por fim, a amorosa afirmação de Jesus: "Eu não vim à Terra para curar os sãos".

Emmanuel
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:44

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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

HORA A HORA, DIA A DIA

Se desejas pautar o próprio caminho nas diretrizes de Jesus, chamado que te encontras ao serviço do Evangelho, não te esqueças da hora bem vivida para que o teu dia de trabalhador seja realmente uma bênção.
Quando te levantas, cada manhã, vigia os pensamentos com que inicias a tarefa diária, meditando na confiança com que o Cristo te espera a cooperação junto àqueles que te rodeiam.
Quando começares o desempenho de tuas obrigações, centraliza a força mental no dever a cumprir.
Se tua missão permanece circunscrita ao santuário familiar, faze de tua habitação um pequeno paraíso de amor e alegria, ainda mesmo ao preço de tua dor e tua renúncia, em favor de quantos te participam a experiência.
Se teu esforço deve desdobrar-se à distância do lar, recorda o respeito que devemos a todas as criaturas e não gastes a energia do teu verbo senão para consolar e instruir, ajudar e sublimar.
Em casa ou na via pública, decerto, muitas vezes, receberás a visitação da maledicência a requisitar-te o pensamento e a palavra, á discórdia e a calúnia, á leviandade e á insensatez...
Agora é um amigo despreocupado que estima a cultura do pessimismo e da crítica, induzindo-te o coração à perda de minutos preciosos da vida, reprovando a conduta de autoridades distantes...
Mais tarde, serás convocado pela observação de parentes consangüíneos, acerca de futilidades mil, que quase sempre envolvem a alheia reputação...
Não maltrates nem firas quem te ofereça semelhantes espinhos da roseira do mundo, mas sem afetação e sem alarde, procura encaminhar o conversador para algum tema edificante ou para algum serviço suave em que o concurso dele possa ser valiosamente aproveitado...
Sobretudo, não te enganes com o apelo anestesiante do repouso desnecessário. Dificilmente encontramos a diferença entre a ociosidade e a fadiga.
Se pretendes conquistar o título escolhido no campo da Boa–Nova, vale-te do chamado de Jesus e movimenta-te no bem com fervor infatigável.
Observa os teus dias se desejas uma existência cheia de graças e, convertendo as tuas obras em cânticos de serviços, encontrarás enfim a comunhão sublime com Aquele que nos ama, desde o princípio dos séculos, e que por amor a nós todos, jamais abandonou o trabalho incessante, de modo a socorrer-nos e a sustentar-nos até o fim.


Emmanuel
Livro Mãos Marcadas - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 15:41

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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

CASTIGO DE DEUS



Deus não castiga e nem premia. Ouvi isso no meio espirita. Como entender isso?

Dentre as leis divinas que regem o Universo, temos a lei da ação e reação ou lei de causa e efeito.
Por essa lei, a toda ação corresponde uma reação de igual natureza e na mesma proporção, porém em  sentido inverso. Isso se aplica tanto em relação às coisas materiais como às questões espirituais, as relativas à existência do ser. Sendo assim, todo ato ou pensamento que praticamos gera um efeito, que pode ser bom ou mau, dependendo da natureza desse ato ou pensamento. As nossas existências futuras, portanto, vão  sendo construídas ao longo das encarnações que vamos vivenciando. Cada existência é a continuação e a  conseqüência das anteriores.

Quando estamos prestes a reencarnar, é feita toda uma programação para a nossa futura vivência na matéria.
São definidas as provas pelas quais iremos nos submeter, que podem ser por nós mesmos escolhidas, o  tipo de vida a que nos sujeitaremos, o meio no qual renasceremos e outros aspectos principais que nortearão  essa nossa nova passagem pela carne, tudo sempre de conformidade com as nossas necessidades evolutivas e o nosso merecimento, que são ditados pelo comportamento que adotamos nas encarnações anteriores.

Essa programação, contudo, pode ser modificada para melhor ou para pior, dependendo da forma como o spírito se portará na nova existência física. Se se portar conforme as leis divinas, que podem ser resumidas
em "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", conforme nos ensinou Jesus,  praticando a lei de caridade e de amor, o espírito pode modificar determinadas situações previstas, atenuando,  dessa maneira, as dores e os sofrimentos por que teria de passar. Se ao contrário, viver afrontando a Lei Maior, desrespeitando o próximo e praticando o mal, estará agravando sua programação.

Portanto, não é Deus quem premia nem castiga ninguém. Deus estabeleceu leis justas e soberanas, que temos de seguir. Os efeitos que essas leis causarão na nossa existência são de responsabilidade única e exclusiva do próprio espírito. Nós somos os únicos responsáveis pela construção do nosso destino, pela nossa felicidade ou infelicidade. Se admitirmos que a Divindade seja capaz de premiar ou castigar alguém imerecidamente,  estaremos desconhecendo os atributos da justiça e bondade divinas. Quando nos encontramos em situação de gozo e de felicidade, não se trata de resultado da premiação divina, mas de construção que elaboramos no  passado. Da mesma forma que, quando nos situamos em momentos de dor e sofrimento, não se trata de castigo divino, mas de conseqüência dos equívocos que praticamos. É sempre uma questão de merecimento.
Por isso a afirmação de que Deus não premia nem castiga. A cada um é dado segundo as suas obras, como
ensinou Jesus.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 23:05

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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

TRAGÉDIAS COLETIVAS

Não raro estamos nos deparando com uma série de acidentes rodoviários, marítimos, fluviais, e aéreos no Brasil e no mundo.

Pela extensão da tragédia, o tema é discutido diariamente pela mídia. Muitas especulações que não levam a nada são lançadas frequentemente, julgando-se pessoas, empresas e instituições públicas sem fundamento investigatório final, de forma precipitada.
Acima de tudo, pergunta-se: todo acidente pode ser evitado?
Como elemento credenciado em prevenção de acidentes, afirmo que sim, pois dentre os princípios filosóficos que norteiam a árdua tarefa de prevenção de acidentes do Sistema de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – SIPAER –, há dois que merecem atenção especial. São eles: “Todo acidente pode e deve ser evitado” e “Todo acidente tem um precedente”.
De acordo com esses princípios, nenhum acidente ocorre por “fatalidade”, pois se origina sempre de deficiências enquadradas nos fatores humano, material e operacional. Uma vez analisados os fatores participantes nos acidentes, podem-se adotar medidas enquadradas à neutralização de tais fatores. E se acidentes similares já ocorreram, os fatores contribuintes serão basicamente os mesmos em sua essência, variando apenas a forma como se apresentam.
Como espíritas, afirmamos que nem todo acidente pode ser evitado, pois além do fator humano, material e operacional, deve-se considerar também o fator espiritual, já que a influência dos espíritos é maior do que supomos e muito frequentemente eles que nos dirigem.
Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec questiona aos espíritos se há fatalidade nos acontecimentos da vida. Os espíritos afirmam: “A fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao encolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra. Falo ainda das provas de natureza física...”
Os espíritos afirmam também que qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos, se a nossa hora não chegar. “Mas, quando chegar a hora de partir, nada nos livrará. Deus sabe com antecedência qual o gênero de morte por que partiremos daqui, e freqüentemente o espírito encarnado o sabe, pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência”.
O espírito Emmanuel afirma: “na provação coletiva verifica-se a convocação dos espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então, espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os irmãos na dívida do pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais ‘doloroso acaso’ às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhe ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”.
Portanto, considerando apenas o fator humano, material e operacional, todos os acidentes podem ser evitados. Acrescentando a isso o fator espiritual é de se concluir que há acidentes inevitáveis, pois são planejados antes mesmo da reencarnação do espírito e que somente a misericórdia de Deus poderia evitar.
Continuemos nós a crer na Justiça Divina, a orar aos que partiram de forma tão lamentável, dizendo a cada um deles: “Brilhe a luz pra os teus olhos, irmão que vens de deixar a Terra! Que os bons espíritos de ti se aproximem, te cerquem e ajudem a romper as cadeias terrenas! Compreende e vê a grandeza do nosso Senhor: submete-te, sem queixumes, à sua justiça, porém, não desesperes nunca da sua misericórdia.
Irmão! que um sério retrospecto do vosso passado te abra as portas do futuro, fazendo-te perceber as faltas que deixas para trás e o trabalho cuja execução te incumbe para as reparares! Que Deus te perdoe e que os bons espíritos te amparem e animem. Por ti orarão os teus irmãos da Terra e pedem que por eles ores”.

Por Reginaldo de Oliveira Reis
- Jornal Palavra Espírita
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 22:08

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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

ANO NOVO

Hoje é o dia que dá início a um novo ano.

É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização.
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.

***

O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Repositório de sabedoria, verbetes: oportunidade e tempo
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 14:19

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