Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

DESASTRES E RESGATES COLETIVOS: SINAL DOS TEMPOS OU DE FUTURO PROMISSOR ?

 
 

Quando olhamos para o mundo à nossa volta, parece-nos que se multiplicam as catástrofes, os desastres, os cataclismos.  Em um momento como este, em que todas as atenções estão voltadas para o acidente com o Airbus da TAM, que vinha de Porto Alegre-RS (vôo JJ 3054 ) e se chocou contra o prédio da própria empresa aérea, em frente ao aeroporto, quando tentava aterrissar, provocando a morte de mais de 160 pessoas, entre passageiros, tripulantes e funcionários da companhia aérea que trabalhavam no prédio atingido, a atenção fica mais desperta, e os questionamentos são vários, e envolvem até a Justiça (ou para alguns, a injustiça) Divina.
 
O Espiritismo, enquanto doutrina libertadora, progressista e evolutiva, e por isso mesmo considerada consoladora, objetiva auxiliar-nos a entender o porquê dos acontecimentos de nosso dia-a-dia, inclusive dos mais trágicos.  Assim, via entendimento da Lei Natural e da Justiça Divina, obtêm-se a conseqüente aplicação desses princípios no cotidiano, favorecendo sua vivência, promovendo a coerência entre o crer e o agir.
 
 
Naturalmente, as respostas exigem reflexão aprofundada com base em princípios fundamentais do Espiritismo, como a multiplicidade das encarnações e a anterioridade do Espírito.  Esses pontos somam-se ao fato de que nós, enquanto Espíritos em processo evolutivo, temos um passado de descumprimento da lei divina que precisa ter seu rumo corrigido não apenas para equacionar nossos problemas de consciência, mas também para nos harmonizar com nossos semelhantes, afetados pelas nossas ações de desvirtuamento da Lei.
 
Ao entendermos o que a Doutrina Espírita tem a dizer sobre o assunto, começamos a perceber a profundidade da reflexão que deve ser adotada por cada um de nós em nosso dia-a-dia e o papel a ser assumido de observadores da Sociedade, em substituição à postura usual de críticos e questionadores. 
 
Começamos, assim, a conhecer o caminho para aplicação dinâmica e prática em nosso dia-a-dia da Doutrina que abraçamos, pela análise do mundo e sua transformação, percebendo a profundidade de conceitos como fatalidade, resgate coletivo, regeneração do planeta, além de favorecer o entendimento de ensinamentos de Jesus relacionados àquilo que alguns chamam de sinais dos tempos.
 
Fatalidade como causa?
Fatalidade, destino, azar são palavras sempre lembradas em situações como essa.  Mas que conceitos estão por trás dessas palavras?  Em “O Livro dos Espíritos”, as questões de 851 a 867 tratam de fatalidade, e, entre outras informações, destaca-se o fato de que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao se encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra” (LE 851). 
 
Mais à frente (LE 853), está dito que “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte.  Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos”.  A questão seguinte (LE 853a) melhor explica esse ponto, frisando que quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada “te  livrará” e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirás daqui, “pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência”.  Não esquecer, jamais, que “somente os acontecimentos importantes e capazes de influir na tua evolução moral são previstos por Deus, porque são úteis à tua purificação e à tua instrução” (LE 859a).
 
Como vemos, a fatalidade só existe como algo temporário frente à nossa condição de imortais com a finalidade de realinhamento de rumo.  No entanto, essa situação não é engessada.  Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos (LE 860). 
 
Fatalidade, destino, azar são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma que a sorte daqueles que escapam desse tipo de situação – e em acidentes como esse do dia 17 de julho de 2007, sempre há os relatos daqueles que desejavam pegar o avião e não conseguiram; daqueles que estavam à porta do prédio atingido pela aeronave e não sofreram nada além do susto; e tantos outros.
 
Então, para a Doutrina Espírita, como se explicam casos como esse?  A resposta está no resgate coletivo, conceito que envolve a correção de rumo de um grupo de Espíritos que em alguma outra encarnação cometeu atos semelhantes – e muitas vezes em conjunto – de descumprimento da lei divina e que, portanto, para individualmente terem a consciência tranqüilizada, precisam sanar o débito.  Toda a problemática, nesse caso, está no trabalho dos mentores na reunião desses Espíritos de modo a que juntos possam se reajustar frente à Lei Divina.
 
Impulsionar o progresso: a meta
O resgate de nossas ações contrárias à Lei Divina, ao Bem e ao Amor pode ocorrer de várias formas, inclusive coletivamente.  O objetivo, segundo LE 737, é “fazê-lo avançar mais depressa” e as calamidades “são freqüentemente necessárias para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos”.  Além disso (LE 740), “são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo”. 
 
E assim, entendemos o sentimento de solidariedade que essas calamidades despertam, auxiliando todos a desenvolver o amor.  O importante para os mais diretamente envolvidos, para que tenham o progresso devido, como está dito em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo 14, item 9, é “não falir pela murmuração”, pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
 
Nesta frase selecionada no ESE está uma informação de cabal importância: indício de aperfeiçoamento do espírito.  E qual seria o objetivo prático de tudo isso e como esses fatos atuam em nosso progresso, com que finalidade?
 
A resposta está na Lei do Progresso, que determina ao homem o progresso incessante, sem retrocesso, no campo intelectual e moral; cada um há seu tempo, seguindo seu ritmo próprio, sendo que “se um povo não avança bastante rápido, Deus lhe provoca, de tempo em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma” (LE 783). 
 
Como vemos, o progresso se faz, sempre, e quando estamos atravancando-o, Deus, em sua infinita bondade e justiça, lança mão de instrumentos que nos impulsionem à frente.  O objetivo é nos levar a cumprir a escala evolutiva, saindo de nossa condição de Espíritos imperfeitos moralmente para a de espíritos regenerados, até atingirmos a condição de Espíritos puros.
 
Essa transposição de imperfeito moralmente para regenerado marca a atual fase de transição que vivenciamos, plena de flagelos destruidores, de calamidades, de acidentes com grande número de mortos. 
 
Nos evangelhos segundo Mateus, Marcos e João, há várias referências aos sinais precursores de uma transformação no estado moral do Planeta, caracterizada pelo anúncio de calamidades diversas que atingirão a humanidade e dizimarão grande número de pessoas, para que, na seqüência, ocorra o reinado do bem, sejam instituídas a paz e a fraternidade universal, confirmando a predição de que após os dias de aflição virão os dias de alegria. 
 
O que é anunciado nessas passagens evangélicas não é o fim do mundo de forma absoluta e real, mas o fim deste mundo que conhecemos, em que o mal aparentemente se sobrepõem ao bem, e, como afirma Allan Kardec em “A Gênese”, capítulo 17, item 58, “o fim do velho mundo, do mundo governado pela incredulidade, pela cupidez e por todas as más paixões a que o Cristo alude”.
 
Para que esse novo mundo se instale (GE capítulo 18), é fundamental que a população seja preparada para habitá-lo.  Para tanto, teremos, todos nós, de equacionar alguns problemas de nosso passado, construindo nosso progresso moral.  Não há transformação sem crise, e catástrofes e cataclismos são crises que  agitam a humanidade, despertando-a para a solidariedade, a fraternidade, o bem. 
 
Temos, então, de ver a humanidade como “um ser coletivo no qual se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual” (GE, capítulo 18 item 12).
 
Nesse contexto, a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social, com o progresso moral, secundado pelo progresso da inteligência assegurando a felicidade dos homens sobre a Terra.
 
Para que possamos habitar esse novo mundo, não temos de nos renovar integralmente.  Segundo Kardec (GE capítulo 18 item 33), “basta uma modificação nas disposições morais”, e, para isso, temos de equacionar débitos do passado e nos conscientizarmos de nossa condição de espíritos imortais perfectíveis, em fase de  desenvolvimento de nossas potencialidades. 
 
Como forma de acelerar esse processo de modificação da disposição moral, a presente fase é marcada pela multiplicidade das causas de destruição, até como forma de estimular em nós o desenvolvimento de nossas potencialidades no bem, pois “o mal de hoje há de ser o bem de amanhã.  Somente a educação do Espírito poderá libertá-lo do mal, dando-lhe condições de alçar os mais altos vôos no plano infinito da vida.  O importante em tudo isso é mantermos a serenidade, olharmos para a frente, divisarmos o futuro, pois “a marcha do Espírito é sempre crescente e ascendente.  É preciso descobrir quanto bem se é capaz de fazer agora para que o próprio crescimento não se detenha” (Portásio).
 
Em todo ser humano, como ressalta o Espírito Clelie Duplantier, em “Obras Póstumas”, “há três caracteres: o do indivíduo ou do ente em si mesmo, o do membro da família e o do cidadão.  Sob cada uma dessas três fases, pode ele ser criminoso ou virtuoso; isto é, pode ser virtuoso como pai de família e criminoso como cidadão, e vice-versa”.
 
Além disso, pode-se admitir como regra geral que todos os que se ligam numa existência por empenhos comuns, já viveram juntos, trabalhando para o mesmo fim e se encontrarão no futuro, até expiarem o passado ou cumprirem a missão que aceitaram.
 
O papel de cada um
Essas calamidades – se olharmos para elas sob o ponto de vista espiritual, fundamentando nossa reflexão nos princípios da Doutrina Espírita – têm, portanto, objetivos saneadores que, conforme Joanna de Ângelis, removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera e significam a realização da justiça integral, pois a Justiça Divina, para nosso re-equilíbrio, recorre a métodos purificadores e liberativos, de que não nos podemos furtar. 
 
Assim, tocados pelas dores gerais, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade e estaremos construindo a coletividade harmônica, sempre lembrando a advertência de Hammed: “a função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio.  Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também tuas ações, diminuindo intensidades e freqüências e recriando novos roteiros em sua existência”.  Desse modo, estaremos utilizando nossos problemas como ferramenta evolutiva, não nos perdendo em murmurações,  mas utilizando nosso livre-arbítrio como patrimônio.
 
O progresso de todos os seres da criação é o objetivo de tudo que acontece.  Tenhamos a consciência desperta e procuremos entender o mundo à nossa volta, cientes de que a solidariedade é o verdadeiro laço social, não só para o presente, mas, como está em “Obras Póstumas”, “estende-se ao passado e ao futuro, pois que os mesmos indivíduos se encontram e se encontrarão para juntos seguirem as vias do progresso, prestando mútuo concurso.  Eis o que faz compreender o Espiritismo pela eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres”.
 
E mais: Graças ao Espiritismo, compreende-se hoje a justiça das provações desde que as consideremos uma amortização de débitos do passado.  As faltas coletivas devem ser expiadas coletivamente pelos que juntos as praticaram, e os mentores estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo a que nos propomos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com nossos pensamentos positivos, nossos melhores sentimentos e vibrações.
 
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 15:39

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

INFLUENCIA DOS ESPIRITOS EM NOSSAS VIDAS

 

Allan Kardec coloca na pergunta 459 do Livro dos Espíritos um questionamento sobre esse assunto nos seguintes termos: “Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?” Cuja reposta foi: “A esse respeito sua influência é maior do que credes, porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem".

Com base nesta resposta poderíamos encontrar no Evangelho alguma passagem que possa demonstrar-nos essa influência dos espíritos em nossas vidas? É claro que sim, pelo menos para aqueles que têm “olhos de ver”.

Vamos, então, ao Evangelho para que possamos confirmar. Em Mateus 8, 16-18, encontramos: “Entardecia, quando lhe trouxeram possessos. Diante disso, ele expulsou os espíritos apenas com uma palavra e curou todos os que estavam passando mal.”

Ora, se Jesus expulsou os espíritos é porque eles de alguma forma estavam a influenciar estas pessoas possessas. Aliás, este termo já em si mesmo sugere que a pessoa estava sob o domínio de um espírito.

Mas sigamos em frente e iremos observar a que ponto poderá chegar esta influência. Busquemos em Marcos 5, 1-20, o seguinte: “Chegaram a outra margem do mar, na região dos gerasenos. Quando desembarcou um homem possesso de um espírito impuro, saindo dos sepulcros, logo foi ao seu encontro. Ele morava nos sepulcros e ninguém conseguia mantê-lo preso, nem mesmo com correntes, pois muitas vezes lhe haviam algemado os pés e as mãos e ele, arrebentava as correntes, quebrando as algemas, e ninguém o dominava. Passava o tempo inteiro nos sepulcros e sobre os montes, gritando e ferindo-se com pedras. Quando viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, e gritou com voz forte: "Que é que tens tu comigo Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Em nome de Deus não me atormentes!" É que Jesus lhe tinha dito: "Espírito impuro, sai deste homem!" Depois, ele lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” Respondeu-lhe: “Meu nome é legião, porque somos muitos”. Suplicava-lhe então, com insistência, que não o expulsas-se daquela região".

Chamamos a sua atenção, caro leitor, para essa importante passagem, pois mostra-nos, claramente, a que ponto poderá chegar a influência dos espíritos. Um homem comum, sob a in-fluência dos espíritos, passava a ter uma força descomunal a ponto de conseguir arrebentar correntes e quebrar algemas. Além disto, fazia com que esta pobre criatura ferisse a si mesma, bem como o forçava a gritar pelos montes como um louco desvairado. E no diálogo com Jesus, era tanta a influência que passou a respondê-lo, não o possesso, mas sim o espírito que o influenciava. Espírito? Que espírito, se na verdade eram muitos, razão pela qual diz ser seu nome legião.

Perguntou Allan Kardec aos espíritos superiores: Se eles podem influenciar em nossas vidas, por que meios se pode neutralizar a influência dos maus espíritos? A resposta foi: “Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos espíritos inferiores, e destruís o império que eles querem tomar sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos espíritos que suscitam em vós os maus pensamentos sopram a discórdia entre vós e vos excitam todas as más paixões. Desconfiai, sobretudo, daqueles que exaltam vosso orgulho porque vos tomam por vossa fraqueza. Eis por que Jesus nos faz dizer na oração dominical:" Senhor! Não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos do mal. "

Agindo desta forma estaremos livres de sua má influência.

Retornemo-nos, ao Evangelho na narrativa de Mateus (9, 32-34): “Quando saíam, apresentaram a Jesus um possesso mudo. Logo que o demônio foi expulso o mudo começou a falar. Espantado, o povo dizia: " Nunca se viu coisa igual em Israel".

Neste caso, a influência espiritual causava a mudez àquela pessoa. Espera aí, dirão vocês, nesta passagem não se fala em espírito e sim de demônio. Não há o que contestar, entretanto o que realmente é o demônio? Seria um ser criado para o mal? Com certeza que não. Nunca poderemos aceitar que Deus, o eterno bem, tenha criado um ser dotado para sempre ao mal. Seria porventura, um anjo decaído? Também não, pois o ser espiritual ao qual denominamos de anjo não poderia possuir senão bondade, assim como teria que ser totalmente desprovido de vaidade, que seriam coisas de nós os humanos, não dos anjos. Afinal, o que cearia os demônios? Voltaremos, novamente, ao Evangelho, para elucidar esta importante questão.

Em Mateus, 10, 1, 5-8, encontramos: “Jesus convocou os seus doze discípulos e lhes deu o poder de expulsar os espíritos impuros e de curarem toda espécie de doenças e enfermidades. Jesus enviou esses doze em missão, tendo-lhes dado as seguintes instruções: Não tomeis o caminho que conduz aos pagãos e não entreis em nenhuma cidade dos samaritanos. Ide, de preferência, às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pregai, pelo caminho: "O reino dos céus está perto!" Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Acabai de receber de graça, dai de graça".

Observemos bem, o mesmo texto fala em espíritos impuros e demônios, daí concluímos que um era sinônimo do outro. O conceito, à época, era que demônio significava gênio ou espírito, de uma maneira indefinida. Para confirmar isto vejamos o quadro a seguir:

Passagem Evangelista Termo utilizado

Muitos

Possessos

Mateus 8, 16

Marcos 1, 32-34.

Lucas 4, 40-41

Espíritos

Demônios

Demônios

O possesso

de

Gerasa

Mateus 8, 28-34.

Marcos 5, 1-20.

Lucas 8, 26-39.

Demônio

Espírito impuro

Espírito impuro e demônio

O possesso de

Cafarnaum

Marcos 1, 21-28.

Lucas 4, 31-37.

Espírito impuro

Espírito de demônio impuro

A filha da mulher

Cananéia

Mateus 15, 21-28.

Marcos 7. 24-30.

Demônio

Espírito impuro e demônio

O menino

Mudo e

Epiléptico

Mateus 17, 14-21.

Marcos 9, 14-29.

Lucas 9, 37-43.

Demônio

Espírito

Espírito, demônio e espírito impuro.

Para o mesmo relato, os evangelistas ora usam espírito impuro, ora demônio, quando não usam os dois termos juntos, ficando, agora, bem claro que o significado deles era o mesmo.

Vejamos o que responderam os espíritos superiores a Kardec, quando lhes dirige a seguinte pergunta: “Há demônios, no sentido que se dá a esta palavra? Resposta: Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus, e Deus seria justo e bom se houvesse criado seres devotados eternamente ao mal e infelizes? Se há demônios, eles habitam em teu mundo inferior e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo, um Deus mau e vingativo e crêem lhe serem agradáveis pelas abominações que cometem em seu nome”.

Kardec faz as seguintes considerações:

“A palavra demônio não implica na idéia de espírito mau senão na sua significação moderna, porque a palavra grega daimôn, da qual se origina, significa gênio, inteligência, e se emprega para designar os seres incorpóreos, bons ou maus, sem distinção”.

“Por demônios, segundo a significação vulgar da palavra, se entendem seres essencialmente malfazejos. Seriam, como todas as coisas, criação de Deus. Ora, Deus que é soberanamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua natureza, e condenados por toda a eternidade. Se não são obras de Deus, seriam, pois como ele, de toda a eternidade, ou então haveria várias potências soberanas”.

“A primeira condição de toda doutrina é de ser lógica. Ora, a dos demônios, em seu sentido absoluto, peca por essa base essencial”.

“Compreende-se que na crença de povos atrasados, que não conheciam os atributos de Deus, fossem admitidas as divindades malfazejas, como também os demônios, mas, é ilógico e contraditório para aqueles que fazem da bondade de Deus um atributo por excelência, supor que ele possa ter criado seres devotados ao mal e destinados a praticá-lo perpetuamente, pois isso nega sua bondade. Os partidários da doutrina dos demônios se apoiam nas palavras do Cristo. Não seremos nós quem conteste a autoridade dos seus ensinamentos, pois os desejamos ver mais no coração que na boca dos homens. Mas estarão bem certos do sentido que ele dava à palavra demônio? Não se sabe que a forma alegórica era um dos caracteres distintivos da sua linguagem? Tudo o que o Evangelho contém deve ser tomado ao pé da letra? Não precisamos de outra prova além desta passagem: “Logo após esses dias de aflição, o Sol obscurecerá, e a Lua não derramará mais sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas. Digo-vos, em verdade que esta geração não passará sem que todas estas coisas se tenham cumprido” ”.

“Não temos visto a forma do texto bíblico ser contradita pela ciência no que se refere à criação e ao movimento da terra? Não pode ocorrer o mesmo com certas figuras empregadas pelo Cristo, que deveria falar de acordo com os tempos e os lugares? O Cristo não poderia dizer, conscientemente, uma coisa falsa. Assim, pois, se em suas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é porque não as compreendemos ou as interpretamos mal”.

“Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos; da mesma forma que acreditaram em seres perfeitos de toda a eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Pela palavra demônio devem, pois, se entender os espíritos impuros que, freqüentemente não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas, com a diferença de que este estado é transitório. São os Espíritos imperfeitos que murmuram contra as provas que devem suportar, e que, por isso, suportam-nas por mais tempo; chegarão, porém, por seu turno, a sair desse estado quando o quiserem. Poder-se-ia aceitar então a palavra demônio com esta restrição. Mas, como é entendida num sentido exclusivo, poderia induzir ao erro fazendo crer na existência de seres especiais, criados para o mal”.

“Com relação a Satanás, é evidentemente a personificação do mal sob uma forma alegórica, pois não se poderia admitir um ser mau a lutar, de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Precisando o homem de figuras e de imagens para impressionar a sua imaginação, ele pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos lembrando as suas qualidades ou os seus defeitos. É assim que os antigos, querendo personificar o tempo, pintaram-no com a figura de um ancião portando uma foice e uma ampulheta; a figura do homem jovem seria um contra-senso”.

“A mesma coisa se verifica com as alegorias da fortuna, da verdade, etc.”.

“Modernamente, os anjos ou Espíritos puros, são representados por uma figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza; Satanás com dois chifres, garras e os atributos da animalidade, emblemas das paixões inferiores. O vulgo, que toma as coisas pela letra, viu nesses emblemas um indivíduo real, como outrora vira Saturno na alegoria do Tempo”.

Certa feita, numa livraria de BH, vimos em exposição o livro “Possessão Espiritual” da Dra. Edith Fiore. Como o tema desperta-nos certo interesse, compramo-lo achando se tratar de um livro publicado por alguém ligado à Doutrina Espírita. Qual não foi nossa surpresa ao constatar que a autora, psicoterapeuta, doutorada em Psicologia Clínica na Universidade de Miami, não tinha nada de espírita. Entretanto achamos oportuno incluí-lo, neste estudo, justamente por este motivo.

Aliás, é de se admirar que após identificar pacientes com possessão dando, inclusive, aos seus leitores condições de saber quando uma pessoa está possessa e como tratá-la ela ainda diz: “Depois de todos estes anos que passei trabalhando com espíritos, freqüentemente “lutando” com alguns teimosos, confusos, hostis e aterrados ainda não estou cem por cento convencida de que eles não são fantasias da imaginação”. É o grande dilema da maioria das pessoas de não quererem modificar atitudes, comportamentos ou conhecimentos adquiridos anteriormente, é o medo frente ao novo, de encarar algo que não vai de encontro ao que lhe foi ensinado, cuja dúvida consiste em: e se o novo estiver errado o que farei após abraçar essa nova idéia ou pensamento?

Mas voltemos ao livro. A Dra. Edith Fiore utilizava como técnica de terapia a hipnose, baseando-se principalmente na regressão de memória, em busca da solução dos problemas comportamentais de seus pacientes. Foi justamente esta técnica que a colocou frente a frente com o problema da possessão espiritual. Pacientes submetidos à hipnose entravam em transe profundo e “deixavam” submergir comportamentos que em nada tinham a haver com a sua maneira tradicional de agir, parecendo serem outra pessoa. Além disto outros pacientes se queixavam de ter alguém dentro deles, minava-lhes a resolução de fazer regime, de parar de fumar ou de beber, etc.. Conforme ela diz, esses pacientes falavam muito abertamente dos seus conflitos, porque presumiam estar falando de duas partes diferentes da sua personalidade que estariam em guerra dentro deles mesmo. Assim, afirma: “Comecei a ouvir, a interpretar tais observações como indícios possíveis de possessão. Desde que me dei conta desse fenômeno, descobri que pelo menos setenta por cento dos meus pacientes eram possessos e que essa situação lhes causava a moléstia". Aqui, diante deste índice – 70%, nos lembramos da resposta dos espíritos a Kardec sobre a influência dos espíritos; “A esse respeito sua influência é maior de que credes, porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Com o livro da Dra. Edith Fiore vemos estes fatos se confirmarem no dia a dia das pessoas.

No capítulo terceiro, cita observações históricas sobre a possessão espiritual, mostrando, primeiramente, passagens do Evangelho onde Jesus expulsava os espíritos (por coincidências já citadas por nós) para depois citar algumas culturas que tinham estas idéias bem definidas, como por exemplo: a China, o Japão e a Índia. Neste último país a antiga religião, cuja base era o livro sagrado Vedas, fala que desencarnados ignorantes ou maldosos saem à procura de pessoas vivas para que possam possuir. Também não deixa de nomear alguns psiquiatras que concordam com essa idéia, o exemplo de: Dr. Carl Wickland, Dr. Arthur Guindaham e Adam Crabtree.

Em seu trabalho, a Dra. Edith Fiore conseguiu identificar a extensão dos efeitos da possessão:

  1. sintomas físicos – fadiga; dores, mais freqüentemente de cabeça, incluindo a enxaquecas; síndrome pré-menstrual com edema (retenção de água); falta de energia ou exaustão; insônia; cãibras; obesidade com hipertensão resultante; asma e alergias, etc.;
  2. problemas mentais – grande quantidade de problemas mentais resulta da intervenção de espíritos;
  3. problemas emocionais – como ansiedade, temores e fobias;
  4. inclinação para as drogas e para o álcool;
  5. inclinação pelo fumo;
  6. problema de peso e obesidade;
  7. problema de relacionamento;
  8. problemas sexuais, inclusive casos de homossexualismo.

A conclusão que a Dra. Edith chegou da influência espiritual é alarmante. A influência dos espíritos atingindo uma pessoa provoca como conseqüência problemas de várias ordens que serão solucionados à medida que se fizer o que ela chamou de “despossessão”, ou seja, fazer com que o espírito deixe de praticar a possessão sobre sua vítima. Ficamos, então, de acordo com a Dra. Edith Fiore quando cita as conseqüências da influência espiritual.

Falaremos um pouco mais dos problemas mentais como conseqüências da influência espiritual.

A ciência oficial tinha que a loucura era proveniente de deficiência orgânica, ou seja, a pessoa louca tinha um problema físico qualquer que era a causa de seu estado mental.

A psiquiatria, ramo da ciência, que se ocupa de estudar, diagnosticar e tratar dos problemas mentais, em sua evolução passou a constatar “loucos” sem qualquer problema orgânico, o que ficava claro que a causa deveria ser de outra natureza.

É aqui que entra o trabalho de alguns médicos, que acima de tudo, tem como preocupação básica a cura de seus pacientes, pouco se importando em gastar o tempo com pesquisas, leitura de livros, etc..

Assim é que iremos citar o Dr. Inácio Ferreira, formado em medicina no Rio de Janeiro, cujo trabalho foi dirigir um sana-tório em Uberaba lá pelo ano de 1.910. O grande desafio a vencer era que o sanatório foi fundado e tinha a orientação de Espíritas, e àquela época a perseguição ao Espiritismo era tremenda.

Apesar de não ser espírita, quando assumiu a direção, foi atento observador do trabalho desenvolvido pelos Espíritas no tratamento de alguns casos de loucura e, diga-se de passagem, os que não tinham como origem problemas físicos. Preocupado em divulgar tudo o que aprendeu neste período lançou o livro “Novos Rumos à Medicina”, volumes I e II, onde aborda claramente a loucura originada por influência espiritual.

Com o passar dos anos, assumiu a postura de ser Espírita, abraçando as técnicas que a Doutrina Espírita se utiliza para tratar destes casos.

No seu livro encontramos um interessante dado estatístico do movimento do Sanatório no período de 1.934 a 1.945, conforme quadro a seguir:

Pacientes Quantidade Percentual
Curados 554 41%
Melhorados 210 16%
Transferidos 163 12%
Falecidos 341 25%
Retirados 33 2%
Tratamento 21 4%

Neste período foram curados de influência espiritual 426 indivíduos. Este número é suficiente para comprovar que real-mente a influência espiritual, em alguns casos, pode levar uma pessoa a ter um comportamento de louco.

Aqui ficamos a pensar quantas pessoas não foram levadas ao tratamento por eletrochoques e a ingerir psicotrópicos sem serem realmente loucos, e quantos ainda irão sofrer da mesma maneira. Mas, infelizmente é o preço que a humanidade paga por não aceitar em definitivo que a influência espiritual é uma realidade.

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:06

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O SILÊNCIO

"Jesus, porém, guardou silêncio." - (Mateus, 26:63)

Quando Jesus Cristo foi levado à presença de Caifás, o sumo-acerdote, foi vítima da acusação de falsas testemunhas, que ali estavam com os corações cheios de ódio.
A resposta do Mestre foi o silêncio.
Decorrido algum tempo, como não obtivesse resposta às suas indagações, Caifás vociferou: "Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?".
Persistindo o silêncio, o sumo sacerdote tornou a indagar, fazendo-o de modo um tanto violento: "Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, filho de Deus".
O Senhor limitou-se a responder: "Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu" (Mateus 25:62-64).
Essa singela resposta, considerada como autêntica blasfêmia, foi o suficiente para que Jesus fosse considerado réu de morte.
Mais tarde, levado à presença de Pilatos, este lhe perguntou: "És tu o rei dos judeus?" E disse-lhe o Mestre: "Tu o dizes" (Mateus 27:11).
Ali mesmo, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Disse-lhe, então, Pilatos: "Não ouves quantos testificam contra ti?" (Mateus 27:13).
Nem uma simples palavra lhe respondeu, mantendo-se em silêncio absoluto, o que surpreendeu o Procônsul romano.
O silêncio é, em muitas circunstâncias, a melhor arma de defesa, pois revela, como foi no caso de Jesus, a elevação do Espírito da pessoa que está sendo acusada, principalmente quando esta não vê qualquer possibilidade de defesa.
Costuma-se dizer que o silêncio é uma prece. Diante de tantos acusadores gratuitos fanatizados; em face do espírito preconcebido que animava os Seus acusadores mais acirrados e de maior projeção, o Mestre não tinha, realmente, melhor resposta que o silêncio, demonstrando a elevação do Seu Espírito, diante da mesquinhez dos detratores.
Em determinadas circunstâncias, que somos caluniados, a melhor resposta que poderemos dar é o silêncio. Reconhecemos que existem casos que demandam respostas esclarecedoras; entretanto, estas devem ser dadas de forma cristã, evitando-se a violência, as palavras chocantes, as desforras e os revides.
Jesus recomendou-nos nos Evangelhos que, se alguém demandar conosco querendo a nossa capa, deveremos também dar-lhe a túnica, e ao que nos obrigar a dar mil passos, deveremos dar com ele mais mil. São atitudes difíceis de serem praticadas; entretanto, é uma recomendação do Evangelho e com o decorrer dos tempos, quando os nossos Espíritos estiverem mais evoluídos, é óbvio que teremos condições de praticá-las.
Certa vez, Cairbar Schutel, um dos maiores espíritas deste século, promoveu em sua cidade uma manifestação pública. Sendo Espírita de influência, o padre insuflou a população contra ele, e esta, armada de varapaus e armas, tentou interromper a concentração.
O vozerio foi tamanho que perturbou alguns moradores da cidade, que se puseram contra o padre. Caírbar, sem se atemorizar e sem revidar, levou avante a manifestação.
Não atacou o sacerdote, e este, caindo em si, algum tempo após, tendo de se retirar da cidade procurou o velho seareiro, a fim de despedir-se com afetuoso abraço.
Ele havia compreendido que o silêncio de Cairbar foi a melhor resposta aos seus ataques violentos, Cairbar havia conquistado o seu desafeto.

Paulo A. Godoy
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:01

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

O SIGNIFICADO DA PASCOA

 

 

"Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.
Porque vos digo que não a comerei mais até que se cumpra no
Reino de Deus." (Lucas, 22:15-16)

A tradição fez com que a Páscoa mantivesse dois símbolos historicamente conhecidos: o ovo e o coelho. O primeiro, significando a vida, e o segundo, a fecundidade.

Entre os Judeus a Páscoa, cujo significado é "passar por cima", rememora a libertação dos Judeus do jugo a que estavam submetidos no Egito, atravessando o Mar Vermelho. No hebraico - "Pesech".

"Passar por cima" tem o significado de ter o anjo passado por cima das casas dos hebreus, poupando os seus primogênitos, o que não aconteceu com os egípcios, cujos primogênitos, desde o filho do mais humilde servo até o filho do Faraó, foram todos feridos, conforme o relato bíblico.

Ainda, segundo a Bíblia, a morte dos primogênitos do Egito foi uma e a última das pragas que assolaram aquela nação, a qual tinha por escopo sensibilizar o coração do Faraó, a fim de pôr termo ao longo cativeiro a que estava submetido o povo israelita.

Como a chamada ressurreição de Jesus aconteceu quando se comemorava a Páscoa dos Judeus, esse acontecimento foi consagrado pelos cristãos, passando também a ser uma Páscoa, porém de sentido diferente.

Deste modo, ela tem duplo significado:

-Para os Judeus, a libertação do povo hebreu do longo cativeiro no Egito.

- Para os cristãos, a chamada ressurreição de Jesus Cristo, quando deixou o túmulo vazio, comprovando a imortalidade da alma.

A celebração da Páscoa não era igual em toda parte. Na maior parte das Igrejas ela era celebrada aos domingos, fixando-se que seria o 14 de março (plenilúnio da Primavera ou primeiro plenilúnio depois do equinócio da Primavera), levando-se em consideração que a chamada ressurreição de Jesus aconteceu no domingo. Mas as Igrejas da Ásia celebravam-na como os judeus, sem atenderem o dia da semana, em 14 de março, ou seja, o dia da morte de Jesus, que aconteceu no dia 14 de março.

No ano 325 a . c, decidiu-se padronizar a data certa da Páscoa, pois, enquanto em Roma as festividades eram realizadas em 25 de março, em Alexandria, por motivos astronômicos, eram realizadas em 21 de março.

O Concílio de Nicéia, no mesmo ano, decidiu não celebrar, Páscoa, no mesmo dia em que era comemorada pelos Judeus mas, sim, no domingo imediato a 14 de Nisã (no calendário judeu Nisã corresponde ao primeiro mês e começa na primeira lua nova do equinócio que, em nosso calendário, é o período que vai: 21 de março a 18 de abril).

Ficou, então, estipulado que a Páscoa deveria ser celebrada no domingo, entre 22 de março e 25 de abril, enquante calendário lunis-solar israelita ela é comemorada sempre no plenilúnio, ou seja, na lua cheia.

Como os homens costumam deturpar todos os grandes acontecimentos, a celebração da Páscoa não poderia ser exceção.

O ensinamento singelo de Jesus, quando repartiu o pão e o vinho entre os seus apóstolos, significando a sua carne e sangue, que, por outro lado, simbolizam o corpo de sua Doutrina (carne) vivificada pelo Espírito (sangue), com o objetivo de evitar que ela viesse a constituir em letra morta, foi se degenerando no decorrer dos séculos, transformando-se numa festividade de cunho nitidamente materialista, com intensa matança de animais e vasta ingestão de bebidas alcoólicas, de todos os matizes.

Os Judeus comemoravam duas festas tradicionais: a Páscoa, rememorativa da libertação do povo hebreu do jugo dos egípcios, e Pentecostes, cinqüenta dias depois, relembrando o evento, quando as Tábuas da Lei, ou Decálogo, foram entregues a Moisés, no cimo do Monte Sinai.

Ambas as festas passaram para o calendário cristão, com significados diferentes; a Páscoa, para rememorar a chamada ressurreição de Jesus Cristo, e o Pentecostes, para relembrar o desenvolvimento coletivo da mediunidade dos apóstolos, ocorrida cinqüenta dias, após a Páscoa dos Judeus, no cenáculo, em Jerusalém. Entretanto, algumas religiões cristãs asseveram que no Pentecostes se cumpriu a promessa de Jesus, contida em (João, 14:16-17). sobre o advento do Espírito de Verdade, do Consolador, do Paráclito.

É óbvio que esse evento não poderia ter acontecido naquele dia, pois, se o Cristo disse que o Consolador viria, quando todos estivessem mais bem preparados, para receberem novas verdades e para o restabelecimento real de todas as verdades por Ele ensinadas, isso, de modo algum, poderia ter acontecido apenas decorrido cinqüenta dias após a sua crucificação. Essa preparação da Humanidade demoraria perto de vinte séculos, e o advento do Consolador se consumou com a revelação da Doutrina Espírita.

Na reunião pascal, Jesus Cristo congregou os doze apóstolos (inclusive aquele que o haveria de trair) dizendo ser essa comemoração a de sua última Páscoa; acrescentou, ainda, ser sua aspiração que essa Páscoa se cumprisse, um dia, no Reino de Deus.

Obviamente, esse novo congraçamento não seria mais de apenas doze homens, mas sim de todos os homens de boa vontade, quando estes estivessem aptos para a formação "de um só rebanho, sob a égide de um só pastor".

Quando chegar esse tempo, todos os que assimilaram e viveram os ensinamentos exarados nos Evangelhos estarão com as primícias do Reino de Deus implantadas em seus corações; então, o Cristo terá realizado a grande Páscoa, reunindo a todos no grandioso banquete espiritual.

Os judeus alimentavam verdadeiro respeito pelas festividades da Páscoa. Uma demonstração disso é a narrativa evangélica de que, tendo Jesus e os dois ladrões sido crucificados pouco antes da Páscoa, eles foram pedir a Pilatos que permitisse que as pernas dos três crucificados fossem quebradas a fim de apressar a morte e serem retirados da cruz antes da Páscoa.

Diante da permissão do pró-cônsul romano, os soldados foram ao Calvário para cumprir aquela ordem, porém, apenas quebraram as pernas dos dois ladrões, uma vez que Jesus já estava morto. Isso para que se cumprissem as escrituras de que nenhum só de seus ossos seria quebrado (João, 19:30), dando assim a entender que sua doutrina jamais poderia sofrer mutilações, o que infelizmente aconteceu no decurso dos século quando ela foi mutilada e adulterada pelos homens.

Existe um outro pormenor sobre a Páscoa, esse foi criado pelos homens: como entre os pagãos o ovo era símbolo de Vida o coelho o símbolo da Fecundidade, os cristãos tomaram o ovo como símbolo para comemoração da Páscoa, comendo ovos de pata. Entretanto, como a Igreja proibiu a ingestão de carnes e derivados durante a Quaresma, os anglo-saxões resolveram fazer ovos de chocolate, o que, mais tarde, também abrangeu os coelhos. Esse costume foi implantado no Brasil pelos alemães nos primeiros anos do presente século, surgindo então os ovos e os coelhinhos de chocolate, para a comemoração da Páscoa.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:18

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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

RECONHECIMENTO PROFUNDO

Sempre quando observo o céu coroado de estrelas, recordo-me das suaves canções que você cantava enquanto eu adormecia no seu colo, mãezinha querida, exaltando os astros.
Toda vez que me detenho a observar as flores na quadra primaveril, retornam à minha mente as suas ternas palavras de exaltação a Deus e à vida.
Quando me defronto com qualquer forma de sofrimento e sinto o ânimo diminuir, volvem-me à lembrança as sérias advertências com que você me ensinava a enfrentar as dificuldades, elucidando-me que todas elas têm por objetivo desenvolver os valores morais adormecidos no indivíduo.
No relicário da minha memória estão impressos todos os momentos em que ambas, sonhando e sorrindo, nos abraçávamos, buscando amparar-nos reciprocamente, e você, na condição de anjo miraculoso ensinava-me a resolver todos os problemas, demonstrando que as dificuldades são mais filhas da acomodação do que da realidade.
Repasso pela tela das evocações as lições preciosas com que você enriqueceu a minha existência e comovo-me com a sua sabedoria, feita de amor e de experiências.
Você soube renunciar a mil prazeres para estar com a sua filhinha dependente e necessitada, enquanto outras mulheres buscavam a futilidade e o passatempo.
No seu vocabulário não haviam essas palavras e você sabia preencher todas as horas com trabalho, alegria de viver e cumprimento dos deveres que lhe diziam respeito.
No seu exemplo eu me fortaleci para os inevitáveis desafios existenciais, e cresci confiante em Deus e nas possibilidades de ação que nos estão ao alcance, todas elas, inclusive as que se expressam como sofrimento, portadoras de finalidades iluminativas.
Compreendi que a vida tem um sentido psicológico profundo, que diz respeito à autorrealização e ao desenvolvimento do amor que se deve expandir em direção do próximo e de todos os seres sencientes.
Hoje, quando também sou mãe, tenho a dimensão da sua grandeza e dos seus esforços para superar os limites naturais da existência, tornando-se a gigante da dedicação e do bem.
A maternidade, sem dúvida, é suprema dádiva de Deus para a construção do mundo realmente feliz.
No lar, recordo-me, está a sociedade em miniatura, como você dizia, na qual treinamos fraternidade e tolerância, de modo que os enfrentamentos podem sempre ser coroados de bondade e de compaixão, evitando a destruição e o crime.
Quando a sociedade atinge a mais alta expressão de tecnologia de ponta e de ciência aplicada ao bem e ao progresso, infelizmente a maternidade vê-se relegada a um plano secundário, em face do egoísmo da mulher que deseja realizar-se fora do lar, competir no mercado de trabalho com os homens, lutar em favor dos seus direitos, o que, aliás, é justo, deixando, porém, em abandono o sagrado compromisso da procriação.
...E quando ocorre tornar-se mãe, delega a pessoas remuneradas, que nem sempre amam, os deveres que lhe são impostos pelas leis da vida, tornando-se fornecedora ao invés de ser segurança e felicidade.
Como resultado, temos hoje os filhos órfãos de pais vivos, adotados pelos traficantes de drogas e pela violência de todo jaez, constituindo uma juventude atormentada e infeliz que se atira às paixões consumptoras, em espetáculos deprimentes ou selvagens, demonstrando a dor que experimentam pela falta do carinho que somente o lar e a maternidade podem oferecer.
A onda de loucura e de irresponsabilidade aumenta o desequilíbrio da sociedade que aborta e tenta legalizar o crime, em nome dos mentirosos direitos que a mulher possui sobre o seu corpo, sem dar-se conta que o novo corpo que nela se encontra não é de sua propriedade e necessita de viver...
Enquanto a maternidade estiver ultrajada ou relegada ao esquecimento a sociedade se encontrará sem orientação nem esperança de felicidade, porque o lar é o divino instituto da educação sob a segura diretriz do amor de mãe, insubstituível em toda a sua dimensão.
Desse modo, mãezinha querida, homenageio-a todos os dias, cantando hinos de amor à sua memória e procurando, embora palidamente, agir como você na educação dos meus filhos, os rebentos de carne com que os Céus dignificam a Terra, no momento da grande transição que se opera...
Deus a guarde nesse zimbório de estrelas diamantinas, em que você intercederá pelas mães da atualidade, a fim de que adquiram consciência dos seus deveres impostergáveis.

Anália Franco
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na tarde de 1º de abril de 2009, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:10

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REENCARNAÇÃO E O PROGRESSO ESPIRITUAL

A escola espírita têm a evolução espiritual não somente como provada, mas também como necessidade lógica. O princípio espiritual, criado por Deus, desenvolve-se ao longo do tempo, aprimorando-se paulatinamente. Por isso são desiguais as idades dos espíritos e o curso da evolução (pelo respeito ao livre-arbítrio quando surge), há homens em todos os níveis de adiantamento, desde o selvagem até Einstein e Gandhi. Por hora, o estado moral do nosso planeta admite a heterogeneidade, que ‚ útil às lutas evolutivas. O progresso do espírito processa-se pela assimilação de experiências vividas e conhecimentos adquiridos. Esse material, em cada existência, é absorvido e manipulado pela mente consciente; mas, a sua integração no acervo acumulado no espírito dá-se pela transferência para o inconsciente (subconsciente), onde fica armazenado. Contudo, isso não o anula, porquanto, sempre que preciso, renasce como aptidão e vocação.

A evolução espiritual consiste na transferência dos novos elementos de progresso do consciente para o inconsciente e, nesta passagem, na transformação deles (conhecimentos e experiências) em faculdades - donde as aptidões e vocações, não raro bem manifestas em crianças.

A reencarnação atende à evolução, pois, sendo múltiplas as experiências e variados os conhecimentos, uma só vida material pouco representa na eternidade do espírito imortal! E os erros, os crimes, os vícios, a ignorância? Como repará-los, se o faltoso morre em falta? Vê-se logo que a reencarnação ‚ noção que se impõe tão pronto a mente se desembarace de certos entraves íntimos.

A assimilação de experiências vividas, acima explicada exige ampla cota de tempo e, daí, a volta à carne muitas vezes. Em inúmeras de suas vidas terrenas, o espírito comete erros naturais e violações intencionais, adquirindo dívidas perante a Lei de Deus, cuja justiça ‚ infalível e minuciosamente exata.

Numa vida subseqüente, terá de viver de modo a reparar ou diminuir tais débitos. E isto ‚ feito por meio da expiação (resgate) e da reparação. O princípio que assegura a continuidade das vidas de um Espírito unindo logicamente os fatos de uma aos da seguinte, é a chamada "Lei de Causa e Efeito", que declara o homem livre para agir, mas sujeito às conseqüências da ação: ele pode lançar causas, mas terá de reabsorver os efeitos danosos. Se numa vida espoliei outro e aproveitei o produto do furto, noutra passarei privações; se fiz alguém perder um braço, perderei um braço mais tarde em circunstâncias equivalentes. Estas experiências, assimiladas, darão ao Espírito esclarecimento para libertá-lo mais cedo ou mais tarde, do mau impulso levando-o a ser correto, e afastar-se do mal como meio de obter vantagem agora (e dores depois).

A reencarnação fornece a única explicação lógica e natural acerca das desigualdades sociais, que as pessoas consideram como injustiças, donde as lutas pela decantada "justiça social".

Afirmar o contrario seria dizer que Deus ‚ injusto !.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:21

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

A SUPERIORIDADE DA REENCARNAÇÃO

 

 

A Reencarnação é um tema de relevante importância, dada a sua íntima correlação com a Justiça Divina e com as Leis naturais que regem os destinos do gênero humano. Seria a negação dessa Justiça, se prevalecesse a teoria da unicidade das existências do Espírito na carne.

Os Fariseus e os Escribas, de todos os tempos, pretenderam fazer da interpretação das eternas e sábias Leis, que governam o mundo, simples conceitos humanos, objetivando, sobretudo, satisfazer os seus interesses mundanos.

A política dogmática de algumas religiões rebaixa a magnitude do poder e da glória de Deus, quando, na realidade, a obra do Criador de todas as coisas é a expressão máxima da perfeição.

Algumas religiões terrenas substituíram a Lei da Reencarnação pelo dogma da existência única, através da qual todas as criaturas que transgridem as Leis seriam condenadas, inapelavelmente, a várias penalidades, inclusive às penas eternas. Isso é inconcebível, senão vejamos: Deus cria o Espírito num estado de simplicidade e ignorância, para que o Espírito, após ascender a escala evolutiva, passe a desfrutar do gozo peculiar aos Espíritos Puros.

Essa escalada poderá perdurar séculos, mas é imprescindível para se adquirir o estado de Espírito Perfeito; entretanto, para isso, torna-se necessário trabalhar incessantemente com afinco e amor, para se adquirir virtudes santificantes, peculiares aos Espíritos Puros, que se aproximam cada vez mais de Deus.

Muitas religiões materializadas da Terra assentaram os seus fundamentos sobre a unicidade das existências, porque isso objetiva satisfazer o modo de pensar e os interesses de muitos. Se é necessário a um Espírito viver e sofrer tanto para chegar a um determinado estágio evolutivo, num processo de provas e expiações, é imperioso que passe por muitas reencarnações, sempre enquadrado nas normas estabelecidas pelas sábias Leis do Criador.

A propósito da Lei da Reencarnação, cabem aqui algumas ponderações:

A - Como poderá suceder que um Espírito criado juntamente com o corpo, e viver uma só vez, pode ter uma inteligência superior à de um dos seus semelhantes?

B - Ser mais caridoso, mais resignado, mais dócil, ter mais inteligência?

C - Como pode uma criança ser mais evoluída que o seu pai? Nessas circunstâncias, o amor familiar seria bastante circunscrito, e o egoísmo seria um eterno companheiro do homem.

D - Como se explica a simpatia ou antipatia que se nutre para com outras pessoas !

E - Que diremos das diversidades de aptidões, de posições sociais, de raça, de cor, etc.?

Outros dogmas instituídos por algumas religiões terrenas também são incompatíveis com as idéias novas apregoadas por Jesus Cristo e contidas nas páginas rutilantes dos Evangelhos. Eles são verdadeiras pedras de tropeço para a marcha ascensional da Humanidade, notadamente:

1 - os dogmas do batismo,

2 - da circuncisão,

3 - da criação do mundo em seis dias,

4 - da criação das figuras lendárias de Adão e Eva,

5 - do pecado original, e outros.

No entanto, vamo-nos deter no tema abordado, procurando nos próprios Evangelhos a confirmação da revelação dos Espíritos em torno das vidas sucesssivas, pois não é necessário apelarmos para as catacumbas de Roma ou do Egito, ou para as páginas dos livros divulgados pelas grandes instituições religiosas, para encontrarmos a corroboração da veracidade da Reencarnação. O Apóstolo Paulo, Job, Elias, João Batista e outros endossam essa concepção, pois o Criador, conforme disse Jesus, revela essas coisas aos pequeninos e as oculta aos grandes e potentados.

O encontro de Jesus com Nicodemos e a explicação dada por Jesus aos Apóstolos, na descida do Monte Tabor, confirmando ser João Batista a reencarnação do profeta Elias, são preceitos inatacáveis que vêm em reforço à Lei básica do Espiritismo, à Lei básica do Evangelho: a Reencarnação.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 19:31

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SEMINÁRIO

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:27

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AOS QUE LIDAM COM DESOBSESSÃO

A profilaxia às afecções psíquicas se inicia com a busca pela harmonia do próprio indivíduo, nos esforços que fez em se melhorar como pessoa. Além disso, ao que se conhece com o nome de reforma íntima, deve-se acrescentar o desenvolvimento equilibrado da mediunidade.
O trabalho de esclarecimento às entidades desencarnadas, bem como os esforços para que os complexos processos que provocam tragédias e sofrimentos que duram séculos se resolvam, são atividades ligadas à desobsessão, que trazem importante contribuição ao equilíbrio e à harmonia do planeta. É um trabalho quase anônimo e silencioso que as instituições espíritas executam através de seus trabalhadores. Uma sessão de desobsessão pode, quando bem conduzida e com propósitos típicos, equivaler a algumas sessões de psicoterapia. Conversar com os espíritos desencarnados através de médiuns experientes é uma arte que requer, além de habilidades específicas, muita paciência, humildade e amor. Lidar com o psíquico do outro exige que o próprio esteja em harmonia. O trabalho de autotransformação é fundamental, a fim de se evitar a contaminação psíquica. Tenho visto alguns operários da desobsessão com graves transtornos psíquicos, e outros, após certo tempo, não realizados na vida pessoal.
É preciso se estar atento não só ao doente desencarnado como também ao suposto sadio encarnado que o atende, pois nem sempre o ´médico se cura a si mesmo´. As recomendações para que utilize a oração, para que vigie, para que se melhore, são úteis, porém necessitam de detalhamento maior. A oração é tranqüilizadora e induz a um estado de paz e equilíbrio íntimo.
Porém, ela não resolve por si só os problemas pessoais. A vigilância é oportuna, pois induz a um estado de alerta quanto às possibilidades de equívoco, mas sozinha não soluciona os conflitos íntimos da personalidade. A reforma íntima requer o contato direto com o próprio processo de vida e encarar os problemas de frente sem fugir da responsabilidade pessoal.
O Centro Espírita que possui reunião de desobsessão deveria criar um grupo terapêutico específico para aqueles que nela trabalham.
O grupo seria coordenado por pessoas habilitadas a lidar com os processos psíquicos humanos e que saibam acolher devidamente aqueles que desempenham tão delicada função. Por outro lado, o trabalhador da desobsessão, quando não sentir satisfeita sua necessidade íntima de auto-transformar-se e estiver com problemas psicológicos, pode e deve buscar ajuda individual especializada. Nem sempre o curador consegue curar a si mesmo. É comum o trabalhador da desobsessão achar que seus problemas psicológicos se devem à obsessão, descuidando-se de seu mundo íntimo.
Trabalhar com a desobsessão assemelha-se a lidar com fogo, que exige habilidade e cuidados pessoais a fim de evitar-se queimaduras.
Não é atividade para amadores nem se admite ingenuidade.
Lida-se com o psíquico e o espiritual simultaneamente.
O trabalhador da desobsessão deve buscar estudar e conhecer os mecanismos inconscientes e o funcionamento da psiquê humana. Ela funciona no desencarnado à semelhança do encarnado.
Quanto mais conheça uma, mais se familiarizará com a outra.
Deve dedicar-se ao estudo das técnicas psicoterápicas para melhor exercer sua atividade, bem como para se prevenir quanto às contaminações psíquicas.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:20

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DEUS CASTIGA?

Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se torna infeliz.

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.

Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.

Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.

Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.

E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.

Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.

Deus castiga...

* * *

Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo...

Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam...

Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?

Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.

Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.

Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?

Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.

Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.

Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal.

Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.

Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente.

Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.

E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves.

E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.

Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.

Pensemos nisso.


 

 

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:03

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