Sexta-feira, 26 de Março de 2010

A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA ESPÍRITA

A todos os deserdados da Terra, a todos quantos marcham e que, nas suas quedas, regam com as suas lágrimas o pó da estrada, diremos sempre: leiam O LIVRO DOS ESPÍRITOS . Ele vos tornará mais fortes, mais resignados, mais plenos de esperanças. Também aos felizes, aos que pelo caminho só encontram as aclamações e os sorrisos da fortuna, diremos: estudai este livro e ele vos tornará melhores.

O corpo da obra, diz Allan Kardec, deve ser atribuído inteiramente aos Espíritos que o ditaram. O livro está, do início ao fim, elaborado segundo o sistema de perguntas e respostas. Por vezes estas últimas são sublimes, o que não nos surpreende, porque foram dadas pelos Nobres Espíritos. Mas não é necessário um grande mérito a quem as soube fazer? Claro que sim. Desafiamos aos mais incrédulos a rir quando lerem esse livro em silêncio e na solidão e sobre seu conteúdo raciocinar. Todos honrarão àquele que lhe escreveu o prefácio – Allan Kardec.

A moral aconselhada, sugerida pela Doutrina Espírita, se resume em poucas palavras: “Não façais aos outros o que não quereis que vos façam”. Lamentamos que Allan Kardec não tivesse acrescentado o “ Fazei aos outros como quereríeis que vos fizessem” . Aliás, o livro diz claramente tudo isto através de seu contexto, todo ele crístico, sem o que a doutrina não seria completa. Não basta não fazer o mal; é preciso que se faça o bem. Não fazer o bem já é uma das formas de se fazer o mal. Se formos apenas homem de bem, só teremos cumprido a metade do dever. Somos um átomo imperceptível desta grande máquina chamada mundo, na qual nada é inútil. Não nos digam que é possível ser útil sem fazer o bem; seríamos forçados a responder gastando muitas palavras que requisitariam um grosso volume para contê-las, todas.

Lendo as admiráveis respostas dos Espíritos, na obra de Allan Kardec, dissemos a nós mesmos que realmente a humanidade necessitava de um belo livro como este. Quem procurar completá-lo, corrigi-lo, alterá-lo cometerá um verdadeiro sacrilégio, porque para os espíritas já conscientes de suas verdades, e com elas convivem bem aconchegados, tal livro é merecedor de máximo respeito e admiração.

Se o leitor é homem estudioso, gosta de ler, aconselhamos estudá-lo; se tem aquela boa fé que apenas necessita instruir-se, busque-o urgente. Leia e estude O LIVRO DOS ESPÍRITOS , surgido em 18 de abril de 1857.

Se deseja saber, o mais possível, sobre a vida do espírito, aqui na carne e fora dela, leia e estude a 2 a parte do livro.

Se está na classe das criaturas que apenas se ocupam consigo mesmas e que conduzem seus negócios com muito lucro e muita tranqüilidade, nada mais enxergando além dos próprios interesses, leia e estude, com atenção desdobrada, as Leis Morais, contidas na sua 3 a parte.

Se a desgraça o persegue encarniçadamente e a dúvida o tortura, leia e estude Das Esperanças e Consolações, na 4ª parte do livro.

Agora, todos quantos aninham pensamentos nobres no coração e acreditam no bem, leiam o livro e o estudem, com dedicação desdobrada, da primeira à última página.

Se porventura encontrarem no livro motivo para zombaria, lamentamos profundamente, mas temos de salientar: você não o entendeu, com certeza.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:02

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Quinta-feira, 25 de Março de 2010

O LIBERTADOR

 

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Bíblia Sagrada

, Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1989, 8ª edição.

Bíblia Sagrada

, Editora Ave Maria, São Paulo, SP, 1989, 68ª edição.

 

Antigamente em quase todas as pequenas cidades do interior, invariavelmente, existia um cinema. Pois àquela época era o único meio de diversão do povo. Hoje o cinema foi substituído pela TV. Antes, saíamos sempre para ir ao cinema, hoje ficamos em casa defronte à máquina de fazer doidos, horas e horas a fio.

Foi neste tempo, que tivemos a oportunidade de assistir a um filme que contava a história de Moisés. Ficamos deveras impressionados com este personagem, pois ao que tudo parecia, tinha parte com Deus, tantos os prodígios que fazia em nome Dele. Filme épico, que mostrava a história do povo hebreu, escravo no Egito, sendo libertado por esse nosso personagem.

Criado no palácio real, teve uma formação cultural comum somente à nobreza. Devia ter conhecimento de todos os segredos, ocultos aos de sua época, reservados somente aos iniciados.

Mas, sempre ficamos a questionar se foi realmente verdadeira a história, que assistíamos boquiabertos. Hoje, querendo descobrir algo sobre este nosso herói, fomos pesquisar, na Bíblia, a sua história, para responder alguns questionamentos que nos saltaram à mente.

 

A história de Moisés é lenda?

 

Em Ex 2, 1-4, lemos: "Um homem da família de Levi casou-se com uma mulher de seu clã. A mulher concebeu e deu à luz um filho. Vendo que era um lindo bebê, guardou-o escondido durante três meses. Não podendo escondê-lo por mais tempo, pegou uma cestinha de papiro, calafetou com betume e piche, pôs nela a criança e deixou-a entre os juncos na margem do rio. A irmã do menino postou-se a pouca distância para ver o que lhe aconteceria".

Encontramos a seguinte explicação para esta passagem: "O relato do nascimento e salvamento de Moisés se assemelha à lenda contada a respeito de Sargão, o conquistador da Mesopotâmia (3º milênio AC). Nascido de pai desconhecido e de uma mãe que o abandonou nas águas do Eufrates numa cesta de vime calafetada com betume, foi salvo e criado por um jardineiro real. Depois, amado pela deusa Istar, se tornou rei durante 56 anos. Lendas semelhantes contam-se sobre a origem de Ciro, rei da Pérsia, e de Rômulo e Remo, fundadores de Roma. Com recurso a um tal clichê literário Moisés é colocado entre os grandes personagens da história" ().

Veja bem, se o relato do nascimento e salvamento de Moisés se assemelha a uma lenda e que lendas semelhantes contam-se a respeito de outras pessoas, podemos concluir que, por esse pensamento, a história de Moisés é uma lenda.

 

Quem lhe apareceu na sarça?

 

Para responder esta questão teremos que recorrer ao que consta narrado em Ex 3, 1-6: "Moisés... chegou ao monte de Deus, o Horeb. Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo no meio de uma sarça. ...Moisés se aproximava para observar e Deus o chamou do meio da sarça: ...Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus".

Ora, as passagens abaixo não dizem a mesma coisa:

Atos 7, 30: "Passados quarenta anos, um anjo apareceu a Moisés no deserto do Monte Sinai, entre as chamas da sarça ardente".

Atos 7, 35-36: "... Moisés... Mas Deus é que o enviou como guia e libertador, por meio do anjo que lhe apareceu na sarça. Então, o anjo conduziu o povo para fora, realizando milagres e prodígios no Egito, no Mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos’".

Atos 7, 38: "Foi ele quem... foi mediador entre o anjo que lhe falava no Monte Sinai...".

Afinal quem apareceu a Moisés, foi o próprio Deus ou foi um dos seus anjos?

 

Falava face a face com Deus ou não?

 

Vejamos em Ex 33, 11: "O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com o seu amigo".

Mas, em outra passagem se diz que ninguém poderá ver a face de Deus e continuar vivo, conforme consta em Ex 33, 20: "Mas, ajuntou o Senhor, não poderás ver a minha face: pois o homem não me poderia ver e continuar a viver".

E, mais importante ainda, o próprio Jesus afirma que "ninguém jamais viu a Deus" (Jo 1, 18).

Então, o que será que realmente aconteceu? Pressupomos que, talvez tenha sido um dos anjos quem conversou face a face com Moisés, que o confundiu como sendo o próprio Deus.

 

Era um mago ou um profeta?

 

Os prodígios que Moisés fez, nos colocaram essa dúvida, vejamos as narrativas:

Ex 7, 10-12: "...Moisés e Arão ...fizeram assim como o SENHOR ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. ...".

Ex 7, 19-22: "Disse mais o SENHOR a Moisés: Dize a Arão: Toma tua vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito,... E Moisés e Arão fizeram assim como o SENHOR tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas ...e todas as águas do rio se tornaram em sangue, ...Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos;...".

Ex 8, 5-7: Disse mais o SENHOR Se Moisés já havia transformado as águas do rio em sangue, como é que os magos do faraó fizeram o mesmo?É o que queremos saber e ainda não encontramos uma resposta lógica para isso.

Estas passagens descrevem o cumprimento da determinação de Deus, por Moisés e seu irmão Arão, para convencer o Faraó a deixar o povo hebreu partir, liberto da escravidão, em busca da Terra Prometida.

Ao analisá-las, ficamos numa dúvida cruel. Ora, se os magos do Faraó também conseguiram fazer essas proezas que Moisés e Arão fizeram, de duas uma: ou teremos que admitir que o deus do Faraó era tão prodigioso, que conseguia fazer tudo quanto o Deus de Moisés fez, ou deveremos entender que Moisés e Arão eram, na verdade, magos, iguais aos que acompanhavam o Faraó, já que todos eles conseguiram produzir esses mesmos fenômenos.

A primeira hipótese é absurda, pois há um só Deus. Assim, teremos que, inevitavelmente, ficar com a segunda, ou seja, somos constrangidos a admitir que Moisés e Arão eram magos, isso se não formos daqueles que o fanatismo cega. Se bem que pelos textos, quem produziu os fenômenos foi somente Arão, Moisés era apenas um espectador. Admitindo isso, estas passagens se conflitam com a determinação contida em Dt 18, 9-12, que, entre várias coisas, Deus proibia a magia. E aí, quem consegue sair desse dilema, sem usar qualquer tipo de apelação?

Você, meu caro leitor, poderá até ponderar que essa determinação é posterior aos acontecimentos narrados. É um fato, e não temos como contestar, entretanto também não temos como admitir Deus mudando de opinião, pois, para nós, Ele é imutável, e todas as Suas determinações são para todos os tempos e povos, a exemplo de: Não matarás, Honrar pai e mãe, não furtarás, ou o não adulterarás!

 

Realizou milagres?

 

Mas, e os tais milagres realizados por Moisés de que tanto se fala, ocorreram ou não? Para buscar a resposta vamos ver a narrativa de Ex 14, 21-22: "Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante a noite inteira o Senhor fez soprar sobre o mar um vento oriental muito forte, fazendo recuar o mar e transformando-o em terra seca. As águas se dividiram, e os israelitas entraram pelo meio do mar em seco, enquanto as águas formavam uma muralha à direta e outra à esquerda".

A explicação para essa passagem está da seguinte forma: "A descrição da passagem pelo mar Vermelho corresponde a um fenômeno de ordem natural, como o sugere a menção do ‘vento forte’ que põe o mar, isto é, uma região pantanosa, em seco. Tal fenômeno foi providencial para salvar os israelitas e fazer perecer os egípcios: de madrugada as condições climáticas foram favoráveis à passagem segura dos israelitas; de manhã mudaram bruscamente e os egípcios pereceram. Nisto Israel viu a mão providencial de Deus, expressa pela nuvem e pelo fogo, pelas águas que formaram alas para os israelitas passarem e pela vara milagrosa de Moisés" ().

Assim, podemos concluir, que na realidade a passagem do Mar Vermelho, quando o mar abriu-se em duas muralhas, é, nada mais nada menos, que um fenômeno de ordem natural. Mas, por que ainda continuam a afirmar que se trata de um milagre?

Vejamos agora a narrativa de Ex 16, 13: "De tarde, realmente veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento;...".

A explicação dada a essa passagem foi: "As codornizes são aves migratórias que, duas vezes por ano, aparecem em abundância na península do Sinai, tanto no Golfo arábico como na costa mediterrânea. Exaustas do longo vôo, podem ser facilmente apanhadas" ().

Nós aqui em Minas Gerais, diríamos: Uai!, então não foi milagre? Não entendo porque ainda continuam dizendo que foi.

Outra passagem para análise é a de Ex 16, 14-15: "Quando o orvalho evaporou, na superfície do deserto apareceram pequenos flocos, como cristais de gelo sobre a terra. Ao verem, os israelitas perguntavam-se uns aos outros: ‘Que é isto?’, pois não sabiam o que era".

Explicam-nos que: "Da pergunta ‘que é isto?’, em hebraico man hú, a etimologia popular fez derivar o nome de maná. O maná é o produto da secreção de certos insetos que se alimentam da seiva de uma variedade de tamareira do deserto. Em forma de gotas de orvalho, o maná cai no chão donde é ajuntado, peneirado e guardado para servir de alimento. Os árabes ainda hoje chamam a essa substância açucarada, man".

Noooossa! Então o maná também não foi um milagre.

Essa ocorrência, como as anteriores, são simples fenômenos de ordem natural. Como explicar que os teólogos sempre disseram que todas elas são milagres?

Ficamos a pensar quantas outras coisas que estão na Bíblia podem ser apenas fenômenos naturais, vistos, pelos conhecimentos da época, como milagres.

Desculpe-nos, caro leitor, se transferimos a você as nossas dúvidas.

 

 

 

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Abril/2002.

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia

 

 

 

a Moisés: Dize a Arão:... E Arão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, e cobriram a terra do Egito. Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:39

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RESIGNAÇÃO


Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera aqueles que sofrem, e a resignação que faz abençoar o sofrimento com o prelúdio da cura.
Essas palavras podem, ainda, ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são a divida das vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente sobre a Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. Deveis, pois,estar felizes porque Deus transformou vossa divida permitindo pagá-la presentemente, o vos assegura a tranqüilidade para o futuro.
Trecho extraído do Evangelho Seg: o Espíritismo de Allan Kardec


Meus amados irmãos, quando sofrerdes injurias, difamações, perseguições causando-lhes dores, tristezas, amarguras e sentir-se injustiçado(a), não lamenteis pois nosso Pai Maior lhe trará a consolação se sofreres calados e não devolvendo todas essas ofensas recebidas estará resgatando débitos do passado.
Jesus disse vinde a mim vós que sofreis pois serão consolados se assim o fizer sentirá o quanto foi preciosa sua resignação e paciência.
Pois sendo a Terra um planeta de expiação não esperais felicidades perpétuas aqui, mas sim ao lado do nosso Pai Criador, sedes felizes irmãos quando a dor o atingir pois a cada lágrima derramada será uma a menos nas próximas encarnações. Nunca pague uma divida contraindo outra, ou seja se alguém te fere, é porque feriste no passado suporte sem murmúrios e em prece pedindo forças do Alto e tenha certeza ela virá, quando receberes a bofetada não revide pois no futuro lamentará vendo-se em condições precárias tendo que recomeçar. Sedes resignado(as) meus amados irmãos não deixe que o orgulho e a ira te façam perder grandiosa oportunidade de ficar quites com as leis de Deus, porque tais leis se fará valer você querendo ou não, uma vez que foram criadas por Deus e também obedecem a Ele e nunca será extinguida do universo.
Então quando a dor bater a sua porta suporte-as com brandura e sem lamentações e agradeça ao nosso Criador a possibilidade de saldar as dividas contraídas, dividas estas que vocês mesmo fizeram. Analisem bem esta lição e as coloquem em prática para que possam no futuro não sentirem o amargor do arrependimento.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

REFLEXÃO SOBRE A IMORTALIDADE

 

Além de não ser tão fácil receber mensagens dos entes extrafísicos, nem sempre elas podem ser consideradas fundamentais. Mais do que qualquer coisa, é preciso que as pessoas não deixem a tristeza bloquear seus sentimentos e a seqüência de suas vidas, elevando seus pensamentos.

Ultimamente, tenho recebido muitos e-mails de pessoas pedindo para que eu receba alguma mensagem psicografada de seus entes queridos extrafísicos. Mas não tenho como atendê-las. As mensagens que recebo são de cunho geral, visando o esclarecimento espiritual das pessoas. Recebo-as por orientação dos amparadores que trabalham comigo. Além do mais, fica difícil "pegar" uma mensagem de uma pessoa que sequer conheci aqui no plano físico. É possível, mas é muito mais difícil. Quando conheço a pessoa, fica tudo mais fácil, pois aí há parâmetros para uma conexão espiritual. Às vezes, os próprios amparadores trazem notícias da pessoa em questão.

Fico pensando se as pessoas pensam que há uma seção de achados e perdidos no plano espiritual, e que é só chegar lá com o nome da pessoa e pegar uma mensagem.

O universo é constituído por muitas dimensões que se interpenetram. Matéria é energia condensada, e energia é matéria em estado radiante. Logo, tudo é energia, em graus variados de densidade. Um contato espiritual depende de vários fatores: sintonia entre as partes, circunstâncias extrafísicas ou cármicas, aprendizado das pessoas envolvidas, orientação dos amparadores que coordenam esses processos anímico-mediúnicos, e disponibilidade da pessoa procurada no plano extrafísico. É tudo uma questão de freqüências dimensionais. É pura sintonia!

Deixe-me dar um exemplo prático. Tenho um irmão portador do vírus HIV, e que com freqüência apresenta problemas oriundos das várias infecções causadas pelo enfraquecimento de seu sistema imunológico. Todas as vezes que ele entra em crise (já esteve várias vezes entre a vida e a morte), eu sinto a distância o que ele está passando. Ou seja, essa ligação já ocorre em vida intrafísica. Quando ele passar para o "lado de lá", não terei dificuldade alguma para acessá-lo (e ajudá-lo, se precisar). Contudo, se receberei uma mensagem dele ou não, isso depende de várias circunstâncias.

Ao longo de 22 anos trabalhando com o lado espiritual (tenho 37 anos agora, mas as primeiras experiências parapsíquicas se iniciaram em 1977, quando eu tinha 15 anos) já vi muitos espíritos, conhecidos e desconhecidos. E aprendi que uma comunicação espiritual só vem se o pessoal do "lado de lá" quiser, ou se a pessoa interessada se desenvolver e abrir suas parapercepções para outras freqüências vibracionais.

Vontade de Viver

Não é uma mensagem psicografada que acabará com a saudade e o vazio das pessoas. O que acabará com a sensação de perda é a maturidade da própria consciência, seu crescimento como pessoa, sua própria evolução, que lhe mostrará que a energia do TODO está em tudo! Crescendo, ela perceberá o toque da vida em tudo. Sentirá em seu íntimo uma certa ressonância com os planos invisíveis, e terá plena certeza da imortalidade da consciência. Não mais acreditará, pois terá ampla certeza. Não dirá: "eu creio!"; dirá: "eu sei!" É óbvio que sentirá falta da presença da pessoa amada que partiu, mas administrará isso muito bem. Não será saudade doentia, será compreensão oriunda do discernimento e de sentimentos verdadeiros.

O que as pessoas estão precisando é de claridade nas idéias e muito amor no coração.

Amigos, que tal colocar no lugar da "meleca emocional" um pouco de esclarecimento espiritual, amor, alegria e vontade de viver? Se a pessoa amada foi arrebatada para outras dimensões (tudo o que está vivo um dia morre), aceitem. Vocês têm que seguir a vida e aprender o máximo possível, até chegar a hora de vocês serem arrebatados também. A natureza nos obriga: temos que viver! A pessoa amada partiu, mas quem disse que nossa vida tem que se partir também?

Se conseguirem uma mensagem de alento da pessoa, ótimo. Caso contrário, por favor, cresçam. Não deixem a tristeza bloquear seus sentimentos para com a vida e as outras pessoas.

Desculpem a franqueza, mas não será uma mensagem psicografada que vai confortar seus corações. O que os confortará é saber que se está fazendo o melhor possível na existência. É ter certeza de estar usando o bom senso em todas as situações. É saber que o próprio coração é um imenso manancial de amor, seja pelos que estão vivos no plano físico, seja por aqueles que estão vivos nos planos extrafísicos, além da vida terrestre.

Elevem seus pensamentos e sigam o fluxo da vida, pois não há alternativa para quem vive na Terra, a não ser viver, viver e viver até que, um dia, no justo momento final de nossa existência no planeta, a morte nos arrebate para as dimensões extrafísicas. E aí, só nos restará viver, viver e viver... extrafisicamente, junto àqueles afetos que nos precederam na jornada.

Meus amigos, sei que esse é um tema duro de ser abordado, mas é necessário tocar nesses pontos nevrálgicos escondidos dentro do coração. Não estou insensível aos pedidos das pessoas e as entendo. Contudo, não estou disposto a compactuar com suas vibrações de tristeza. Prefiro ser direto e preciso, mesmo parecendo um pouco duro; mas minha função como espiritualista consciente é elevar o clima íntimo das pessoas. Saudade dói, mas ignorância dói mais. Visitar o túmulo de alguém pode até confortar a pessoa, mas estudar um tema espiritual conforta muito mais. Revoltar-se por causa da perda não traz a pessoa amada de volta, mas bloqueia nossa percepção para as realidades maiores da existência. Deixar o manto da tristeza envolver o coração impede a pessoa de apreciar a maravilha que é o nascer e o pôr do sol. Enlutar a consciência só impede os amigos de perceberem o brilho de seus olhos. Ficar mal é um atentado contra a beleza da existência, mesmo com todos os problemas que o viver diário apresenta. Odiar tudo isso é fácil; difícil é olhar claramente e tocar o barco em frente... com amor.

Para reflexão em torno desse tema, reproduzo aqui alguns pensamentos sobre a imortalidade da consciência:

"Há corpos de agora com almas de outrora. Corpo é vestido. Alma é pessoa".
Eça de Queirós

"Depois de um curto sono, despertamos na eternidade. A morte não é mais do que isso".
John Donne

"Maravilhosa é a força que me vem da certeza de não morrer jamais, de fazer sem estorvo a minha obra, por mais que às vezes o meu corpo sofra... Bem sei: aquilo que almejo e faço, não cabe, de uma vida só, no espaço".
Christian Morgenstern

"Os que não esperam outra vida já estão mortos nessa".
Goethe

"Importa mais como se viveu do que quanto. Viver bem não é viver muito, e sim viver para além do tempo concedido, o que somente se obtém vivendo para o bem".
Ralph Waldo Emerson

"Sem a esperança da imortalidade seria inútil viver algum tempo somente para padecer tantos males e chorar, tão a miúdo, perdas irreparáveis".
Victor Tissot

"Tenho a certeza de que nem a morte, nem os anjos, nem os demônios, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potências, nem as alturas, nem as profundidades, nem qualquer outra criatura poderá separar-me do amor a Deus".
São Paulo

"O homem capaz de negar a existência de Deus diante de uma noite estrelada ou junto da sepultura de seus maiores, sem noção da imortalidade, ou é um grande infeliz ou um grande culpado".
Mazzini

"Que grandes homens tenham morrido nos capacita a morrer com tranqüilidade; que eles tenham vivido nos certifica da imortalidade".
Emily Dickinson

"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. Aquele que supera esse medo possui tudo, pois é imortal".
Tolstoi

"Só a alma é imortal: só essa pura essência. Jamais se decompõe ou jamais se aniquila. O corpo é simplesmente a lâmpada de argila. A alma, eis o clarão".
Guerra Junqueiro

"Nada perece e nada morre, a não ser o revestimento, a forma, o invólucro carnal, em que o espírito, encarcerado, se debate, luta, sofre, aperfeiçoa-se; morre a forma – essa carcaça – mas rebrilha a alma – esse gnomo de luz – e o que é essa existência do corpo – um sopro – perante a existência da alma – a eternidade?"
Alberto Veiga

Se eu pudesse, chegaria bem pertinho de vocês e gritaria bem alto: NINGUÉM MORRE!

Contudo, não dá para fazer isso por e-mail. Mas, é possível (se vocês estiverem abertos para isso) que, por intermédio desses escritos, nossos corações se toquem espiritualmente na sintonia de um Amor Maior. Daí pode surgir uma suave vibração invisível que permeie seus sentimentos e aumente sua compreensão. Suas lágrimas vão se transformar em pétalas de luz, e algumas vozes sutis, pelas vias da inspiração, dirão no silêncio do coração espiritual:

"A vida continua! Aqui e lá, lá e aqui, continuamos bem vivos! E amamos vocês, assim como deus ama todos nós. Tenham paciência e jornadeiem pela vida com dignidade e sabedoria. Quebrem as correntes da dor e emanem pensamentos e sentimentos benéficos. Na hora exata, esperaremos vocês com flores de luz no coração de Deus".

"A alma não nasce e nem morre. Apenas entra e sai dos corpos perecíveis. Saiba disso, Arjuna, e seja feliz!" (Krishna)

Sugiro ainda a leitura dos seguintes livros sobre vida após a morte:

  1. "A Vida Nos Mundos Invisíveis"; Anthony Borgia; Editora Pensamento.
  2. "A Vida Além da Sepultura"; Hercílio Maes; Editora do Conhecimento.
  3. "Semeando e Colhendo"; Hercílio Maes; Editora do Conhecimento.
  4. "Testemunho de Luz"; Helen Greaves; Editora Pensamento.
  5. "Nosso Lar"; Francisco Cândido Xavier; Editora da Fed. Espírita Brasileira.
  6. "Violetas na Janela"; Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho; Editora Petit.
  7. "Explorações Contemporâneas da Vida Depois da Morte"; Gary Doore; Editora Cultrix.
  8. "Vida Depois da Vida"; Raymond Moody Jr.; Editora Nórdica.
  9. "Voltar do Amanhã"; George G. Ritchie; Editora Nórdica.
  10. "A Crise da Morte"; Ernesto Bozzano; Editora da Fed. Espírita Brasileira.
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:35

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FATALIDADE E DESTINO

Fatalidade para Aurélio Buarque de Holanda é a qualidade de fatal. E fatal é o determinado, o marcado, o fixado pelo destino. Mas eu pergunto, será que a nossa vida está predeterminada? Que o nosso destino está traçado?

Em “O livro dos Espíritos” nós lemos “A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina destituída de vontade”. Por que pensemos, se tudo já estivesse escrito ninguém seria responsável por falta alguma e nem tão pouco teria mérito por coisa nenhuma, tudo seria obra do acaso, o que é inadmissível. Por que tudo nos leva a crer que não existe acaso.

A espiritualidade diz na questão 851 também de “O livro dos Espíritos” que “A fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo espírito, ao encarnar-se, de sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra”. É por isso que na verdade fatalidade não é uma palavra vã, ela existe no gênero de existência que nós escolhemos como prova, expiação ou missão. Porém com o nosso livre arbítrio temos a liberdade de alterarmos, aproveitando ou não estas escolhas feitas na espiritualidade. Também é verdade que existem escolhas quase impossíveis de serem alteradas, as doenças congênitas, por exemplo. Todavia mesmo assim nós podemos aproveitar ou não estas provas, expiações ou missões.

Fatal só o fato de que vamos um dia biologicamente morrer, por que todo o resto, a cada momento estamos transformando, reescrevendo. O destino é quase sempre a conseqüência de nossas atitudes mentais e comportamentais. Esse raciocínio está reforçado em “O Livro dos Espíritos” quando a espiritualidade diz: “ Não acrediteis, porém, que tudo que acontece esteja escrito como se diz. Um acontecimento é quase sempre a conseqüência de uma coisa que fizeste por um ato de tua livre vontade, de tal maneira que, se não tivésseis praticado aquele ato, o acontecimento não se verificaria”. Por isso quando algo está dando errado é porque nós tomamos o caminho errado se mudarmos o caminho mudaram também os resultados.

A espiritualidade nos ensina a ver nos acontecimentos negativos e perturbadores muito mais que fatalidade, mas, o fruto de nossas escolhas equivocadas, não só de outras encarnações mais também, de agora. E nos acontecimentos bons e positivos, muito mais que predestinação, e sim, o acerto nas escolhas e retidão nas atitudes. Os espíritos nos ensinam que por mais difíceis que se apresentem as situações, nós somos senhores dos nossos destinos, que podemos com o nosso livre arbítrio alterarmos as nossas escolhas para trazermos o melhor para nossa existência, sabendo que mais evolui quem melhor aproveita as oportunidades.

Diz Divaldo Franco: “Você é, o que fez de si, mas você será o que faça de você”. Reflita...
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:02

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Terça-feira, 23 de Março de 2010

PESQUISAS CIENTÍFICAS SOBRE A REENCARNAÇÃO

 

O jornalista Tom Shroder, autor do livro Almas Antigas, acompanhou as pesquisas do dr. Ian Stevenson sobre reencarnação. Ele falou conosco a respeito de seu trabalho, sobre a resistência da ciência em investigar o assunto e como sua vida se transformou após esse contato com o tema.

No Brasil, as pesquisas científicas sobre reencarnação têm sido realizadas principalmente pelo dr. Hernani Guimarães Andrade e pelo dr. João Alberto Fiorini, cujas investigações vêm sendo publicadas pela Espiritismo & Ciência. Nos EUA, a linha de frente dessas pesquisas está a cargo do dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra que há décadas vem coletando relatos de possíveis casos de reencarnação em todo o mundo.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho do cientista norte-americano, vai encontrar informações muito interessantes no livro Almas Antigas (Ed. Sextante). É mais uma boa oportunidade para se discutir a participação da ciência e as investigações com metodologia científica sobre a reencarnação.

O livro foi escrito pelo jornalista Tom Shroder – editor do conceituado jornal norte-americano The Washington Post – e apresenta as pesquisas de Stevenson, a quem o jornalista acompanhou em diversas viagens pelo mundo. Entre outras coisas, o que o livro mostra é que o pensamento científico só tem a ganhar se conseguir se abrir para novas possibilidades. Além disso, existem cientistas de peso realmente preocupados com questões que, até pouco tempo atrás, eram consideradas como pertencentes apenas ao campo do espiritualismo. O próprio dr. Stevenson, ainda que pouco fale publicamente sobre o tema, deixou bem claro que não se importa com o que os colegas cientistas possam pensar a respeito de seu trabalho, uma vez que está plenamente consciente de que vem agindo com o maior rigor científico possível.

Também é preciso que se diga que, nos últimos tempos, vários cientistas têm demonstrado um interesse verdadeiro em aproximar a ciência de conceitos espiritualistas milenares – mesmo que isso tenha ocorrido mais no aspecto teórico e conceitual. O resultado dessa aproximação tem sido, em muitos casos, a descoberta de noções que já existem há centenas ou milhares de anos, e que só recentemente a ciência tem conseguido conceber e desenvolver.

O caso do dr. Stevenson talvez seja apenas mais claro, mais nítido, uma vez que ele foi a campo recolher testemunhos, e suas pesquisas parecem ter ido mais longe do que a maioria dos cientistas. Recusando-se a se apoiar apenas em teorias, ele passou trinta e sete anos viajando pelo planeta, coletando testemunhos de crianças que alegam ter lembranças nítidas de outras vidas. Não é um procedimento inédito, mas a diferença é que nenhum dos casos estudados estava sob influência de hipnose, da mesma forma como as informações fornecidas podiam ser facilmente verificadas, uma vez que se referiam a existências passadas, porém recentes, e não distantes no tempo, como a Idade Média ou o antigo Egito.

Sem Dogmatismo

Segundo Shroder, um dos aspectos marcantes em Stevenson e que chamou sua atenção é sua postura absolutamente pé-no-chão, verificando minuciosamente as informações obtidas nas entrevistas. E também, quando passou a pesquisar a obra do cientista, o jornalista percebeu que outros cientistas em várias partes do mundo o tinham em alta consideração, apesar de seu nome ser muito pouco conhecido fora do meio acadêmico.

Stevenson jamais deixou de considerar as possibilidades contrárias, aquelas que poderiam deitar por terra qualquer realidade do fenômeno da reencarnação: como, por exemplo, se os pais das crianças interrogadas pudessem, mesmo inconscientemente, estar passando informações a elas. Quando Shroder perguntou a Stevenson sobre essa possibilidade, ele simplesmente respondeu: “Essa idéia nunca deixa de assombrar meus pensamentos”. Em outras palavras, não se trata, em hipótese alguma, de uma pesquisa viciada, com uma só direção, mas que está sempre levando em consideração todas as variáveis possíveis.

O pesquisador também vê, com uma clareza raramente encontrada, os problemas pelos quais a ciência passa atualmente. Já em 1989, em palestra proferida na Southeastern Louisiana University, ele dizia: “Para mim, tudo em que os cientistas acreditam agora está aberto a mudanças, e eu fico consternado ao perceber que muitos aceitam o conhecimento atual como algo imutável”. E mais: “Se os hereges pudessem ser queimados vivos nos dias de hoje, os cientistas – sucessores dos teólogos, que queimavam qualquer um que negasse a existências das almas no século XVI – hoje queimariam aqueles que afirmam que elas existem”. Uma postura confirmando a suspeita de muitos de que a ciência, em vários aspectos, tornou-se tão dogmática quanto as religiões dos séculos passados, tornando-se uma espécie de religião moderna.

Formado em medicina no Canadá pela Universidade McGill em 1943, Stevenson se especializou em psiquiatria e, em 1957, tornou-se chefe do departamento de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, onde começou a estudar crianças que se lembravam de existências passadas e se dedicou totalmente à pesquisa de fenômenos paranormais. Quando Tom Shroder começou a investigar as publicações científicas à procura de referências sobre o trabalho do dr. Ian Stevenson encontrou, ao lado de cientistas que não aceitavam as provas de Stevenson sobre reencarnação, uma série de pesquisadores que o consideravam um precursor, um homem que iniciou investigações científicas em temas que, até então, eram considerados tabus. Um deles chegou a compará-lo a Galileu, o que talvez não seja tão exagerado, uma vez que hoje em dia também é preciso coragem para enfrentar o dogmatismo da comunidade científica.

Outra Postura

Talvez alguma coisa esteja realmente mudando na ciência. A quantidade de estudiosos investigando casos ligados à paranormalidade vem aumentando, e a postura de importantes teóricos tem reforçado esses posicionamentos. É verdade que esse não é um movimento tão recente, tendo começado com o pensamento de Fritjof Capra e, mais recentemente, ganhando o apoio de cientistas importantes como Ilya-Prigogine, que estabelece paralelos consistentes entre a antiga filosofia hindu e as modernas teorias da física quântica – capazes de serem aplicadas com sucesso na explicação de assuntos cabeludos, como a reencarnação, fenômenos parasicológicos, a existência de universos paralelos e dimensões alternativas de realidade.

Mas não há dúvida de que, para a ciência, em seus aspectos mais ortodoxos, o que conta é a experimentação, a existência de provas conclusivas, a possibilidade de repetir experiências em ambientes, situações e momentos diversos. Stevenson, como qualquer cientista moderno que conhece o terreno em que está pisando, sabe que existem temas de pesquisa que simplesmente não se encaixam nessas exigências. Ele viajou para a Índia, para o Oriente Médio e muitos outros locais coletando informações, entrevistando as crianças e anotando os dados por elas fornecidos, para só depois partir numa verdadeira investigação policial e reconstituir a vida passada à qual elas se referiam. Isso não pode ser repetido num laboratório.

Assim como se referiu à afirmação de que a alma existe como algo capaz de levar uma pessoa à fogueira – senão literal, pelo menos metaforicamente –, ele também citou uma experiência controlada para verificar a possibilidade da existência dessa parte imaterial do ser humano. Um homem à beira da morte foi colocado numa cama em cima de uma balança. No momento em que morreu, verificou-se que o peso registrado na balança não foi alterado. Assim, se a alma existe e sai do corpo no momento da morte física, certamente ela não tem peso. É uma tentativa até mesmo ingênua, uma vez que estamos falando de valores completamente diferentes, que vão requerer dos cientistas posturas e modos de pensamento muito distantes daqueles aos quais estão eles acostumados.

Na entrevista a seguir, Tom Shroder fala mais sobre seu trabalho com o dr. Ian Stevenson.

O fato de você deixar de ser um cético e passar a acreditar na veracidade da reencarnação alterou a forma como você encara a vida?

Primeiramente, quero dizer que meu entendimento básico sobre o assunto não mudou. Eu me aprofundei no trabalho de Ian Stevenson com um desejo de examinar seus métodos – para ver as evidências em primeira mão e avaliar sua metodologia e conclusões. Nunca me impressionei com crenças em fenômenos paranormais baseado apenas no desejo de acreditar em algo fantástico ou na sensação de que “tem de existir algo mais”.

Isso posto, antes de minhas experiências com o dr. Stevenson, eu não tinha encontrado nenhuma “evidência” sobre a possibilidade da reencarnação que resistisse a tanto escrutínio. Eu estava, sim, muito aberto à possibilidade de que, vistos de perto, os casos de Stevenson poderiam não ser convincentes. Ao estudar esses casos, percebi que uma série de perguntas clamava por respostas:

1 – As crianças realmente haviam feito declarações espontâneas sobre terem tido uma identidade prévia, com informações específicas sobre essa identidade?; 2 – As coisas ditas pelas crianças realmente descreviam a vida de uma determinada pessoa falecida que pudesse ser identificada?; 3 – Existia alguma possibilidade da criança ter obtido aquela informação de uma maneira normal?; 4 – Poderia haver algum motivo, consciente ou não, para que a testemunha estivesse mentindo ou fabricando seus relatos?; 5 – O dr. Stevenson estava conduzindo suas pesquisas de maneira objetiva e razoável?; 6 – As evidências eram fortes o bastante para suscitar alguma outra possibilidade alternativa?

Eu não previ como seria afetado emocionalmente se, depois de considerar os trabalhos de Stevenson cuidadosamente, eu fosse obrigado a concluir que não havia uma explicação normal para tudo que as crianças estavam dizendo e fazendo. Por “explicação normal” eu quero dizer qualquer uma que exclua forças ou processos atualmente desconhecidos da ciência. Quando cheguei a essa conclusão, achei muito difícil aceitar. E ainda acho. O maior impacto das constatações em minha vida foi poder vislumbrar em que grau os seres humanos se enganam acreditando entender seu lugar no Universo. Os rápidos avanços da ciência e tecnologia criam a impressão de que estamos nos aproximando de todos os mistérios do mundo. Minha experiência com Stevenson me fez confrontar o fato de que os mistérios do mundo são muito maiores do que aquilo que conhecemos. Se ninguém entende as bases da consciência, de onde ela vem ou mesmo qual é sua natureza (e NINGUÉM entende isso), por que devemos nos surpreender quando certas anomalias surgem em volta dela?

Como foi feito o acompanhamento dos trabalhos do dr. Stevenson?

Stevenson estudou esses casos como um detetive policial. Ele seguiu relatos iniciais até à fonte, entrevistou testemunhas em primeira mão, examinou e, em alguns casos, cruzou informações identificando testemunhas que pudessem corroborar ou discordar de um testemunho-chave. Ele confrontou testemunhos verbais com registros escritos sempre que possível, considerou razões prováveis para uma mentira, ou auto-ilusão, buscou caminhos normais através dos quais a criança poderia ter obtido conhecimento sobre a identidade de uma possível vida passada, buscou conexões ocultas entre a criança e sua família com a família da pessoa falecida. Não apenas isso: um colega de Stevenson aplicou testes psicológicos nas crianças que fizeram relatos sobre vidas passadas e, depois, comparou-os ao teste de crianças comuns. Notavelmente, não surgiu qualquer grau de patologia psicológica naquelas que falavam sobre existências anteriores. Elas se mostraram saudáveis, um pouco mais inteligentes e menos sugestionáveis do que a média. Seus professores as consideraram bem ajustadas, mas os pais não muito. É possível entender que os pais de uma criança que afirme não pertencer àquela determinada família tenham dificuldades para lidar com ela.

Você disse que chegou até as pesquisas do dr. Ian Stevenson por meio de uma matéria sobre o dr. Brian Weiss. Em que, exatamente, diferem as pesquisas e resultados obtidos por um e por outro?

Os livros de Weiss falam sobre lembranças de supostas vidas passadas de adultos sob efeito da hipnose. Tais casos não possuem os fatos que tornaram os casos de Stevenson – lembranças espontâneas de crianças pequenas – mais convincentes. Por um lado, os casos de hipnose freqüentemente lidam com vidas em um passado distante, tornando quase impossível confrontá-los com a vida de qualquer pessoa historicamente verificável. Os detalhes na “memória” dos pacientes sob hipnose tendem a ser genéricos, do tipo que qualquer adulto poderia obter em livros de História ou filmes, e repetir como parte do exercício hipnótico. Afinal, pacientes sob hipnose são instruídos a relaxar e deixar sua imaginação assumir o controle. Nenhum dos casos de Weiss mostrou qualquer paciente transmitindo informações que não pudessem ter sido obtidas em livros ou filmes. Assim sendo, por que acreditar que tais pessoas estejam falando sobre vidas passadas verdadeiras e não apenas usando a imaginação para se colocar num cenário imaginado? As crianças de Stevenson, por outro lado, fornecem relatos específicos sobre um passado recente. Quando você tem casos em que crianças bem jovens fazem muitas afirmações específicas sobre nomes, lugares, datas e eventos que batem com a vida de uma pessoa recém-falecida e comprovadamente estranha à família daquela criança, isso não pode ser facilmente explicado.

A que você atribui a resistência da ciência para se aprofundar em qualquer pesquisa referente à reencarnação ou à sobrevivência do espírito após a morte?

Três problemas: 1 – Esse tipo de pesquisa não permite investigação laboratorial. O tipo de fenômeno – declarações espontâneas – não pode ser repetido de maneira programada, ou visto através de um microscópio. Tais casos só podem ser investigados como se faria com um crime, ou processo legal – com entrevistas, cruzando informações de várias testemunhas com evidências documentadas. Embora isso possa ser feito com bastante cuidado, alguém sempre pode descartar o caso como “evidência fantasiosa” e, portanto, não-confiável; 2 – Há uma total falta de evidência sobre qualquer mecanismo através do qual a reencarnação se tornaria possível. Stevenson de modo nenhum afirma poder detectar, com instrumentos objetivos, qualquer tipo de “alma” que estaria trazendo lembranças e atributos pessoais de um certo corpo físico, e tampouco aponta qualquer evidência de forças através das quais uma alma, se existir, possa se transferir de um corpo para outro; 3 – Há sempre um conservadorismo na ciência, uma tendência para não encarar com seriedade qualquer evidência que desafie o atual entendimento de como o mundo funciona. Infelizmente, com freqüência, isso se traduz como falta de vontade para até mesmo considerar tal evidência.

Muitos criticaram os casos de Stevenson sem nem ao menos se darem ao trabalho de examiná-los. Se isso acontecesse, essas pessoas descobririam que crianças de todas as partes do mundo estão fazendo relatos extraordinários. Deveria ser natural alguém desejar saber o que está fazendo com que elas digam tais coisas. Ninguém está afirmando que Stevenson descobriu a melhor maneira possível para examinar tais casos. Talvez exista um modo melhor. Eu sei que nada gratificaria mais o doutor do que alguém lhe dizer qual é.

Na Índia

Trinta e sete anos após iniciar suas pesquisas na Índia, o dr. Stevenson voltou ao país em companhia de Tom Shroder para investigar o caso de uma menina de sete anos chamada Preeti. Quando foram à sua casa, o pai, Tek Ram, disse que assim que aprendera a falar, Preeti tinha afirmado para os irmãos: “Essa casa é sua, não é minha. Esses são os seus pais, não os meus”. Depois dissera à irmã: “Você só tem um irmão, eu tenho quatro”. Disse ainda que se chamava Sheila, e deu os nomes de seus "verdadeiros" pais, implorando para ser levada para casa, na cidade de Loa-Majra, onde Tek Ram e a esposa nunca tinham estado. Eles disseram para ela parar de falar bobagens e ignoraram o caso.

Mas, aos quatro anos, Preeti pediu ao vizinho, um leiteiro, que a levasse para a vila. O leiteiro repetiu a história da menina para uma mulher que havia nascido em Loa-Majra e perguntou se ela conhecia alguém com os nomes que a menina disse que seus pais tinham, e se eles tinham perdido uma garota chamada Sheila. A mulher respondeu que conhecia, e que a filha deles, Sheila, tinha sido morta, atropelada por um automóvel.

A história chegou até a vila e o pai da menina morta foi visitar Preeti. Segundo Tek Ram, ela reconheceu o homem e, mais tarde, quando foi até Loa-Majra, reconheceu outras pessoas.

Quando lhe perguntaram como tinha morrido, Preeti disse: “Caí do alto e morri”. Quando lhe perguntaram como tinha ido parar naquele lugar, ela respondeu: “Estava sentada à beira do rio. Estava chorando. Não conseguia achar uma mamãe, então, vim para você”. O que não batia com a fala de Preeti era o fato dela dizer que havia caído do alto e morrido, quando se sabia que Sheila tinha sido atropelada. Dias depois, Stevenson e Shroder puderam passar por Loa-Majra e o jornalista ficou sabendo que um relatório sobre a morte de Sheila dizia que ela tinha sido jogada a mais de três metros de altura. Outro detalhe que chamou a atenção é que, no acidente, Sheila tinha se machucado na coxa, e Preeti apresentava uma marca de nascença no mesmo local.

Como cientista responsável que é, o dr. Stevenson reconhece a possibilidade do caso ser explicado por outras teorias que não a reencarnação, mas salienta que, muitas vezes, as únicas evidências possíveis de serem coletadas são aquelas baseadas na memória das pessoas.

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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:34

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EM HOMENAGEM AOS 153 ANOS DE NASCIMENTO DE FRANÇOIS MARIE GABRIEL DELANNE

Dados pessoais:
Nome: François-Marie-Gabriel Delanne
Nascimento: 23/03/1857, em Paris, França.
Homem: cientista, engenheiro, filósofo e espírita.
Desencarne: fevereiro de 1926.

1. NOTAS INTRODUTÓRIAS
Allan Kardec, Léon Denis e Gabriel Delanne merecem, por seu devotamento à Ciência Espírita, serem chamados "Apóstolos do Espiritismo". Dentre eles, apenas Gabriel Delanne nasceu numa família que já conhecia o Espiritismo. Allan kardec, quando iniciou as suas atividades espíritas, já tinha 51 anos. Léon Denis, a seu turno, viveu 16 anos sem ter ouvido falar de Espiritismo.

2. A FAMÍLIA DELANNE
Seu pai, Alexandre Delanne, ao viajar em negócios, ouviu falar do Espiritismo, o que lhe ensejou a leitura de O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns. Depois dessa leitura, teve a curiosidade de conhecer pessoalmente Allan Kardec. Fê-lo, e foi acolhido fraternalmente pelo Codificador do Espiritismo. Tornaram-se amigos, a ponto de Allan Kardec freqüentar a sua casa. Foi dentro desse ambiente que cresceu Gabriel Delanne. Em fins de 1889, Alexandre funda o seu Grupo Espírita, e sua esposa torna-se uma excelente médium-escrevente. É assim que, desde o começo de sua vida, já estava familiarizado com o vocabulário espírita.

3. FORMAÇÃO DE GABRIEL DELANNE
Estudou no Colégio de Cluny (Saône-et-Loire), em seguida, com seu irmão Ernesto, no Colégio de Gray (Haute-Saône).
Formou-se em Engenharia, e trabalhou como engenheiro na Companhia de Ar Comprimido e Eletricidade Popp, onde permaneceu até 1892.

4. PARTICIPAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA
- Foi fundador, juntamente com seu pai, da União Espírita Francesa, em 24/12/1882; - Colaborador e redator da revista bimensal Le Spiritism, em março de 1883; - Auxiliou na fundação da Federação Francesa-Belgo-Latina, em 1883; - Durante os anos de 1886, 1887, 1888, 1889 e 1890 fez inúmeras conferências de propaganda do Espiritismo. - Em julho de 1896 apareceu o 1.º número da Revista Científica Moral do Espiritismo, fundada por Gabriel Delanne.

5. OBRAS QUE NOS DEIXOU
Le Spiritisme devant la Science (O Espiritismo perante a Ciência), em 1885;
Le Phénomène Spirite (O Fenômeno Espírita), em 1896;
L’Évolution Animique (A Evolução Anímica), em 1897;
Recherches sur la Médiumnité (Pesquisas sobre a Mediunidade), em 1898;
L’Âme est Immortelle (A Alma é Imortal), em 1897;
Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome I (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 1.º volume), em 1909;
Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome II (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 2.º volume), em 1911;
La Réincarnation (Documentos para Servir ao Estudo de Reencarnação), em 1927.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:11

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ALMA GÊMEA



Uma dúvida muito comum no cotidiano é querermos saber se todos temos a nossa alma gêmea, aquela metade eterna que viria completar e tornar nossa existência mais feliz e agradável. Como se vê, a teoria das almas gêmeas é um tema polêmico e delicado, principalmente agora que muitos livros, novelas, músicas e filmes tentam resolver os problemas dos solitários e dos casados infelizes.

No livro O Consolador Emmanuel disse, entre outras coisas, que cada coração possui no infinito “a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem gloriosa à imortalidade”, porque, “criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentam a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, evolvendo umas paras as outras, num turbilhão de ansiedades angustiosas, atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram, no acervo dos trabalhos humanos, sentem-se de posse da felicidade real para os seus corações — a da ventura de sua união, pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.”

Mas essas colocações de Emmanuel sobre a teoria das almas gêmeas parecem conflitar com o pensamento de Allan Kardec exposto na Revista Espírita de maio de 1858, em matéria com o título Metades eternas e referente a uma passagem de uma carta de um assinante cuja esposa havia falecido, deixando seis filhos. Sentindo-se em completo isolamento, o viúvo, ouvindo falar das manifestações espíritas, passou a freqüentar um grupo que praticava a mediunidade, aprendendo então que a verdadeira vida não está na Terra, mas no mundo dos Espíritos.

Certa noite, comunicando-se com o Espírito de sua esposa, perguntou-lhe a razão das divergências que tiveram durante a sua vida em comum, respondendo-lhe a antiga companheira que, malgrado tivessem passado alguns momentos felizes, não eram metades eternas, uma vez que tais uniões são raras na Terra, embora em alguns casos possam acontecer, quando representam um grande favor de Deus e aqueles que desfrutam essa felicidade experimentam alegrias indescritíveis.

Atendendo então ao pedido de esclarecimento formulado pelo missivista e também para sua própria instrução, Kardec dirigiu ao Espírito São Luís algumas perguntas, que depois foram inseridas em O Livro dos Espíritos, através das quais aquela entidade assevera, entre outros detalhes, que não existe uma união particular e fatal de duas almas. Existe a união entre todos os Espíritos, mas em graus diferentes, segundo a posição que ocupam, isto é, segundo a perfeição adquirida: quanto mais perfeitos, mais unidos. Da discórdia brotam todos os males humanos e da concórdia a felicidade completa.

Questionado sobre eventual contradição entre as suas ponderações acerca da teoria das almas gêmeas e as colocações de Allan Kardec sobre as metades eternas, feitas a partir das lições de São Luís, o Espírito Emmanuel, sempre por intermédio de Chico Xavier, asseverou que a tese é “... mais complexa do que parece ao primeiro exame, e sugere mais vasta meditação às tendências do século, no capítulo do ‘divorcismo’ e do ‘pansexualismo’, que a ciência menos construtiva vem lançando nos espíritos, mesmo porque, com a expressão ‘almas gêmeas’, não desejamos dizer ‘metades eternas’, e ninguém, a rigor, pode estribar-se no enunciado para desistir de veneráveis compromissos assumidos na escola redentora do mundo, sob pena de aumentar os próprios débitos, com difíceis obrigações à frente da Lei.”

De qualquer forma, ficamos com a seguinte conclusão de Kardec:

“A teoria das metades eternas é uma figura referente à união de dois Espíritos simpáticos; é uma expressão usada mesmo na linguagem comum, tratando-se dos esposos, o que não se deve tomar ao pé da letra. Os Espíritos que dela se serviram certamente não pertencem à mais alta ordem: a esfera de seus conhecimentos é necessariamente limitada e eles exprimiram o pensamento em termos de que se teriam servido na vida corpórea. É, pois, necessário rejeitar esta idéia de que dois Espíritos, criados um para o outro, uma dia deverão unir-se na eternidade, depois de terem estado separados durante um lapso de tempo mais ou menos longo.”
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

DEUSES E DEMÔNIOS ENVIADOS

 


Os cristãos estão perdidos com certas doutrinas criadas por teólogos imaturos de outrora, as quais são defendidas por seus colegas de hoje, embora muitos deles mesmos não acreditem nelas. Com isso, o cristianismo se desarticula, enquanto que o materialismo avança.

O Espírito Santo, o Consolador, o Espírito de Verdade, o Paráclito, o Advogado ou o Defensor enviado é Jesus? A confusa teologia ortodoxa não tem resposta para essa pergunta. É que o Espírito Santo é o conjunto dos demônios, sim, pois todos os espíritos humanos são demônios bons, maus ou médios, os quais constituem a maioria. Dá-se também aos espíritos humanos o nome de deuses (1 Samuel 28,13; Salmo 82,6; 1 Samuel 9,9  e João 10,34). "Em Daniel há um dos deuses santos" (Daniel 4,8).

As manifestações espirituais (mediúnicas) não são, pois, do Espírito Santo dos teólogos, mas de variados espíritos humanos. "Todo espírito que afirma que Jesus Cristo veio em carne é de Deus" (1 João 4,2), pois esse espírito é já aperfeiçoado. "Espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hebreus 12,23). "Examinai os espíritos, para saberdes se são de Deus ou do mal" (1 João 4,1)."E entrou em mim um espírito que me pôs de pé e falou comigo" (Ezequiel 3,24)."O espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles" (Apocalipse 11,11). Ademais, são Jerônimo fala na Vulgata em "spiritus bonus". Ora, se há espírito bom, há também o não bom, que obsedia e atormenta as pessoas. E é Deus que dá os dons espirituais ao indivíduo, logo eles são do Espírito Santo do indivíduo e não do da Trindade. "Nosso corpo é santuário dum Espírito Santo" (1 Coríntios 6,19). "Cada um tem de Deus seu próprio dom" (1 Coríntios 7,7). "Se eu orar em outra língua, meu espírito ora de fato" (1 Coríntios 14,14). Mais detalhes sobre esses assuntos em nosso livro "A Face Oculta das Religiões", EBM Editora, Santo André, SP.

E espíritos santos são também enviados encarnados: Jesus, Moisés, Sócrates, Buda, Maomé, Platão, são Francisco de Assis, Chico Xavier, Gandhi, Madre Teresa, Irmã Dulce, Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, pastor Luther King, Pietro Ubaldi, Papa João 23, Padre Eustáquio etc., nenhum dos quais, porém, é Deus, pois Deus mesmo é apenas um, a saber, o "Pai dos Espíritos" (Hebreus 12,9).
 
 
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PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 03:43

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O DEBATEDOR

Trago em minha mente espiritual a triste história da trajetória da minha alma, ao longo de várias encarnações, neste mundo.
Sempre fui questionador, mesmo tendo vestes rotas cobrindo o meu corpo. Minha face nunca inclinava-se para baixo. Olhava os opositores altivamente, independentemente de sua classe social. Tinha uma personalidade forte, não permitindo humilhações com a minha pessoa. Palavras que fizessem diminuir a minha importância não ficavam sem resposta. A dura guerra das palavras! Nunca fugi dela! Por ela perdi a vida várias vezes.
Quando vivi na França, também vim a desencarnar devido à troca de palavras ofensivas. Neste país, outrora havia grande diferença entre a riqueza dos nobres e a pobreza dos camponeses. Defendi os miseráveis e combati os donos do poder. Praticamente ensandeci por tanto debater-me em contendas. Não aceitava a vida com as suas aparentes injustiças sociais, pois desconhecia a lei universal de ação e reação. O povo era sofredor e eu incorporei a sua dor, morrendo por isto.
Percorri estranhos caminhos além-túmulo. Perturbado, busquei os companheiros de luta, mas não os encontrava. Alguns estranhos, com quem tentei confabular, não escutavam-me de forma alguma. Não sabia onde estava minha casa, nem meus familiares. Tinha uma extrema necessidade de conversar sobre os velhos assuntos da política, mas não tinha com quem fazê-lo.
Um dia, quando a angústia cresceu em meu peito, uma força estranha parecia me arrastar. Quando percebi, estava num lugar desconhecido, onde havia uma aglomeração humana. Reconheci antigos amigos de ideais e de infortúnio, há muito derrotados pelas garras do poder. Fiquei tão emocionado que não lembrei que eles já haviam morrido. Na realidade, o choque causado pela minha morte física turvou-me de tal forma o raciocínio, que eu não compreendia o meu novo estado. Então, passei a prestar vívida atenção no que era dito por um deles, mais afetado: – “Companheiros! Vamos às armas! Não podemos mais tolerar os impostos! Não aceitemos mais a tutela de homens vis, que usurpam a nossa liberdade de ação, o livre-pensamento…”.
Fui tomado por um êxtase. Ouvia exatamente o que queria. Isto é o que estava me faltando há muito tempo. Pedi a palavra e discursei com toda a força do meu espírito.
Instiguei todos os presentes à guerra. Daríamos um basta à exploração do povo.
Recebi intensos aplausos, que encheram-me de satisfação. Aqueles velhos correligionários eram da mesma estirpe que eu. Contudo, a situação não se prolongou. Logo outro veio substituir-me como centralizador das atenções. Este discursou e combateu-me as idéias com veemência. Disse que não era com violência que se modificavam os problemas dos homens, concitando-nos a seguir ao Cristo, pois Ele sim é que revolucionou as relações de poder entre os seres humanos, mostrando o caminho para o alívio das dores físicas e sofrimentos morais.
Fiquei impressionado com a eloqüência do contestante, que ao mesmo tempo transmitia uma serenidade profunda, confundindo a todos. Porém, resoluto, retomei a palavra:
– “ Não! A miséria e a fome não se eliminam com sermões! A estrutura da sociedade é milenar e a exploração do homem pelo homem remonta à época das cavernas. Só pelas armas é que se pode modificar esta situação. Às armas!”
O outro discursador, que escutara com paciência, permaneceu em silêncio. De olhos cerrados, parecia concentrar-se em algo. Todos esperavam uma réplica e mantinham uma atenção fixa naquele homem de porte altivo. Então, após a longa expectativa, ele falou em tom pausado: – “Enquanto vocês buscarem a solução para as suas dores, culpando o vosso semelhante, não encontrareis o caminho da redenção. Enquanto enxergarem vossos irmãos como inimigos, estareis sempre em conflito. Enquanto acharem que só a si pertence a razão, sereis estéreis. Só aqueles que atravessarem a porta aberta pelo Cristo, é que alcançarão à Paz.”
Ao término de sua réplica, o homem transformara-se. A sua figura agora estava radiante de luz e, logo em seguida, tornou-se diáfana. Aos poucos o ser desaparecia diante dos nossos olhos atônitos. Com isso, uns fugiram apavorados e outros caíram de joelhos. Eu fiquei absolutamente paralisado por longos instantes. Uma comoção percorria o meu íntimo. Algo estava se transformando, barreiras quebravam-se, ilusões se desfaziam. Não queria modificar meus pontos de vista. Eu resistia vigorosamente. Lutei contra aquela força avassaladora por tempo indeterminado.
Caminhei pensativo buscando outra região. Queria fugir de mim mesmo, para evitar o inevitável. Não desejava mais a companhia daqueles velhos amigos, mas temia seguir por caminhos novos, até que, em determinado dia, cheguei a um extenso vale. Localizava-me na parte mais baixa do mesmo e podia divisar enormes paredões escarpados à direita e à esquerda. Ali, só havia uma estrada a trilhar. Subi lentamente pois sentia-me cansado e com falta de ar. Atravessei espinheiros, feri meus pés em pedras pontiagudas, sentia tonteiras, fome e sede. Não sabia bem porque estava determinado a ultrapassar àquele obstáculo geográfico.
Quando atingi um platô elevado, já praticamente sem forças, surpreendi-me com a presença de alguns poucos amigos sinceros, de quem eu não me lembrava mais, pois pertenciam a vidas pretéritas, cuja minha memória espiritual não alcançava. Eles acolheram-me com carinho e levaram-me a uma bela cidade. Passei a residir na parte mais humilde desta aglomeração de espíritos, percebendo, no dia a dia, que nunca eu fora tão feliz como ali.
Após a minha recuperação total, recebi a triste notícia de que teria de reencarnar. Esta é a última oportunidade que tenho para dirigir minhas palavras aos homens, antes de envergar novamente um corpo de carne e osso. Agora que eu estou compreendendo melhor as Leis Maiores, senti uma grande necessidade de comunicar-me com o mundo terreno, para que a minha história possa ser útil. Não quero mais que minha voz traga a discórdia.
Meus caros irmãos, somos eternos! Não fujam da realidade do espírito. Não são apenas as pobres organizações materiais que existem. E elas são somente pálidos reflexos do que está nos planos espirituais. Nós somos pequenos viajantes num país de ilusões, que é a Terra. Não acreditem apenas no que os olhos materiais podem enxergar. Busquemos no estudo do espírito o caminho da verdade. Assim, nunca mais nos enganaremos com as falsas afirmativas e pontos de vista vaidosos e pessoais. Desejemos, enfim, a essência das coisas e dos seres.

Um amigo
26/04/1995

mensagem do livro Depoimentos do além
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:02

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