Domingo, 12 de Setembro de 2010

A ISSO FOMOS CHAMDOS

 

Amanhece... O céu ainda coberto por tênue nevoeiro deixa transparecer tons de azul esvanecidos pela sombra da noite, que aos poucos desaparece dispersada pelo nascimento do Sol que desponta no horizonte... A lua minguante, recurvada como um barquinho de brinquedo,  segue seu rumo calmo, com seu brilho menos intenso, a nos indicar que com serenidade poderemos vislumbrar a vida que acorda neste novo dia cheio de promessas e expectativas... Há dentro de mim um turbilhão de idéias, de planos para este alvorecer, todavia procuro me acalmar meditando e orando a Jesus para que eu não me perca na pressa nem me acomode na indiferença ao iniciar mais um dia.

 

Quando somos alvo de problemas que causam desencanto e perplexidade, devemos procurar entender a causa de tudo e acalmar nosso mundo íntimo; buscar nas mensagens do Evangelho de Jesus as lições e diretrizes para desanuviar nossa mente diante dos testemunhos que, certamente, devem auferir se melhoramos nossas atitudes ou se ainda deixamos o orgulho obscurecer nossos melhores sentimentos.

 

Pois para isto é que fostes chamados, porque também o Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo para que lhe sigais as pegadas (I Pedro, 2:21).

 

Passamos a refletir em torno dos problemas que vivenciamos. Sabemos que irão passar e que soluções chegarão para superá-los. Não estamos na Terra para viver somente de prazeres e ilusões, mas sim para os testemunhos diante das aflições que nos procuram em diferentes formas e nos levam a sofrer, muitas vezes, injustamente, se analisarmos apenas nossos atos do presente...

 

Em sua caminhada evolutiva o ser humano se defronta com situações nas quais são analisadas suas reações e analisados seus comportamentos diante do poder, do dinheiro e da beleza física. Poucos sabem lidar com estes atributos sem ferir o próximo, sem se deixar levar pelas paixões perturbadoras... Dos três, considero o poder o mais perigoso. As pessoas mudam quando dispõem de autoridade material. Tornam-se arbitrárias, prepotentes, insensíveis, usam máscaras procurando ocultar seus conflitos, sua realidade interior...

 

Muitas o fazem sem perceber que estão causando sofrimentos e prejuízos aos outros...

 

Julgam-se corretas em suas decisões, não analisam seus gestos e se perdem ante a bajulação dos que as cercam enquanto estão no topo das decisões... Esquecem-se de que tudo é transitório e de que, pela lei de causa e efeito, estão semeando o que colherão no futuro...

 

Suas atitudes exteriores revelam seu “eu” mais profundo.

 

Nem o aconselhamento dos mais experientes consegue demovê-las de atitudes impensadas e prejudiciais ao grupo social onde atuam.

 

Infelizmente, no meio espírita, surgem também pessoas assim, despreparadas para cargos diretivos, iludidas com o poder transitório.

 

Deveria ser diferente, porque como espíritas desejosos de abraçar a causa do Espiritismo e vivenciar os ensinamentos de Jesus em quaisquer situações da vida, mesmo enfrentando muitas dificuldades, não poderíamos nos deixar levar pelas perigosas tentações do poder...

 

Todavia, nos verdadeiros espíritas há um grau de discernimento que os torna mais fortes e imune às arbitrariedades, porque se sentem fortalecidos quando a luz do Evangelho se aloja em seu coração, iluminando sua mente.

 

Alterações profundas acontecem em seu mundo íntimo:

 

Não se envaidecem ao ocupar posições de destaque; afastam o egoísmo de seu mundo íntimo; evitam dissensões, maledicências e comentários levianos; defendem os mais fracos e não abusam do poder para ferir a quem quer que seja; são simples e humildes, buscando sempre entender o outro, mesmo que discordem de suas opiniões; não impõem sua vontade e buscam sempre o equilíbrio íntimo e a convivência harmoniosa com os que estão caminhando ao seu lado.

 

São almas livres, sem as algemas do preconceito, da vaidade e das ilusórias conquistas materiais, sabendo que são transitórias as posições, as glórias e o poder...

 

Quando os ensinamentos de Jesus iluminam nossa consciência para acertarmos nossos passos na senda do progresso moral, nossa sensibilidade aumenta e começamos a perceber nuanças que antes nos eram desconhecidas... Sentimo-nos mais suscetíveis de entender o outro em suas dores e aflições...

 

Todo crescimento e toda mudança causam sofrimento e desconforto íntimo.

 

Por estarem mais sensíveis, aguçam suas percepções e padecem incompreensões e distanciamento dos que antes se acercavam deles com objetivo de receber ajuda ou obter alguma vantagem.

 

Na hora do testemunho geralmente estamos sozinhos...

 

Mesmo rodeados dos que são verdadeiramente amigos e querem nos ajudar, nos sentimos isolados do mundo... É quando buscamos na fé e no amor de Deus a coragem para prosseguir...

 

Em nossas fileiras espíritas, quando somos defrontados por problemas e sofremos incompreensões dos que deveriam nos estender as mãos, temos que vigiar as nascentes do coração e ouvir as lições de Jesus que enriquecem nosso mundo íntimo, convidando-nos à reflexão em torno dos valores reais da vida, da aceitação da lei divina, e buscar no recôndito de nossas almas o conforto espiritual para vencermos, os desafios do caminho.

 

Emmanuel nos diz que:

 

Se nos encontrarmos, pois, em extremos desajustes na vida íntima, em face dos problemas suscitados pela fé, saibamos superar corajosamente os conflitos da senda, optando sempre pelo sacrifício de nós mesmos, em favor do bem geral, de vez que não fomos trazidos à comunhão com Jesus, simplesmente para o ato de crer, mas para contribuir na extensão do Reino de Deus, ao preço de nossa própria renovação.

 

E enfatiza que não podemos desistir da luta, nem recuar diante do sofrimento, mas sim aprender a usá-lo na concretização de nossos ideais de amor e crescimento espiritual por meio da fraternidade, da compreensão, do ânimo e da alegria, prosseguindo corajosos e livres.

 

Jesus nos deixou o roteiro, e se fomos chamados a servir, caminhando ao seu encontro, teremos que alijar de nosso coração a mágoa, o desencanto, o desânimo, buscando sempre evidenciar que já estamos seguindo seus ensinamentos e já conhecemos o quanto ainda nos falta crescer para chegarmos até Ele.

 

“A isso fomos chamados”...

 

Lucy Dias Ramos

REFORMADOR SET.2010

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:56

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TRAMAS DO DESTINO

À união dos corpos sabemos precederem compromissos de sublimação, dor, reajustamento e sombra, cuja violação sempre acarreta consequências penosas para ambos os consórcios. A fim de se evitarem os desaires e choques que, naturalmente, ocorrem numa convivência a dois, especialmente se o amor não se faz estruturar nas bases da tolerância e da compreensão, o companheirismo durante o noivado é de fundamental importância, facilitando maior e melhor identificação pessoal, bem como ensejando a reeducação dos futuros nubentes, que se compreenderão desde logo, sem as surpresas que decorrem das uniões precipitadas.
Além disso, nunca se postergando o exame da responsabilidade na construção da família, os nubentes sabem que a progenitura é decorrência natural da comunhão física, através de cuja investidura retornam aqueles com os quais todos nos encontramos comprometidos, a fim de facultar-lhes o cadinho das abençoadas experiências terrenas...
Os filhos, a possibilidade de recebê-los, convém merecer cuidadoso exame dos candidatos ao matrimônio, que se não devem deixar envolver pelas modernas teorias anticoncepcionais, engendradas pelo egoísmo e pelo utilitarismo, com respaldo na irresponsabilidade do dolce farniente, sob a desculpa injustificável da explosão demográfica avassalante e insustentável em termos de futuro...
Também cabe a consideração de que a ausência dos descendentes pelo corpo, como imposição redentora decorrente dos abusos pretéritos que propiciaram fundas lesões perispirituais a expressar-se na impossibilidade da fecundação, na esterilidade, não isenta ninguém da paternidade e maternidade espirituais, levando os casais, assim caracterizados, à condição de providenciais e abnegados pais de filhos de pais vivos, distendendo-se-lhes os braços socorristas e compassivos, para aconchegá-los de encontro ao coração, preservando-os da orfandade social, com o que se credenciam à reconquista dos valores malbaratados e das bênçãos da procriação outrora vilipendiadas...
.... A programação dos destinos – exceção feita aos pontos capitais de cada vida – ajustada aos impositivos redentores indispensáveis à readaptação das ações anteriores, sofre sucessivas alterações resultantes do comportamento, das realizações, conquistas ou prejuízos a que a criatura está sujeita.
No tracejamento dos compromissos humanos, são previstas várias opções, em razão das atividades e injunções que se criam durante a vilegiatura corporal...
Construtor do destino, cada um o altera consoante lhe apraz, desde que não se encontre na expiação irreversível, que funciona como cárcere compulsório do defraudador renitente que engendrou, pela teimosia ou revolta incessante, a constrição que o reeduca, a benefício dele próprio.
Como ninguém se encontra destinado à dor, ao abandono, à infelicidade, as ocorrências afligentes são-lhe recursos salvadores de que se deve utilizar para crescer e aprimorar-se em espírito. Da mesma forma, as manifestações propiciatórias de felicidade, saúde, inteligência, afetos, independência econômica, longe de constituir-se prêmio ao merecimento, revelam-se como empréstimo para investimentos superiores, aquisições de relevo para o bem comum, de que todos são convocados à prestação de contas, posteriormente.
A vida física constituiu-se de oportunidades, todas valiosas, com que o espírito se defronta, sob qualquer manifestação, para o seu aprimoramento, sua ascensão.
O matrimônio, portanto, é a oportunidade para a elaboração da família, a construção da sociedade.
No lar encontra-se os fatores causais do mundo melhor, ou desafortunado, do futuro, conforme a diretriz que se estabeleça para a família. Mesmo considerando a vasta cópia de Espíritos necessitados de reencarnações compulsórias, nenhum deles, entretanto, retorna ao mundo carnal para promover a desordem, estimular a anarquia, fomentar a anticultura ou a perversão de valores. Antes, pelo contrário, a vida material representa ensejo para que recebam diretrizes, educação, disciplina, orientação com que aplainem as arestas do primarismo, almejem por melhor posição moral, aspirem a mais amplas concessões da vida.
Essa tarefa está reservada aos lares religiosos da Terra, muito especialmente aos cristãos da atualidade, lamentavelmente distraídos quanto aos deveres primeiros que lhes cabem no hodierno contexto social, divagando ou passeando por especulações adesistas, de conivência com a banalidade e a insensatez, longe dos padrões da responsabilidade do crescimento e da elevação moral.
...Assim, as disciplinas morais, os deveres espirituais cultivados na família promovem o progresso de seus membros, mesmo que precedentes das faixas inferiores da evolução, corrigindo más tendências, semeando ideias de solidariedade, ordem e justiça com que, de alguma forma, contribuirão para uma humanidade mais equilibrada. Tal não ocorrendo, no lar, serão os promotores das desditas individuais e coletivas, apoiados no desculpismo e na insanidade das justificações com que pretendem transferir as responsabilidades do próprio fracasso aos pais e às gerações transatas...
A família cristã deve ser mais do que uma esperança para o futuro bem da sociedade terrestre, antes, desde já, alentadora realidade do presente.
-- * --
- Sacrifício doméstico é cruz libertadora. Os homens, sedentos de gozos e iludidos em si mesmos, simplificam soluções, separando-se do cônjuge problema e adiando compromissos resgates... Transferem realizações, tecem complicadas malhas de fugas em que se enredam. Enquanto houver força, deve alguém porfiar no matrimônio sem esperar reciprocidade.
“ O perdão é decorrência do amor, do amor que não vacila, que sabe esperar, dignificar-se ... Todos nos ligamos uns aos outros por deveres e situações que nos aproximam ou nos afastam, sem que esta aproximação ou este afastamento signifiquem impedimento a que os acontecimentos se concretizem, de acordo com os liames de entrosamento sempre vigentes.
“ Vínculos familiares são opções evolutivas e experiências em que transitamos em forma de parentela carnal, para atingir a pureza na fraternidade espiritual que nos espera.
“Por isso, cônjuges difíceis, ingratos, adúlteros, agressivos, obsessos, ao invés do abandono rápido, puro e simples que mereceriam sofrer, devem-nos inspirar enfermos que são misericórdia, tratamento e ajuda....
-- * --
O matrimônio nobre, revestido dos ascendentes sagrados do respeito e da dignidade, é santuário de transfusão de hormônios, de forças restauradoras em que se harmonizam os que se amam, restabelecendo e mantendo compromissos superiores, mediante os quais se alam em júbilo às províncias da felicidade.
O deslumbramento que a mediunidade enseja aos incautos e desconhecedores da Doutrina levam-nos a desequilíbrios da emotividade, em relação aos seus portadores.
Surgem então nesse período, as justificativas injustificáveis quanto a reencontros espirituais, a esperas afetivas que se tornam realidade, a afinidades poderosas, produzindo acumpliciamentos de difícil e demorada reparação dos danos morais.
Imprescindível vigiar “as nascentes do coração”, conforme a linguagem evangélica, a fim de não se iludir.
Se alguém chegar posteriormente aos compromissos já firmados, é porque o sábio impositivo das leis assim determinou como corrigenda e reeducação dos faltosos...
Em se tratando de afeições, afinidades espirituais, não há por que as transladar para uniões perturbadoras, usanças sexuais perniciosas, embora, a princípio, encantadoras, que sempre resultam em inevitável frustração imediata e tardia amargura...
O verdadeiro amor, o que não se frui, permanece intocado, superior, ascendendo em grandeza e crescendo em profundidade.
O médium não pode esquecer que amar, sim, porém, comprometer-se moralmente pelo ditame do sexo, não, nunca!
Há muitas almas sob severas disciplinas, na Terra, que vivem em revolta, procurando a água pura da afeição e, ao encontrá-la, tisnam-na, incontinenti, tornando-a lodo.
Diante desses corações, o médium deve proceder com atitude de amizade, preservando-se interiormente, com afeição fraternal e reserva moral, a fim de não se permitir leviandades, que são sempre prejudiciais.
A abstinência sexual dentro dos padrões éticos do Evangelho constrói harmonia no espírito e no corpo.
Outros escolhos, diversos, que atentam contra o apostolado mediúnico, encontram-se e podem ser facilmente identificados por quem deseja ascensão moral e realização superior.

Espírito: Manoel Philomeno de Miranda
Médium: Divaldo Pereira Franco
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 01:06

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Sábado, 11 de Setembro de 2010

VOTEM: NOSSO LAR E CHICO XAVIER PODEM REPRESENTAR O BRASIL NO OSCAR 2011

 NOSSO LAR e CHICO XAVIER podem ser indicados para representar o Brasil no Oscar 2011.

 

Em uma iniciativa inédita, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, abre, de 8 a 20 de setembro, a votação pública para a sugestão do filme brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2011.

 

Os filmes estão listados no link abaixo, e você poderá escolher.

 

http://www.cultura.gov.br/site/2010/09/08/enquete-oscar/

 

 

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 21:39

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VOTEM: NOSSO LAR E CHICO XAVIER PODEM REPRESENTAR O BRASIL NO OSCAR 2011.

NOSSO LAR e CHICO XAVIER podem ser indicados para representar o Brasil no Oscar 2011.

Em uma iniciativa inédita, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, abre, de 8 a 20 de setembro, a votação pública para a sugestão do filme brasileiro a ser indicado para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2011.

Os filmes estão listados no link abaixo, e você poderá escolher.

http://www.cultura.gov.br/site/2010/09/08/enquete-oscar/
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 17:28

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

MOCINHOS E BANDIDOS

 

Lucas, 9:51-56

Jesus decidira atravessar a Samaria, não obstante a hostilidade de seus habitantes.

 

Durante a jornada, alguns companheiros adiantaram-se para pedir pousada numa aldeia.

 

Ninguém quis hospedá-los, mesmo porque se dirigiam a Jerusalém, cidade que sustentava as divergências maiores com os samaritanos. Eles não a aceitavam como a sede do judaísmo.

 

Jesus recebeu serenamente a notícia, mas os irmãos Tiago e João, filhos de Zebedeu, não se conformaram. Afinal, era da tradição que se acolhesse o viajor. Além do mais, tratava-se do Messias! Indignados, imaginaram inusitada represália:

 

- Senhor, queres que mandemos desça fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias?

 

Imagino Jesus a sorrir, ante tão desvairada sugestão. E os admoestou:

 

- Vós mesmos não sabeis de que espírito sois, pois o filho do homem não veio para destruir os homens, mas para salvá-los.

 

Tiago e João ficariam conhecidos como os irmãos Boanerges, filhos do trovão, em virtude de sua impetuosidade, sempre prontos às soluções mais drásticas para os problemas do grupo. Explica-se. Conviveram com João Batista, que também tinha essa índole. Tiago foi seu discípulo antes de ligar-se a Jesus. Aparentemente, ambos ainda estavam identificados ao seu perfil.

 

Inspiraram-se num episódio ocorrido com o próprio João Batista, oito séculos antes, quando pontificara como o austero profeta Elias (II Reis, 1:9-15):

 

Acazias, rei da Samaria, enviou um capitão comandando cinquenta soldados para prendê-lo. Foi encontrá-lo no topo de um monte.

 

- Homem de Deus, desce – disse o capitão.

 

E Elias:

 

- Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma a ti e aos teus cinquentas.

 

Desceu fogo do céu e os matou a todos.

 

O rei enviou outro capitão, com mais cinquenta. A mesma história:

 

- Homem de Deus, desce.

 

- Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma a ti e aos teus cinqüentas.

 

Foram todos reduzidos a cinzas.

 

O rei insistiu. Novo destacamento, com a mesma quantidade de soldados. O capitão, prudente, pôs-se de joelhos e implorou ao profeta que não os consumisse.

 

Certamente ele teria ignorado o pedido, não fosse a interferência de um anjo, que lhe recomendou seguisse com os soldados.

 

Para Elias, os homens eram “mocinhos” ou “bandidos”?

 

Que ardessem no fogo os bandidos, aqueles que contrariavam a “vontade de Jeová”, que costumava confundir com sua própria vontade.

 

Exatamente o que pretendiam Tiago e João, em relação aos samaritanos.

 

Obviamente ainda não haviam assimilado a mensagem cristã, e também dividiam os homens em “mocinhos” e “bandidos”.

 

Essa tendência sustenta o absolutismo religioso, a pretensão de que Deus tenha representantes exclusivos na Terra, intérpretes infalíveis de

 

Seus desígnios – os “mocinhos”, contrapondo-se, àqueles que pensam diferente – os “bandidos”.

 

Tal equívoco, a par das tendências humanas à agressividade e à intolerância, fez correr rios de sangue na História.

 

Vemos, com frequência, estes “prepostos divinos” empunhando a espada para combater os “infiéis”.

 

Os judeus foram dignos representantes do Absolutismo, concebendo que todo inovador deve ser recebido com pedradas. Atravessaram séculos da sua história passando a fio de espada os “bandidos”.

 

O Cristianismo foi “mocinho” e, também, “bandido”. Os cristãos foram cruelmente perseguidos pelos pagãos, ao longo dos séculos, nos primórdios do Cristianismo: “mocinhos” sacrificados por “bandidos”.

 

Depois mudaram de lado. A partir do século IV, quando Constantino iniciou o movimento que o transformaria em religião oficial do Império Romano, o Cristianismo passou a impor seus princípios pela força, guerreando sem tréguas os adeptos de outras crenças. Rios de sangue correram durante as funestas Cruzadas, quando os cristãos da Europa pretenderam libertar o solo sagrado da Palestina do jogo árabe, substituindo a cruz pela espada. A Inquisição, responsável pela morte de dezenas de milhares de pessoas, é triste exemplo dessa intolerância.

 

A mesma pergunta de Jesus serve para todos: de quem era essa gente? De que espírito?

 

Certamente, não eram de Deus!

 

Na atualidade temos no Oriente Médio um caldeirão em ebulição, envolvendo problemas geográficos, políticos e religiosos, entre árabes e judeus.

 

Julgam-se todos “mocinhos”; comportam-se como “bandidos”.

 

Os judeus não titubeiam, a qualquer ameaça, em bombardear populações indefesas. Fundamentalistas árabes partem para o terrorismo. A ignorância e o fanatismo são tão grandes, que alguns assumem postura kamikase. O terrorista amarra explosivos em seu corpo, fazendo-se bomba viva, que explode em locais movimentados, matando inocentes. Comete essa atrocidade convicto de que ganhará o paraíso, por sua bravura. Terá a servi-lo setenta e duas virgens. Um prêmio que deve balançar a cabeça de muita gente. Um harém no Além!

 

De quem são esses Espíritos? Certamente, não são de Deus. Não agem por inspiração divina. São Espíritos da intolerância, do atraso, do preconceito, da loucura humana.

 

Tudo seria bem diferente se atentássemos para a advertência de Jesus aos irmãos Boanerges:

- Vós mesmos não sabeis de que espírito sois.

 

Antes de nos considerarmos “mocinhos”, é preciso definir se realmente representamos a vontade divina. Se nos inspiramos em Deus é inconcebível agredir, ainda que com palavras, adeptos de outras religiões, já que eles também são Seus filhos – nossos irmãos!

 

Obviamente, o mais elementar dever de fraternidade impõe que admitamos sua liberdade de consciência e o direito de adotarem princípios compatíveis com suas necessidades, sua cultura, seu entendimento...

 

Para Deus não importa se somos católicos, espíritas, protestantes, budistas, muçulmanos... Não importa nem mesmo se somos ateus! O que o Criador espera de nós é que nos comportemos como seus filhos.

 

Se não frequentamos a mesma igreja, sejamos bons vizinhos; se não temos as mesmas convicções, respeitemos as alheias; se não caminhamos juntos, sigamos na mesma direção, exercitando a fraternidade.

 

Quando nos comportarmos assim, não haverá mais “mocinhos” e “bandidos”.

 

Estaremos todos no lado certo – ao lado de Deus.


Richard Simonetti

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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MOCINHOS E BANDIDOS

Lucas, 9:51-56

Jesus decidira atravessar a Samaria, não obstante a hostilidade de seus habitantes. Durante a jornada, alguns companheiros adiantaram-se para pedir pousada numa aldeia.
Ninguém quis hospedá-los, mesmo porque se dirigiam a Jerusalém, cidade que sustentava as divergências maiores com os samaritanos. Eles não a aceitavam como a sede do judaísmo.
Jesus recebeu serenamente a notícia, mas os irmãos Tiago e João, filhos de Zebedeu, não se conformaram. Afinal, era da tradição que se acolhesse o viajor. Além do mais, tratava-se do Messias! Indignados, imaginaram inusitada represália:
- Senhor, queres que mandemos desça fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias?
Imagino Jesus a sorrir, ante tão desvairada sugestão. E os admoestou:
- Vós mesmos não sabeis de que espírito sois, pois o filho do homem não veio para destruir os homens, mas para salvá-los.
Tiago e João ficariam conhecidos como os irmãos Boanerges, filhos do trovão, em virtude de sua impetuosidade, sempre prontos às soluções mais drásticas para os problemas do grupo. Explica-se. Conviveram com João Batista, que também tinha essa índole. Tiago foi seu discípulo antes de ligar-se a Jesus. Aparentemente, ambos ainda estavam identificados ao seu perfil.
Inspiraram-se num episódio ocorrido com o próprio João Batista, oito séculos antes, quando pontificara como o austero profeta Elias (II Reis, 1:9-15):
Acazias, rei da Samaria, enviou um capitão comandando cinqüenta soldados para prendê-lo. Foram encontrá-lo no topo de um monte.
- Homem de Deus, desce – disse o capitão.
E Elias:
- Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma a ti e aos teus cinqüenta.
Desceu fogo do céu e os matou a todos.
O rei enviou outro capitão, com mais cinqüenta. A mesma história:
- Homem de Deus, desce.
- Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e consuma a ti e aos teus cinqüenta.
Foram todos reduzidos a cinzas.
O rei insistiu. Novo destacamento, com a mesma quantidade de soldados. O capitão, prudente, pôs-se de joelhos e implorou ao profeta que não os consumisse.
Certamente ele teria ignorado o pedido, não fosse a interferência de um anjo, que lhe recomendou seguisse com os soldados.
Para Elias, os homens eram “mocinhos” ou “bandidos”?
Que ardessem no fogo os bandidos, aqueles que contrariavam a “vontade de Jeová”, que costumava confundir com sua própria vontade. Exatamente o que pretendiam Tiago e João, em relação aos samaritanos.
Obviamente ainda não haviam assimilado a mensagem cristã, e também dividiam os homens em “mocinhos” e “bandidos”.
Essa tendência sustenta o absolutismo religioso, a pretensão de que Deus tenha representantes exclusivos na Terra, intérpretes infalíveis de Seus desígnios – os “mocinhos”, contrapondo-se, àqueles que pensam diferente – os “bandidos”.
Tal equívoco, a par das tendências humanas à agressividade e à intolerância, fez correr rios de sangue na História.
Vemos, com freqüência, estes “prepostos divinos” empunhando a espada para combater os “infiéis”.
Os judeus foram dignos representantes do Absolutismo, concebendo que todo inovador deve ser recebido com pedradas. Atravessaram séculos da sua história passando a fio de espada os “bandidos”.
O Cristianismo foi “mocinho” e, também, “bandido”. Os cristãos foram cruelmente perseguidos pelos pagãos, ao longo dos séculos, nos primórdios do Cristianismo: “mocinhos” sacrificados por “bandidos”.
Depois mudaram de lado. A partir do século IV, quando Constantino iniciou o movimento que o transformaria em religião oficial do Império Romano, o Cristianismo passou a impor seus princípios pela força, guerreando sem tréguas os adeptos de outras crenças. Rios de sangue correram durante as funestas Cruzadas, quando os cristãos da Europa pretenderam libertar o solo sagrado da Palestina do jogo árabe, substituindo a cruz pela espada. A Inquisição, responsável pela morte de dezenas de milhares de pessoas, é triste exemplo dessa intolerância.
A mesma pergunta de Jesus serve para todos: de quem era essa gente? De que espírito? Certamente, não eram de Deus!
Na atualidade temos no Oriente Médio um caldeirão em ebulição, envolvendo problemas geográficos, políticos e religiosos, entre árabes e judeus. Julgam-se todos “mocinhos”; comportam-se como “bandidos”.
Os judeus não titubeiam, a qualquer ameaça, em bombardear populações indefesas. Fundamentalistas árabes partem para o terrorismo. A ignorância e o fanatismo são tão grandes, que alguns assumem postura kamikase. O terrorista amarra explosivos em seu corpo, fazendo-se bomba viva, que explode em locais movimentados, matando inocentes. Comete essa atrocidade convicto de que ganhará o paraíso, por sua bravura. Terá a servi-lo setenta e duas virgens. Um prêmio que deve balançar a cabeça de muita gente. Um harém no Além!
De quem são esses Espíritos? Certamente, não são de Deus. Não agem por inspiração divina. São Espíritos da intolerância, do atraso, do preconceito, da loucura humana.
Tudo seria bem diferente se atentássemos para a advertência de Jesus aos irmãos Boanerges:
- Vós mesmos não sabeis de que espírito sois.
Antes de nos considerarmos “mocinhos”, é preciso definir se realmente representamos a vontade divina. Se nos inspiramos em Deus é inconcebível agredir, ainda que com palavras, adeptos de outras religiões, já que eles também são Seus filhos – nossos irmãos!
Obviamente, o mais elementar dever de fraternidade impõe que admitamos sua liberdade de consciência e o direito de adotarem princípios compatíveis com suas necessidades, sua cultura, seu entendimento...
Para Deus não importa se somos católicos, espíritas, protestantes, budistas, muçulmanos... Não importa nem mesmo se somos ateus! O que o Criador espera de nós é que nos comportemos como seus filhos.
Se não freqüentamos a mesma igreja, sejamos bons vizinhos; se não temos as mesmas convicções, respeitemos as alheias; se não caminhamos juntos, sigamos na mesma direção, exercitando a fraternidade.
Quando nos comportarmos assim, não haverá mais “mocinhos” e “bandidos”. Estaremos todos no lado certo – ao lado de Deus.

Richard Simonetti
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

NOSSO LAR - UM MILHÃO DE ESPECTADORES

 

FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

 

"Nosso Lar", filme baseado em best-seller de Chico Xavier, liderou as bilheterias de cinema do Brasil neste final de semana, ao arrecadar R$ 6,1 milhões em ingressos em 443 salas entre sexta e domingo, informou nesta tarde a distribuidora Fox.

Baseado em Chico Xavier, filme espírita estreia como aposta de bilheteria

 

O número divulgado faz uma estimativa das vendas de domingo e pode mudar até o fechamento final, a ser anunciado entre segunda e terça.

Se confirmado, "Nosso Lar" será a segunda maior abertura para um filme brasileiro desde a retomada do cinema nacional, em 1995, atrás apenas da cinebiografia "Chico Xavier", outro longa de temática espírita, que fez R$ 6,2 milhões em 377 salas em abril.

 

"Nosso Lar", dirigido por Wagner de Assis e feito com R$ 20 milhões, narra a morte do médico André Luiz e a chegada de seu espírito a uma "colônia", em cenários repletos de efeitos especiais. A trilha sonora é de Philip Glass.

 

Já "Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho e feito com R$ 12 milhões, estreou em 2 de abril, aniversário do centenário de nascimento do médium, e foi visto por mais de 590 mil pessoas em três dias.

 

Segundo o FilmeB, que reúne dados das distribuidoras no país, "Chico Xavier" é o filme brasileiro mais visto de 2010. Na lista com filmes internacionais, o longa espírita é o sétimo mais visto.

 

Em terceiro lugar entre as maiores aberturas do cinema nacional desde 1995 está "Se Eu Fosse Você 2", também de Daniel Filho, que estreou em janeiro de 2009 com R$ 5,7 milhões.

 

 

 

 
"Nosso Lar" (foto) é o filme mais caro do cinema nacional, com orçamento de R$ 20 milhões
"Nosso Lar" (foto) é o filme mais caro do cinema nacional, com orçamento de R$ 20 milhões

 

 

 

  1. A Doutrina Espírita tem muito a colaborar com o desenvolvimento da humanidade. Os ensinamentos, os fundamentos, são todos baseados no Amor do Cristo Jesus para com seus filhos. É assim que Ele espera nos encontrar um dia. Essa atmosfera de paz e amor vai vigorar nesse planeta, e ainda há tempo para participarmos desse banquete de amor, basta substituirmos o orgulho, a vaidade e o egoismo em nossos corações pela prática incondicional da cararidade e do amor ao próximo. O filme é maravilhoso.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 16:31

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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

BANDEIRA DO BRASIL


Bandeira do Brasil, símbolo da bonança,
Enquanto a guerra estruge indômita e sombria,
Sê nos planos de luta o sinal de harmonia,
Espalhando no mundo as bênçãos da Esperança.

Assinalas, na Terra, o país da Alegria,
Onde toda a existência é um hino de abastança,
Guardas contigo a luz da bem-aventurança,
És o florão da paz, marcando um novo dia.

Nasceste sob a luz de um bem, alto e fecundo,
Nunca te conspurcaste aos embates do mundo,
Buscando iluminar as lutas, ao vivê-las...

É por isso que Deus, que te ampara e equilibra,
Deu-te um corpo auri-verde onde a paz canta e vibra,
E um coração azul, esmaltado de estrelas.

Pedro D´ Alcantara
Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

ESTAÇÃO DE PAZ


Transforma o ambiente que te é próprio de paz para quantos de ti se aproximem.
A alma, fonte geradora de energias, irradia de si o produto de suas atividades mais íntimas, estabelecendo laços de simpatia ou antipatias, consoante viva internamente.
Muitos na Terra carregam a angústia em si mesmos transferindo-a para os que lhe partilham a estrada; são espíritos em processos purgativos aguardando amparo e consolação ou, ainda, almas enfermas envoltas em invejas e revoltas, carecendo de esclarecimento e paz.
A qualidade das companhias espirituais que terás, será determinada pelo teor de tuas aspirações mais íntimas.
Ninguém trai a lei impunemente; a cada um será dado sempre segundo as suas obras.
Consoante Jesus, somos o sal da terra !
Trabalhemos pois no cumprimento dos nossos deveres para com a humanidade.
Ouçamos o Evangelho de Jesus e com o Mestre transformemo-nos ao calor do trabalho e do sacrifício em estação de paz para quantos de nós se aproximem, na certeza de que a paz só será plenificada em nós quando toda a humanidade estiver recebendo-nos as melhores vibrações de amor e equilíbrio, esperança e fé.

Vicente de Ancona
Página psicografada pelo médium Samuel Nunes Magalhães
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 02:18

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HITLER PROTESTANTE EVANGÉLICO - O QUE ESPERAR DOS OUTROS?

Este apetrecho não era distribuído aos nazistas pela Igreja Católica, como caluniava o pastor, mas, pelo bispo luterano, protestante, evangélico e nazista Ludwig Muller (bispo do Reich). Veja-o abaixo:.
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O bispo luterano, protestante, evangélico Ludwig Muller (bispo do Reich), em encontro nazista: apoio incondional a Hitler! http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_M%C3%BCller

 

 

 

Hitler “orando”, como todo protestante, evangélico faz, sem juntar as mãos ou ajoelhar-se. Hitler tinha sua própria protestante, evangélica “Igreja Naciona do Reich”, comandada pelo protestante, evangélico e nazista Ludwig Muller (bispo do Reich). Conheca essa igreja em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Nacional_do_Reich e em: http://pioxiicaluniado.blogspot.com/2009_05_16_archive.html

 

Este era o sonho de Hitler:

 

“Eu insisto na certeza de que, mais cedo ou mais tarde — uma vez que nós assumirmos o poder — o Cristianismo será superado e a igreja alemã estará sem um Papa e sem a Bíblia. E LUTERO, se ele pudesse estar conosco, NOS DARIA A SUA BÊNÇÃO.”
(Adolf Hitler, por N.H. Baynes, Hitler’s Speeches, Oxford, 1942, página 369).

 

 

 

 

http://caiafarsa.wordpress.com/resposta-ao-pastor-sergio-ricardo-protestante-evangelico-da-igreja-evangelica-tabernarculo-da-fe/

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:03

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