Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

FANTASIAS MEDIÚNICAS


O exercício da mediunidade através da diretriz espírita é ministério de enobrecimento, atividade que envolve responsabilidade e siso.
Não comporta atitudes levianas, nem admite a insensatez nas suas expressões.
Caracteriza-se pela discrição e elevação de conteúdo, a serviço da renovação do próprio médium, quanto das criaturas de ambas as faixas do processo espiritual: fora e dentro da carne.
Compromisso de alta significação é também processo de burilamento do médium, que se deve dedicar com submissão e humildade.
Exige estudo contínuo para melhor aprimoramento de filtragem das mensagens, meditação e introspecção com objetivos de conquistar mais amplos recursos de ordem psíquica, e trabalho metódico, através de cujos cometimentos o ritmo de ação propicia mais ampla área de percepção e registro. 
Em razão disso, a mediunidade digna jamais se coloca a serviço de puerilidades e fantasias descabidas, fomentando fascinação e desequilíbrio, provocando impactos e alienando os seus aficionados. ..
Não se oferece para finalidades condenáveis, nem se torna móvel de excogitações inferiores, favorecendo uns em detrimento de outros.
Corrige a óptica da tua colocação a respeito da mediunidade.
Sê simples e natural no desempenho do teu compromisso mediúnico.
Evita revelações estapafúrdias, que induzem a estados patológicos e conduzem a situações ridículas.
Poupa-te à tarefa das notícias e informações deprimentes, desvelando acontecimentos que te não dizem respeito e apontando Entidades infelizes como causa dos transtornos daqueles que te buscam.
Sê comedido no falar, no agir, no auxiliar.
Reconhece a própria insipiência e dependência que te constituem realidade evolutiva, sem procurar parecer missionário, que não és, nem tampouco privilegiado, que saber estar longe dessa injusta condição em relação aos teus irmãos.
Não usa das tuas faculdades mediúnicas para ampliar o círculo das amizades, senão para o serviço ao próximo, indistintamente.
Deixa-te conduzir pelas correntes superiores do serviço com Jesus e, fiel a ti mesmo, realizarás a tarefa difícil e expurgatória com a qual estás comprometido, em razão do teu passado espiritual deficiente.
Jesus, o Excelente Médium de Deus, jamais se descurou, mantendo a mesma nobre atitude diante dos poderosos do mundo quanto dos necessitados, dos doutos como dos incultos, dos ataviados pela ilusão, assim como diante dos simples, ensinando, amando e servindo
sem cessar.
Nunca atemorizou alguém com revelação superior à capacidade dos Seus ouvintes e mesmo quando se reportou aos acontecimentos  renovadores do futuro, no "fim dos tempos", envolveu em símbolos as Suas palavras, anunciando as alegrias e esperanças do "reino dos Céus", que então se estabelecerá na Terra.

Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Otimismo Editora LEAL
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:19

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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

O ESPIRITISMO É UMA RELIGIÃO?


Religião é o culto prestado às divindades e os deveres dos crentes para com elas.
A elas estão associados elementos essenciais, que não fazem parte da doutrina espírita, como os exemplos abaixo indicados:
• O espiritismo não tem estrutura hierárquica, nem clerical;
• Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos;
• Não tem templos sumptuosos;
• Não adopta cerimónias de espécie alguma;
• Não tem rituais;
• Não usa vestes especiais;
• Não tem qualquer simbologia;
• Não utiliza ornamentações associadas a práticas exteriores;
• Não tem gestos de reverência, sinais cabalísticos, benzeduras...
• Não tem talismãs, defumadouros;
• Não usa cânticos nem danças cerimoniosas,
• Não utiliza bebidas, oferendas...
• Não tem dogmas indiscutíveis;
• Não fazem parte do seu vocabulário as palavras - misticismo, sobrenatural, milagre...
• (...)
Algumas razões pelas quais o espiritismo vem sendo confundido sendo designado por alguns dos seus adeptos como mais uma religião:
• Ignorância nesta matéria;
• Desconhecimento doutrinário;
• Hábitos pretéritos, enraizados no ser;
• Movimentos espíritas internacionais e locais, que adoptaram o termo religião e que, por desconhecimento, são tidos como exemplo/modelo;
• A fonte moral sendo Jesus, é indevidamente associada às religiões...
O espiritismo, não diz que fora dele não encontremos a salvação. Afirma sim e faz dessa máxima sua divisa: fora da caridade não há salvação. Portanto não se encontra na doutrina espírita o proselitismo das religiões e a ânsia na obtenção de adeptos. O respeito para com todas as práticas religiosas é uma característica do espírita.
O Espírito da Verdade avança com outra máxima: Espíritas: amai-vos, espíritas instruí-vos, sublinhando desta forma e mais uma vez as fortes vertentes morais e culturais da doutrina espírita.
Depois deste breve estudo, a doutrina espírita pode ser apreendida na sua verdadeira essência, como uma doutrina de aperfeiçoamento moral, ética - ciência do bem -, do comportamento e do procedimento, decorrente ou consequência da sua filosofia de vida, solidamente apoiada na sua base científica.
Allan Kardec, o codificador, prevendo os rumos a que o movimento tenderia no futuro, profere um discurso com um belo texto, na abertura da Sessão Anual Comemorativa dos Mortos, da Sociedade Espírita de Paris, no dia 1 de Novembro de 1868. A seguir e em jeito de conclusão desta matéria, transcrevemos partes desse elucidativo e eloquente discurso:
"Todas as reuniões religiosas, seja qual for o culto a que pertençam, são fundadas na comunhão de pensamentos; é aí, com efeito, que esta deve exercer toda a sua força porque o objetivo deve ser o desprendimento do pensamento das garras da matéria. Infelizmente, na sua maioria, afastam-se desse princípio, à medida que faziam da religião uma questão de forma."
(...)
"O isolamento religioso, como o isolamento social, conduz o homem ao egoísmo."
(...)
"Religião, é um laço que religa os homens numa comunidade de sentimentos, de princípios e de crenças." (...) "O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, um laço essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações e não somente o facto de compromissos materiais, que se rompem, à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como consequência da comunidade de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas." Se assim é perguntarão: o espiritismo é uma religião?"
(...)
"Ora sim, sem dúvida, senhores. No sentido filosófico, o espiritismo é uma religião, e nós glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza."
(...)
"Por que, então, declaramos que o espiritismo não é uma religião?"
(...)
"Porque não há uma palavra para exprimir duas ideias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável de culto; desperta exclusivamente uma ideia de forma, que o espiritismo não tem. Se o espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí senão uma nova edição, uma variante, se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimónias e de privilégios; não o separaria das ideias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou a opinião pública."
(...)
"Não tendo o espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral..."
Kardec, no livro "O que é o espiritismo" define espiritismo assim: "O espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os espíritos; como filosofia, ele compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações."
É evidente que o significado do vocábulo - religião -, na sua origem, serviria para codificar a nossa ideia (mental) de espiritismo. Mas a linguagem constitui um movimento vivo e, ao longo da história, os diversos vocábulos vão adquirindo uma carga que lhe vai modificando o seu significado original. Assim, às religiões, como atrás foi apresentado, estão agora, associadas variadas práticas e elementos essenciais que não se encontram no espiritismo, pelo que afasta qualquer hipótese de o catalogarmos como mais uma religião.
O assunto tratado deverá servir não para desunir os espíritas em discussões inúteis ou para debates injustificáveis, mas para situar o espiritismo no contexto universal das ideologias, que vão interpretando a vida.
Retirado do Curso básico de Espiritismo da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Portugal - 3.º Caderno - O ESPIRITISMO E AS RELIGIÕES
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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