Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

DOS PECADOS CAPITAIS

O conceito atual de pecado nasceu com a Teologia; sua formação filológica deriva do latim: pecatum, are, o que expressava o ato de cometer faltas contra o deus na Terra, seu imperador (romano), ou contrariar os desígnios dos poderes supremos dos deuses no céu.

Evidentemente, o homem-deus (atualmente assimilado como a figura do Papa), imperador absoluto, embora dispusesse da admiração do seu povo – por vezes, idolatria, também ódio – e ditasse normas religiosas tal como o fazia com leis de governo, sentia-se incapaz de punir os que houvessem transgredido preceitos que se restringissem a conceitos íntimos, como os religiosos. Então, era preciso estipular um castigo ou pena, a fim de que o transgressor não ficasse impune, castigo esse que se revestisse do mesmo cunho religioso. Menos embaraçoso, portanto, legar tais poderes punitivos ao deus do céu.

E assim, posteriormente, a Teologia regulamentou o assunto; dessa forma, o pecado passou a ser um ato contraditório à vontade de Deus, vontade essa traduzida nos cânones e relativos àqueles que ferissem suas estipulações morais, leis e dogmas impostos, principalmente os correlatos com a Revelação do Criador. Não convinha descobrirem as farsas.

E quando a Igreja se fixou definitivamente como Estado, então, estendeu o pecado aos atos atentatórios ao Poder estatal.

A doutrina Racionalista do Natural ismo acabou por fazer reduzir o pecado à mera consequência natural e necessária de nossa capacidade inteligente, acrescida da limitação de suas forças, tolhida, ainda, pela vontade humana. Difícil de se entender? Mas é isto. Dir-se-ia que se peca por não se ter capacidade de evitar o erro, capacidade essa que se originaria da inteligência humana. Assim, os povos inteligentes não mais pecariam, motivo por que essa doutrina prega a cultura racional como meio de disciplina e desenvolvimento da capacidade inteligente da criatura.

A Igreja conjugou a lei da hereditariedade, que é exclusivamente biológica, à transmissão genética do pecado; pecamos porque herdamos os erros de nossos antepassados; em compensação, nossos descendentes pagarão pelos nossos erros, justificando, assim, mesmo que se desconheçam os motivos, o sofrimento aparentemente injustificável, conciliando, dessa forma, a bondade divina com a dor humana; e simultaneamente, arrazoa a causa da dor e a justiça da criação, matando dois coelhos de uma cajadada.

E vem a lenda do pecado original sob o que todos os humanos pagam. Acrescentar-se-ia a ele os pecados individuais pelas transgressões às leis divinas, impostas pela Religião. E cada acréscimo transmite concomitante e cumulativamente aos herdeiros sanguíneos. O sofrimento de cada um dos sucessores genéticos seria descontado no débito de faltas, como uma forma de crédito, como a compensação bancária, cômoda e prática, para justificar o lema do aqui se paga o que aqui se faz, sem ser preciso que se aceite a reencarnação.

Quando – e se o sofrimento suplantasse os erros – o homem estaria completamente ressarcido de todos os pecados? Como a humanidade erra mais do que resgata, dentro desse contexto familiar que, por sorte, não tem juros nem correções monetárias, as penas serão intermináveis. E, com isso, lucra a casta sacerdotal que ministra a salvação individual de cada fiel.

Rebelando-se contra essa tese surge o grupo dos protestantes, liderados por Lutero, na Alemanha e por Calvino, na França, mais tarde seguidos por outras seitas e Igrejas evangélicas que preferiram adotar o lema da nova corrente, onde “Jesus Cristo” teria sofrido o martírio na cruz e derramado seu sangue para resgate dos homens; basta, pois, crer nele para se salvar. Dois proveitos no mesmo bocado: justificariam o sofrimento de um deus-homem, adorado, puro e que não teria pecados, amarrando o crente à salvação pela crença.

E tudo isso parece a eles muito mais lógico do que admitir que cada qual trouxéssemos de vidas pretéritas seus lastros de faltas e imperfeições pelos próprios atos, para corrigi-los numa nova encarnação. Mais lógico e mais justo, o que é pior.

O batismo entra de permeio, pois representa a sagração do senhor, afastando do ser humano o pecado original. Seria, pois, de se esperar que o que fosse batizado estivesse salvo, ao menos da imprudência de Eva, só que os humanos, com tal ato ou mesmo sem ele, continuam cultuando a prática da maçã oferecida pela serpente, olvidando os preceitos do Senhor.

Mas, como para todos os males há remédio, viria à confissão e o arrependimento salvador acompanhado da unção ministerial divina – no caso da Igreja romana – para restituir o bom caminho ao pecador. Os demais evangélicos aceitam o resgate do novo pecado pela confirmação do batismo; outras correntes acham que a confissão pública resgata tudo; para algumas, exige-se do penitente o recolhimento espiritual e tudo se resume numa questão de fé. O crente seria salvo, apenas, pela fé.

Também, não lhe dão outra oportunidade... E daí, nada valeria ter seguido sua religião. As leis da Criação jamais são observadas para que tais preceitos se estribem em algo concreto.

Já Lutero dizia: a – Peca, mas crê!

E quem não tiver fé ou não souber como arranjá-la, está perdido: não adianta boas ações, o amor ao próximo, às obras, nada enfim, porque não teve fé. Fé no tabu do dogma.

Nas civilizações mediterrâneas da Ásia Menor, na região que serviu de berço a Jesus, a noção ou conceito do pecado prendia-se mais ao adultério, grande preocupação do homem com relação à mulher, frise-se bem, adultério da mulher; o homem não cometia tal crime porque, na maioria de suas tribos, era permitido ter mais de uma esposa, até quantas pudesse sustentar. Pelo que se deduz, este pecado nada mais é do que a vaidade do homem ferida.

Destoavam dessa linha os masdeístas; nos ensinamentos de Zoroastro e na sua filosofia, atribuía-se o pecado do adultério à maléfica influência de Ahriman, que tentava as mulheres a traírem seus maridos para caírem em sua sedução.

Na Índia, sob influência bramânica, o maior pecado era contrariar os princípios de casta estabelecidos. Buda, ao abolir esses princípios, restabeleceu uma nova filosofia onde glorifica o arrependido dos seus maus atos. No Hinduísmo já não aparece senão os ensinamentos de Krishna transmitidos por Yésu (e que é a mesma filosofia de Jesus) que fala dos pecados como atentado à própria vida. Nasce, então, a primeira ideia de pecado capital.

Os chins idolatravam um só Deus, na antiguidade, e julgavam que só esse Supremo Senhor teria o poder de julgar o que era certo do que fosse errado, separando o que se fizesse de bom daquilo que fosse mau; por esse motivo, achavam que o certo era fazer o que lhes aprouvesse, e Deus que escolhesse o que melhor lhe agradasse.

Deve-se indiretamente a Shin-Tó esse preceito. Há nisso uma grande influência de Confúcio, quando dizia que o homem responderá pelo que fizer e arcará com o ônus perante o Criador.

A filosofia grega, altamente influenciada pela doutrina do velho Egito, aparece aqui, inda mais uma vez preponderantemente, como a grande influenciadora da estrutura na concepção do pecado adotada pela Eclesiastes e é baseada, ainda, na cultura helênica, que se fundamentou a Igreja para ditar as sua leis do pecado.

Segundo a tese dos pensadores gregos, o pecado estaria dividido em dois grupos ou categorias: o venial e o mortal. Venial era pecado perdoável e no qual a criatura não pagava pela falta senão com a consequência de o ter cometido. Já os mortais, pela própria definição, eram implacáveis, cobrando, até, com a própria vida, o erro daquele que os praticasse.

 

Pecado capital – Influências

Vamos encontrar no velho Egito de Osíris (*) uma influência capital na posição helênica porque, segundo se indica, já antes da civilização grega, os ensinamentos reformulado s por Akenaton e Nefertíti chamavam a atenção de seu povo para a prática de atos fatais. Ainda aqui, como até hoje, eram sete esses ditos atos, como sete são os pecados capitais.

Por outro lado, se os veniais fossem práticas que não atingisse a outrem, o infeliz que cometesse um deles, arcaria, sem maiores competências, com o dito cujo.

A título de ilustração, vejamos os conhecidos como capitais:

A gula – leva à morte porque quem come demais está sujeito a ter uma perturbação digestiva fatal.

Comer é um ato exclusivamente necessário para matar a fome e alimentar o corpo, nunca um motivo exagerado de prazer. Prima-se, evidentemente, por acepipes e comidas que saibam ao paladar, dando ao que se alimenta, pelo sabor, o prazer de comer. Porém, comedidamente e essencial a seu sustento, nada mais do que isso. O paladar – com ajuda do olfato –, um dos sensórios naturais do organismo, foi-nos dado pela Criação para escolhermos o que será ingerido. Comer demasiadamente é que pode ser fatal.

Todavia, é um direito de seleção, comer prazerosamente o que lhe saiba ao paladar. Penitências que provoquem fome é que são altamente condenáveis.

A luxúria – condutora dos prazeres mundanos, que torna a prática do sexo como puro motivo de desvario, acaba levando aquele que a pratica a um melancólico fim pelo enfraquecimento, pela indolência, pela troca da atividade essencial à sobrevivência em favor das sensações que, ao fim de tudo, degenera e tira as funções primordiais e vitais do luxuriante.

O prazer sexual, evidentemente, deve ser restrito ao casal, ao seu reequilíbrio diário, às suas funções fisiológicas rigorosamente dosadas dentro das leis biológicas. O que se condena é o prazer orgíaco.

A soberba – Orgulho, arrogância ou presunção é, sem dúvida, um péssimo atributo da criatura humana que a possua. Leva-o aos atos mais loucos; algumas pessoas para se embelezarem, outras para mostrarem superioridade e poder, enfim, capazes de motivar a criatura a atos funestos que acabem fazendo com que sucumbam ante suas atitudes. E o principal l motivo disso tudo é íntimo: querer se suplantar para ser superior aos demais. É como aquele que quer correr mais do que seu carro permita: acaba numa curva, em acidente fatal. Os duelos fazem parte da presunção. E além deles, outros atos congêneres.

Foi incluída entre os capitais porque pode levar a consequências quais.

A mesquinhez – comumente conhecida como avareza, capaz de inibir os sentimentos de vida, é certo que leve o indivíduo à morte na falsa tentativa de resguardo ao julgar que seja somente seu os bens mundanos que possua. Na maioria dos casos trata-se de um apego excessivo a eles que dominam sua ideia a ponto de não enxergar mais nada senão o sentido de guardar e resguardar aquilo de tenha como seu, porém, esquecendo-se de que, com o desencarne, afora o que aprendeu, todos esses bens, fruto da sovinice, ficam na Terra e o usufruente não terá tido oportunidade de acumular os bens do espírito que permitam que seja “rico” no Além. A falta de grandeza e de generosidade faz com que o indivíduo esqueça do fator primordial da sua salvação, que é a caridade. E a pessoa morre pela disputa de um bem puramente terreno.

A cólera e a inveja – Formam um grupo único, embora sejam caracteres distintos que levam o mastozoário racional a pelear com seu semelhante numa luta quase sempre fatal, segundo filosóficas palavras de um autor anônimo de almanaque de algibeira.

A cólera pode levar o rancoroso ao desfecho da vida porque interfere diretamente no funcionamento cardíaco, podendo alterar-lhe as reações a ponto de serem funestas. A raiva desmedida, ou seja, sem limites, também não encontra limite nas funções orgânicas que, não só disparam uma dose senão letal, muito próxima, de adrenalina, provocando, além disso, um terrível abalo emocional. E os sensores são o centro da vida biopsíquica.

A cobiça é irmã gêmea da ira, porque também causa problemas similares na reação orgânica do invejoso, daquele que deseja o que não é seu e se revolta por não o ter. Aí, cai no princípio da ira.

Ambas, portanto, capitais.

A preguiça - Segundo a velha filosofia egípcia, ela seria a mãe de todos os vícios e pecados. O ócio e a inatividade são altamente responsáveis pelas ações da criatura humana na busca de atitudes indignas porque só nelas encontrará uma forma de romper sua apatia e vencer sua estática, lamentavelmente, de forma desastrosa. Por que capital, é que não ficou esclarecido.

 

Um pouco de História – Quando a Igreja foi importada por Constantino, o Grande, nascido em Naísso, data ignorada, filho de Constâncio, que foi imperador romano por um ano, em 305, aquele preferiu, abinitio, o domínio pela cultura; o exemplo grego lhe era marcante. Derrotando Maxêncio, seu antecessor e sucessor do pai, tomou o Poder no ano 312 e em implantando o Cristianismo como Religião do Estado, oficializou-a por obrigatoriedade. Em 313, o Édito de Milão estabeleceu a liberdade de Religião, ante as pressões e insatisfações gerais, liberando o culto aos deuses pagãos, muito mais difundido no império que os ensinamentos trazidos por Pedro, o fundador da Igreja dita cristã romana. À frente desse movimento encontrava-se o tribuno Caius Licinius que, no ano 325, foi afastado por Constantino, convocando o Concílio de Nicéia onde foi restabelecido o Cristianismo como religião obrigatória do povo romano.

Os dogmas religiosos foram oficializados e dentre eles o dos pecados mortais, assim considerados porque matam a alma do homem. Em síntese, matam espiritualmente a criatura. Havia saber nisso, apenas, o erro estava na imposição porque, pelas leis universais, a reforma está em cada um e não na obrigação de realizá-la.

Das penitências

É uma autopunição. O indivíduo procura castigar-se pelas faltas cometidas ou não cometidas, mas que lhe sejam imputadas pelos princípios religiosos. Algumas delas revestem-se de um ridículo extraordinário, como a dos que não se lavam, ou dormem sobre pedras, os que se colocam em posições de “sacrifício”, os que se alojam ao lado de monturos, ou de Maria Alacoque, hoje cantada em prosa, verso e música, que chegou ao extremo de pôr na boca os dejetos de uma desintérica, por ser agradável a Jesus, segundo ela, a penitenciar-se de máculas.

Subir escadarias de joelhos, carregar troncos em cruz para louvar a caminhada ao Calvário, cingir espinhos à cabeça passou a ser corriqueiro. Os que pratica m penitência são criaturas que pensam que, assim agindo, agradam a Deus. Na verdade, estão cometendo, talvez, um dos maiores erros, que é o de abreviar a vida com certos atos prejudiciais à saúde.

A penitência data da pré-história, desde o tempo da adoração o aos deuses da caverna, no ritual do fogo, onde, além de imolações, os Espíritos manifestantes através dos sacerdotes exigiam que, além do holocausto, os livres dessa condenação se impusessem a sacrifícios em honra ao culto. Davi escreveu os Psalmos da Penitência que retrata a posição das mesmas perante seu povo. Os costumes levaram os sacerdotes em geral a recomendar ao pecador que se martirizasse a fim de olvidar o pecado ou dele se afastar. Considerava-se, então, a virtude da penitência capaz de purificar o ímpio a ela sujeito.

Com o advento da Igreja romana, a penitência passou a ser um sacramento ministrado pelos padres ou pelos bispos com o fito de dar ao fiel confesso a remissão. Para isso, era preciso levar o pecado ao campo transcendental do espírito, a fim de mais intimamente ligá-la à religião. Se encarasse o problema pelo lado biológico, a religião em si não teria domínio suficiente para bitolar seus crentes, principalmente porque a massa humana deixa-se levar muito mais facilmente pelo temor ao transcendente, ao desconhecido, do que pela lógica das consequências ou pela razão.

Conhecedores disso, os sacerdotes sentiram, desde logo, que o caminho, não só para afastar o crente do erro como ainda para mantê-lo deveras fiel aos costumes, era agir dessa forma.

E aí, coerente com sua filosofia, parece que o Espiritismo seja a única, senão uma das poucas doutrinas que preferem o ensino pelo conhecimento e a reforma pela razão, deixando ao destino de cada um o sacrifício pela cobrança natural da vida, sem penitências, evidentemente.

Aceita-se, todavia, o conceito de que hajam pecados capitais porque, de fato, essas sete infringências acarretam gravames ou podem levar a pessoa à morte, porém, nada com relação ao fato de que possa desagradar a Deus. Deus com melindres! Os grandes prejudicados são os que cometem tais “pecados” em face das suas consequências capazes de os levar aos mais desvairados desatinos. Ele próprio traça seu destino futuro.

É o vício da alma que se leva gravado no espírito para outra vida plasmado no perispírito, decorrente dos danos que tenham causado, e que, como tal, ter-se-á que responder por ele.

As observações indicam que a maldade estará sempre recalcada em um dos sete pecados capitais; os grandes crimes são levados a cabo em face d os sentimentos mesquinhos perfeitamente enquadrados neles.

Pecar, portanto, é cometer ato em dissonância com os bons preceitos e costumes, que fira o seu semelhante, que provoque a dor e o sofrimento, quer nos outros, quer no próprio; é a ação indigna que macula a alma, que mancha o caráter e deturpa os sentimentos. É um entrave ao progresso.

Então, sem dúvida, o pecado existe; o castigo é certo, não porque Deus puna o ímpio, porém, porque, como mostra a tradicional filosofia de Galileu, quem pratica o ato, responde por ele, tendo que absorver, de retorno, toda a energia correlata com a que emitiu na sua prática. E essa absorção, também aqui, é que define a dor e o sofrimento, em síntese, o resgate.

 

Carlos Imbassahy – obra: E... Deus Existe?

__________

(*) O autor, no seu livro Lendas de Osíris, inclui a lenda dos sete pecados capitais, tradicional dos tempos desse mítico pastor.

PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 00:01

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