Sábado, 4 de Abril de 2009

FAUSTINO MONTEIRO ESPONSEL - O VERDADEIRO ANDRÉ LUIZ



André Luiz é Faustino Esposel.
Faustino Monteiro Esposel nasceu na rua dos Araújos nº 10, bairro do Engenho Velho, cidade do Rio de Janeiro (registro 14º 69), em 10.8.1888. Desencarnou no Rio de Janeiro, às 17 horas de 16.9.1931, residindo então na rua Martins Ferreira nº 23, no bairro nobre de Botafogo. Era filho de João Paiva dos Anjos Esposel e de Maria Joaquina Monteiro (filha reconhecida, ou seja, não registrada oficialmente).
Faustino Esposel casou com Odette Portugal Esposel, conhecida por Detinha. Era filha do médico José Teixeira Portugal, nascido em 1874 e desencarnado em 1927. Ela nasceu em 6.6.1900 e desencarnou em 5.2.1978. A missa foi rezada no dia 13 daquele mês, na igreja de Santa Margarida Maria, na Lagoa.Irmã da Odette Portugal Esposel: Olga Portugal, viúva de Gumercindo Loretti da Silva Lima, casada em segundas núpcias com o primo Arthur Machado Castro, que tinha uma irmã chamada Lygia. Odette e Olga tiveram uma filha: Regina, casada com Jorge C. Dodsworth. Gumercindo Loretti foi figura muito ligada aos ideais do escotismo e tinha um irmão, Jarbas Loretti da Silva Lima, diplomata e poeta, nascido em 1868, no Rio de Janeiro, autor de Vozes Andinas, 1918.Faustino Monteiro Esposel e Odette Portugal Esposel moravam na rua Martins Ferreira nº 23, em Botafogo, cidade do Rio de Janeiro. A partir de 1954, a casa passou a ser propriedade da Associação de Educação Católica do Brasil, subordinada à Conferência dos Religiosos do Brasil e que permaneceu ali até 1981, quando se transferiu para Brasília. A casa passou a abrigar, então, a Creche Escola Favinho do Mel, patrocinada pela Associação e dirigida por três senhoras que ali residem até hoje (2005). O atual porteiro se chama “coincidentemente” André Luiz...
Faustino Esposel nasceu na capital federal, no dia 10 de agosto de 1888. Era professor substituto da seção de neurologia e psiquiatria da Faculdade de Medicina e reputado clínico, catedrático de neurologia na Faculdade Fluminense de Medicina. Foi ainda chefe do serviço da Policlínica de Botafogo e do Sanatório de Botafogo e médico da Associação dos Empregados do Comércio. E era também sanitarista, portador por concurso do título de docente de higiene da Escola Normal do Rio de Janeiro, na qual foi continuamente encarregado de cursos complementares. Fez os estudos primários na Escola Alemã, conhecia profundamente o idioma germânico, cursou durante alguns anos o externato Mosteiro de São Bento. Formou-se em 1910 em farmácia e em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde defendeu tese sobre "Arteriosclerose cerebral", em que recebeu a nota de distinção. Durante o curso acadêmico, foi adido dos serviços clínicos da 7ª e da 18ª enfermarias da Santa Casa da Misericórdia, chefiadas respectivamente pelos mestres Miguel Couto e Paes Leme. Ainda nessa época, exerceu o internato oficial da Clínica Pediátrica dos professores Barata Ribeiro e Simões Corrêa.
Pouco após a formatura, candidatou-se a médico da Assistência de Alienados do Rio de Janeiro, classificando-se em primeiro lugar, pelo que foi nomeado assistente do Hospital Nacional de Alienados. Chegou a titular de livre docente da Faculdade de Medicina, exercendo ali o cargo de professor substituto de neurologia e psiquiatria. Nessa condição teve ensejo de integrar diversas bancas examinadoras de teses de doutoramento.
Foi ainda interno e assistente da clínica neurológica e médico adjunto do Hospital da Misericórdia. Deixou muitos trabalhos publicados sobre a especialidade, o que lhe permitiu ingressar em diversas sociedades científicas nacionais e estrangeiras. Em 1918 fez parte da missão médica brasileira que foi à Europa durante a I Grande Guerra. Como representante do Brasil participou de congressos na Europa e na América do Sul. Foi organizador e secretário-geral da Segunda Conferência Latino-Americana de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal. Sobre a epidemia de gripe no Hospital Brasileiro, em Paris, apresentou em 1919 substancioso relatório ao chefe da Missão Médica Brasileira. Recebeu honroso diploma do curso oficial de Pierre-Marie, assinado por este famoso professor e pelo decano da Faculdade de Paris, professor Roger.Durante o impedimento do professor Antônio Austregésilo Rodrigues de Lima, catedrático de Clínica Neurológica (fora eleito para o Congresso Nacional), Faustino Esposel exerceu com brilho aquela função, conquistando grande renome como didata. Conseguiu elevado prestígio entre os seus colegas, gozando de justa projeção nos meios sociais. Aficionado dos esportes, criou largo círculo de amizades nas rodas desportivas, em época em que o futebol não era unanimidade nas elites do país.
Faustino Esposel desencarnou na capital federal, às 17 horas do dia 16 de setembro de 1931, com 43 anos 1 mês e 7 dias. O sepultamento foi numa quinta-feira, no dia 17, às 16:30h, no cemitério de São João Batista (registro 9817 – Quadra 12, Nº RG Livro 775 – p. 17). O corpo saiu da residência. Missa de 7º dia foi celebrada em 23.9.31, às 10 horas, na igreja da Candelária. Antônio Austregésilo, amigo de infância, assinou o atestado de óbito, nele fazendo constar, como causa da morte, apenas uremia. Era portador de uma nefrite crônica. Entretanto, os familiares sabiam e alguns descendentes vivos sabem que ele desencarnou de câncer, o que foi omitido por todos os jornais da época, que apenas mencionaram, como era praxe nesses casos, "a violência da súbita enfermidade que o acometeu" sendo "todos os esforços impotentes no combate ao mal insidioso" (Diário de Notícias, 17.9.31); ou "acometido de moléstia aguda, que sobreveio inesperadamente" (Jornal do Commércio, 17.9.31). Quando do falecimento, o amigo Antônio Austregésilo fez um panegírico, inserido em Arquivo Brasileiro de Medicina, nº 8, de 1931 (Biblioteca Nacional).Em 29.9.1927, Faustino Esposel inscreveu-se à vaga aberta na Academia Nacional de Medicina decorrente da passagem de Teófilo de Almeida Torres, membro titular da Seção de Medicina Geral, para a classe dos Membros Titulares Honorários. Apresentou juntamente com os seus trabalhos a memória intitulada "Em torno do sinal de Babinsky". Aprovado, a eleição teve lugar em 17.11.1927 e a cerimônia de posse na sessão de 24.5.1928, sob a presidência do acadêmico Miguel Couto, que designou os acadêmicos Antônio Austregésilo e J. E. da Silva Araújo para acompanhar o novo acadêmico ao recinto. Fez-lhe a saudação de paraninfo o acadêmico Joaquim Moreira da Fonseca. Com o seu falecimento, sua poltrona passou a ser ocupada pelo acadêmico Odilon Gallotti, eleito em 23.6.32 e empossado em sessão de 25.6.36. Na sessão de 30.6.32 a Academia promoveu uma homenagem a Faustino Esposel, discursando na ocasião o orador oficial Alfredo Nascimento. Tenho em meus arquivos todos os discursos pronunciados naquela instituição. Faustino Esposel era católico. Militou na União Católica Brasileira. Foi congregado mariano. Comungava com freqüência, o que era hábito da maioria religiosa daquela época.
Tinha ficha de cadeira cativa do Clube de Regatas do Flamengo, dos anos de 1925 a 1930. Foi presidente do clube no biênio 1920-1922, depois de 1924 a 1927, ano este em que renunciou, assumindo Alberto Borgerth. Em 1928 voltara à presidência, não tendo completado o mandato em virtude da doença. Na assembléia de 23 de dezembro de 1920, quando o presidente já era Faustino Esposel, o Flamengo aprovou o seu novo uniforme, usado até hoje. Em 1926, os Guinle pediram a devolução do imóvel que estava arrendado ao clube. Fez-se então uma campanha de arrecadação junto ao quadro social para a aquisição de um local próprio. Desde 25 de março de 1925, Faustino Esposel havia reunido a diretoria comunicando a disposição do então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Antônio Prado Jr., de ceder uma área de mais de 34 mil metros quadrados às margens da lagoa Rodrigo de Freitas. Após negociações que se sucederam com o prefeito Alaor Prata, o presidente Faustino Esposel obteve a desejada área na Gávea. O primeiro jogo ali promovido, ainda sem muro e cercado por madeiras, aconteceu sob a presidência de Faustino Esposel, no dia 26 de novembro de 1926, entre a Liga de Amadores de Foot-Ball (São Paulo) e a Association de Amateurs de Argentina. Nesse período, Oscar Esposel, irmão de Faustino e conselheiro do clube, propôs a inauguração do estádio da Gávea em 15 de novembro de 1938, quando o Flamengo estaria completando 43 anos de fundação. Mas a festa acabou acontecendo antes, no dia 4 de setembro daquele ano com um jogo entre Flamengo e Vasco, vitória vascaína por 2 a 0 que, no entanto, não abafou a alegria rubro-negra, por estar com a nova casa concluída.Entusiasta dos esportes e da educação física, que sempre cultivou, pertenceu a muitas associações esportivas em que exerceu cargos técnicos e administrativos e de que foi presidente por diversas vezes, como a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos e a Federação Brasileira de Desportes.
Há dois retratos de Faustino Esposel na sede do Flamengo, na Gávea. Outro, de corpo inteiro, não está, como alguns parentes supunham, no gabinete do Deolindo Couto, de quem foi professor. Constatei que se encontrava no corredor escuro da Faculdade de Medicina, então na praia Vermelha (hoje não existe mais). Existe também um quarto quadro, em que ele está de meio-perfil, na residência da Maria Laura Hermida de Salles Gomes (Mariazinha), em Cambuquira, na rua Getúlio Vargas, 141.
Um último registro: Antônio Austregésilo, talvez o maior amigo do Faustino, chegou a presentear Odette com livros de André Luiz.Bem, eis o que posso adiantar. Tenho muitas outras informações, mas meu acervo completo só pode ser aberto realmente em livro, dados os comentários e as explicações que o tema exige. Aí então farei a necessária análise comparativa com o livro Nosso Lar e outros da série. Devo salientar, desde logo, que André Luiz fez pequenas modificações para despistar o leitor, em obediência à preocupação exposta no prefácio de Emmanuel no sentido de ocultar sua verdadeira identidade, o que ele mesmo reafirma na mensagem de abertura ("Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal.") Noutras ocasiões deixou pistas insuspeitadas. Mas, num único ponto a modificação não foi pequena, ou melhor, foi radical: a família deixada na terra. Na verdade, Faustino Esposel não deixou filhos. Então, quem são aquelas pessoas referidas no livro? Segundo explicação do Chico, apresentada desde 1975, são todos membros de uma família de que o Faustino era membro em encarnação anterior. A fim de ilustrar os ensinamentos ele foi buscar a situação doméstica no seu passado mais remoto.
Outros detalhes que posso antecipar:- André Luiz informa que foi assistido na colônia Nosso Lar por um médico chamado Henrique de Luna. Na terra, De Luna (médico, com esse mesmo nome) era contemporâneo de Faustino Esposel.
- André Luiz narra em Nosso Lar que teve quinze anos de clínica. Formado em 1910, consta que a partir da segunda metade da década de 20 ele viveu muito mais para o magistério e trabalhos intelectuais ligados à medicina, além das atividades desportivas.
- Luísa, a irmã que André Luiz conta ter desencarnado cedo, quando ele era "pequenino", na verdade era um irmão (Adolfo Monteiro Esposel), desencarnado com apenas quatro meses, em 1886, dois anos portanto antes de ele nascer.
- Quem privou muito da proximidade de Faustino Esposel foi um porteiro que, até meados da década de 70, embora aposentado, ainda costumava freqüentar o Pinel. Disse-me conhecer toda a vida do professor Faustino Esposel, que ele atendia muitos doentes de graça e que era famoso de verdade. A par disso, aludiu a alguns fatos que se ajustam perfeitamente ao que está confessado nas páginas de Nosso Lar. E confirmou, inclusive, detalhes de comportamento que o próprio André Luiz também não escondeu no livro.
Rio de Janeiro, 1º de julho de 2005
LUCIANO DOS ANJOS
trecho completo no site: http://www.grupodosoito.com.br/subpaginas/faustino.htm
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 20:41

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3 comentários:
De Anónimo a 31 de Março de 2011 às 23:40
Poderia um espírito desencarnar passando por zonas tenebrosas do Umbral e quem vai para este local não teve uma vida carnal correta de acordo com ensinamento espiritual, ficando na erraticidade apenas doze anos aproximadamente já estaria apto a escrever o seu primeiro livro espírita relatando a sua chegada ao Nosso lar?
Será que em Nosso Lar não teria espíritos mais elevados para fazer este trabalho?
Qual seria o motivo de um espírito recém chegado no mundo espiritual nos trazer um ensinamento tão sério conforme esse?
Qual seria o motivo de Chico Xavier omitir o verdadeiro nome de André Luiz e ainda pedir segredo aos seus amigos?
Será que um Espírito considerado como o Espírito da Verdade aceitaria a omissão do seu verdadeiro nome sem apresentar um motivo lógico ao plano espiritual?
Acho que nós espíritas mantedores da verdadeira palavra espiritual precisamos conferir e colocar toda a verdade para limpar o nome do Espírito da Verdade que Jesus nos prometeu.
Não quero ser compreendido como criador de caso ou contra a quem quer que seja desejo apenas restaurar a nossa verdade espiritual.
André Luiz ou Faustino Monteiro Esposel a religião espírita precisa ter como base a verdade e não a falsificação.
Vamos à procura da verdade meus irmãos!
Jorge Ramos.
De VINICIUS a 5 de Janeiro de 2012 às 02:23
ACHO QUE ELE NÃO PRECISARIA MENTIR O SEU NOME VERDADEIRO E NEM CRIADO TODA ESSA VIDA QUE ELE TEVE NA TERRA QUE ELE NÃO TEVE OU PODE SER QUE AINDA NÃO CHEGAMOS NO VERDADEIRO ANDRÉ LUIZ... MAS ALGUMA COISA ESTA ERRADA NISSO AI TEM ALGUMA COISA ERRADA A HISTORIA E MUITO LINDA. MAIS QUANDO SE TRATA DE FATOS REAIS NÃO PODE SE OMITIR NADA E NEM MUDAR NADA
BOM MAIS ESSA HISTORIA EM SI NOS FAZ PENSAR MAIS EM NOSSA VIDA E NOS VIGIAR MAIS
De Anónimo a 14 de Fevereiro de 2012 às 22:25
Irmão Jorge Ramos, você acharia correto que após alguns anos do desencarne vossa familia sedenta de saudades acharia coveniente que vos escresse um livro e colocaria seu nome para que eles possam brigar na justiça por direitos autorais? Sendo que na verdade foram passados todos estes ensinamentos sem custo algum para nós! Você acharia correto isto? Pensar antes de escrever e algo nobre e de grande utilidade, se você é um espirita como relata acima deve saber o que significa Ação e Reação.
Fique com a misericordia de nosso Senhor Jesus Cristo.

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