Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

PUNIÇÃO NUNCA - O AMOR ETERNAMENTE



MENSAGEM SOBRE A QUEDA DO AVIÃO DA TAM, EM 17.07.2007, NO QUAL DESENCARNARAM 199 PESSOAS.

A noite começava a dar novas tintas ao céu de São Paulo. A fumaça negra ainda subia no ar, sinalizando a dor e o desespero.
Os bombeiros trocavam de turno, enquanto, ao longe, no horizonte, atrás dos edifícios que não deveriam estar ali, o sol recomeçava a brilhar, subindo avermelhado na linha do horizonte.
A esquadrilha dos socorristas levava junto, em silenciosas aeronaves espirituais, os funcionários da companhia de cargas. Eles também eram participantes do batalhão dos Leões. Por isso a lei suprema determinou que, dentre dezenas de prédios, o avião desgovernado atingisse exatamente aquele - o da companhia da aeronave.
As horas de dor exigem nos amemos uns aos outros, porque todos estamos comprometidos com a lei suprema. Cabe-nos ampararmo-nos uns aos outros, perdoando-nos e perdoando os que seguem ao nosso lado, vencendo nossos erros do passado. A lei da reencarnação não é feita para punir. Deus, Pai de amor, apenas ensina, não pune. Somos almas imortais. Nosso destino inapelável é a grandeza espiritual. A ela chegaremos quando nos reconciliarmos com nossa consciência manchada pelos erros do passado.
O mesmo amor que enviou os bombeiros encarnados enviou os espíritos especializados em socorrer tais acidentes. Assim, todas as vítimas foram cercadas pelo carinho de espíritos bondosos que as consolaram na difícil passagem da morte do corpo.
O sol começava a inundar São Paulo de luz e de alegria.
Alguns órgãos de notícias difundiam os fatos, às vezes tentando colocar a culpa pelo desastre nos ombros de quem não mais estava encarnado para poder se defender. Queriam manipular a opinião pública, isentando os governantes responsáveis. Cenas e sons se espalharam pelo Brasil, mostrando os horrores do maior acidente aéreo de nossa história.
As cores da alegria do brasileiro transformam-se em tons de tristeza. Ao lado da solidariedade às famílias das vítimas, um sentimento de decepção: o desastre foi uma prova da falta de amor ao país da parte de seus líderes.
O povo brasileiro, que tem a missão de iniciar a era de fraternidade em nosso planeta, segue oprimido e culturalmente alienado: escolas dão diplomas e não ensinam. O conceito de pátria é afogado na lama da corrupção. O abismo entre pobres e ricos se equipara ao de países muito mais pobres do que o nosso. Enquanto isso, homens que deveriam liderar o povo martelam as consciências, sem auxiliá-las a elevarem-se espiritualmente. Onde falta o indispensável para se viver, a moral e a dignidade são artigos dispensáveis.
Moços terminam cursos, sem aprender, em faculdades caras, e arrumam emprego em funções de subserviência. A liderança cultural do país desaparece sob leis que degeneram a cultura e a educação. Indústrias tradicionalmente brasileiras são esmagadas pela falta de preparo dos dirigentes. O poder econômico estrangeiro domina as estruturas básicas da nossa nação e o brasileiro, por justiça dono dos recursos naturais, transformou-se em servidor de organizações que drenam nosso sangue econômico para outras terras.
O aeroporto estava em silêncio, exceto por algumas máquinas que limpavam a pista. As chamas finalmente foram extintas.
Uma tela montada na dimensão espiritual mostrava magotes de sofredores andando sem rumo, na escuridão do umbral; caminhando entre substâncias fétidas e negras. Eram políticos e empresários que haviam falhado em suas missões.
Eles ouviam gemidos e sussurros de dor de velhos e crianças que foram vítimas indiretas da sua liderança, cuja missão deveria ser a de protegê-los. O remorso apunhalava os corações daqueles homens e mulheres que preferiram se esquecer da missão sacrossanta de guiar o povo para mergulharem na irresponsabilidade da corrupção.
Aquela história de dor não terminava ali com a transferência dos espíritos das vítimas: novos tormentos surgiram nos corações dos culpados pelo acidente.
O espírito humano não se libertará do sofrimento enquanto não adequar seu comportamento às leis divinas que regem o universo. O maior presente que a vida nos deu é a certeza de que somos eternos, indestrutíveis. Mesmo que o homem queira destruir-se, a vida continuará na grandeza do espírito humano. O espírito é fagulha divina e pode criar belezas indescritíveis.
Com esforço, nós brasileiros transformaremos esta pátria em imenso canteiro de amor. Nossas florestas brasileiras, rios, cachoeiras, nascentes, lagos e praias são verdadeiros centros de terapia, onde espíritos de todo o mundo podem ser trazidos para se tratarem e se refazerem. Aqui está planejado o surgimento da civilização do amor. No planalto Central está concentrada a força espiritual da civilização brasileira. No norte do país, estão as florestas que, se forem usadas com equilíbrio, protegerão todo o planeta. Porém, a destruição da flora e da fauna nos ataques ao meio ambiente pode alterar profundamente os planos do governo espiritual, interferindo na ascensão espiritual de todo o planeta.
Não foi o acaso que conservou as florestas da faixa do Norte, desde a época do descobrimento, apesar de estarem mais próximas da civilização européia mais de cinco mil quilômetros que o sul. A civilização brasileira floresceu, primeiro, nos estados sulistas.
Que paraíso seria o Brasil se todos retribuíssemos à vida as dádivas que recebemos de Deus na natureza! Nos céus do Brasil, nas cenas do futuro, eu vejo o país que deveríamos ser. A pátria das cidades civilizadas, escolas deslumbrantes, gente bem vestida e feliz, automóveis, barcos, navios, caminhões, trens e ônibus levados por combustíveis aqui produzidos; aviões fabricados por nós mesmos, com tecnologia nossa, já que somos o berço do Pai da Aviação.
Imagino o que seria o meu Brasil, pontilhado de escolas, faculdades de alto padrão científico, difundindo a grandeza humana.
O aeroporto, da noite trágica, ficou em silêncio. Lá fora, um monte de escombros e ferros retorcidos. Aqui dentro do meu coração, um mundo de tristeza e uma certeza: meu país não merece o que alguns dos seus maus filhos fazem à pátria, quando se esquecem da gratidão a Deus, por termos nascido no Brasil.
Cansado e comovido, termino aqui minha difícil tarefa de repórter da desgraça, elevando a Deus uma prece de amor ao meu país e às vítimas - brasileiros como eu.

ALBERTO SANTOS DUMONT
Inventor do Avião
São Paulo, seis horas da manhã  do dia 18 de julho de 2007
Mensagem constante no livro "O VOO DA ESPERANÇA"
PUBLICADO POR SÉRGIO RIBEIRO às 18:27

LINK DO POST | COMENTAR | favorito

.MAIS SOBRE MIM

.PESQUISAR NESTE BLOG

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27

.POSTS RECENTES

. FÉ RACIOCINADA

. COISAS TERRÍVEIS E INGÊNU...

. CAIM FUNDOU UMA CIDADE SE...

. OS HERÓIS DA ERA NOVA

. CONFLITOS E PERFEIÇOAMENT...

. GRATIDÃO: UM NOVO OLHAR S...

. PERDÃO DE DEUS

. A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E ...

. NO CRISTIANISMO RENASCENT...

. EM PAUTA – A TRISTE FESTA

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds